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Faz falta? Barcelona é 13% melhor sem Neymar nesta temporada
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Rafael Reis

Suspenso por três jogos pelo cartão vermelho recebido contra o Málaga, no dia 8 de abril, Neymar será o principal desfalque do Barcelona no clássico contra o Real Madrid, neste domingo, que define se o clube catalão permanecerá com chances razoáveis na disputa pelo título espanhol.

Mas, se depender do histórico da equipe de Luis Enrique nesta temporada, a ausência do atacante brasileiro talvez não seja tão sentida assim. O Barcelona da temporada 2016/17 tem resultados melhores sem Neymar do que quando escala o camisa 11. E a diferença é bem considerável: supera a casa dos 13%.

Com o brasileiro em campo, o Barça disputou 40 partidas e obteve 26 vitórias, sete empates e sete derrotas. No total, conseguiu 85 dos 120 pontos que disputou: um aproveitamento de 70,8%.

Já nas partidas em que não pode (ou não quis) usar Neymar, a equipe blaugrana conquistou 80,5% dos pontos que estavam em jogo. Foram 12 confrontos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota para o La Coruña, em março.

Mesmo sem o camisa 11, o Barcelona conseguiu alguns resultados expressivos na temporada, como as vitórias por 3 a 0 e 2 a 0 sobre o Sevilla, na Supercopa Espanhola, e o empate por 1 a 1 ante o Atlético de Madri que o classificou para a decisão da Copa do Rei.

No primeiro jogo da suspensão de Neymar no Espanhol, o time de Luis Enrique também não sentiu a ausência do brasileiro e venceu a Real Sociedad por 3 a 2. Paco Alcácer, que substituiu o atacante, fez um dos gols e Messi, os outros dois.

O clássico de domingo será o primeiro confronto contra o Real Madrid que o camisa 11 perde desde sua chegada ao Barcelona, em 2013.

No total, Neymar já participou de oito partidas contra o arquirrival culé e venceu a metade delas (teve ainda um empate e três derrotas). No empate por 1 a 1 no primeiro turno desta temporada, foi dele o passe para Suárez marcar o gol do Barça.

Eliminado da Liga dos Campeões pela Juventus na última quarta-feira, o time catalão tem no confronto com o Real a sua última esperança para evitar que esta temporada receba um rótulo de fracasso.

Vice-líder do Espanhol, o Barcelona está três pontos atrás da equipe da capital, que ainda tem um jogo a mais para disputar. Ou seja, se perder o clássico, a diferença “virtual” para o primeiro colocado chegará a nove pontos. Uma desvantagem quase impossível de ser tirada em cinco rodadas.


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Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
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Rafael Reis

Os próximos dias serão decisivos para o futuro do Barcelona.

E o futuro não é apenas uma possível eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e talvez um virtual adeus à disputa pelo título espanhol.

Se não conseguir uma nova virada histórica nesta quarta-feira, desta vez contra a Juventus, e nem um bom resultado no clássico contra o Real Madrid, domingo, que lhe mantenha com pretensões reais de se sagrar campeão nacional, o time catalão fatalmente fechará a temporada 2016/17 com o rótulo de fracassado estampado na testa.

Nem mesmo uma provável conquista da Copa do Rei, ante o Alavés, no dia 27 de maio, será capaz de mudar isso.

E fracasso, para um clube com o tamanho e a relevância do Barcelona, significa necessariamente uma transformação radical nos fundamentos sobre os quais a equipe está construída.

O primeiro futuro que está em jogo nos próximos dias é o de Juan Carlos Unzué. O auxiliar de Luis Enrique é o favorito dos jogadores para assumir o posto de técnico a partir da próxima temporada.

Mas será que a diretoria terá coragem de entregar a equipe nas mãos do braço direito de um treinador que corre o risco de deixar o Camp Nou pela porta dos fundos, marcado por goleadas sofridas na Champions e um fim prematuro de briga pelo Espanhol?

Se o Barça fracassar nos compromissos desta semana, a continuidade que Unzué representa fatalmente fará com que seu nome perca força. Assim, o novo treinador do clube catalão provavelmente será pinçado no mercado.

Mas não é só o futuro de Unzué que estará em campo contra Juventus e Real Madrid. Jogadores até pouco tempo atrás inquestionáveis no Camp Nou, como o zagueiro Mascherano, o lateral esquerdo Jordi Alba e o meia Rakitic, podem sair se a diretoria optar por uma reformulação do elenco.

E há o caso de Andrés Iniesta. O cerebral meia de 32 anos é um dos maiores jogadores da história do Barça e deixará o clube se desejar. Mas, seu declínio físico é algo que preocupa os torcedores e dirigentes catalães.

As “eliminações” na Champions e no Espanhol podem fazer com que o Barcelona decida que chegou a hora de relegar o camisa 8 ao banco. Isso significaria um alto investimento na próxima janela de transferências em um jogador capaz de transformar o astro em reserva –o nome do italiano Verratti tem sido ventilado desde o encontro com o PSG, nas oitavas da competição europeia.

Para encerrar, até mesmo Messi e Neymar jogarão seu futuro nos próximos dias. No caso deles, o que estará em xeque é a possibilidade de serem eleitos o melhor jogador do mundo em 2017.

O argentino, que já venceu o prêmio cinco vezes, e o brasileiro, ainda em busca de sua primeira vitória, são candidatos reais a vencer a eleição da Fifa em janeiro. Mas tudo cairá por terra se a temporada do Barcelona “acabar” tão precocemente.

É… os próximos dias serão realmente decisivos para o futuro do Barcelona.


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Time com os mais caros do mundo vale R$ 2,4 bi e tem duelo CR7 x Neymar
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Rafael Reis

Quanto dinheiro seria necessário para um clube de futebol montar a seleção do mundo? De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no mercado da bola, 725 milhões de euros (cerca de R$ 2,4 bilhões).

É essa a soma dos valores de mercado estimados dos jogadores mais caros do planeta em cada posição.

A seleção do mundo-2017 é 2% mais cara do que a do ano passado. Em abril de 2016, os 11 atletas mais valiosos do planeta, posição por posição, valiam 710 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões, na cotação atual).

A base da equipe continua a mesma: Neuer no gol, Carvajal na lateral direita, Alaba na esquerda, Pogba no meio-campo, Messi pela faixa direita do ataque e Suárez no posto de centroavante.

A principal mudança é que, ao contrário de 2016, a seleção do mundo deste ano tem presença de um jogador brasileiro.

Em alta no Barcelona e na seleção, Neymar tem agora valor estimado de 100 milhões de euros (R$ 332 milhões) e divide com o português Cristiano Ronaldo, atual melhor jogador do mundo, o posto de atacante pela esquerda mais caro da Terra.

Esse é apenas um dos quatro empates no time dos mais valiosos do planeta.

No miolo de zaga, quatro nomes dividem o posto de defensor mais valorizado: o italiano Bonucci (Juventus), o espanhol Sergio Ramos (Real Madrid), o uruguaio Godín (Atlético de Madri) e o alemão Boateng (Bayern). Cada um deles vale 40 milhões de euros (R$ 133 milhões).

A outra indefinição está no meio de campo. Sergio Busquets (Barcelona) e Toni Kroos (Real Madrid) têm preço estimado em 60 milhões de euros (R$ 199 milhões) e disputam um lugar ao lado de Pogba.

Segundo o “Transfermarkt”, o jogador mais valioso do planeta continua sendo Messi, que está avaliado em 120 milhões de euros (R$ 399 milhões). Cristiano Ronaldo e Neymar dividem a segunda colocação.

Espanha e Alemanha, as duas últimas campeãs mundiais, são os países mais representados na seleção dos mais caros. Cada uma delas emplacou três jogadores na lista.

Conheça a seleção dos mais caros do mundo (por posição)
G – Manuel Neuer (ALE, Bayern) – 45 milhões de euros
LD – Dani Carvajal (ESP, Real Madrid) – 30 milhões de euros
Z – Leonardo Bonucci (ITA, Juventus) ou Sergio Ramos (ESP, Real Madrid) – 40 milhões de euros
Z – Diego Godín (URU, Atlético de Madri) ou Jérôme Boateng (ALE, Bayern) – 40 milhões de euros
LE – David Alaba (AUT, Bayern) – 45 milhões de euros
V – Sergio Busquets (ESP, Barcelona) ou Toni Kroos (ALE, Real Madrid) – 60 milhões de euros
V – Paul Pogba (FRA, Manchester United) – 80 milhões de euros
MAD – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 120 milhões de euros
MAC – Antoine Griezmann (FRA, Atlético de Madri) – 90 milhões de euros
MAE  – Neymar (BRA, Barcelona) ou Cristiano Ronaldo (POR, Real Madrid) – 100 milhões de euros
A – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 90 milhões de euros


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Fama em dose dupla: 5 jogadores com mulheres que são estrelas
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Rafael Reis

Jogadores de futebol que atuam nos grandes clubes da Europa são legítimos popstars, que arrastam multidões por onde jogam, possuem milhões de seguidores nas redes sociais e fãs espalhados pelo planeta inteiro.

Mas, em alguns casos, eles não são os únicos famosos dentro de suas casas. Suas mulheres ou namoradas já eram estrelas bem conhecidas, mesmo antes do início do relacionamento, e tinham papel de destaque na indústria das celebridades.

Listamos abaixo cinco dos mais conhecidos casais de famosos do futebol mundial.

GERARD PIQUÉ E SHAKIRA

O zagueiro espanhol do Barcelona e a cantora colombiana não formam apenas um dos casais mais conhecidos do futebol, mas também, um dos mais bonitos. Eles se conheceram na gravação do clipe de “Waka Waka”, música de Shakira escolhida como tema da Copa do Mundo-2010 e estão juntos desde então. O relacionamento deu origem a dois filhos: Milan, de 4 anos, e Sasha, de 2.

DAVID BECKHAM E VICTORIA BECKHAM

O casal dos sonhos dos amantes do futebol (e do mundo das celebridades) no fim do século passado e no início do atual. Beckham era o jogador de maior faturamento do mundo e um astro publicitário, enquanto Victoria integrava a girlband Spice Girls, uma febre musical de proporções globais. Eles começaram a namorar em 1997 e casaram em 1999. Os Beckham têm quatro filhos: Brooklyn, 17, Romeo, 14, Cruz, 12, e Harper, 5.

NEYMAR E BRUNA MARQUEZINE

Ao contrário do namorado, Bruna Marquezine não é tão conhecida internacionalmente. Mas, no Brasil, ela é uma estrela de primeiro escalão da teledramaturgia. Atriz da Globo desde que tinha 7 anos, protagonizou as novelas Em Família (2014) e I Love Paraisópolis (2015). Bruna e Neymar começaram a namorar em 2012, mas só assumiram o relacionamento no ano seguinte. O casal se separou depois da Copa-2014 e só voltou durante os Jogos Olímpicos do Rio, no ano passado.

FRANCESCO TOTTI E ILARY BLASI

Ídolo máximo da torcida da Roma e campeão mundial com a seleção italiana em 2006, Francesco Totti é casado há 12 anos com a modelo, atriz e apresentadora Ilary Blasi. Famosa desde que tinha 3 anos protagonizando campanhas publicitárias, ela participou da vários programas de TV e apresentou no ano passado o Grande Fratello VIP, uma versão italiana do Big Brother exclusiva para famosos. Francesco e Ilary têm três filhos: Cristian, 11, Chanel, 9, e Isabel, 1.

IKER CASILLAS E SARA CARBONERO

Sara se tornou conhecida mundialmente em 2010, quando cobria a Copa da África do Sul pela rede de TV espanhola Telecinco e foi beijada por seu namorado, o goleiro Iker Casillas, durante uma entrevista pós-título. Em 2015, afastou-se da televisão para morar com o marido no Porto, em Portugal. Desde então, escreve para a versão espanhola da revista “Elle” e administra uma loja online que vende artigos de decoração, moda e beleza. Sara e Iker são pais de Martín, 3, e Lucas, de 9 meses.


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Neymar sofre recorde de faltas e é o jogador que mais apanha na Europa
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Rafael Reis

Um carrinho daqui, um puxão de camisa de lá, um empurrão desproporcional, uma joelhada maldosa e até mesmo uma cotovelada disfarçada. Nenhum jogador do primeiro escalão do futebol mundial apanha tanto em campo quanto Neymar.

O astro da seleção brasileira é o atleta das sete principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França, Portugal e Rússia) mais caçado pelos marcadores na temporada 2016/17.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o camisa 11 do Barcelona já sofreu 101 faltas apenas nesta edição do Campeonato Espanhol. Como participou de 23 partidas, isso significa que ele sofreu em média 4,4 faltas por jogo disputado.

A frequência de pancadas dadas em Neymar é mais do que o dobro das desferidas contra seus dois principais oponentes no posto de melhor jogador do mundo.

O argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barça, tem média de 2,1 faltas recebidas por jogo no Espanhol. Já Cristiano Ronaldo, o atual vencedor do prêmio, apanha ainda menos: 1,7 falta por partida no Real Madrid na liga nacional.

Assim, o segundo jogador mais caçado da Europa não é nenhum medalhão. O paraguaio Darío Lezcano, que defende o Ingolstadt, time pequeno do futebol alemão, é quem mais se aproxima de Neymar tem média de 4 faltas sofridas por ida a campo.

Apanhar muito não é novidade para o principal jogador brasileiro da atualidade. Desde seu início de carreira, no Santos, há oito anos, o atacante costuma ser caçado como um prêmio valioso pelos adversários.

Mas, em alta com a camisa da seleção e alçado ao posto de coprotagonista do Barcelona nas últimas semanas, ele tem se tornado cada vez mais alvo dos sedentos pontapés de seus marcadores.

É isso mesmo. Desde que chegou à Europa, em 2013, Neymar nunca apanhou tanto quanto agora. E as estatísticas deixam isso bem claro.

Em sua primeira temporada no Barça, o brasileiro recebia em média 3 faltas por partida. Já em 2015/16, esse número saltou para 3,8. E agora alcançou o recorde de 4,4 infrações sofridas por jogo.

É claro que Neymar não é nenhum santo. A fama de “cai-cai” que o acompanha desde que começou a fazer sucesso no futebol e os 13 cartões amarelos recebidos nesta temporada (também um recorde na fase europeia de sua carreira) deixam isso bem claro.

Mas ser o jogador que mais apanha no primeiro escalão do futebol mundial também não é fácil… Quem teria sangue-frio para aguentar tantos pontapés?


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Atrás de Vágner Love, Neymar está fora do top 100 da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Principal jogador brasileiro desta década e principal artilheiro do país no futebol europeu nos últimos anos, Neymar vive uma temporada atípica.

Apesar de ser uma peça cada vez mais importante no Barcelona e de estar começando a dividir com Lionel Messi o protagonismo da equipe catalã, o camisa 11 viu seus gols rarearem nos últimos meses.

O brasileiro, que marcou 24 gols no último Campeonato Espanhol, balançou as redes apenas oito vezes nesta edição da Liga. O desempenho é insuficiente para colocá-lo sequer entre os 100 primeiros colocados da Chuteira de Ouro.

Mas, afinal, qual é a posição que Neymar ocupa no ranking que define o maior artilheiro dos campeonatos nacionais europeus na temporada?

O principal astro da seleção brasileira é apenas o 155º colocado da Chuteira de Ouro 2016/17. Ele tem os mesmos 16 pontos do espanhol Alvaro Morata, reserva do Real Madrid, de Duje Cop, centroavante croata do Sporting Gijón, do francês Olivier Giroud, do Arsenal, e de outros 23 jogadores.

Mesmo entre os brasileiros, Neymar não se destaca tanto assim. Ele só o oitavo no ranking entre os jogadores aptos a defender a seleção de Tite.

Estão à frente dele Tiquinho Soares (Porto, 32 pontos), Leonardo (Partizan Belgrado, 22,5 pontos), Whelton (Paços Ferreira, 22 pontos), Vágner Love (Alanyaspor, 19,5 pontos), João Paulo (Ludogorets, 19,5 pontos), Willian José (Real Sociedad, 18 pontos) e Firmino (Liverpool, 18 pontos)

O líder da Chuteira de Ouro é Messi, companheiro de Neymar no Barcelona. Com os dois gols marcados no 4 a 2 sobre o Valencia, no domingo, o argentino foi a 25 gols no Espanhol e 50 pontos no ranking.

O camisa 10 tem dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, e quatro para o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, seus oponentes mais próximos.

Melhor jogador do mundo e maior vencedor da história do prêmio (2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), Cristiano Ronaldo manteve a 13ª colocação da semana passada, com 38 pontos.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 42 pontos e está em oitavo.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 48 pontos (24 gols)
3º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 46 pontos (23 gols)
4º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 44 pontos (22 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 44 pontos (22 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 42 pontos (21 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 42 pontos (21 gols)
8º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 42 pontos (21 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40,5 pontos (27 gols)


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Saiba o que o Brasil precisa fazer para virar líder do ranking da Fifa
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Rafael Reis

Com sete vitórias em sete jogos desde a demissão de Dunga e a contratação de Tite, no meio do ano passado, a seleção está a um passo de retornar à liderança do ranking da Fifa depois de quase sete anos de ausência.

Atual número dois da lista, com 1.534 pontos, o Brasil enfrenta o Uruguai, nesta quinta-feira, em Montevidéu, e o Paraguai, na próxima terça, na Arena Corinthians, pelas eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

E há uma série de combinações de resultados que pode fazer com que ele apareça à frente da Argentina, atual líder, com 1.644 pontos, na próxima edição do ranking, que será divulgada em 6 de abril.

Seleção que mais ocupou a liderança da lista da Fifa na história, o Brasil está fora da primeira colocação desde julho de 2010. Nos últimos anos, acumulou resultados negativos que chegaram a colocá-lo no 22º lugar, sua pior posição em todos os tempos.

Conheça abaixo os diferentes cenários desta Data Fifa que podem colocar a equipe pentacampeã mundial no topo do ranking mundial:

SE VENCER URUGUAI E PARAGUAI: Será a seleção número um do mundo, não importa o que aconteça com a Argentina. De acordo com a ferramenta de simulação de resultados, existente do próprio site da Fifa, o Brasil chegará a 1.661 pontos caso vença seus dois próximos compromissos. Mesmo que derrote Chile (22 de março) e Bolívia (27 de março), os argentinos não passarão de 1.655 pontos.

SE VENCER O URUGUAI E EMPATAR COM O PARAGUAI: Chegará a 1.601 pontos e ultrapassará a Argentina caso a equipe de Messi não consiga vencer o Chile. Nesse caso, a seleção dirigida por Edgardo Bauza alcançaria no máximo 1.589 pontos. Mas, se os argentinos baterem os chilenos, então nada feito para o Brasil.

SE VENCER O PARAGUAI E EMPATAR COM O URUGUAI: Alcançará 1.587 pontos e tomará a ponta da Argentina caso ela perca para o Chile ou não vença nenhum dos seus dois compromissos de março. Nesse cenário, a Argentina iria no máximo a 1.557 pontos (vitória sobre a Bolívia e derrota ante os chilenos).

SE VENCER O URUGUAI E PERDER PARA O PARAGUAI: Irá a 1.570 pontos e deixará a Argentina para trás caso ela perca para o Chile ou não vença nenhum dos seus dois compromissos de março. Nesse cenário, a Argentina iria no máximo a 1.557 pontos (vitória sobre a Bolívia e derrota ante os chilenos).

SE VENCER O PARAGUAI E PERDER PARA O URUGUAI: Ficará com 1.551 pontos e terá de torcer demais contra a Argentina para alcançar o primeiro posto. O Brasil só será líder caso a seleção bicampeã mundial (1978 e 1986) some no máximo um ponto nos jogos de março. Nesse cenário, os argentinos não passariam de 1.538 pontos.

SE EMPATAR COM URUGUAI E PARAGUAI: Aparecerá com 1.527 pontos no próximo ranking e só estará à frente da Argentina se ela perder para o Chile e não conseguir mais do que um empate contra a Bolívia. Com essa combinação de resultados, a seleção de Messi terá no máximo 1.522 pontos na lista de abril.

Caso consiga apenas um ponto na soma dos confrontos com Uruguai e Paraguai, o Brasil não terá como assumir a primeira colocação do ranking nesta Data Fifa. Se for derrotado pelos dois, poderá ainda perder a vice-liderança do ranking para o Chile, atualmente quarto colocado.


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Mais indisciplinado do Barça, Neymar bate recorde de cartões na Europa
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Rafael Reis

A temporada 2016/17 apresentou um Neymar diferente para o Barcelona: um jogador que deixou o instinto artilheiro de lado para se tornar o principal criador de gols do clube e assumiu o protagonismo da equipe em momentos decisivos, como o histórico 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, 11 dias atrás.

Mas há algo no comportamento do brasileiro que não mudou nos últimos meses. Pelo contrário, só se intensificou recentemente: o número excessivo de punições que recebe da arbitragem.

O atacante, que é considerado um jogador especialmente indisciplinado desde o início da carreira, no Santos, já recebeu nesta temporada 13 cartões amarelos em partidas do Barcelona. A maior marca desde que chegou à Catalunha, quatro anos atrás.

Como Neymar já participou de 34 partidas em 2016/17, isso significa que a cada jogo que disputa, ele recebe 0,38 amarelo.

Os principais homens de marcação do Barcelona não chegam nem perto desse nível de indisciplina. Piqué tem seis cartões amarelos em 31 apresentações (0,19). Mascherano, sete advertências em 30 jogos (0,23). E Umtiti foi punido cinco vezes em 31 partidas (0,16).

O único jogador do Barça que é páreo para Neymar nesse quesito é Sergio Busquets. Assim como o brasileiro, o volante recebeu já recebeu 13 amarelos nesta temporada. No entanto, entrou em campo uma vez a mais que o camisa 11.

Antes de 2016/17, Neymar nunca havia recebido mais do que 11 cartões em uma só temporada de Barcelona. E mesmo assim, quando atingiu a marca, em 2015/16, disputou um número bem maior de partidas do que agora (49, contra as 34 atuais).

Ou seja, se mantiver a mesma média de punições dos últimos meses, o camisa 11 pode encerrar a temporada com 18 ou 19 amarelos.

Desde que foi contratado pelo Barça, o atacante brasileiro acumula 99 gols, 74 assistências e 41 amarelos. Apesar do excesso do número de advertências, ele ainda não foi expulso.

Mesmo com o recorde desta temporada, Neymar ainda está longe dos seus piores momentos de indisciplina no Santos. Em 2010, o ano em que mais foi punido pela arbitragem, ele recebeu 22 cartões amarelos e um vermelho.


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Neymar supera Messi e produz 1 gol a cada 47 minutos na Champions
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Rafael Reis

Herói da épica classificação do Barcelona para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar ostenta uma marca impressionante na competição interclubes mais badalada do planeta.

O brasileiro, protagonista da goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, quarta-feira, no Camp Nou, produz um gol a cada 47 minutos e 27 segundos de futebol nesta edição da Champions.

Na prática, isso significa que ter Neymar em campo rende ao Barcelona um gol em cada tempo de jogo do torneio continental.

O camisa 11 já marcou quatro vezes nesta temporada da Champions, lidera o ranking de passes para os companheiros balançarem as redes, com oito assistências, e ainda sofreu um pênalti que foi convertido.

O brasileiro participou diretamente de 13 gols durante os 617 minutos que ficou em campo.

O desempenho de Neymar na competição mais importante da temporada supera até mesmo o da principal estrela do Barcelona, Lionel Messi.

O camisa 10 argentino também teve ação direta em 13 gols no campeonato europeu. Mas suas 11 bolas nas rede e duas assistências aconteceram em um pouco mais de tempo, 630 minutos.

Ou seja, na Champions, Messi precisa de 48 minutos e 27 segundos para criar um gol, um minuto a mais do que seu companheiro de ataque.

O outro homem do trio ofensivo do Barcelona tem números bem mais modestos na Liga dos Campeões. Luis Suárez, três gols, duas assistências e dois pênaltis sofridos, produz um gol a cada 90 minutos no torneio.

Na virada histórica contra o PSG, que colocou o clube espanhol nas quartas da Champions, Neymar participou diretamente de quatro dos seis gols catalães.

O brasileiro marcou um gol de falta, outro de pênalti, sofreu a penalidade convertida por Messi e, já no último minuto da partida, foi o responsável pelo cruzamento para Sergi Roberto decretar a classificação.

A atuação de Neymar foi celebrada pelos principais jornais esportivos da Espanha. O “Sport” o chamou de homem “mais perigoso do ataque do Barcelona” e o “Mundo Deportivo” classificou a apresentação como a “coroação” do brasileiro.

Já o “Marca” e o “As” adotaram o mesmo tom. Para as duas publicações, a goleada foi histórica não apenas por uma virada de placar jamais vista na Champions, mas porque marca o início da passagem de bastão de Messi para Neymar.


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Piadas, selfies e escudo para telemarketing: como é ser xará de Neymar?
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Rafael Reis

“Sempre que eu falo meu nome, as pessoas dão risada ou perguntam se eu estou de brincadeira”.

Desde 2009, o comerciante paulista Neimar Osório, 44, e os outros xarás da principal estrela do futebol brasileiro na atualidade não passam mais desapercebidos.

Neymar

Afinal, eles carregam um nome incomum, bastante raro no Brasil, mas que ganhou os holofotes e não sai mais da mídia desde que Neymar se tornou profissional no Santos e começou a construir sua trajetória de sucesso.

E esse “boom” de popularidade evidentemente mudou a vida de todos deles.

“Antes, ninguém entendia meu nome. Ficavam me chamando Edmar ou Nilmar. Agora, até vibram quando digo meu nome. Para mim, isso é ótimo, principalmente na primeira vez que você conhece alguém. Meu nome acaba quebrando o gelo e serve para puxar assunto”, conta o empresário Neimar Escobar, 32, de Ribeirão Preto (SP).

E o xará do camisa 11 não esconde que usa a fama do nome que possui para se dar bem…

“Nossa, é ótimo com telemarketing. Muitas vezes ligam para mim, perguntam meu nome e aí, como acham que estou fazendo graça, desligam na minha cara. Mas meu nome também me ajudou a arrumar emprego. Fica mais fácil, já que ninguém se esquece de você”, reflete.

Já o vendedor gaúcho Neimar Rodrigues, 40, acabou se tornado uma espécie de celebridade na empresa onde trabalhava, em São Gabriel, devido à “proximidade” com o astro da seleção.

“Na época da Copa do Mundo, era algo absurdo. Todo mundo que passava por mim fazia alguma piada. Teve gente que até fez questão de tirar foto comigo e com meu crachá para postar nas redes sociais”, relembra.

Ao contrário do xará famoso, os três Neimares localizados pela reportagem têm seus nomes escritos com I, não com Y. E também não herdaram o nome do pai, o que aconteceu com o astro Neymar Jr.

“Minha mãe escolheu esse nome porque havia um escritor chamado Neimar de Barros”, afirma Osório.

“Meu pai não sabe explicar porque me deu esse nome. Era para eu me chamar Leandro, mas na hora de registrar ele decidiu mudar. Meu pai bebia na época, então vai saber…”, diz Escobar.

“Enquanto servia ao exército, meu pai passou muito mal e teve febre alta. Quem cuidou dele até que a emergência chegasse para levá-lo ao hospital foi um amigo chamado Neimar. Então, ele fez a promessa de que homenagearia esse homem quando tivesse um filho“, completa Rodrigues.

De acordo com dados do IBGE, entre 1940 e 2010, nasceram no Brasil 3.552 pessoas chamadas Neimar e mais 454 Neymares. O instituto não possui informações mais recentes, ou seja, que reflitam o sucesso do Neymar mais famoso de todos os tempos.


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Fora até do banco, Ganso vira última opção no elenco do Sevilla
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– Adeus: Um terço dos brasileiros que jogaram na China em 2016 já foi embora