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Quem foi Jorge Wilstermann, que dá nome a rival do Palmeiras nesta quarta?
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Rafael Reis

Após estrear com empate contra o Atlético Tucumán, na Argentina, o Palmeiras busca nesta quarta-feira sua primeira vitória na Taça Libertadores da América-2017. Seu adversário é o Jorge Wilstermann.

Não, esse não é o nome do zagueiro ou do goleiro que tentarão impedir os gols do atual campeão brasileiro. Jorge Wilstermann não é nenhum dos jogadores do elenco boliviano, mas sim, o nome do clube que está no Grupo 5 da competição sul-americana.

Mas, quem foi Jorge Wilstermann? Deve ter sido alguém importante, certo? Afinal, o clube ao qual ele empresta nome tem nada menos do que 13 títulos bolivianos – só Bolívar e The Strongest levantaram mais troféus.

Engana-se quem pensa que Jorge foi um político influente de Cochabamba ou mesmo o dirigente responsável pela fundação do clube.

Nascido em abril de 1910, Jorge Wilstermann Camacho era filho de um mecânico que se tornou o primeiro piloto comercial de aviões da história da Bolívia. Apesar de civil, ele se destacou durante a Guerra do Chaco, contra o Paraguai, quando cumpriu mais de 700 mil quilômetros de voo.

Uma tragédia fez com que Jorge fosse imortalizado. Em 1936, quando tinha apenas 25 anos, um acidente com o avião que ele pilotava rumo a Oruro provocou a morte de 13 pessoas. Entre elas, estava o piloto.

Enterrado com pompa, Wilstermann foi homenageado pela LAB (Lloyd Aéreo Boliviano), para quem trabalhava, e passou a dar a nome para o aeroporto de Cochabamba. O mesmo aconteceu com o clube onde os funcionários da empresa praticavam esportes.

O Club Deportivo LAB, agora renomeado como Jorge Wisterlmann, cresceu, deixou de ser apenas uma agremiação de funcionários da aviação, tornou-se uma das forças do futebol boliviano e eternizou o nome do piloto.

Nesta Libertadores, o time dirigido pelo técnico peruano Roberto Mosquera conta com um velho conhecido da torcida brasileira: o zagueiro Alex Silva, 32, tricampeão nacional pelo São Paulo entre 2006 e 2008 e com passagem pela seleção.

A estreia dos bolivianos na competição sul-americana não poderia ter sido melhor: goleada por 6 a 2 sobre o Peñarol, do Uruguai. O atacante Gabriel Ríos marcou duas vezes, mas acabou expulso e não enfrenta o Palmeiras.


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Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes
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Rafael Reis

Começar bem uma competição é sempre bom, já que enche os jogadores de confiança, faz com que os torcedores se sintam motivados a ir ao estádio e coloca aquele medo extra nos adversários, certo?

Na maioria das competições, é assim mesmo que funciona. Mas, na Libertadores-2017, brilhar demais logo no início do torneio pode acabar se tornando um problema.

A ampliação no período de disputa da principal competição interclubes da América do Sul, que agora terá a final jogada apenas em novembro, fará com que ela atravesse as janelas de transferências do meio do ano da Europa e da China.

Não precisa ser nenhum Nostradamus para saber que os clubes sul-americanos não passarão ilesos por esses períodos de transações e sofrerão sim desfalques em seus elencos para o segundo semestre.

E quem serão os times mais atingidos pela cobiça dos mercados mais ricos? Justamente aqueles que mais estiverem se destacando e apresentando melhor futebol na Libertadores, é claro.

No ano passado, a bola da vez da janela de transferências foi o Atlético Nacional. O clube colombiano negociou dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu. No entanto, Davinson Sánchez e Marlos Moreno ainda puderam jogar a final da Libertadores porque ela foi disputada em julho, antes do início da temporada no Velho Continente.

Mas agora, com o novo calendário, os clubes europeus não poderão mais esperar. A janela de transferências da Europa (e também da China) abrirá após encerramento da fase de grupos da Libertadores e fechará depois das oitavas de final.

E, por isso, destacar-se na etapa de grupos pode acabar sendo uma armadilha capaz de afastar um time da briga pelo título continental, no fim do ano.

Vamos supor que o empate contra o Atlético Tucumán seja o único tropeço do Palmeiras no Grupo 5 e que o atual campeão brasileiro emende nas próximas rodadas grandes atuações. Nesse cenário, quais as chances de jogadores como Tchê Tchê, Borja e Mina continuarem no clube no segundo semestre e disputarem a reta final da Libertadores?

E no caso do Flamengo: será que Diego, Willian Arão e Berrío não receberão propostas milionárias irrecusáveis da Europa e/ou da China caso atuações como a da estreia contra o San Lorenzo se repitam?

O mesmo vale para Luan, Vitor Bueno e tantos outros jogadores espalhados pelos oito representantes brasileiros na Libertadores-2017.

Por isso, se você não gostou da atuação do seu time na primeira rodada do torneio sul-americano, não se desespere. Talvez seja melhor assim. O importante, por enquanto, é passar de fase. E guardar o bom futebol para a reta final, depois que as janelas de transferências fecharem.


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Quarentões da Libertadores jogam na linha e são “donos” de times
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Rafael Reis

Aqueles que ainda pensam que lugar de jogador veterano é no gol devem dar uma espiadinha na Libertadores-2017.

A competição interclubes mais importante da América do Sul, cuja fase de grupos teve início na última terça-feira, conta com três atletas inscritos que já entraram na casa dos 40 anos… e todos eles atuam na linha.

O mais velho deles é também o mais conhecido do torcedor brasileiro. Aos 42 anos e oito meses, Zé Roberto tentará alcançar com a camisa do Palmeiras um dos poucos títulos que faltam em sua carreira.

O veterano é titular absoluto do atual campeão brasileiro, seja atuando como lateral esquerdo ou no meio-campo, e, apesar de não carregar a braçadeira de capitão, é um dos líderes do elenco.

Apesar da longa carreira, Zé Roberto não disputou tantas Libertadores assim. Esta será apenas a quinta participação do veterano na competição. Na melhor delas, em 2007, chegou à semifinal com o Santos.

Remanescente da Copa do Mundo-1998, assim como o brasileiro, o argentino Juan Sebastián Verón, que completa 42 anos nesta quinta-feira, é outra das atrações da competição sul-americana nesta temporada.

O ex-volante de Manchester United, Chelsea e Inter de Milão encerrou uma aposentadoria de dois anos e meio para voltar a vestir a camisa do Estudiantes na Libertadores.

Verón não teve problemas para convencer o técnico Nelson Vivas a lhe dar uma nova oportunidade. Isso porque, desde outubro de 2014, o meio-campista é o presidente do clube de La Plata.

Ao contrário de Zé Roberto, o argentino já possui uma Libertadores no currículo. Em 2009, ele liderou o Estudiantes na campanha que encerrou um jejum de 39 anos sem o título continental, na decisão contra o Cruzeiro.

O terceiro “quarentão” do torneio continental é o menos conhecido de todos. Aos 40 anos e sete meses, o atacante Ysrael Zúñiga é capitão e ídolo do Melgar, time peruano que irá enfrentar River Plate, Emelec e Independiente Medellín na fase de grupos.

Profissional desde 1995, o atacante é um dos maiores artilheiros da história do futebol do Peru –tem 152 gols no campeonato nacional, mesma marca de Teófilo Cubillas, ídolo dos anos 1960, 1970 e 1980.

Zúñiga não é mais titular do Melgar, mas ainda faz seus golzinhos e já marcou duas vezes em 2017, ano que deve marcar sua despedida do futebol profissional.


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River tem elenco mais caro da Libertadores-17; Brasil põe 6 times no top 10
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Rafael Reis

Pelo segundo ano consecutivo, o dono do elenco mais caro da Taça Libertadores da América não é um clube brasileiro, mas sim, um argentino.

Depois de o Boca Juniors encabeçar a lista de times mais valiosos da edição anterior da competição continental, agora quem possui o grupo de jogadores com maior valor de mercado é seu arquirrival, o River Plate.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, a soma dos valores estimados do atletas do clube campeão da Libertadores-2015 chega a 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões).

A liderança do River não chega a ser uma surpresa, já que o time argentino conta com três dos dez jogadores mais caros que disputarão o torneio: os atacantes Lucas Alario e Sebastián Driussi, além do meia Gonzalo Martínez.

Outros três representantes da terra de Lionel Messi aparecem no top 10 dos elencos mais valiosos: o Estudiantes é o oitavo, o San Lorenzo ocupa a nona colocação e o Lanús fecha a lista.

O clube brasileiro com o grupo de atletas mais caro é o Atlético-MG. Com valor estimado de 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões), a equipe comandada por Roger só é mais barata que o River.

Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Santos e Atlético-PR também estão no top 10. O Botafogo é o 11º, com elenco avaliado em 29,4 milhões de euros (R$ 96,2 milhões). Já a Chapecoense, que teve de reconstruir completamente seu grupo de jogadores após o acidente aéreo de novembro, ocupa a 15ª colocação, com 22,1 milhões de euros (R$ 72,3 milhões).

Atual campeão, o Atlético Nacional é o time da Libertadores-2017 com elenco mais rico, excluindo os brasileiros e argentinos. A equipe colombiana tem valor estimado em 28,1 milhões (R$ 91,9 milhões), a 12ª mais cara da competição.

Até 2015, a lista de clubes com elencos mais valiosos da principal competição interclubes da América do Sul costumava ser dominada pelos clubes brasileiros.

Foram quatro anos consecutivos com representantes do futebol pentacampeão mundial encabeçando o ranking: Santos (2012), Corinthians (2013), Cruzeiro (2014) e São Paulo (2015).

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa nesta terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

CONHEÇA DOS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2017

1º – River Plate (ARG) – 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões)
2º – Atlético-MG (BRA) – 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões)
3º – Palmeiras (BRA) – 59,1 milhões de euros (R$ 193,4 milhões)
4º – Grêmio (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
Flamengo (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
6º – Santos (BRA) – 47,1 milhões de euros (R$ 154,1 milhões)
7º – Atlético-PR (BRA) – 40,5 milhões de euros (R$ 132,5 milhões)
8º – Estudiantes (ARG) – 33,9 milhões de euros (R$ 110,9 milhões)
9º – San Lorenzo (ARG) – 33,4 milhões de euros (R$ 109,3 milhões)
10º – Lanús (ARG) – 31,4 milhões de euros (R$ 102,7 milhões)


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5 brasileiros, 5 argentinos: os 10 jogadores mais caros da Libertadores
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Rafael Reis

Brasil e Argentina, as duas forças mais tradicionais e vitoriosas da história do futebol sul-americano, dominam também a lista dos jogadores mais caros da Taça Libertadores da América-2017.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, cada um dos dois países tem cinco dos dez atletas com maior valor de mercado que irão disputar a partir da próxima semana a fase de grupos da competição continental.

O equilíbrio na avaliação de preços de argentinos e brasileiros é tamanho que até mesmo o primeiro lugar do ranking é dividido entre um representante de cada escola.

Ainda segundo o “Transfermarkt”, o brasileiro Luan (Grêmio) e o argentino Lucas Alario (River Plate) são os jogadores mais caros da Libertadores. Cada um deles tem valor estimado de 12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões).

O River, campeão continental em 2015, é o time mais representado no top 10 dos atletas mais valiosos do torneio. Além de Alario, o atacante Sebastián Driussi e o meia Gonzalo Martínez também fazem parte da lista.

Cinco dos oito clubes brasileiros inscritos na Libertadores contam com jogadores que estão entre os dez de maior valor de mercado da competição: Grêmio, Santos, Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo.

O curioso é que o representante do Fla no top 10 não é um brasileiro, mas sim o meia argentino Federico Mancuello, avaliado em 6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões).

Chama atenção na lista a ausência do centroavante colombiano Miguel Borja, campeão no ano passado pelo Atlético Nacional. Apesar de ter custado quase 10 milhões de euros (R$ 33 milhões) ao Palmeiras, o atacante é avaliado em apenas 1,75 milhão de euros (R$ 5,7 milhões) pelo “Transfermarkt”.

A ausência de colombianos, aliás, é uma das novidades do top 10 de jogadores mais caros da Libertadores em relação ao ano passado. Em 2016, Victor Ibarbo, do Atlético Nacional, intrometeu-se entre os seis brasileiros e três argentinos da lista.

Dos 10 atletas com maior valor de mercado da edição anterior do torneio sul-americano, apenas dois, o lateral direito Marcos Rocha (Atlético-MG) e o meia-atacante Dudu (Palmeiras), permanecem na lista dos mais caros deste ano.

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa na próxima terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

Conheça agora os 10 jogadores mais valiosos da competição

1º – Luan

23 anos
Atacante
Brasileiro
Grêmio (BRA)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

Lucas Alario

24 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

3º – Lucas Lima

26 anos
Meia
Brasileiro
Santos (BRA)
9 milhões de euros (R$ 29,4 milhões)

4º – Sebastián Driussi

21 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
8 milhões de euros (R$ 26,2 milhões)

5º – Santiago Ascacibar

20 anos
Volante
Argentino
Estudiantes (ARG)
7,5 milhões de euros (R$ 24,5 milhões)

6º – Federico Mancuello

27 anos
Meia
Argentino
Flamengo (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Gonzalo Martínez

23 anos
Meia
Argentino
River Plate (ARG)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Marcos Rocha

28 anos
Lateral direito
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Rafael Carioca

27 anos
Volante
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

10º – Dudu

25 anos
Meia-atacante
Brasileiro
Palmeiras (BRA)
5,5 milhões de euros (R$ 18 milhões)


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Reforço de peso do Palmeiras, Borja acumula fiascos longe da Colômbia
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Rafael Reis

Contratado com status e valor de estrela pelo Palmeiras, Miguel Borja foi um dos principais responsáveis pelo sucesso do Atlético Nacional no ano passado. Só que, até hoje, ele não conseguiu reproduzir esse bom futebol de 2016 longe da Colômbia.

O atual campeão brasileiro será o terceiro clube do exterior na carreira do centroavante de 24 anos. E as duas passagens por equipes de outros países foram dignas de cair no esquecimento.

Borja

Destaque do Cortuluá na segunda divisão colombiana e campeão sul-americano sub-20 com a seleção em 2013, Borja foi contratado pelo Livorno e se mandou para a Europa quanto tinha apenas 20 anos.

Mas a experiência passou longe de ser bem sucedida. Borja participou de apenas oito jogos do Campeonato Italiano, nenhum como titular, e falhou completamente na missão para qual havia sido contratado: fazer gols.

No total, foram só 142 minutos vestindo a camisa grená e um único momento de algum destaque, ainda que negativo, o cartão vermelho recebido contra a Fiorentina, na penúltima rodada da temporada 2013/14.

Fora dos planos do Livorno, o novo centroavante começou a ser emprestado. No segundo semestre de 2014, foi cedido ao Olimpo de Bahía Blanca, um pequeno time da região de Buenos Aires.

O desempenho na Argentina também não foi grande coisa. Apesar da vaga cativa como titular, marcou apenas três gols e deu duas assistências durante todo um semestre. Resultado: seu time terminou a competição em penúltimo, e Borja continuou em baixa.

A carreira do atacante só deslanchou mesmo no ano passado, depois de ser liberado pelo Livorno e retornar ao Cortuluá. Foi aí que ele começou a virar a máquina de gols que despertou a atenção do Palmeiras.

Foram 22 gols no primeiro semestre, marca que chamou a atenção do Atlético Nacional e o fez ser contratado para a reta final da Libertadores.

Apesar de ter disputado apenas quatro partidas da competição sul-americana, ele acabou sendo o herói do título –fez cinco dos seis gols anotados pela equipe alviverde nas semifinais e decisão.

No total, Borja fez 39 gols em 2016 e foi o sétimo maior artilheiro do planeta no ano passado. O colombiano só ficou atrás de Messi, Cristiano Ronaldo, Luis Suárez, Ibrahimovic, Cavani e Al Somah, atacante sírio que atua na Arábia Saudita.

É esse jogador que o Palmeiras tanto desejou e conseguiu contratar para substituir Gabriel Jesus. Agora, tudo que seu torcedor mais quer é que Borja se sinta como se estivesse na Colômbia.


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Como um time com 23% das receitas do Palmeiras virou o “rei” da América
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Rafael Reis

O melhor time da América do Sul em 2016 pode ser considerado pobre na comparação com clubes brasileiros.

Campeão da Libertadores e vice da Sul-Americana, o colombiano Atlético Nacional arrecadou no ano passado o equivalente a apenas 23% das receitas do Palmeiras.

Atletico Nacional

De acordo com a Superintendência de Sociedades, órgão que monitora as contas das empresas colombianas, a equipe de Medellín faturou 72,1 bilhões de pesos em 2015, ou seja, R$ 81,4 milhões.

O valor equivale a 23% da arrecadação total do atual campeão brasileiro, que no ano passado colocou nos seus cofres algo em torno de R$ 350 milhões.

A receita anual do Atlético Nacional em 2015 foi semelhante à do Coritiba (R$ 85 milhões). Todos os 12 maiores clubes do Brasil ganharam mais dinheiro do que o campeão da Libertadores.

A diferença de poderio financeiro fica clara no comportamento no Mercado da Bola. Em junho, o Santos conseguiu tirar o atacante Jonathan Copete do clube colombiano. E o Palmeiras chegou a conversar recentemente com a equipe alviverde a respeito de sua maior estrela, o centroavante Miguel Borja.

O maior salário do elenco do Nacional é o do meia Macnelly Torres, que recebe mensalmente o equivalente a R$ 140 mil. Boa parte dos titulares dos grandes clubes brasileiros ganha mais do que isso.

Mas, apesar da diferença financeira enorme em relação aos times do futebol pentacampeão mundial, o Atlético Nacional é o time mais rico da Colômbia e tem uma das melhores saúdes financeiras do continente.

Seu faturamento triplicou ao longo dos últimos seis anos. Com a premiação pela conquista da Libertadores e a participação no Mundial, estima-se que sua receita suba 32% em 2016.

E isso, mesmo tendo abdicado dos US$ 2 milhões (R$ 6,7 milhões) que ganharia se vencesse a final da Sul-Americana –abriu mão do título e da premiação que poderia receber em prol da Chapecoense, sua adversária na decisão.

Clube-empresa, o Atlético Nacional é comandado há duas décadas por Carlos Ardila Lülle, o terceiro homem mais rico da Colômbia, com fortuna estimada em US$ 1,92 bilhão (R$ 6,5 bilhões), e dono de vários canais de TV e da fábrica de bebidas Postobon.

Com o dinheiro de Lülle e um investimento pesado nas categorias de base, o clube colombiano conseguiu montar um elenco que mescla garotos formados em casa e jogadores que se destacaram em times menos abastados do mercado interno.

E, com essa fórmula, conseguiu virar o melhor time da América do Sul… mesmo arrecadando só 23% das receitas do Palmeiras.


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A um ponto do título brasileiro, Moisés foi “rei do vice” na Croácia
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Rafael Reis

Um dos principais jogadores do Palmeiras na campanha que pode levar o clube já neste fim de semana à conquista do Campeonato Brasileiro, Moisés, 28, está a um pontinho de encerrar uma curiosa sina.

O meia foi uma espécie de “rei do vice-campeonato” enquanto esteve na Croácia. Nas três temporadas em que atuou na Europa, seu time, o HNK Rijeka, acabou na segunda colocação da liga nacional.

O algoz foi sempre o mesmo, o Dínamo Zagreb. No primeiro ano de Moisés, 11 pontos o separaram da taça. Em 2014/15, a diferença subiu para 13 pontos. E na última temporada, que teve o brasileiro apenas até dezembro, a distância foi de 12 pontos.

Curiosamente, agora que não tem mais o palmeirense, o Rijeka conseguiu, enfim, dar o salto sobre o rival e lidera o Campeonato Croata, com 6 pontos de vantagem para o Zagreb. Com 13 vitórias e 3 empates nas primeiras 16 rodadas, caminha para a conquista do inédito título nacional.

Mas, apesar da sequência de vice-campeonatos, a passagem de Moisés pelo país que fez parte da antiga Iugoslávia esteve longe de ser ruim. Muito pelo contrário.

O brasileiro levantou em 2014 os troféus da Copa da Croácia, o segundo título mais importante de lá, e também da Supercopa.

Contratado da Portuguesa após o polêmico rebaixamento do clube paulista no Campeonato Brasileiro de 2013, Moisés disputou 62 partidas oficiais pelo Rijeka, marcou 12 gols e deu sete assistências.

Só não atuou mais devido a uma contusão no joelho que o tirou de ação durante toda a segunda metade da temporada 2014/15.

Treinado durante toda sua passagem pela Europa por Matjaz Kek, que dirigiu a Eslovênia na Copa do Mundo de 2010, aprendeu na Croácia a ser um meia completo, igualmente marcador e criador de ações ofensivas.

Vale lembrar que o país é um celeiro de jogadores com essas características, como Luka Modric, Mateo Kovacic (ambos do Real Madrid), Ivan Rakitic (Barcelona) e Marcelo Brozovic (Inter de Milão).

E, neste domingo, Moisés pode enterrar de vez a fama de vice que construiu na Croácia. Basta um empate do Palmeiras contra a Chapecoense (ou qualquer resultado diferente da vitória do Santos ante o Flamengo) para o meia se tornar campeão brasileiro com uma rodada de antecedência.


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Por que esses 5 jogadores sul-americanos estão na mira de times brasileiros
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Rafael Reis

Destaques do futebol sul-americano são alvos costumeiros dos clubes brasileiros na hora de montarem seus elencos para a próxima temporada.

A diferença de poderio econômico entre os clubes do futebol pentacampeão mundial e os do restante do continente, como Argentina, Chile e Colômbia, explicam a facilidade que os brasileiros têm de contratar nos países vizinhos.

Em resumo, jogadores do restante da América do Sul são mais baratos na hora de contratar e também recebem salários menores que os brasileiros.

Conheça agora cinco sul-americanos que estão na lista de desejos de times daqui para o próximo ano e entenda o porquê de eles serem tão desejados.

MIGUEL BORJA
Atacante
23 anos
Colombiano
Atlético Nacional (COL)
Miguel Borja
Sonho do Palmeiras para substituir Gabriel Jesus em 2017, Borja foi o destaque da reta final da campanha vitoriosa do Atlético Nacional na Libertadores. Apesar de ter disputado apenas os últimos quatro jogos da competição, marcou cinco gols, só quatro a menos do que o artilheiro, Calleri. Goleador do Campeonato Colombiano no primeiro semestre, disputou os Jogos Olímpicos do Rio, acabou de estrear na seleção principal e já fez 39 gols em 2016. “Miguel Ángel Borja é um homem nascido para o gol”, define o jornalista colombiano Jesús Miguel de la Hoz, do jornal “El Espectador”.

ALEJANDRO GUERRA
Meia
31 anos
Venezuelano
Atlético Nacional (COL)
Guerra
Meio-campista clássico, com estilo e futebol de camisa 10, o cérebro do Atlético Nacional na conquista da Libertadores reúne características que tanto encantam torcedores e dirigente de clubes brasileiros. Não à toa, Palmeiras, Flamengo e Santos andaram buscando informações sobre como tirá-lo do futebol colombiano depois do Mundial de Clubes. Revelação tardia e eleito para a seleção da última Libertadores, o já trintão meia tem 8 gols em 28 partidas na temporada, uma marca considerável para sua posição. “Quando os colombianos têm a bola, Guerra funciona como o criador e é o jogador que dá os passes claros para os companheiros ficarem em condição de finalizar”, afirma o venezuelano Gabriel López, do blog “La Pizarra del DT”.

MIGUEL TRAUCO
Lateral esquerdo
24 anos
Peruano
Universitario (PER)
Trauco
Talvez a principal novidade do futebol peruano em 2016, o lateral esquerdo do Universitario voltou à seleção depois de dois anos de ausência e virou dono da posição. Em junho, foi oferecido ao Atlético-MG para ser o substituto de Douglas Santos, mas a negociação não evoluiu. Agora, de acordo com a imprensa local, já acertou contrato com o Flamengo. O técnico Zé Ricardo disse não saber sobre a contratação, mas em entrevista ao jornal “Depor”, do Peru, mostrou conhecer muito bem o possível reforço. “Miguel Trauco tem demonstrado uma boa leitura do jogo ofensivo e defensivo. É um atleta com boa pegada. Tem muito futuro, pois é um jovem de valor que seguirá crescendo.”

CARLOS AUZQUI
Meia-atacante
25 anos
Argentino
Estudiantes (ARG)
Auzqui
Jogador revelado nas categorias de base do Estudiantes de la Plata, o meia-atacante argentino vive, em seu oitavo ano como profissional, a melhor fase da carreira. Prova disso é que, apesar de só ter atuado oito vezes, a temporada 2016/17 do Campeonato Argentino já é aquela em que mais balançou as redes: quatro vezes. O bom momento do jogador no líder da competição fez a imprensa local publicar que Auzqui está na mira do Botafogo para o próximo ano.

RÓBINSON APONZÁ
Meia-atacante
27 anos
Colômbia
Alianza Atlético (PER)
Aponza
Artilheiro do Campeonato Peruano, com 24 gols, pelo modesto Alianza Atlético, Aponzá é um daqueles peregrinos do futebol que explode quando menos se espera. O jogador, que já passou por América de Cali, Olimpia e Cortuluá, entre outros, é uma opção ofensiva barata para os clubes brasileiros, já que fica sem contrato no fim do ano e atua em uma das ligas mais pobres do continente. A situação despertou o interesse do Botafogo, que está analisando o colombiano. Aponzá ficou famoso no exterior ao tentar imitar o pênalti curto cobrado por Messi e Suárez no Barcelona. Mas seu companheiro que recebeu o passe acertou a trave.


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Rafael Reis

Por onde anda aquele estrangeiro que jogava no seu time e você adorava, a ponto de chamá-lo de craque? E aquele gringo que nem era tão bom assim, mas que conquistou a torcida graças ao carisma e à dedicação que mostrava em campo?

São essas perguntas que tentaremos responder a partir de hoje e pelas próximas quarto semanas.

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” vai mostrar os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

Para começar, vamos falar do atual líder do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras. Há até um estrangeiro com passagem recente pelo clube que agora defende um time que já venceu a Liga dos Campeões da Europa.

PABLO MOUCHE
Atacante
Argentino
29 anos
No Palmeiras: desde 2014 (está emprestado)
Estrela Vermelha (SER)
Mouche
Poucos torcedores que viram o argentino defender o Palmeiras na era Gareca poderiam imaginar que Mouche agora joga em um vencedor da Liga dos Campeões. Tudo bem que o Estrela Vermelha, da Sérvia, pouco lembra o supertime campeão europeu em 1991, mas sua história é digna de respeito. Emprestado pelo Palmeiras até junho de 2017, Mouche ainda não balançou as redes na antiga Iugoslávia.

ADALBERTO ROMÁN
Zagueiro
Paraguaio
29 anos
No Palmeiras: 2012
Libertad (PAR)
Roman
O zagueiro, que chegou ao Palmeiras para se livrar do trauma do rebaixamento do River Plate na Argentina, acabou ficando marcado no clube por ter participado diretamente do gol que decretou a queda alviverde para a Série B em 2012 –desviou o chute de Vágner Love no empate com o Flamengo. Atualmente, parece livre da maldição dos descensos e ajudou o Libertad a conquistar o título paraguaio no primeiro semestre.

JORGE VALDIVIA
Meia
Chileno
33 anos
No Palmeiras: entre 2006 e 2008 e de 2010 a 2015
Al-Wahda (EAU)
Valdivia
Um dos principais (e mais polêmicos) ídolos palmeirenses dos últimos tempos, o meia atua sem muito brilho em um time do meio da tabela dos Emirados Árabes Unidos e até hoje fala sobre a equipe alviverde em suas redes sociais. Aos 33 anos, ele voltou a ser convocado para a seleção chilena, mas acabou cortado da data Fifa de outubro. O motivo todo palmeirense imagina: uma contusão.

PABLO ARMERO
Lateral esquerdo
Colombiano
30 anos
No Palmeiras: entre 2009 e 2010
Udinese (ITA)
Armero
Todo palmeirense lembra bem do “Armeration”, a maluca dança feita por Armero na comemoração dos seus gols pelo clube. A passagem pelo time paulista marcou o início da sólida carreira internacional do lateral esquerdo colombiano, que defendeu Udinese, Napoli, West Ham, Milan e chegou a ser especulado no Barcelona. De volta à Udinese desde o início do ano, tem sofrido com problemas físicos.

JOSÉ ORTIGOZA
Atacante
Paraguaio
29 anos
No Palmeiras: 2009
Cerro Porteño (PAR)
Ortigoza
Apelidado de “Coalhada” durante o período em que esteve no Brasil devido à semelhança física com um personagem criado pelo humorista Chico Anysio e mais querido pelo torcedor devido à garra do que pelas virtudes técnicas, Ortigoza chegou a enfrentar o Corinthians duas vezes na Libertadores deste ano. No Cerro Porteño, é um jogador importante, apesar de ficar no banco na maioria das partidas.


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