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Cristiano Ronaldo só merece a Bola de Ouro se vencer a Champions
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Rafael Reis

Quem será eleito o melhor jogador do mundo neste ano? Com a queda precoce do Barcelona na Liga dos Campeões e a classificação do Real Madrid para mais uma decisão europeia, a resposta parece óbvia.

Mas será que Cristiano Ronaldo, autor de 35 gols em 42 partidas nesta temporada, sua pior marca dos últimos oito anos, realmente merece conquistar pela quinta vez na carreira o maior prêmio individual do futebol mundial?

A bem da verdade, o português brilhou em apenas quatro jogos na temporada: no 3 a 0 sobre o Atlético de Madrid, ainda pelo Campeonato Espanhol, e em três dos quatro confrontos contra Bayern e Atlético na reta final da Champions, quando marcou oito dos dez gols que anotou nesta edição do torneio continental.

Tudo bem que essas atuações foram essenciais para o sucesso do Real na competição mais importante do ano. Mas, lembrem-se, foram apenas quatro jogos…

O que CR7 fez na Champions até agora não é muito diferente do feito do garoto sensação Kylian Mbappé, que balançou as redes em cinco das seis partidas de mata-mata do Monaco e carregou o clube francês nas costas até as semifinais.

E ninguém em sã consciência defende que o prêmio de melhor do mundo deva ir já para as mãos do prodígio francês de 18 anos.

Analisando a temporada como um todo, há vários jogadores que apresentaram um futebol de alto nível e bem mais consistente que o do camisa 7 do Real: Messi, o artilheiro máximo de 2016/17, Dybala, Buffon e Daniel Alves, da Juventus, a outra finalista da Champions, e talvez até mesmo Sergio Ramos e Marcelo, seus companheiros no clube espanhol.

Sendo assim, o diferencial de Cristiano Ronaldo para levantar pela quinta vez a Bola de Ouro e também o prêmio da Fifa, agora entregue em outubro, não pode ser esses quatro jogos de brilho extremo, mas sim, títulos.

A única justificativa plausível para a escolha do português como o maior jogador de futebol de 2016/17 é a de “principal estrela do melhor time do planeta”.

Mas, para isso, o Real precisa derrotar a Juventus e conquistar pelo segundo ano consecutivo a Liga dos Campeões da Europa. Um título de Portugal na Copa das Confederações também seria bem-vindo, só que não é essencial.

Caso a Juve fature a Champions, Cristiano Ronaldo pode até ser coroado. Mas sua vitória será muito mais efeito do marketing que o envolve do que pela bola jogada por ele.


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7 transferências dos anos 1990 que parecem absurdas hoje em dia
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Rafael Reis

O futebol muda. O dinheiro e o sucesso trocam de mãos. Times que eram gigantes praticamente caem no esquecimento, enquanto novas forças surgem empurradas por proprietários milionários ou muito trabalho.

Até por isso, muita coisa que aconteceu no passado da modalidade simplesmente não faz sentido para nossos olhos e repertórios de informações atuais.

Listamos abaixo sete transferências internacionais dos anos 1990 que certamente não se repetiriam nos dias de hoje. E, mais que isso, que chegam até a parecer estranhas para quem não viveu aquela época.

ROMÁRIO
Foi do Barcelona para o Flamengo em 1995
Romário
Seis meses depois de ser o protagonista da conquista do tetracampeonato da Copa do Mundo com a seleção brasileira, o melhor jogador do planeta de 1994 decidiu dar um basta em sua carreira na Europa e voltar para o calor do Rio de Janeiro. Com uma poderosa e inusitada campanha de marketing, o Flamengo conseguiu repatriar o Baixinho e construir o “melhor ataque do mundo” (Sávio, Romário e Edmundo), que não deu muito certo.

RONALDO
Foi do Barcelona para a Inter de Milão em 1997
RONALDO
Vocês conseguem imaginar Messi ou Cristiano Ronaldo deixando o futebol espanhol para jogar na Itália? E ainda por cima para defender outro clube que não a Juventus? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu em 1997. Ronaldo, ainda antes de ganhar o apelido Fenômeno, havia acabado de ser eleito o melhor jogador do mundo e fazer uma temporada de estreia histórica pelo Barcelona quando se mandou para a Inter de Milão, uma das potências do campeonato nacional mais forte e rico da época, o Italiano.

DENILSON
Foi do São Paulo para o Betis em 1998
Denilson
Hoje em dia, uma jovem estrela do São Paulo frequentemente convocada para seleção brasileira se transferir para o Betis já seria algo bizarro. Agora, essa transferência ser a mais cara da história do futebol mundial é algo que chega a beirar a insanidade. Sim, Denilson, aquele que hoje é comentarista da Band, foi para o clube espanhol por uma fortuna até então jamais paga por um jogador de futebol: 32 milhões de dólares.

DAVID GINOLA
Foi do Paris Saint-Germain para o Newcastle em 1995
Ginola
O meia francês era um dos principais astros do Paris Saint-Germain quando aceitou o convite para vestir a camisa do Newcastle e jogar na Premier League. Só que naquela época, 22 anos atrás, o PSG ainda não era rico, não tinha ambição de vencer a Liga dos Campeões da Europa e nem mesmo era a principal potência da França. Já o Newcastle, era uma força da Inglaterra, não um time da segunda divisão.

DEJAN PETKOVIC
Foi do Real Madrid para o Vitória em 1997
Petkovic
Um sérvio ir parar na Bahia é algo que certamente não se vê todo dia. Agora, um sérvio deixar o Real Madrid para jogar no Vitória é daquelas situações que só acontecem uma vez por século. Petkovic já tinha oito jogos pelo time principal do Real e nenhum vínculo com o Brasil quando foi descoberto pelo time baiano em um torneio amistoso e aceitou convite para ser emprestado ao Vitória. Deu tão certo que Pet virou ídolo no novo país e também passou por Flamengo, Vasco, Fluminense, Goiás, Santos e Atlético-MG.

CÉSAR SAMPAIO, EVAIR E ZINHO
Foram do Palmeiras para o Yokohama Flugels em 1995
Cesar Sampaio
Três das estrelas do Palmeiras na conquista do bicampeonato brasileiro, em 1993 e 1994, decidem deixar o país seduzidos por propostas milionárias vindas do Oriente. Parece até algo atual, né? Só que eles não foram para a China, mas sim para o Japão, o mercado asiático que, naquele momento, havia acabado de descobrir o futebol e investia pesado para atrair jogadores de fama internacional para turbinar sua liga.

ANTÔNIO CARLOS
Foi do São Paulo para o Albacete em 1992
Zago
O hoje treinador do Internacional havia conquistado o título da Libertadores do São Paulo quando aceitou uma proposta de transferência para o futebol espanhol. Até aí nada demais, certo? Mas seu destino não foi nenhum Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid ou mesmo Sevilla. Zago foi parar no Albacete, clube que hoje está na terceira divisão do Campeonato Espanhol.


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Rafael Reis

Eleito pela quarta vez o melhor jogador do mundo (2008, 2013, 2014 e 2016), Cristiano Ronaldo deu muito trabalho à sua mãe, Dolores Aveiro, antes de se transformar em um astro internacional do futebol.

Pouco adepto dos estudos, o camisa 7 do Real Madrid e da seleção portuguesa teve uma vida escolar marcada por notas ruins, muitas faltas, uma expulsão e até mesmo acusação de furto.

Cristiano Ronaldo

Seu período mais crítico de comportamento coincidiu com a mudança da Ilha da Madeira para a Lisboa, aos 12 anos.

No início da adolescência, CR7 saiu de casa dos pais e migrou à capital de Portugal para treinar nas categorias de base do Sporting, clube pelo qual viria se profissionalizar e onde seu conto de fadas teria início.

Mas, antes de começar a brilhar nos times menores do clube lisboeta, tornar-se um garoto conhecido dos torcedores e começar a ganhar o dinheiro que tiraria sua família da miséria, Ronaldo teve seus problemas escolares mais sérios.

Ele foi expulso da escola onde estudava depois de lançar uma cadeira em direção à professora. Tudo isso dentro da sala de aula.

“Foi uma forma de ele se defender porque a professora estava a criticar seu sotaque da Ilha da Madeira”, afirma Nelson Castro, 52, que era amigo do pai de Ronaldo, José Dinis Aveiro, e que conhece o melhor do mundo desde criança.

O livro “CR7 – Os Segredos da Máquina”, publicado em 2014 pelos jornalistas Juan Ignacio Gallardo e Luís Miguel Pereira, conta outros detalhes obscuros da vida escolar da estrela do Real.

Um deles é um relatório sobre o comportamento de Cristiano Ronaldo que foi enviado pela escola onde ele estudava para o Sporting.

“Este jovem jogador tem evidentes problemas de estabilidade emocional, perde frequentemente o controlo de suas atitudes (…). Estamos convictos, porque a sua personalidade é ainda imatura e, portanto, não completamente formada, de que este jogador é um dos casos a merecer acompanhamento psicológico”, diz o documento.

Foi nessa época também que o futuro astro chegou a ser acusado de furto. Seu relatório escolar apontava furtos de “uma lata de ice-tea a um colega”, de “dois iogurtes” de uma funcionária do colégio e do lanche de um companheiro de clube que também estudava lá.

Mas Cristiano Ronaldo cresceu, superou os problemas comportamentais que marcaram sua vida escolar e se tornou um dos melhores jogadores do mundo. Quer dizer… o melhor jogador do mundo, pela quarta vez em sua carreira.


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Rafael Reis

Sem nenhuma surpresa, Cristiano Ronaldo venceu nesta segunda-feira seu quarto prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo. Campeão em 2008, 2013 e 2014, o gajo não tinha como perder a eleição em um ano que faturou a Liga dos Campeões e levou Portugal à inédita conquista da Eurocopa.

A vitória de CR7 levantou uma questão interessante. Quem encerrará a carreira com mais troféus de maior craque do planeta: ele ou seu tradicional arquirrival no futebol, Lionel Messi?

Cristiano Ronaldo

O argentino do Barcelona é o recordista do prêmio, com cinco vitórias (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015). Mas, Cristiano Ronaldo já vem logo em seguida.

O problema para o português é que o tempo não joga a seu favor.

Ronaldo é dois anos e quatro meses mais velho que Messi e já comemorará seu 32º aniversário em fevereiro.

Em toda a história do prêmio da Fifa, apenas um jogador foi eleito o melhor do planeta com idade tão elevada: o zagueiro italiano Fabio Cannavaro, consagrado em 2006, aos 33 anos.

Apesar de ser um poço de vigor físico e do conhecido apreço pelos treinos, o camisa 7 já começa sim a sentir o peso da idade.

Até pouco tempo atrás, o português não aceitava de maneira nenhuma ficar fora de alguma partida do Real Madrid se não estivesse contundido. Agora, tem acatado com naturalidade a decisão de Zinedine Zidane de poupá-lo dos jogos menos importantes.

Não à toa, Ronaldo foi o finalista do prêmio da Fifa que menos atuou em 2016 (57 jogos, contra 62 de Messi e 68 de Griezmann).

A preocupação com a condição física já tirou do astro uma de suas tradicionais armas para convencer técnicos, capitães e torcedores do mundo todo a votarem nele como melhor do mundo: a artilharia.

No ano passado, CR7 balançou as redes menos do que Messi, o que não acontecia desde 2012.

Mas o mesmo Zidane que tem o forçado a descansar um pouco e o privado de balançar tanto as redes quanto antes talvez seja a principal chance de Ronaldo continuar acumulando prêmios de melhor do planeta.

Em seu primeiro ano como treinador, o francês transformou o Real Madrid em uma máquina praticamente imbatível. Já são 39 partidas de invencibilidade, a maior sequência da história do futebol espanhol.

Motivo de sobra para acreditar o clube que possa ser bi da Liga dos Campeões neste ano e continuar como forte candidato nas próximas temporadas. E como conquistar a Champions é meio passo para que seu protagonista, no caso CR7, fature o prêmio de melhor do mundo…

Querem meu palpite?

Essa provavelmente não foi a última vez que vimos Cristiano Ronaldo ganhar a eleição da Fifa. É bem possível que ele fature sim um quinto prêmio. Mas, isso não significa alcançar Messi. Tal como o português, o argentino tem todas as chances do mundo de voltar a ser eleito o melhor do planeta.

Sim, caros leitores, a era Messi-Cristiano Ronaldo ainda não tem data para acabar.


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Rafael Reis

Eleito o melhor jogador do mundo em 2008, 2013 e 2014, Cristiano Ronaldo tem tudo para vencer também a eleição da Fifa de maior craque do planeta em 2016.

O português de 31 anos, que foi vice em 2015 e um dos grandes nomes do esporte há uma década, é o favorito para levantar o troféu nesta segunda-feira, em Zurique (SUI).

Lionel Messi e Antoine Griezmann, os outros finalistas do prêmio, correm por fora e, caso sejam escolhidos, protagonizarão uma grande zebra.

Conheça abaixo cinco razões que colocaram o camisa 7 do Real nesta situação, a um passo do seu quarto título de melhor do mundo.

CAMPEÃO DO QUE IMPORTA
Cristiano Ronaldo
Conseguiu algo muito raro, faturar os títulos dos dois campeonatos mais importantes do ano, a Liga dos Campeões (11ª conquista do Real Madrid) e a Eurocopa (maior momento da história da Portugal). E, apesar de não ter brilhado em nenhuma das duas finais, foi o protagonista do seu time e da seleção ao longo das campanhas vitoriosas.

OUTROS PRÊMIOS DE MELHOR DO MUNDO
Venceu os prêmios que acabam servindo como prévia do resultado da eleição da Fifa. Em 2016, a estrela maior do Real Madrid já foi eleita o melhor do mundo pela revista “France Football” (Bola de Ouro), pelo jornal britânico “Daily Mail” e pelo site “Goal.com”, além de ter faturado o Globe Soccer Awars, nos Emirados Árabes.

POKER-TRICK
Cristiano Ronaldo não foi o artilheiro do ano. Mas, entre os candidatos a melhor do mundo, só ele conseguiu marcar quatro gols em uma mesma partida ao longo de 2016, marca chamada de poker-trick. E não foi apenas uma vez. O atacante fez na goleada por 7 a 1 contra o Celta, pelo Espanhol, em março, e repetiu a dose ante Andorra (6 a 0), sete meses depois, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

CONFRONTOS DIRETOS
Cristiano Ronaldo
O favorito ao prêmio da Fifa também levou a melhor nos confrontos diretos dentro de campo contra seus oponentes ao posto de melhor do mundo. Cristiano Ronaldo enfrentou Messi ou Griezmann seis vezes ao longo de 2016. Foram três vitórias, dois empates e uma derrota. O português marcou quatro gols nessas partidas.

NA HISTÓRIA
Os gols contra América-MEX e Kashima Antlers, em dezembro, foram históricos. O Mundial de Clubes era a única competição oficial que Cristiano Ronaldo já havia disputado e ainda não havia balançado as redes com a camisa do Real Madrid. Agora, o português pode se orgulhar de ter deixado sua marca em todos os torneios no qual foi a campo pelo clube espanhol.


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Rafael Reis

Finalista da eleição de melhor jogador do mundo pela décima edição consecutiva, Lionel Messi desta vez é azarão no prêmio da Fifa.

O astro argentino, vencedor em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015, até ganhou o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei, mas passou em branco nos dois torneios mais importantes do ano (Liga dos Campeões e Copa América Centenário).

Por isso, entra em desvantagem na disputa com o multicampeão Cristiano Ronaldo, favorito para ficar com o prêmio em 2016. O francês Antoine Griezmann é o outro finalista.

O melhor jogador do mundo será conhecido na próxima segunda-feira, em Zurique (SUI). O mais provável é que o nome anunciado seja o do português. Mas nunca dá para considerar Messi carta fora do baralho. Entenda por quê:

ARTILHEIRO DO ANO
Messi2
Ninguém no planeta balançou mais as redes que Messi no ano passado. Somando as partidas oficiais disputadas pelo Barcelona e pela seleção argentina, o camisa 10 marcou 59 vezes ao longo de 2016, quatro a mais que Cristiano Ronaldo e 22 de vantagem para Griezmann. O argentino foi ainda um dos cinco artilheiros da última edição Copa do Rei, com cinco gols.

CRAQUE DO SEMESTRE
Cristiano Ronaldo pode até ser o favorito para levar o prêmio de melhor jogador do ano, mas difícil contestar que Messi é o grande nome do segundo semestre de 2016 no futebol mundial. E um dado mostra bem isso. O argentino marcou nada menos do que dez gols na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. O vice-artilheiro do torneio interclubes mais importante do planeta, Edinson Cavani, tem só seis gols.

GARÇOM
Messi não foi apenas o artilheiro do ano, mas também aquele que, dentre os três candidatos ao posto de melhor do mundo, mais colocou seus companheiros em condições de balançar as redes. Ao longo de 2016, o jogador do Barcelona distribuiu 34 assistências, contra 17 de Cristiano Ronaldo e 15 de Griezmann.

VOTO DE ROBÔ
Messi
Messi tem entre seus eleitores um que não leva em conta a fama, as opiniões dos outros e os sentimentos provocados pelos candidatos. De acordo com os algoritmos do WhoScored?, site especializado em estatísticas, o argentino foi melhor que os outros candidatos ao prêmio em 2016. De acordo com o robô do site, que leva em consideração diferentes dados de atuação de cada jogador, Messi teve nota 8,46 no ano passado, contra 7,99 de CR7 e 7,50 do francês do Atlético de Madri.

VERSATILIDADE
Qual a posição de Messi? Cada vez mais maduro, o argentino chegou a um momento da carreira em que praticamente escolhe onde quer atuar. No Barcelona, ele é, pelo menos em tese, o ponta direita. Mas, na prática, acaba atuando mais como camisa 10, logo atrás de Neymar e Suárez. Isso quando não recua ainda mais e ajuda na saída de bola do clube catalão. Cristiano Ronaldo e Griezmann são muito mais limitados do ponto de vista tático e incapazes de exercer tantas funções diferentes.


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Rafael Reis

Único estreante entre os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo, o atacante francês Antoine Griezmann, 25, teve um 2016 inesquecível.

O camisa 7 do Atlético de Madri foi vice-campeão europeu (Liga dos Campeões) tanto por seu clube, quanto pela seleção (Eurocopa).

Mas o sucesso ainda não deve ser suficiente para lhe dar o posto de maior craque do futebol mundial. O francês entra como azarão na disputa com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi pelo prêmio da Fifa, cujo vencedor será anunciado na próxima segunda-feira, em Zurique (SUI).

Mas, acredite, há sim motivos para apontar Griezmann como o melhor jogador de 2016. Conheça abaixo alguns deles:

REI DOS PRÊMIOS INDIVIDUAIS
Griezmann
Quem disse que Griezmann não ganhou nada em 2016? O camisa 7 pode até não ter levantado nenhum troféu com o Atlético de Madri e nem com a seleção francesa, mas foi o rei dos prêmios individuais. O atacante foi eleito o melhor jogador de duas das três grandes competições que disputou ao longo do ano: Eurocopa e Campeonato Espanhol. Definitivamente, não é pouco.

GOL VALE MAIS
Griezmann marcou 37 gols em 2016, bem menos que os 59 de Messi e os 55 de Cristiano Ronaldo. Mas, enquanto o argentino e o português atuam em times que são verdadeiras máquinas de fazer gol, o francês joga no Atlético de Madri, uma equipe cujo ponto forte está na defesa e que cria muito menos oportunidades de gol que as outras grandes da Espanha. Por isso, dá para considerar que os gols de Griezmann têm peso maior que os dos rivais de prêmio.

CURVA ASCENDENTE
Enquanto Messi e Cristiano Ronaldo estão estabelecidos no topo do futebol mundial há mais de meia década e já não mostram mais um crescimento de desempenho, Griezmann vem melhorando temporada após temporada. Prova disso é que o atacante francês não ficou nem entre os 23 indicados que poderiam ser votados no prêmio de melhor do mundo de 2015 e, agora, é um dos finalistas.

INQUEBRÁVEL
Griezmann
Griezmann disputou incríveis 68 partidas em 2016 e só desfalcou o Atlético de Madri em uma rodada do Campeonato Espanhol e em jogos das fases preliminares da Copa do Rei, quando são mesmo escalados times mistos. Mais velhos, Messi e Cristiano Ronaldo enfrentaram problemas físicos e ganharam mais descansos. O argentino atuou em 62 jogos e o português, em 57.

SEM REJEIÇÃO
Os seguidos anos de disputa entre Cristiano Ronaldo e Messi pelo protagonismo do futebol mundial provocaram uma rivalidade enorme entre eles. Há muitos fãs do português que detestam o argentino e vice-versa. Griezmann é uma terceira via no meio dessa briga. Não tem tantos fãs quanto a dupla, mas também não sofre com a rejeição de ninguém.


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Rafael Reis

O favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo de 2016 era uma criança que andava por todo lado com uma bola debaixo do braço, chorava quando era derrotado em uma pelada e, se provocado pelos amiguinhos, respondia com pedradas.

Quem conta tudo isso é o fabricante de pastéis Nelson Castro, 52, que conhece e acompanha Cristiano Ronaldo desde a infância em Funchal, na Ilha da Madeira, ao sudoeste da parte continental de Portugal.

Cristiano Ronaldo

Nelson era um grande amigo de José Dinis Aveiro, pai do craque, que morreu em 2005. Os dois atuaram juntos no Andorinha, pequeno clube local onde o futuro astro português deu seus primeiros chutes.

“Ele era um garoto muito inquieto, sempre a carregar sua bolinha para cima e para baixo. Desde pequeno, chamava a atenção quando jogava. A velocidade dos seus piques era impressionante e os chutes, muito fortes. Tudo isso com apenas oito anos”, afirma, por telefone.

Segundo o pasteleiro, o pequeno Cristiano Ronaldo estava sempre à procura de algum amigo disposto a lhe encarar nos gramados ou quadra de cimentos. Quando não conseguia encontrar ninguém, resolvia o problema sozinho.

“Eu sempre via ele chutando a bola contra a parede quando não havia ninguém para jogar com ele. E aí, ele chutava ainda com mais força para que todos ouvissem de longe o barulho das pancadas que ele dava.”

A competitividade e a sede por vitórias que o atacante mostra hoje com as camisas do Real Madrid e da seleção portuguesa já faziam parte da personalidade do projeto de craque. Só que o seu “não saber perder” era demonstrado de outra maneira na infância.

“Se ele perdia uma partida de futebol, começava a chorar. E se alguém tirasse sarro por isso, ele pegava uma pedra e tratava de jogar nele. O mais importante para o Ronaldo era ganhar”, completa Nelson.

Mais de duas décadas se passaram desde então, e Cristiano Ronaldo já não chora mais a cada derrota (pelo menos, não em público). Aos 31 anos, o português virou um dos grandes nomes do esporte mundial e foi eleito por três vezes o melhor jogador de futebol do planeta.

A quarta vitória deve vir na próxima segunda-feira, em Zurique, quando Fifa anuncia em Zurique (SUI) o vencedor do seu prêmio anual. O astro do Real Madrid é o favorito da vez. O argentino Lionel Messi e o francês Antoine Griezmann, os outros finalistas da eleição, correm por fora.


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Rafael Reis

Antoine Griezmann é um dos três finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2016. No entanto, é melhor não requisitá-lo para a cobrança de um pênalti importante.

É que o camisa 7 do Atlético de Madri, apesar de ser um dos atacantes mais letais e temidos da atualidade, está longe de ser um exímio batedor de pênaltis. Muito pelo contrário.

Griezmann

Ao longo de toda sua carreira como profissional, o francês de 25 anos mais desperdiçou do que acertou penalidades.

Desde que foi promovido para o time principal da Real Sociedad, em 2009, Griezmann cobrou oito pênaltis no tempo normal de partidas oficiais, mas só converteu três.

Sua taxa de acerto chega a ser ridícula: 37,5%. Só como comparação: Messi e Cristiano Ronaldo, seus adversários no prêmio da Fifa, costumam acertar mais de 78% dos pênaltis que se dispõem a cobrar.

A dificuldade do astro francês em transformar tiros livres diretos de 11 m em gols já prejudicou seriamente o Atlético de Madri.

No segundo tempo da decisão da última edição da Liga dos Campeões da Europa, Griezmann mandou uma cobrança no travessão –o clássico contra o Real Madrid terminou empatado no tempo normal, e a equipe de Cristiano Ronaldo levou a melhor nos penais, apesar de o francês, aí sim, ter acertado seu pênalti.

Na atual temporada, o desempenho do camisa 7 nos pênaltis tem sido ainda pior.

Griezmann errou as duas cobranças que tentou: contra o Bayern de Munique, de Manuel Neuer, em setembro, pela Champions, e ante o Valencia, do brasileiro Diego Alves, em outubro, no Espanhol.

Graças ao desempenho ruim do francês, o Atlético de Madri não tem mais hoje um cobrador oficial de pênaltis e faz um revezamento de batedores. Além de sua principal estrela, Gabi, Fernando Torres, Kévin Gameiro e Saúl Ñíguez já efetuaram cobranças nesta temporada.

O resultado da eleição da Fifa para melhor jogador do mundo em 2016 será anunciado na próxima segunda-feira, em Zurique (Suíça), cidade-sede da entidade. Cristiano Ronaldo, que já levou a Bola de Ouro da revista “France Football” é o favorito. Griezmann e Messi correm por fora.


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Griezmann, Bale ou Suárez: quem será finalista do melhor do mundo?
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Rafael Reis

A cada ano, a pergunta se repete: quem será o companheiro de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo entre os três finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo?

O posto já pertenceu a Xavi (2011), Andrés Iniesta (2012), Franck Ribéry (2013), Manuel Neuer (2014) e, no ano passado, foi ocupado por Neymar.

Desta vez, o brasileiro é zebra e dificilmente estará entre os três nomes que serão anunciados nesta sexta-feira.

E como o argentino e o português já ganharam status de intocáveis e dificilmente ficarão de fora da lista, apresentamos abaixo as armas dos três favoritos para ocupar a vaga de terceira via na eleição da Fifa: Griezmann, Bale e Suárez.

ANTOINE GRIEZMANN
25 anos
Atacante
Atlético de Madri/França
63 jogos e 36 gols (0,57 por partida) em 2016
Vice da Liga dos Campeões, pelo Atlético, e da Eurocopa, pela França
Não ficou entre os 23 indicados em 2015
Griezmann
O camisa 7 do Atlético de Madri é o principal favorito para fazer companhia a Cristiano Ronaldo e Messi na eleição. Afinal, o atacante francês faturou vários prêmios ao longo de 2016, como o de melhor jogador do Campeonato Espanhol, a artilharia e o posto de craque da Eurocopa. Além disso, tem a vantagem de ser o protagonista do clube que tão bem defende há dois anos e meio. Joga contra Griezmann o fato de não ter conseguido levantar um troféu com suas equipes e também de ter perdido em casa o título europeu para Portugal.

GARETH BALE
27 anos
Meia-atacante
Real Madrid/País de Gales
34 jogos e 25 gols (0,74 por partida) em 2016
Vencedor da Liga dos Campeões
16º colocado em 2015
Bale
O “jogador número 2” do Real Madrid venceu a Liga dos Campeões. Mas seu maior brilho foi com a camisa de Gales. Graças ao futebol do astro, a seleção nanica conseguiu um feito histórico ao alcançar as semifinais da Eurocopa. É principalmente isso que o credencia a um lugar entre os três melhores do mundo em 2016. Por outro lado, Bale tem uma desvantagem clara em relação a seus rivais. Ao longo do ano, enfrentou uma série de problemas físicos, o que fez com que disputasse um número pequeno de partidas.

LUIS SUÁREZ
29 anos
Atacante
Barcelona/Uruguai
54 jogos e 47 gols (0,87 por partida) em 2016
Vencedor do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei
5º colocado em 2015
Suarez
Em 2016, Luis Suárez conseguiu um feito que parecia impossível: acabar com a hegemonia de seis anos de Messi e Cristiano Ronaldo no topo da artilharia do Campeonato Espanhol. Aliás, se o critério de decisão dos eleitores for o número de gols marcados, o camisa 9 do Barcelona já pode comemorar. Mas se o desempenho na Liga dos Campeões, o principal torneio interclubes do ano, tiver um peso muito grande, a cotação do uruguaio irá cair radicalmente, já que o Barça não foi além das quartas de final.


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