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Livres para assinar: 7 astros que ficam sem contrato no fim da temporada
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Rafael Reis

O clube que quiser contratar uma estrela de primeiro escalão do futebol mundial para a próxima temporada não precisa necessariamente gastar uma fortuna para adquirir os direitos econômicos do jogador.

Vários medalhões com carreira de sucesso na Europa ficam sem contrato no fim de junho e estão livres para negociar o futuro com quem bem entenderem.

Conheça abaixo 7 astros que estão com contrato para vencer e que devem pintar em outro clube depois das férias de meio de ano.

ZLATAN IBRAHIMOVIC
Atacante
Sueco
35 anos
Manchester United (ING)

O centroavante sofreu uma grave lesão de ligamento no joelho direito e só deve retornar ao futebol no próximo ano. Apesar de ter contrato apenas até junho, o sueco receberá assistência médica do Manchester United durante todo o período de recuperação. No entanto, seu futuro após voltar aos gramados é uma grande incógnita: Ibrahimovic pode jogar por mais alguns meses na Inglaterra ou se tornar o novo astro de uma liga em expansão, como a chinesa e a MLS (Major League Soccer), dos EUA.

PEPE
Zagueiro
Português
34 anos
Real Madrid (ESP)

O zagueiro, nascido em Alagoas e que defende a seleção portuguesa desde 2007, decidiu encerrar no final desta temporada sua passagem de dez anos pelo Real Madrid. No final de 2016, quando veio a público que Pepe não renovaria seu contrato, parecia certo que seu destino seria o futebol chinês.  No entanto, o jornal “Marca” publicou na semana passada que o zagueiro deve vestir a camisa da Inter de Milão após as férias.

IKER CASILLAS
Goleiro
Espanhol
35 anos
Porto (POR)

Campeão mundial com a Espanha em 2010 e um dos melhores jogadores de sua posição neste século, o goleiro já falou algumas vezes que pretende estender sua permanência no Porto, mas seu alto salário (algo em torno de 6,5 milhões de euros por ano) dificulta a renovação do contrato. Casillas também tem em mãos uma proposta para defender o Olympique de Marselha e outra para se mudar para os Estados Unidos a partir de julho.

YAYA TOURÉ
Meia
Marfinense
34 anos
Manchester City (ING)

O jogador, que já teve problemas de relacionamento com Pep Guardiola e ficou na geladeira do Manchester City durante parte considerável da temporada, pode até continuar no Etihad Stadium na próxima temporada. Mas, de acordo com a imprensa inglesa, Yaya Touré terá de aceitar uma considerável redução no seu salário se quiser renovar o contrato e permanecer no elenco por mais um ano.

JOHN TERRY
Zagueiro
Inglês
36 anos
Chelsea (ING)

Um dos jogadores mais importantes da história do Chelsea, o capitão deixará o campeão inglês depois de 22 temporadas vestindo a camisa azul. Seu destino ainda está indefinido. Alguns clubes menores da Inglaterra, como Bournemouth e West Bromwich, já manifestaram interesse em contratá-lo. Porto, China e Estados Unidos também são destinos possíveis para Terry.

MARIO BALOTELLI
Atacante
Italiano
26 anos
Nice (FRA)

Após renascer no Nice e levar o clube à classificação para a da Liga dos Campeões da Europa, o atacante italiano não deve permanecer na França na próxima temporada. O rumor do momento é que Balotelli decidiu não renovar contrato com o Nice para se juntar ao elenco do Las Palmas, que disputa o Campeonato Espanhol. De acordo com o jornal “As”, a negociação tem sido intermediada por Kevin-Prince Boateng, jogador que é amigo do italiano desde os tempos de Milan.

JESÚS NAVAS
Atacante
Espanhol
31 anos
Manchester City (ING)

Reserva durante a maior parte da temporada, o ponta direita espanhol ainda negocia com o Manchester City uma extensão contratual para continuar na Inglaterra na próxima temporada. No entanto, Navas também tem em mãos uma proposta para retornar ao Sevilla, clube que o lançou para o futebol e onde jogou até 2013, ano em que o trocou justamente pelo City.


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Fifa permite que jogadores rescindam contrato por “excesso de banco”
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Rafael Reis

Imagine a situação: um jogador do seu time passa o ano todo no banco de reservas e, incomodado com a situação, entra na Justiça e consegue a rescisão do seu contrato.

Esse cenário não é apenas uma hipótese que mexeria com o mercado do futebol e assustaria técnicos e dirigentes dos clubes. Pelo contrário, ele está previsto no Regulamento de Transferência de Jogadores da Fifa.

Intitulado “Terminando um contrato com justa causa esportiva”, o artigo 15 do documento afirma que um atleta tem o direito de encerrar de forma unilateral seu vínculo com um clube (com pagamento ou não de indenização) caso tenha participado de menos de 10% das partidas daquela equipe na última temporada.

Diego Tardelli

“É claro que não é só alegar justa causa esportiva e rasgar o contrato. O jogador vai ter que provar que não ficou afastado devido a uma contusão, suspensão ou caso de indisciplina. Há outros casos também onde não se deve aplicar essa regra, como os goleiros reservas e jovens recém-promovidos ao time profissional”, afirma o advogado Marcos Motta, especialista em transferências internacionais.

Apesar de constar no regulamento da Fifa desde meados da década passada, a cláusula ainda não é muito usada.

O próprio Motta só cogitou recorrer à justa causa esportiva uma vez, em caso envolvendo um clube russo, mas conseguiu um acordo extrajudicial e não chegou a levar o caso para os tribunais.

No entanto, de acordo com o advogado, o artigo pode ganhar uma nova vida e virar uma ferramenta importante na defesa dos direitos dos jogadores devido às características do mercado contemporâneo do futebol.

“A entrada de oligarcas russos e ucranianos e conglomerados chineses no futebol mudou a dinâmica das contratações, que deixaram de ser apenas técnicas e hoje envolvem também o marketing e a proteção de mercado. Com isso, jogadores importantes e acostumados a seleção passaram a conviver pela primeira vez com a situação de ficarem no banco ou serem afastados”, avalia.

Esses são os casos, por exemplo, do meia Wagner e dos atacantes Jô e Diego Tardelli, todos com passagem pela seleção brasileira, que estão inativos desde julho porque não foram inscritos no segundo turno do Campeonato Chinês, já que seus clubes contrataram mais estrangeiros do que podem escalar.

O meia Yaya Touré, do Manchester City, é outro que enfrenta uma situação de afastamento. Fora dos planos de Pep Guardiola e em guerra aberta com o treinador, ele participou de apenas uma partida na atual temporada.


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