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Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso? Compare
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Rafael Reis

O primeiro era um garoto de 20 anos tratado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, campeão olímpico e que vinha recebendo as primeiras oportunidades na seleção principal.

O segundo era um meia de 27 anos reconhecido como um dos jogadores mais técnicos e talentosos do país, que havia acabado de ser convocado para disputar a Copa América Centenário e parecia estar retornando aos melhores momentos do seu futebol.

Sete meses atrás, Gabigol e Ganso chegaram à Europa cercados de expectativa para a primeira experiência internacional de suas carreiras.

E hoje, relegados a meros figurantes dos elencos de Inter de Milão e Sevilla, respectivamente, só disputam um triste posto. Afinal, qual dos dois é a maior decepção do futebol brasileiro na atual temporada europeia?

Para te ajudar a dar uma opinião mais embasada sobre essa triste disputa, comparamos abaixo algumas marcas de Gabigol e Ganso na temporada de estreia no futebol europeu:

OPORTUNIDADES:

Gabigol ficou 16 minutos em campo na quarta partida da Inter de Milão após sua chegada, depois passou quase três meses sem atuar e voltou a receber chances nas últimas semanas. No total, disputou oito partidas pelo clube italiano, mas só uma como titular, o que explica só ter 153 minutos de futebol na Itália.

Ganso era peça importante para Jorge Sampaoli no começo da temporada e foi titular em três dos primeiros sete jogos do Sevilla em 2016/17. No entanto, está sem jogar desde 4 de janeiro e chegou a emendar oito partidas consecutivas sem sequer ficar no banco de reservas. O meia tem 12 partidas e 644 minutos de bola na temporada.

DESEMPENHO:

Apesar de ter sido pouco utilizado, Gabigol já foi decisivo para uma vitória da Inter. Seu único gol pelo clube de Milão foi o da vitória por 1 a 0 sobre o Bologna, na 25ª rodada do Campeonato Italiano. Até hoje, o ex-santista não deu nenhuma assistência para seus companheiro.

Ganso também só marcou um gol na Europa até o momento, mas ele teve pouca importância: foi o primeiro do 9 a 1 sobre o modestíssimo Formentera, da quarta divisão espanhola, em jogo válido pela Copa do Rei. Na mesma partida, o meia deu um dos seus três passes para gol na temporada –também distribuiu uma assistência no jogo de ida do mesmo mata-mata e na vitória por 2 a 1 sobre o Alavés, na sétima rodada do Espanhol.

ADVERSÁRIOS:

Gabigol tem um tarefa inglória se quiser jogar como centroavante na Inter: desbancar o argentino Mauro Icardi, capitão e principal jogador da equipe italiana. Pelos lados do campo, seus principais adversários são Antonio Candreva e Éder, jogadores da seleção italiana, e Ivan Perisic, um dos destaques da Croácia na última Eurocopa.

Ao longo de sua primeira temporada no Sevilla, Ganso rodou por praticamente todas as funções do meio-campo. Ou seja, todo meia do clube espanhol é um potencial rival por vaga entre os titulares. Os homens mais utilizados por Sampaoli nesse setor do campo são os volantes Iborra, N’Zonzi e Kranevitter e os ofensivos Vitolo, Nasri, Sarabia e Franco Vázquez.

PREÇO:

Gabigol custou 29,5 milhões de euros (R$ 98 milhões). Foi o segundo maior investimento da Inter de Milão para a temporada e uma das cinco maiores vendas para o exterior da história dos clubes brasileiros.

Até por ser mais velho, Ganso não custou tanto quanto o atacante. O ex-jogador do São Paulo foi contratado por 9,5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) e protagonizou a terceira contratação mais cara do Sevilla para a temporada.

PERSPECTIVAS FUTURAS:

A juventude e o contrato por mais três temporadas dão a Gabigol tempo de sobra para se recuperar e explodir no futebol italiano. Ainda que a Inter opte por emprestar o jogador para que ele adquira mais experiência internacional, a projeção alcançada pelo atacante durante o período no Santos deve ser suficiente para levá-lo a um time competitivo.

Ganso também tem contrato até 2021, mas possui idade e mercado menos favoráveis para desabrochar na Europa. Com uma carreira errática e dificuldade para colocar em prática todo o talento que possui, o meia dificilmente conseguiria um outro clube de primeiro escalão para defender no Velho Continente. Já no Brasil, as portas estão abertíssimas para recebê-lo de volta.


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5 motivos que fizeram Ganso virar a “última opção” no Sevilla
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Rafael Reis

Sessenta e nove dias sem entrar em campo. Treze partidas consecutivas sentado no banco de reservas ou, pior, ficando fora até mesmo da relação de jogadores convocados para ir ao estádio.

Uma das principais contratações do Sevilla para a temporada 2016/17, o meia Paulo Henrique Ganso, 27, praticamente naufragou em seu primeiro ano no futebol europeu.

E, se depender do seu histórico recente, é pouco provável que o brasileiro receba uma nova chance nesta terça-feira, quando o time espanhol visita o Leicester por vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões.

Mas por que Ganso virou a última opção do técnico Jorge Sampaoli para o meio-campo do Sevilla? Apontamos abaixo cinco razões para o fiasco do ex-jogador de Santos e São Paulo na Espanha.

1 – MARCA-PASSO
Se a intenção de Sampaoli era que Ganso virasse o coração do meio-campo do Sevilla e ditasse o ritmo do time, o treinador teria de ir atrás de um marca-passo. Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, o brasileiro é dos jogadores do elenco andaluz que menos tocam na bola. No Campeonato Espanhol, ele dá em média 28,3 passes por partida. Nasri e Vitolo, dois dos titulares da sua posição, distribuem 68,8 e 38,9 passes, respectivamente.

2 – PODER DE FOGO
Ganso ficou em campo por 644 minutos com o Sevilla nesta temporada e marcou apenas um gol, contra o Formentera, da quarta divisão, em confronto pela Copa do Rei. Ainda que não seja um artilheiro nato, é pouco para um jogador que atua do meio para frente. Além do gol, Ganso deu mais três assistências para seus companheiros marcarem.

3 – JOGA ONDE?
Apesar de ter sido escalado apenas 12 vezes por Sampaoli, Ganso foi utilizado em quatro funções diferentes nesta temporada. O brasileiro atuou como segundo volante, meia ofensivo central e também aberto pelos lados direito e esquerdo do meio-campo. Como não conseguiu se fixar em nenhuma delas, perdeu espaço no elenco.

4 – SHOW DE HORRORES
A última partida de Ganso pelo Sevilla, em 4 de janeiro, não poderia ter sido pior. Escalado como titular contra o Real Madrid, pela Copa do Rei, passou os primeiros 45 minutos de jogo perdido e sem ver a cor da bola. A derrota por 3 a 0 ainda na primeira etapa e sua atuação desastrosa fizeram com que ele fosse substituído no intervalo… substituído para não voltar mais ao time.

5 – VONTADE
“É uma decisão dele mesmo ficar fora dos relacionados. Quando ele decidir mudar, será impossível ficar fora”. A bronca pública foi dada pelo próprio Sampaoli, em fevereiro, quando foi questionado por jornalistas sobre o motivo de Ganso não ter sido relacionado para o confronto de ida com o Leicester. Depois do puxão de orelhas, o brasileiro voltou pelo menos a ficar no banco de reservas em algumas partidas do Sevilla.


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Neymar e Ganso se enfrentam pela 1ª vez na Europa: o top 3 do fds
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Rafael Reis

Parceiros desde o início de suas carreiras nos profissionais do Santos, Paulo Henrique Ganso e Neymar devem se enfrentar neste domingo pela primeira vez nos gramados da Europa.

O confronto entre Sevilla e Barcelona, segundo e quarto colocados do Campeonato Espanhol, respectivamente, no domingo, é o momento mais esperado deste fim de semana no futebol internacional.

Mas os próximos dias também reservam o maior clássico de Londres e uma disputa interessante pelo topo da tabela na Alemanha.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Então, vamos a elas:

SEVILLA X BARCELONA
Domingo, 17h45 (de Brasília)
Fox Sports
11ª rodada do Campeonato Espanhol
NeyGanso
Sevilla e Barcelona se enfrentam pela terceira vez na temporada, mas só agora o aguardado duelo Ganso x Neymar poderá acontecer, já que nos dois jogos da Supercopa Espanhola o atacante estava cedido à seleção olímpica. O encontro entre os amigos coincide com o melhor momento de Ganso na Europa. O meia foi muito elogiado após a goleada por 4 a 0 sobre o Dínamo Zagreb, pela Champions. No único confronto anterior entre eles, em 2013, Neymar e o Santos levaram a melhor sobre Ganso e o São Paulo: 3 a 1, pela primeira fase do Paulista.

ARSENAL X TOTTENHAM
Domingo, 10h (de Brasília)
ESPN +
11ª rodada do Campeonato Inglês
ozil
Invicto há nove rodadas da Premier League, o Arsenal tem neste domingo uma nova chance de tirar o oscilante Manchester City da liderança do campeonato nacional mais rico do planeta. Mas, para isso, precisa desbancar seu mais tradicional rival, o Tottenham, a quem só venceu uma vez nas últimas cinco partidas. Um desafio e tanto para o meia alemão Mesut Özil, que vive grande fase e marcou um gol épico no meio de semana, ante o Ludogorets.

BAYERN X HOFFENHEIM
Sábado, 12h30 (de Brasília)
Fox Sports
10ª rodada do Campeonato Alemão
Hoffenheim
Em toda a história, o Hoffenheim nunca conseguiu derrotar o Bayern de Munique. São 16 confrontos, com 12 vitórias dos bávaros e quatro empates. Mas a equipe dirigida pelo jovem técnico Julian Nagelsmann, de 29 anos, vem de cinco triunfos consecutivos no Campeonato Alemão, ocupa a terceira colocação e está a apenas quatro pontos do todo poderoso líder da Bundesliga.


Por que o Sevilla domina a Liga Europa? Lateral brasileiro explica
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Rafael Reis

Quatro títulos nos últimos dez anos. Invencibilidade nas decisões. Atual bicampeão. Apenas seis derrotas nas últimas 40 partidas. Já nem está tão distante da realidade assim a piada de que a Liga Europa é aquele campeonato que sempre tem o Sevilla como campeão.

Mas qual é o segredo do time espanhol, que decide nesta quarta-feira, contra o Liverpool, a segunda competição interclubes mais importante do Velho Continente?

Para tentar encontrar a resposta, conversamos com o único jogador brasileiro do elenco do Sevilla, Mariano, ex-Fluminense.

Mariano2

O lateral direito foi contratado do Bordeaux no começo desta temporada e até agora só marcou um gol pela equipe andaluz. O torneio em que balançou as redes? A Liga Europa, é claro

“É difícil explicar, mas tem a ver com confiança. Nossos jogadores entram com um espírito diferente nos jogos da Liga Europa. Eles sentem que são mais fortes, e os adversários acabam tendo um respeito maior”, afirmou o autor de um dos gols da vitória por 5 a 3 no agregado da semifinal contra o Shakhtar Donetsk.

O “doping psicológico” ou o “peso da camisa” a que Mariano se refere tem a ver com a mística que o Sevilla construiu na competição.

Sua história de sucesso e hegemonia na Liga Europa começou a ser escrita em 2006, quando o clube acabou com um jejum de 58 anos sem títulos ao golear o Middlesbrough por 4 a 0 e conquistar sua primeira Copa da Uefa (o torneio só mudaria de nome em 2009).

Aquele time contava com alguns dos maiores astros do Sevilla em todos os tempos, como Daniel Alves, Adriano, Luís Fabiano e Jesús Navas, e venceu também o campeonato do ano seguinte –vitória nos pênaltis sobre o Espanyol.

Já com um elenco completamente reformulado, a equipe voltou ao topo da Liga Europa nos dois últimos anos. Em 2014, o título foi conquistado sobre o Benfica. E, no ano passado, contra o ucraniano Dnipro.

“É o melhor momento da história do Sevilla e, para mim, está sendo incrível jogar aqui. Estou muito feliz por estar na final e disputar um título desta grandeza”, disse o lateral brasileiro.

Sobre a decisão desta quarta, Mariano descarta qualquer tipo de favoritismo até porque, apesar de o time espanhol ser o “rei da Liga Europa”, seu adversário é um gigante que já ganhou 11 títulos de competição europeias.

“Será um jogo de muito respeito, entre dois clubes grandes com potencial enorme. Só mesmo o espetáculo da partida vai poder dizer como ela vai acabar”, completa, filosofando.


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Contestado no Brasil, Firmino é decisivo no Liverpool e “salvo” por Klopp
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Rafael Reis

Faça uma experiência. Peça para seus amigos e familiares montarem a seleção brasileira ideal da atualidade. Pode ser apenas o time titular ou até mesmo uma convocação com 23 jogadores.

É bem provável que poucos tenham se lembrado de citar Roberto Firmino, 24. E mesmo os que se lembraram de colocar o atacante na equipe devem ter feito sem muita convicção.

Pouco conhecido e muitas vezes criticado em seu país natal, Firmino é o jogador mais decisivo do Liverpool e uma das maiores esperanças inglesas para a decisão da Liga Europa, nesta quarta-feira, contra o atual bicampeão, Sevilla.

Firmino

O alagoano de Maceió, que se profissionalizou no Figueirense e joga na Europa desde os 19 anos, é o atleta dos “Reds” que mais participou de gols na temporada: 22 (uma metade com ele mesmo balançando as redes, e a outra com passes para companheiros para marcarem).

Quem mais se aproxima dos números de Firmino é o experiente meia James Milner, com sete gols e 14 assistências. O celebrado meia brasileiro Philippe Coutinho marcou 12 vezes e deu seis passes decisivos.

Mas o atacante que agora é a esperança do Liverpool de conquistar um título na temporada e voltar à Liga dos Campeões até pouco tempo atrás também era rejeitado na Inglaterra.

Contratado do Hoffenheim (ALE) em junho passado por 41 milhões de euros (R$ 162 milhões, na cotação atual), na segunda transferência mais cara da história do clube, demorou para emplacar.

Foram 14 jogos e um período no banco de reservas até marcar pela primeira vez e começar a ganhar a confiança da torcida.

A história de Firmino no Liverpool só mudou depois da chegada do técnico Jürgen Klopp, em outubro. O ex-treinador do Borussia Dortmund já conhecia o brasileiro dos tempos de futebol alemão e passou a apostar nele, escalando-o como centroavante ou segundo homem do ataque.

“Poucos o conheciam aqui porque ele não jogava no Bayern ou no Dortmund. Mas eu conhecia o Roberto e fiquei impressionado quando o Liverpool o contratou. Agora, dá para notar que ele está bem mais confiante em relação a seu trabalho”, disse Klopp, semana passada, ao jornal “Liverpool Echo”.

Firmino retribui ao carinho e ao voto de confiança que recebeu do comandante do Liverpool e não perde uma oportunidade de classificar o alemão como “o melhor técnico” com quem já trabalhou.

O resultado dessa parceria pode ser decisivo na final da Liga Europa. Pelo menos, os torcedores dos Reds esperam que seja.


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