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Novo rico e o adeus de Buffon: 7 motivos para acompanhar o Italiano

Rafael Reis

O Campeonato Italiano possui uma legião de fãs no Brasil, muitos deles de longa data, do começo dos anos 1990, quando os jogos passavam na Band e era a única liga nacional estrangeira transmitida em TV aberta para todo o país.

Mas até os mais fanáticos apreciadores do calcio sabem que o outrora maior campeonato do planeta está devendo já há algumas temporadas.

Só que essa situação pode estar prestes a mudar. O crescimento da Juventus no cenário europeu, as contratações milionárias do Milan e o trabalho sólido feito pelo Napoli deram um gás novo para a competição, que promete ser bem mais emocionante que nos últimos anos.

Conheça abaixo sete motivos para acompanhar a temporada 2017/18 do Campeonato Italiano, que começa neste sábado com duas partidas (Juventus x Cagliari e Hellas Verona x Napoli):

NOVO MILAN

Cento e oitenta cinco milhões de euros (R$ 703 milhões) em reforços. Foi esse o valor que os novos donos do Milan investiram para transformar um time que não sobe ao pódio do Italiano desde 2013 em um candidato a acabar com a hegemonia da Juventus no campeonato. Entre as principais contratações dos rossoneri, destaque para o zagueiro Leonardo Bonucci, ex-Juve e novo capitão do time, e para o centroavante português André Silva, revelação do Porto na temporada passada.

O ADEUS DE GIGI

A não ser que mude radicalmente de planos, a temporada 2017/18 deve marcar a despedida de um dos maiores goleiros da história, Gianluigi Buffon. O arqueiro de 39 anos tem contrato com a Juventus até junho e já afirmou que pretende deixar o futebol profissional depois de disputar a sexta Copa do Mundo de sua carreira. Gigi estreou no Italiano em novembro de 1995, ainda pelo Parma, e defende a meta da atual vice-campeã europeia desde 2001.

A VIDA PÓS-TOTTI

Pela primeira vez em 24 anos, a Roma não terá em seu elenco Francesco Totti. O maior ídolo da história do clube da capital e um dos ícones do futebol italiano se aposentou no fim da última temporada, aos 40 anos. Em homenagem ao astro, a Roma decidiu tirar de circulação sua camisa 10, vestida por Totti durante a maior parte da carreira. O veterano volante Daniele de Rossi herdou a braçadeira de capitão.

A CHANCE DE ALISSON

Criticado por ser titular da seleção mesmo esquentando o banco na Roma durante a última temporada, Alisson terá sua chance de ouro a partir desde fim de semana. Com a ida do polonês Szczesny para a Juventus, o brasileiro deve começar a temporada como titular. O também polonês Lukasz Skorupski (ex-Empoli) e o veterano romeno Bogdan Lobont são os outros goleiros do elenco romano.

O FENÔMENO MERTENS

Dries Mertens era só mais um coadjuvante da aclamada geração belga enquanto jogava como atacante pelos lados de campo. Mas bastou Maurizio Sarri improvisar esse baixinho habilidoso de 1,69 m no comando de ataque do Napoli para o Campeonato Italiano ganhar um novo craque. Mertens fez 34 gols em 46 partidas na temporada passada e virou a maior esperança napolitana de ir além do vice-campeonato obtido em dois dos últimos cinco anos.

O FANTASMA DE BELOTTI

A história italiana é repleta de de atacantes que despontaram como candidatos a figurões do futebol mundial e jamais conseguiram concretizar esse rótulo, como Alberto Gilardino e Ciro Immobile. A bola da vez é Andrea Belotti. Terceiro colocado na artilharia do último Campeonato Italiano, o camisa 9 do Torino entrou na lista de compras de vários clubes, como Chelsea e Milan, mas, pelo menos por enquanto, continua em Turim. Resta saber se será o goleador de uma só temporada ou se conseguirá superar essa “maldição”.

O QUE A INTER QUER?

Último time italiano a vencer a Liga dos Campeões, a Inter parece meio sem saber o que fazer para voltar a ser competitiva. Depois de gastar horrores na temporada passada e não ver resultado dentro de campo, o clube optou neste mercado por fazer contratações daquelas que não empolgam muito o torcedor. Seu reforço mais caro é o volante uruguaio Matías Vecino, tirado da Fiorentina.


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