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Atrás de Vágner Love, Neymar está fora do top 100 da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Principal jogador brasileiro desta década e principal artilheiro do país no futebol europeu nos últimos anos, Neymar vive uma temporada atípica.

Apesar de ser uma peça cada vez mais importante no Barcelona e de estar começando a dividir com Lionel Messi o protagonismo da equipe catalã, o camisa 11 viu seus gols rarearem nos últimos meses.

O brasileiro, que marcou 24 gols no último Campeonato Espanhol, balançou as redes apenas oito vezes nesta edição da Liga. O desempenho é insuficiente para colocá-lo sequer entre os 100 primeiros colocados da Chuteira de Ouro.

Mas, afinal, qual é a posição que Neymar ocupa no ranking que define o maior artilheiro dos campeonatos nacionais europeus na temporada?

O principal astro da seleção brasileira é apenas o 155º colocado da Chuteira de Ouro 2016/17. Ele tem os mesmos 16 pontos do espanhol Alvaro Morata, reserva do Real Madrid, de Duje Cop, centroavante croata do Sporting Gijón, do francês Olivier Giroud, do Arsenal, e de outros 23 jogadores.

Mesmo entre os brasileiros, Neymar não se destaca tanto assim. Ele só o oitavo no ranking entre os jogadores aptos a defender a seleção de Tite.

Estão à frente dele Tiquinho Soares (Porto, 32 pontos), Leonardo (Partizan Belgrado, 22,5 pontos), Whelton (Paços Ferreira, 22 pontos), Vágner Love (Alanyaspor, 19,5 pontos), João Paulo (Ludogorets, 19,5 pontos), Willian José (Real Sociedad, 18 pontos) e Firmino (Liverpool, 18 pontos)

O líder da Chuteira de Ouro é Messi, companheiro de Neymar no Barcelona. Com os dois gols marcados no 4 a 2 sobre o Valencia, no domingo, o argentino foi a 25 gols no Espanhol e 50 pontos no ranking.

O camisa 10 tem dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, e quatro para o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, seus oponentes mais próximos.

Melhor jogador do mundo e maior vencedor da história do prêmio (2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), Cristiano Ronaldo manteve a 13ª colocação da semana passada, com 38 pontos.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 42 pontos e está em oitavo.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 48 pontos (24 gols)
3º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 46 pontos (23 gols)
4º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 44 pontos (22 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 44 pontos (22 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 42 pontos (21 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 42 pontos (21 gols)
8º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 42 pontos (21 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40,5 pontos (27 gols)


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Saiba o que o Brasil precisa fazer para virar líder do ranking da Fifa
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Rafael Reis

Com sete vitórias em sete jogos desde a demissão de Dunga e a contratação de Tite, no meio do ano passado, a seleção está a um passo de retornar à liderança do ranking da Fifa depois de quase sete anos de ausência.

Atual número dois da lista, com 1.534 pontos, o Brasil enfrenta o Uruguai, nesta quinta-feira, em Montevidéu, e o Paraguai, na próxima terça, na Arena Corinthians, pelas eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

E há uma série de combinações de resultados que pode fazer com que ele apareça à frente da Argentina, atual líder, com 1.644 pontos, na próxima edição do ranking, que será divulgada em 6 de abril.

Seleção que mais ocupou a liderança da lista da Fifa na história, o Brasil está fora da primeira colocação desde julho de 2010. Nos últimos anos, acumulou resultados negativos que chegaram a colocá-lo no 22º lugar, sua pior posição em todos os tempos.

Conheça abaixo os diferentes cenários desta Data Fifa que podem colocar a equipe pentacampeã mundial no topo do ranking mundial:

SE VENCER URUGUAI E PARAGUAI: Será a seleção número um do mundo, não importa o que aconteça com a Argentina. De acordo com a ferramenta de simulação de resultados, existente do próprio site da Fifa, o Brasil chegará a 1.661 pontos caso vença seus dois próximos compromissos. Mesmo que derrote Chile (22 de março) e Bolívia (27 de março), os argentinos não passarão de 1.655 pontos.

SE VENCER O URUGUAI E EMPATAR COM O PARAGUAI: Chegará a 1.601 pontos e ultrapassará a Argentina caso a equipe de Messi não consiga vencer o Chile. Nesse caso, a seleção dirigida por Edgardo Bauza alcançaria no máximo 1.589 pontos. Mas, se os argentinos baterem os chilenos, então nada feito para o Brasil.

SE VENCER O PARAGUAI E EMPATAR COM O URUGUAI: Alcançará 1.587 pontos e tomará a ponta da Argentina caso ela perca para o Chile ou não vença nenhum dos seus dois compromissos de março. Nesse cenário, a Argentina iria no máximo a 1.557 pontos (vitória sobre a Bolívia e derrota ante os chilenos).

SE VENCER O URUGUAI E PERDER PARA O PARAGUAI: Irá a 1.570 pontos e deixará a Argentina para trás caso ela perca para o Chile ou não vença nenhum dos seus dois compromissos de março. Nesse cenário, a Argentina iria no máximo a 1.557 pontos (vitória sobre a Bolívia e derrota ante os chilenos).

SE VENCER O PARAGUAI E PERDER PARA O URUGUAI: Ficará com 1.551 pontos e terá de torcer demais contra a Argentina para alcançar o primeiro posto. O Brasil só será líder caso a seleção bicampeã mundial (1978 e 1986) some no máximo um ponto nos jogos de março. Nesse cenário, os argentinos não passariam de 1.538 pontos.

SE EMPATAR COM URUGUAI E PARAGUAI: Aparecerá com 1.527 pontos no próximo ranking e só estará à frente da Argentina se ela perder para o Chile e não conseguir mais do que um empate contra a Bolívia. Com essa combinação de resultados, a seleção de Messi terá no máximo 1.522 pontos na lista de abril.

Caso consiga apenas um ponto na soma dos confrontos com Uruguai e Paraguai, o Brasil não terá como assumir a primeira colocação do ranking nesta Data Fifa. Se for derrotado pelos dois, poderá ainda perder a vice-liderança do ranking para o Chile, atualmente quarto colocado.


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Mais indisciplinado do Barça, Neymar bate recorde de cartões na Europa
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Rafael Reis

A temporada 2016/17 apresentou um Neymar diferente para o Barcelona: um jogador que deixou o instinto artilheiro de lado para se tornar o principal criador de gols do clube e assumiu o protagonismo da equipe em momentos decisivos, como o histórico 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, 11 dias atrás.

Mas há algo no comportamento do brasileiro que não mudou nos últimos meses. Pelo contrário, só se intensificou recentemente: o número excessivo de punições que recebe da arbitragem.

O atacante, que é considerado um jogador especialmente indisciplinado desde o início da carreira, no Santos, já recebeu nesta temporada 13 cartões amarelos em partidas do Barcelona. A maior marca desde que chegou à Catalunha, quatro anos atrás.

Como Neymar já participou de 34 partidas em 2016/17, isso significa que a cada jogo que disputa, ele recebe 0,38 amarelo.

Os principais homens de marcação do Barcelona não chegam nem perto desse nível de indisciplina. Piqué tem seis cartões amarelos em 31 apresentações (0,19). Mascherano, sete advertências em 30 jogos (0,23). E Umtiti foi punido cinco vezes em 31 partidas (0,16).

O único jogador do Barça que é páreo para Neymar nesse quesito é Sergio Busquets. Assim como o brasileiro, o volante recebeu já recebeu 13 amarelos nesta temporada. No entanto, entrou em campo uma vez a mais que o camisa 11.

Antes de 2016/17, Neymar nunca havia recebido mais do que 11 cartões em uma só temporada de Barcelona. E mesmo assim, quando atingiu a marca, em 2015/16, disputou um número bem maior de partidas do que agora (49, contra as 34 atuais).

Ou seja, se mantiver a mesma média de punições dos últimos meses, o camisa 11 pode encerrar a temporada com 18 ou 19 amarelos.

Desde que foi contratado pelo Barça, o atacante brasileiro acumula 99 gols, 74 assistências e 41 amarelos. Apesar do excesso do número de advertências, ele ainda não foi expulso.

Mesmo com o recorde desta temporada, Neymar ainda está longe dos seus piores momentos de indisciplina no Santos. Em 2010, o ano em que mais foi punido pela arbitragem, ele recebeu 22 cartões amarelos e um vermelho.


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Neymar supera Messi e produz 1 gol a cada 47 minutos na Champions
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Rafael Reis

Herói da épica classificação do Barcelona para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar ostenta uma marca impressionante na competição interclubes mais badalada do planeta.

O brasileiro, protagonista da goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, quarta-feira, no Camp Nou, produz um gol a cada 47 minutos e 27 segundos de futebol nesta edição da Champions.

Na prática, isso significa que ter Neymar em campo rende ao Barcelona um gol em cada tempo de jogo do torneio continental.

O camisa 11 já marcou quatro vezes nesta temporada da Champions, lidera o ranking de passes para os companheiros balançarem as redes, com oito assistências, e ainda sofreu um pênalti que foi convertido.

O brasileiro participou diretamente de 13 gols durante os 617 minutos que ficou em campo.

O desempenho de Neymar na competição mais importante da temporada supera até mesmo o da principal estrela do Barcelona, Lionel Messi.

O camisa 10 argentino também teve ação direta em 13 gols no campeonato europeu. Mas suas 11 bolas nas rede e duas assistências aconteceram em um pouco mais de tempo, 630 minutos.

Ou seja, na Champions, Messi precisa de 48 minutos e 27 segundos para criar um gol, um minuto a mais do que seu companheiro de ataque.

O outro homem do trio ofensivo do Barcelona tem números bem mais modestos na Liga dos Campeões. Luis Suárez, três gols, duas assistências e dois pênaltis sofridos, produz um gol a cada 90 minutos no torneio.

Na virada histórica contra o PSG, que colocou o clube espanhol nas quartas da Champions, Neymar participou diretamente de quatro dos seis gols catalães.

O brasileiro marcou um gol de falta, outro de pênalti, sofreu a penalidade convertida por Messi e, já no último minuto da partida, foi o responsável pelo cruzamento para Sergi Roberto decretar a classificação.

A atuação de Neymar foi celebrada pelos principais jornais esportivos da Espanha. O “Sport” o chamou de homem “mais perigoso do ataque do Barcelona” e o “Mundo Deportivo” classificou a apresentação como a “coroação” do brasileiro.

Já o “Marca” e o “As” adotaram o mesmo tom. Para as duas publicações, a goleada foi histórica não apenas por uma virada de placar jamais vista na Champions, mas porque marca o início da passagem de bastão de Messi para Neymar.


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Piadas, selfies e escudo para telemarketing: como é ser xará de Neymar?
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Rafael Reis

“Sempre que eu falo meu nome, as pessoas dão risada ou perguntam se eu estou de brincadeira”.

Desde 2009, o comerciante paulista Neimar Osório, 44, e os outros xarás da principal estrela do futebol brasileiro na atualidade não passam mais desapercebidos.

Neymar

Afinal, eles carregam um nome incomum, bastante raro no Brasil, mas que ganhou os holofotes e não sai mais da mídia desde que Neymar se tornou profissional no Santos e começou a construir sua trajetória de sucesso.

E esse “boom” de popularidade evidentemente mudou a vida de todos deles.

“Antes, ninguém entendia meu nome. Ficavam me chamando Edmar ou Nilmar. Agora, até vibram quando digo meu nome. Para mim, isso é ótimo, principalmente na primeira vez que você conhece alguém. Meu nome acaba quebrando o gelo e serve para puxar assunto”, conta o empresário Neimar Escobar, 32, de Ribeirão Preto (SP).

E o xará do camisa 11 não esconde que usa a fama do nome que possui para se dar bem…

“Nossa, é ótimo com telemarketing. Muitas vezes ligam para mim, perguntam meu nome e aí, como acham que estou fazendo graça, desligam na minha cara. Mas meu nome também me ajudou a arrumar emprego. Fica mais fácil, já que ninguém se esquece de você”, reflete.

Já o vendedor gaúcho Neimar Rodrigues, 40, acabou se tornado uma espécie de celebridade na empresa onde trabalhava, em São Gabriel, devido à “proximidade” com o astro da seleção.

“Na época da Copa do Mundo, era algo absurdo. Todo mundo que passava por mim fazia alguma piada. Teve gente que até fez questão de tirar foto comigo e com meu crachá para postar nas redes sociais”, relembra.

Ao contrário do xará famoso, os três Neimares localizados pela reportagem têm seus nomes escritos com I, não com Y. E também não herdaram o nome do pai, o que aconteceu com o astro Neymar Jr.

“Minha mãe escolheu esse nome porque havia um escritor chamado Neimar de Barros”, afirma Osório.

“Meu pai não sabe explicar porque me deu esse nome. Era para eu me chamar Leandro, mas na hora de registrar ele decidiu mudar. Meu pai bebia na época, então vai saber…”, diz Escobar.

“Enquanto servia ao exército, meu pai passou muito mal e teve febre alta. Quem cuidou dele até que a emergência chegasse para levá-lo ao hospital foi um amigo chamado Neimar. Então, ele fez a promessa de que homenagearia esse homem quando tivesse um filho“, completa Rodrigues.

De acordo com dados do IBGE, entre 1940 e 2010, nasceram no Brasil 3.552 pessoas chamadas Neimar e mais 454 Neymares. O instituto não possui informações mais recentes, ou seja, que reflitam o sucesso do Neymar mais famoso de todos os tempos.


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Neymar? Artilheiro brasileiro na temporada é meia e ex-Grêmio; veja ranking
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Rafael Reis

Quem é o artilheiro brasileiro na Europa nesta temporada?

Nos últimos anos, a resposta para essa pergunta era tão simples que chegava a ser automática: Neymar. Mas os gols do camisa 11 do Barcelona secaram, e ele abriu espaço para a zebra. E que zebra.

Ex-jogador do Grêmio, o meia Giuliano, 26, nunca foi um goleador e sempre brilhou mais na criação do que na finalização das jogadas. Mas tudo mudou quando foi contratado pelo Zenit São Petersburgo, em julho do ano passado.

Com 14 gols (sete no Campeonato Russo, seis na Liga Europa e mais um na Copa da Rússia), o paranaense de Curitiba é o brasileiro que mais balançou as redes nesta temporada do futebol europeu.

O ranking leva em consideração todos os jogadores brasileiros inscritos nas dez principais ligas nacionais do Velho Continente, segundo o coeficiente da Uefa (Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália, França, Portugal, Rússia, Ucrânia, Bélgica e Turquia).

Em 2016/17, Giuliano marcou o dobro de gols de Neymar, o principal nome da seleção brasileira na atualidade, que só marcou sete vezes com a camisa do Barcelona nos últimos cinco meses.

Na Liga Europa, competição na qual mais tem se destacado, o goleador brasileiro na temporada divide a artilharia com o espanhol Aritz Aduriz (Athletic Bilbao) e lidera o ranking de assistências, com cinco passes para gol.

Isso significa que, dos 17 gols anotados pela equipe russa no torneio continental, 11 contaram com participação direta do meio-campista.

O bom futebol do camisa 7 do Zenit atraiu a atenção do técnico Tite, que o inseriu em todas as suas convocações para a seleção brasileira no segundo semestre do ano passado –foi, inclusive, titular contra a Bolívia.

Entre os brasileiros, quem mais se aproxima do faro artilheiro mostrado por Giuliano nesta temporada é outra surpresa: Júnior Moraes, revelado pelo Santos, que hoje atua no ucraniano Dínamo de Kiev. O atacante já fez 13 gols em 2016/17.

O pódio do ranking conta ainda com o meia-atacante Lucas, do PSG, e Welthon, atacante que atuava no futebol paraense antes de ser contratado pelo português Paços de Ferreira. Cada um deles já balançou as redes 11 vezes na temporada.

Confira os maiores artilheiros do Brasil na temporada europeia:

1º – Giuliano (Zenit São Petesburgo-RUS) – 14 gols
2º – Júnior Moraes (Dínamo de Kiev-UCR) – 13
3º – Lucas (Paris Saint-Germain-FRA)
Welthon (Paços de Ferreira-POR) –11
5º – Willian José (Real Sociedad-ESP) – 10
6º – Raffael (Borussia Mönchengladbach-ALE)
Jonathas (Rubin Kazan-RUS) – 8


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Na seca, Neymar-2016 só supera gols de ano de estreia no Santos
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Rafael Reis

Gol de Neymar. Há sete anos, ver o principal astro do futebol brasileiro balançando as redes não era um evento tão raro.

O oitavo ano como jogador profissional do atacante do Barcelona foi o segundo pior de toda sua carreira em relação ao número de gols marcados.

Neymar

Somando clube e seleções principal e olímpica, Neymar marcou 29 vezes em 2016, marca inferior às obtidas nos últimos seis anos e que só supera a da primeira temporada de sua carreira.

Em 2009, quando era um adolescente de 17 anos recém-promovido ao time principal do Santos e ainda só sonhava com o estrelato, o atacante fez 15 gols. Depois, sempre ultrapassou a casa dos 30 tentos por ano. Até que chegou 2016.

Neste ano, o camisa 11 do Barcelona viu seu faro artilheiro despencar. Em relação a 2015, o número de gols marcados pelo brasileiro caiu incríveis 37%. É muito para um jogador que não mudou de liga, continuou no mesmo clube e, em tese, ainda está em curva ascendente de desempenho.

Neymar já vive um jejum histórico. São nove jogos e mais de dois meses sem marcar pelo time catalão. Desde o 4 a 0 sobre o Manchester City, em 19 de outubro, torcida do Barça não vê um gol seu.

O resultado da queda no número de gols pode ser visto no desempenho do atacante nas premiações individuais.

Eleito o terceiro melhor jogador do mundo no ano passado, ele ficou apenas na quinta colocação na eleição da Bola de Ouro de 2016 e não está entre os três finalistas do prêmio da Fifa.

Também não figurou na seleção da última temporada da Liga dos Campeões da Europa e nem na do Campeonato Espanhol.

Mas o ano não foi só de notícias ruins para Neymar. Além da inédita conquista da medalha de ouro, o brasileiro se firmou como um dos “reis da assistência” do futebol europeu.

O atacante pode até não fazer tantos gols quanto antes, mas é o jogador que mais tocou a bola para os companheiros balançarem as redes na atual temporada da Champions (sete assistências) e divide com Toni Kroos (Real Madrid) e Pablo Piatti (Espanyol) esse posto no Espanhol –sete passes decisivos de cada um deles.

Só que os gols… esses sim estão em falta, como quase nunca estiveram em sua carreira.

CONFIRA OS GOLS DE NEYMAR ANO A ANO:

2009 – 15 gols
2010 – 44 gols
2011 – 40 gols
2012 – 56 gols
2013 – 37 gols
2014 – 35 gols
2015 – 46 gols
2016 – 29 gols


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O que esperar de Gabriel Jesus no Manchester City?
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Rafael Reis

No início de dezembro, quando Gabriel Jesus foi a Manchester para conhecer melhor sua futura casa, Pep Guardiola o convidou para jantar e fez questão de também levar ao restaurante os volantes Fernando e Fernandinho.

A presença dos outros dois brasileiros do elenco do City no encontro entre o treinador e o novo reforço do clube não foi à toa.

Gabriel Jesus

Guardiola sabe que o atacante de 19 anos, que se juntará ao elenco da equipe inglesa no próximo mês, não é Neymar. Apesar de ter sido a estrela do título brasileiro recém-conquistado pelo Palmeiras e vestir com sucesso a camisa 9 da seleção, o garoto ainda não pode ser considerado uma certeza.

Jesus é sim uma aposta do City. Uma aposta para o futuro. Tão aposta quanto outro Gabriel, o Gabigol, é para a Inter de Milão. E o primeiro semestre do ex-santista na Europa, como todos puderam ver, foi de muito banco de reservas, várias reclamações e quase nada de futebol.

O treinador espanhol não quer que Jesus seja um novo Gabigol. Por isso, faz questão de cercá-lo de cuidados e tenta entrosá-lo ao outros brasileiros do clube.

O ex-palmeirense terá de superar sozinho os desafios com os quais irá se deparar dentro de campo em sua primeira experiência europeia: rigor tático, futebol mais rápido, marcadores mais gabaritados e muita exigência técnica.

Mas Guardiola deseja que, para todas as outras dificuldades, Jesus possa contar com Fernando e Fernandinho. E essa lista inclui idioma, diferenças culturais e também saber lidar com a reserva.

Como toda aposta, o brasileiro precisa chegar à Inglaterra ciente de que há um lugarzinho no banco do City à sua espera. E que levará tempo, talvez bastante tempo, para que ele consiga mudar essa situação.

Jesus só precisa olhar para o lado para se conscientizar disso. Contratado por 18 milhões de euros (R$ 61 milhões) a mais que ele, o meia-atacante alemão Leroy Sané, 20, só começou jogando sete partidas na atual temporada.

Mas, a médio prazo, as perspectivas do brasileiro são boas.

Sergio Agüero, o titular da posição onde Jesus melhor rende, é um craque com quem ele dificilmente terá condições de competir logo de cara. Mas o argentino sofre demais com os problemas físicos. Só na temporada passada, foram cinco contusões diferentes e 12 partidas desfalcando o City em virtude dessas lesões.

O nigeriano Kelechi Ihenacho, o primeiro reserva, tem só 20 anos e é tão aposta quanto o brasileiro, apesar de já ter mais experiência na Premier League. Para completar, ainda não goza de tanta confiança assim de Guardiola, que tem preferido improvisar Nolito ou Sterling na função a escalá-lo como titular quando não pode contar com Agüero.

Ou seja, Gabriel Jesus chega ao Manchester City sendo mais Gabigol que Neymar. Mas ele só terá sucesso na Inglaterra se conseguir se diferenciar do ex-adversário de Santos e saber lidar com o banco.


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Brasil vive seca de gols na Champions e tem pior fase de grupos em 14 anos
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Rafael Reis

O futebol brasileiro anda devendo poder de fogo nesta edição da Liga dos Campeões da Europa.

A fase de grupos da competição interclubes mais badalado do planeta, encerrada na última quarta-feira, registrou o menor número de gols brazucas dos últimos 14 anos.

Neymar

Os representantes do único país pentacampeão mundial balançaram as redes apenas 18 vezes, mesma marca da já longínqua temporada 2002/03.

A queda em relação à edição anterior foi abrupta. Na última Champions, os brasileiros anotaram 31 gols na fase de grupos e lideraram a artilharia da competição.

Nesta temporada, o Brasil é só quarto na lista de países mais goleadores. Aparece atrás de Argentina, Alemanha e França e está logo à frente de Espanha e Portugal.

A escassez de gols brasileiros na atual edição da Champions tem algumas possíveis explicações.

Para começar, apesar de 15 selecionáveis por Tite terem balançado as redes na fase de grupos, nenhum deles conseguiu marcar mais do que duas vezes.

Os artilheiros brasileiros na Champions são Bruno César (Sporting), Jonathan Cafú (Ludogorets) e Neymar (Barcelona). Cada um deles fez dois gols, uma mixaria perto dos dez já anotados pelo argentino Lionel Messi (Barcelona), goleador da competição.

Além disso, Chelsea e Shakhtar Donetsk, dois times que costumam inflar bastante o número de gols brasileiros no torneio continental, não disputam a Liga dos Campeões nesta temporada.

Para completar, as equipes mais fortes da Europa, aquelas que aplicam as grandes goleadas e marcam um caminhão de gols, não contam com homens de frente brasileiros.

As exceções são o Bayern de Munique, que tem deixado Douglas Costa no banco em boa parte dos jogos, e o Barcelona, de Neymar.

Maior estrela brasileira na atualidade, Neymar repetiu o mesmo número de gols da fase de grupos da temporada passada (dois), mas tem brilhado em outro fundamento. Com sete assistências, é o jogador da Champions 2016/17 que mais deu passes para gols.

Após o encerramento da fase de grupos, a Liga dos Campeões volta no dia 13 de fevereiro. Os confrontos mata-mata das oitavas de final serão definidos em um sorteio na próxima segunda-feira.

Os artilheiros brasileiros na Liga dos Campeões:

1º – Bruno César (Sporting), Jonathan Cafú (Ludogorets) e Neymar (Barcelona) – 2 gols
4º – Adriano (Besiktas), Daniel Alves (Juventus), Douglas Costa (Bayern de Munique), Fernandinho (Manchester City), Guilherme (Légia Varsóvia), Júnior Moraes (Dínamo de Kiev), Lucas (PSG), Natanael (Ludogorets), Otávio (Porto), Raffael (Borussia Mönchengladbach), Talisca (Besiktas) e Wanderson (Ludogorets) – 1 gol


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Salário de trio do Barcelona é maior que folha de 16 times do Espanhol
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Rafael Reis

Adversário do Real Madrid no clássico deste sábado, o Barcelona pode até ter o trio de ataque mais festejado do futebol mundial. Só que paga caro por isso.

De acordo com levantamento feito pelo diário esportivo “Marca”, o clube catalão gasta apenas com Messi, Neymar e Luis Suárez mais do que as folhas salariais de 16 dos 20 clubes que disputam a primeira divisão espanhola.

Barcelona

Ainda segundo o jornal, o Barça desembolsa anualmente 125 milhões de euros (R$ 450 milhões) no pagamento dos salários brutos (valor que inclui o que vai para o bolso dos jogadores e também para o governo) dos três atacantes sul-americanos.

De todas as equipes participantes do Espanhol, apenas Real Madrid (631 milhões de euros), Atlético de Madri (280 milhões) e Sevilla (129 milhões), além do próprio Barcelona (695 milhões), gastam mais do que isso com seu salários.

Clubes importantes do país campeão do mundo de 2010, como Athletic Bilbao (114 milhões), Valencia (90 milhões) e Villarreal (88 milhões), têm orçamentos menores do que aquele é reservado ao trio de ataque catalão.

Também de acordo com o “Marca”, Messi e Neymar têm rendimentos idênticos. Cada um deles recebe um salário bruto de 50 milhões de euros (R$ 180 milhões).  Suárez, com a já apalavrada renovação do seu contrato, passará a ganhar a metade disso.

Apesar de caro, ou melhor, muito caro, o trio ofensivo do Barcelona costuma dar resultado e justificar o caminhão de dinheiro necessário para mantê-lo.

Dos 55 gols marcados pelo clube catalão nesta temporada, nada menos que 36 (ou seja, 65% do total) saíram dos pés ou cabeças dos seus milionários homens de frente. Messi lidera a artilharia, com 19, Suárez já fez 11 e Neymar anotou 6.

O clássico deste sábado, às 13h15, no Camp Nou, é a chance do Barcelona para não perder contato com o Real Madrid e ter uma disputa cabeça a cabeça com o arquirrival pelo título espanhol.

Depois de 13 rodadas disputadas, os catalães ocupam a vice-liderança da competição, com 27 pontos, seis a menos do que o Real.


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