Blog do Rafael Reis

Arquivo : mascherano

Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
Comentários Comente

Rafael Reis

Os próximos dias serão decisivos para o futuro do Barcelona.

E o futuro não é apenas uma possível eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e talvez um virtual adeus à disputa pelo título espanhol.

Se não conseguir uma nova virada histórica nesta quarta-feira, desta vez contra a Juventus, e nem um bom resultado no clássico contra o Real Madrid, domingo, que lhe mantenha com pretensões reais de se sagrar campeão nacional, o time catalão fatalmente fechará a temporada 2016/17 com o rótulo de fracassado estampado na testa.

Nem mesmo uma provável conquista da Copa do Rei, ante o Alavés, no dia 27 de maio, será capaz de mudar isso.

E fracasso, para um clube com o tamanho e a relevância do Barcelona, significa necessariamente uma transformação radical nos fundamentos sobre os quais a equipe está construída.

O primeiro futuro que está em jogo nos próximos dias é o de Juan Carlos Unzué. O auxiliar de Luis Enrique é o favorito dos jogadores para assumir o posto de técnico a partir da próxima temporada.

Mas será que a diretoria terá coragem de entregar a equipe nas mãos do braço direito de um treinador que corre o risco de deixar o Camp Nou pela porta dos fundos, marcado por goleadas sofridas na Champions e um fim prematuro de briga pelo Espanhol?

Se o Barça fracassar nos compromissos desta semana, a continuidade que Unzué representa fatalmente fará com que seu nome perca força. Assim, o novo treinador do clube catalão provavelmente será pinçado no mercado.

Mas não é só o futuro de Unzué que estará em campo contra Juventus e Real Madrid. Jogadores até pouco tempo atrás inquestionáveis no Camp Nou, como o zagueiro Mascherano, o lateral esquerdo Jordi Alba e o meia Rakitic, podem sair se a diretoria optar por uma reformulação do elenco.

E há o caso de Andrés Iniesta. O cerebral meia de 32 anos é um dos maiores jogadores da história do Barça e deixará o clube se desejar. Mas, seu declínio físico é algo que preocupa os torcedores e dirigentes catalães.

As “eliminações” na Champions e no Espanhol podem fazer com que o Barcelona decida que chegou a hora de relegar o camisa 8 ao banco. Isso significaria um alto investimento na próxima janela de transferências em um jogador capaz de transformar o astro em reserva –o nome do italiano Verratti tem sido ventilado desde o encontro com o PSG, nas oitavas da competição europeia.

Para encerrar, até mesmo Messi e Neymar jogarão seu futuro nos próximos dias. No caso deles, o que estará em xeque é a possibilidade de serem eleitos o melhor jogador do mundo em 2017.

O argentino, que já venceu o prêmio cinco vezes, e o brasileiro, ainda em busca de sua primeira vitória, são candidatos reais a vencer a eleição da Fifa em janeiro. Mas tudo cairá por terra se a temporada do Barcelona “acabar” tão precocemente.

É… os próximos dias serão realmente decisivos para o futuro do Barcelona.


Mais de Opinião

– Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
– A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
– Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso?
Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes


Índia, EUA e Barcelona: onde estão os gringos que passaram pelo Corinthians
Comentários Comente

Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

No segundo episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do Corinthians e continuam em atividade. Na sexta-feira, é a vez do São Paulo.

MATÍAS DEFEDERICO
Meia
Argentino
27 anos
No Corinthians: de 2009 a 2013
Mumbai City (IND)
Defederico
Uma das grandes decepções da história recente corintiana, o meia que foi contratado como promessa de craque, pouco fez no Brasil e rodou por tudo quanto é canto nos últimos anos: Argentina, Chile, Turquia, Emirados Árabes. Agora, atua no vice-líder da Superliga Indiana, aquela que é maldosamente chamada de “liga dos aposentados” devido à idade elevada dos seus jogadores mais conhecidos.

CARLOS TEVEZ
Atacante
Argentino
32 anos
No Corinthians: de 2005 a 2006
Boca Juniors (ARG)
Tevez
O principal jogador do título brasileiro de 2005 conquistado pelo Corinthians retornou no ano passado ao Boca Juniors, time onde iniciou a carreira, depois de fazer sucesso na Inglaterra e na Itália. Mas o atacante não conseguiu encontrar a paz que buscava na Argentina, apesar da conquista do título nacional de 2015. Enfrentando críticas em sua terra natal, principalmente da imprensa, já falou mais de uma vez em aposentadoria.

STIVEN MENDOZA
Atacante
Colombiano
24 anos
No Corinthians: desde 2015 (está emprestado)
New York City (EUA)
Mendoza
Contratado para compor o elenco do Corinthians no ano passado, ainda possui vínculo com o clube paulista e se especializou em ser emprestado para mercados um tanto quanto alternativos. Em 2015, Mendoza foi campeão e eleito o melhor jogador da Superliga Indiana pelo Chennaiyin. Agora, é companheiro dos astros Frank Lampard, Andrea Pirlo e David Villa no New York City, filial do Manchester City que disputa a MLS.

JAVIER MASCHERANO
Zagueiro/Volante
Argentino
32 anos
No Corinthians: de 2005 a 2006
Barcelona (ESP)
Mascherano
Companheiro de Tevez na conquista do título brasileiro de 2005, é o estrangeiro que passou pelo futebol brasileiro que hoje está melhor posicionado no futebol mundial. Titular do Barcelona há sete temporadas, já ganhou quatro Espanhóis e duas Ligas dos Campeões pelo time catalão. É o vice-capitão da Argentina, seleção pela qual foi segundo colocado na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

JOHNNY HERRERA
Goleiro
Chileno
35 anos
No Corinthians: 2006
Universidad de Chile
Herrera
Os menos atentos talvez nem se lembrem de sua curta passagem pelo Corinthians, na qual foi reserva durante a maior parte do tempo. Mas, Johnny Herrera é dos jogadores mais famosos do futebol chileno. Capitão da Universidad de Chile, foi banco na Copa do Mundo-2014 e continua convocado para a seleção. Também tem fama de bad boy e já foi preso duas vezes por confusões no trânsito –em 2009, atropelou e matou uma jovem, e, em 2014, foi pego dirigindo sob efeito de álcool.


Mais de Cidadãos do Mundo

Emirados, Paraguai e Sérvia: onde estão gringos que passaram pelo Palmeiras
Messi é só o 24º na artilharia da temporada; CR7 está fora do top 30
Celebridade, Neuer já ganhou no “Show do Milhão” e fez filme da Disney
Novo prêmio de melhor do mundo pode se tornar concurso de fã-clubes


Multinacional: 16% dos inscritos na Copa América já jogaram no Brasil
Comentários Comente

Rafael Reis

A Copa América Centenário começa nesta sexta-feira, nos Estados Unidos, com uma certa cara de Campeonato Brasileiro.

Pouco mais de 16% dos 368 jogadores inscritos na competição continental atuam ou passaram pelo futebol pentacampeão mundial em algum momento de suas carreiras.

São 60 atletas espalhados por 11 das 16 seleções que buscam o título da edição comemorativa dos 100 anos da Copa América.

Mena

Apenas EUA, México, Costa Rica, Jamaica e Haiti não contam com nenhum jogador que atuou no Brasil.

Com exceção do time de Dunga, a seleção que mais conta com “brasileiros” é o Chile. Sete dos 23 convocados pelo técnico Juan Antonio Pizzi jogam ou jogaram por aqui.

Além de Mena, que já passou por Santos e Cruzeiro e atualmente defende o São Paulo, também atuaram no país Pinilla (Vasco), Vargas (Grêmio), Mark González (Sport), Aránguiz (Internacional), Beausejour (Grêmio) e Johnny Herrera (Corinthians).

Apesar da quantidade, poucos são os estrangeiros da Copa América que construíram uma carreira de sucesso no futebol brasileiro.

A maior parte passou quase desapercebida por aqui, caso do goleiro paraguaio Antony Silva, que disputou o Campeonato Paulista de 2009 pelo Marília, do arqueiro peruano Pedro Gallese, de rápida passagem pelo Atlético-MG, e do meia-atacante boliviano Jhasmani Campos, que atuou nas categorias de base do Grêmio.

Mascherano

Poucos são os casos como o do volante argentino Javier Mascherano, campeão brasileiro pelo Corinthians em 2005 antes de se transferir para a Europa e construir uma carreira de sucesso no Liverpool e no Barcelona.

Há ainda aqueles que ainda nem estrearam no futebol brasileiro.

O zagueiro colombiano Yerri Mina é um deles. Contratado do Independiente Santa Fé, ele só debutará pelo Palmeiras depois de sua participação na Copa América.

Também ex-jogador da equipe colombiana, o meia venezuelano Luis Manuel Seijas é protagonista de um caso semelhante. Seu destino após a competição será o Internacional.

O número elevado de inscritos na Copa América que passaram pelo Brasil comprova como o futebol nacional se abriu para estrangeiros no último ano.

Com uma nítida vantagem financeira sobre os vizinhos do continente, os clubes do país passaram a buscar no mercado externo jogadores de qualidade e mais baratos do que o pé de obra nacional.

O Campeonato Brasileiro-2016 começou com 57 estrangeiros de 12 países diferentes. Ao longo do ano, com o andamento do mercado, é provável que bata o recorde de 65 gringos estabelecido em 2014.


Mais de Cidadãos do Mundo

Da universidade para a seleção, técnico da Croácia na Euro faz história
Fã de brasileiro e cueca do Bob Esponja: 10 curiosidades sobre Griezmann
Simeone artilheiro e Zidane goleiro? Técnicos ensinaram “mal” seus filhos
Os 7 jogadores mais desejados da janela de transferências da Europa


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>