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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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Em crise, City tem piores posse de bola e passe da carreira de Guardiola
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Rafael Reis

Quinta colocação no Campeonato Inglês, 12 pontos de desvantagem para o líder, derrotas para Tottenham, Chelsea, Leicester, Liverpool, Everton Manchester United e Barcelona. Em sua primeira temporada à frente do Manchester City, Pep Guardiola sofre como nunca em sua carreira de treinador.

E sofre também porque o passe, estrutura básica do seu estilo de jogo desde que estreou no comando do Barça, nove anos atrás, jamais teve tantos problemas de funcionamento quanto agora.

Guardiola

Dados do “Who Scored?”, página especializado nas estatísticas do futebol, comprovam: o City da atual temporada é a equipe treinada por Guardiola que menos e pior toca a bola.

Segundo o site, o time azul líder o ranking de posse de bola da Premier League e fica com a pelota sobre seu controle durante 60,6% do tempo de jogo. Ah, então está tudo certo, né?

Que nada. Essa é a pior marca de toda a carreira do técnico catalão. Durante as passagens por Barcelona e Bayern de Munique, a posse de bola de suas equipes variou nunca foi menor que 63,7% e chegou até a 67,4%.

Além disso, pela primeira vez na história de Guardiola como treinador, seu time não é o que mais acerta passes na liga nacional que disputa.

De acordo com o “Who Scored?”, o City concretiza 84,3% das trocas de bola que se dispõe a fazer, 0,5% a menos que seu arquirrival de cidade, o Manchester United, líder do ranking na Inglaterra.

A comparação com os trabalhos anteriores de Pep também é cruel. Até então, a pior margem de acerto dos times treinados por ele era de 87%, com o Barcelona da temporada 2009/10. No ano seguinte, a equipe catalã alcançou incríveis 89,6% de passes certos.

Com dificuldade para dar sua cara ao elenco do City, Guardiola ainda não conseguiu encontrar um meia para controlar a posse de bola e ser seu principal distribuidor de jogo. Ou seja, para fazer o papel que era de Xavi, no Barcelona, e de Lahm, no Bayern de Munique.

Fernandinho, o homem mais experimentado nessa função, é apenas o quinto jogador da Premier League com mais passes para companheiros nesta temporada. Com média de 69 toques por partida, ele fica atrás de Jordan Henderson e Dejan Lovren (Liverpool) e Paul Pogba e Ander Herrera (Manchester United).

Sem tanta e tão qualificada posse de bola quanto de costume, Guardiola não consegue se acertar no City. Nas últimas quatro partidas, foram duas derrotas, um empate e somente uma vitória.

O resultado disso é que pela primeira vez na carreira Pep corre risco real de não classificar seu time para Liga dos Campeões da Europa –no momento, está dois pontos atrás do Liverpool, quarto colocado.

É claro que a Premier League é uma competição mais equilibrada que o Espanhol e o Alemão, mas isso não ameniza o início ruim de Guardiola no City.

Pep quer retornar aos bons tempos. E, para isso, precisa que sua velha amiga, a bola, volte a ficar nos pés dos seus jogadores.


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Último capitão da seleção de Tite lidera ranking das expulsões na Europa
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Rafael Reis

Presença constante nas convocações da seleção brasileira e capitão na última partida do time de Tite, contra o Peru, em novembro, Fernandinho tem uma marca da qual nenhum jogador deve se orgulhar.

O volante do Manchester City é o jogador entre os inscritos nas seis principais ligas nacionais da Europa com mais expulsões na temporada.

O jogador de 31 anos já recebeu três cartões vermelhos em 2016/17, número superior ao de qualquer outro atleta que atua na primeira divisão de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal.

Fernandinho foi expulso em dois jogos da Premier League (contra Chelsea, em dezembro, e Burnley, no início do mês) e na penúltima partida da fase de grupos da Liga dos Campeões, ante o Borussia Mönchengladbach, em novembro.

Só em suspensões, o brasileiro já desfalcou o City em cinco partidas da atual temporada. Ele ainda precisa cumprir mais três jogos de gancho em razão do seu último cartão vermelho e só deve retornar à equipe em fevereiro.

Curiosamente, Fernandinho está longe de ser dos jogadores mais faltosos do Campeonato Inglês.

De acordo com o site “Who Scored?”, especializado nas estatísticas do futebol, o volante é apenas o 17º atleta com mais infrações na atual edição Premier League. O camisa 25 do City comete em média 1,7 falta por partida, menos, por exemplo, do que outro brasileiro, o atacante Roberto Firmino, do Liverpool, que tem média de 1,9.

Fernandinho também não está entre os reis do amarelo na Inglaterra e, muito menos, na Europa.

O brasileiro foi advertido apenas quatro vezes na temporada. Apenas para comparação, o grego José Holebas, do Watford, já levou nove amarelos desde as férias do meio do ano, o zagueiro espanhol Sergio Ramos, capitão do Real Madrid, seis, e Neymar, oito.

Ou seja, o problema do volante não é a frequência com que ele bate, mas sim as panes de consciência que o têm feito aderir à violência em lances como a agressão a Fàbregas (Chelsea) ou o carrinho frontal em Gudmundsson (Burnley).

Pelo menos antes da série de expulsões, Fernandinho vinha sendo um dos homens de confiança de Pep Guardiola no City.

Encantando com o brasileiro, o catalão havia lhe dado aquela que ele considera a função mais nobre dentro de campo: a de meia que comanda a saída de bola da equipe. Nos trabalhos anteriores de Pep, o posto havia sido ocupado por Xavi e Lahm.

Mas nenhum deles tinha o efeito colateral de ser o rei do cartão vermelho na Europa.


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O que esperar de Gabriel Jesus no Manchester City?
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Rafael Reis

No início de dezembro, quando Gabriel Jesus foi a Manchester para conhecer melhor sua futura casa, Pep Guardiola o convidou para jantar e fez questão de também levar ao restaurante os volantes Fernando e Fernandinho.

A presença dos outros dois brasileiros do elenco do City no encontro entre o treinador e o novo reforço do clube não foi à toa.

Gabriel Jesus

Guardiola sabe que o atacante de 19 anos, que se juntará ao elenco da equipe inglesa no próximo mês, não é Neymar. Apesar de ter sido a estrela do título brasileiro recém-conquistado pelo Palmeiras e vestir com sucesso a camisa 9 da seleção, o garoto ainda não pode ser considerado uma certeza.

Jesus é sim uma aposta do City. Uma aposta para o futuro. Tão aposta quanto outro Gabriel, o Gabigol, é para a Inter de Milão. E o primeiro semestre do ex-santista na Europa, como todos puderam ver, foi de muito banco de reservas, várias reclamações e quase nada de futebol.

O treinador espanhol não quer que Jesus seja um novo Gabigol. Por isso, faz questão de cercá-lo de cuidados e tenta entrosá-lo ao outros brasileiros do clube.

O ex-palmeirense terá de superar sozinho os desafios com os quais irá se deparar dentro de campo em sua primeira experiência europeia: rigor tático, futebol mais rápido, marcadores mais gabaritados e muita exigência técnica.

Mas Guardiola deseja que, para todas as outras dificuldades, Jesus possa contar com Fernando e Fernandinho. E essa lista inclui idioma, diferenças culturais e também saber lidar com a reserva.

Como toda aposta, o brasileiro precisa chegar à Inglaterra ciente de que há um lugarzinho no banco do City à sua espera. E que levará tempo, talvez bastante tempo, para que ele consiga mudar essa situação.

Jesus só precisa olhar para o lado para se conscientizar disso. Contratado por 18 milhões de euros (R$ 61 milhões) a mais que ele, o meia-atacante alemão Leroy Sané, 20, só começou jogando sete partidas na atual temporada.

Mas, a médio prazo, as perspectivas do brasileiro são boas.

Sergio Agüero, o titular da posição onde Jesus melhor rende, é um craque com quem ele dificilmente terá condições de competir logo de cara. Mas o argentino sofre demais com os problemas físicos. Só na temporada passada, foram cinco contusões diferentes e 12 partidas desfalcando o City em virtude dessas lesões.

O nigeriano Kelechi Ihenacho, o primeiro reserva, tem só 20 anos e é tão aposta quanto o brasileiro, apesar de já ter mais experiência na Premier League. Para completar, ainda não goza de tanta confiança assim de Guardiola, que tem preferido improvisar Nolito ou Sterling na função a escalá-lo como titular quando não pode contar com Agüero.

Ou seja, Gabriel Jesus chega ao Manchester City sendo mais Gabigol que Neymar. Mas ele só terá sucesso na Inglaterra se conseguir se diferenciar do ex-adversário de Santos e saber lidar com o banco.


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Volta de Messi, City ameaçado e clássico: 3 jogos para ver no fim de semana
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Rafael Reis

Depois da paralisação para a Data Fifa e compromissos das seleções em busca de vaga na Copa do Mundo-2018, os principais campeonatos nacionais da Europa retornam neste fim de semana. E, com eles, também voltam as dicas de melhores partidas para assistir pela TV nos próximos dias.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Como teremos rodada da Liga dos Campeões na próximas terça e quarta-feira, os principais clubes do continente europeu irão a campo no sábado. Por isso, todos os jogos escolhidos para você acompanhar serão disputados nesse dia.

NAPOLI x ROMA
Sábado, 10h (de Brasília)
Fox Sports 2
8ª rodada do Campeonato Italiano
Hamsik
Napoli e Roma não devem definir quem ficará com o título italiano, mas possivelmente ajudarão a escolher o time que será o vice. Nas últimas quatro temporadas, as duas equipes se revezaram no posto de ameaça mais próxima à Juventus. Agora, não é diferente. A “Vecchia Signora” lidera a competição mais uma vez, e os rivais que se enfrentam neste sábado brigam pelo segundo lugar –o Napoli tem um ponto a mais que a Roma e ocupa a posição provisoriamente.

MANCHESTER CITY x EVERTON
Sábado, 11h (de Brasília)
ESPN +
8ª rodada do Campeonato Inglês
Manchester City
Líder desde a segunda rodada da Premier League, o Manchester City corre risco de perder a liderança e ser ultrapassado por Tottenham, Arsenal e Liverpool neste fim de semana. A equipe de Pep Guardiola está em baixa desde a lesão do meia Kevin de Bruyne, seu melhor jogador na temporada, e vem de um empate (Celtic) e uma derrota (Tottenham). Como o belga ainda não tem condições de jogo e o Everton ocupa uma honrosa quinta colocação no Inglês, é bom os Citizens ficarem preocupados.

BARCELONA x LA CORUÑA
Sábado, 11h15 (de Brasília)
ESPN Brasil
8ª rodada do Campeonato Espanhol
Barcelona
Afastado há três semanas devido a uma lesão muscular, Lionel Messi pode reforçar o Barcelona contra o La Coruña. O argentino voltou aos treinos com bola nos últimos dias e tem chance de ser testado pelo técnico Luis Enrique antes da partida contra o Manchester City, quarta, pela Champions. Sem seu camisa 10, o Barça desperdiçou na última rodada a chance de assumir a liderança do Espanhol ao perder para o Celta e caiu para a quarta posição.


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Balotelli, Neymar e encontro de líderes: 3 jogos para ver no fim de semana
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Rafael Reis

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Desta vez, todos os três jogos escolhidos serão no domingo, dia de eleições municipais, mas também de acompanhar como o Manchester City irá reagir a seu primeiro tropeço na temporada, o surpreendente líder do Campeonato Francês e Neymar como protagonista do Barcelona.

MANCHESTER CITY x TOTTENHAM
Domingo, 10h15 (de Brasília)
ESPN Brasil
7ª rodada do Campeonato Inglês
Manchester City
Confronto entre líder e vice-líder da Premier League. Mas, mais do que isso, a oportunidade para ver como o Manchester City irá reagir a seu primeiro tropeço na temporada. O time de Pep Guardiola venceu dez jogos consecutivos até empatar por 3 a 3 com o Celtic, terça, na Escócia, pela Liga dos Campeões. O alívio para o City neste domingo é que a primeira colocação do Inglês será mantida mesmo em casa de derrota, já que sua vantagem em relação ao Tottenham é de quatro pontos.

NICE x LORIENT
Domingo, 12h (de Brasília)
SporTV
8ª rodada do Campeonato Francês
Nice
Poucos imaginavam que o Campeonato Francês chegaria à oitava rodada com o Paris Saint-Germain fora da liderança. Menos pessoas ainda ousariam apostar que o Nice ocuparia a primeira colocação na tabela tendo Mario Balotelli como protagonista. O polêmico atacante italiano tem recuperado na França o bom futebol do início de sua carreira. Em apenas dois jogos na Ligue 1, já marcou quatro gols e aparece em terceiro na artilharia.

CELTA x BARCELONA
Domingo, 15h45 (de Brasília)
Fox Sports
7ª rodada do Campeonato Espanhol
Barcelona
Vice-líder do Espanhol, a um ponto do Real Madrid, o Barcelona vai a Vigo para tentar tomar a ponta do arquirrival impulsionado pela liderança de Neymar. Sem Messi, machucado, é o brasileiro quem tem ocupado o protagonismo do time catalão. Nos dois jogos sem a companhia do astro argentino, a estrela maior da companhia, Neymar já marcou duas vezes (5 a 0 contra o Sporting Gijón) e de uma assistência (2 a 1 sobre o Borussia Mönchengladbach, pela Champions).


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Fifa permite que jogadores rescindam contrato por “excesso de banco”
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Rafael Reis

Imagine a situação: um jogador do seu time passa o ano todo no banco de reservas e, incomodado com a situação, entra na Justiça e consegue a rescisão do seu contrato.

Esse cenário não é apenas uma hipótese que mexeria com o mercado do futebol e assustaria técnicos e dirigentes dos clubes. Pelo contrário, ele está previsto no Regulamento de Transferência de Jogadores da Fifa.

Intitulado “Terminando um contrato com justa causa esportiva”, o artigo 15 do documento afirma que um atleta tem o direito de encerrar de forma unilateral seu vínculo com um clube (com pagamento ou não de indenização) caso tenha participado de menos de 10% das partidas daquela equipe na última temporada.

Diego Tardelli

“É claro que não é só alegar justa causa esportiva e rasgar o contrato. O jogador vai ter que provar que não ficou afastado devido a uma contusão, suspensão ou caso de indisciplina. Há outros casos também onde não se deve aplicar essa regra, como os goleiros reservas e jovens recém-promovidos ao time profissional”, afirma o advogado Marcos Motta, especialista em transferências internacionais.

Apesar de constar no regulamento da Fifa desde meados da década passada, a cláusula ainda não é muito usada.

O próprio Motta só cogitou recorrer à justa causa esportiva uma vez, em caso envolvendo um clube russo, mas conseguiu um acordo extrajudicial e não chegou a levar o caso para os tribunais.

No entanto, de acordo com o advogado, o artigo pode ganhar uma nova vida e virar uma ferramenta importante na defesa dos direitos dos jogadores devido às características do mercado contemporâneo do futebol.

“A entrada de oligarcas russos e ucranianos e conglomerados chineses no futebol mudou a dinâmica das contratações, que deixaram de ser apenas técnicas e hoje envolvem também o marketing e a proteção de mercado. Com isso, jogadores importantes e acostumados a seleção passaram a conviver pela primeira vez com a situação de ficarem no banco ou serem afastados”, avalia.

Esses são os casos, por exemplo, do meia Wagner e dos atacantes Jô e Diego Tardelli, todos com passagem pela seleção brasileira, que estão inativos desde julho porque não foram inscritos no segundo turno do Campeonato Chinês, já que seus clubes contrataram mais estrangeiros do que podem escalar.

O meia Yaya Touré, do Manchester City, é outro que enfrenta uma situação de afastamento. Fora dos planos de Pep Guardiola e em guerra aberta com o treinador, ele participou de apenas uma partida na atual temporada.


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Rivalidade à prova: os 5 maiores confrontos Mourinho x Guardiola
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Rafael Reis

José Mourinho e Pep Guardiola, os dois técnicos mais importantes e influentes do futebol mundial no século 21, têm pela frente um aguardado encontro neste fim de semana.

Após assumirem novos desafios nesta temporada, o português e o espanhol protagonizam neste sábado, a partir das 8h30 (de Brasília), o primeiro Manchester United x Manchester City de suas carreiras.

Mourinho-Guardiola

A partida, válida pela quarta rodada do Campeonato Inglês, será o 17º confronto direto desta rivalidade.

A vantagem de Guardiola é bastante expressiva. São sete vitórias do atual comandante do City, contra apenas três triunfos do treinador do United.

Mesmo atrás no retrospecto, Mourinho também já teve seus momentos de glória contra o maior rival.

Relembramos abaixo os cinco principais encontros dos dois badalados treinadores.

INTER DE MILÃO 3 x 2 BARCELONA
Liga dos Campeões 2009/10
Vitória de Mourinho

O placar é o somatório das duas partidas da semifinal da Liga dos Campeões. O confronto é sem dúvida um dos maiores momentos da carreira de Mourinho. Após derrotar o celebrado Barcelona de Guardiola e Messi por 3 a 1 no jogo de ida, o treinador português armou uma retranca histórica na partida de volta, a ponto de Eto’o virar um marcador de lateral. A estratégia deu certo: os italianos perderam por apenas um gol na Espanha e avançaram para a conquista do título europeu.

BARCELONA 5 x 0 REAL MADRID
Campeonato Espanhol 2010/11
Vitória de Guardiola

Seis meses depois da derrota para a Inter na Liga dos Campeões, Guardiola deu a Mourinho a pior recepção possível ao Campeonato Espanhol. No primeiro clássico à frente do Real Madrid, o técnico português levou uma goleada histórica do Barcelona: 5 a 0, acabando com uma invencibilidade de 26 partidas do time da capital. Curiosamente, Messi passou em branco nesse jogo: Villa (2), Xavi, Pedro e Jeffren fizeram os gols.

REAL MADRID 1 x 0 BARCELONA
Copa do Rei 2010/11
Vitória de Mourinho

A primeira vitória de Mourinho sobre Guardiola em um clássico espanhol lhe deu também seu primeiro título no Real Madrid. O 1 a 0 sobre o Barcelona, com gol de Cristiano Ronaldo, decidiu a Copa do Rei em favor dos merengues e decretou o encerramento de um período de três anos sem uma única taça levantada pelo Real.

BARCELONA 3 x 1 REAL MADRID
Liga dos Campeões 2010/11
Vitória de Guardiola

Pelo segundo ano consecutivo, Mourinho e Guardiola se encontraram em uma semifinal da Liga dos Campeões. Mas, em 2011, quem se saiu melhor foi o catalão. A vitória por 2 a 0 do Barcelona no jogo de ida não deu chance ao português de repetir a retranca da temporada anterior. Com o empate por 1 a 1 na volta, os catalães foram à decisão e abriram caminho para o título.

REAL MADRID 2 x 1 BARCELONA
Campeonato Espanhol 2011/12
Vitória de Mourinho

A primeira vitória do Real Madrid em quatro anos no Camp Nou também deixou o time da capital e Mourinho a um passo da conquista do título espanhol daquela temporada. O clássico foi decidido por Khedira e Cristiano Ronaldo, enquanto Alexis Sánchez descontou para o Barcelona. Messi, a maior esperança de Guardiola para bater o arquirrival, teve uma atuação discreta.


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Em busca de futuro astro, City torra R$ 300 mi e monta seleção sub-20
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Rafael Reis

A contratação de Gabriel Jesus, anunciada nesta quarta-feira, não é um fato isolado para o Manchester City. Mas sim parte de um projeto que pretende levar para o clube inglês os futuros protagonistas do futebol mundial.

É por isso que o endinheirado time do xeque Mansour bin Zayed al Nahyan, de Abu Dhabi, já gastou 83 milhões de euros (R$ 302 milhões) nesta janela de transferências apenas com reforços que ainda são sub-20.

Jesus custou 32 milhões de euros. O colombiano Marlos Moreno, campeão da Libertadores pelo Atlético Nacional, mais 9 milhões. O ucraniano Oleksandr Zinchenko, outros 2 milhões. E o alemão Leroy Sané, o mais caro de todos, saiu do Schalke 04 por 50 milhões.

Gabriel Jesus

Em comum entre os quatro, além da juventude, está o fato de serem muito talentosos e habilidosos. Diamantes ainda brutos para serem lapidados por Pep Guardiola, em sua primeira experiência no futebol inglês.

O destino dos reforços é a prova de que eles foram contratados pensando não no hoje, mas sim no amanhã.

Sané é o único dos garotos adquiridos nesta janela que devem receber chances imediatas nas partidas mais importantes equipe principal do City.

Enquanto isso, o brasileiro ficará até o fim do ano no Palmeiras, o colombiano deve ser emprestado ao La Coruña para ganhar experiência e o ucraniano deve ser cedido a um clube menor ou atuar pelo time reserva para ter mais minutos em campo.

Em quase dez anos de riqueza, o City sonhou com Messi, Cristiano Ronaldo, Ibrahimovic, Neymar, mas nunca conseguiu captar um verdadeiro protagonista capaz de liderar a equipe à inédita conquista da Liga dos Campeões –o argentino Agüero é quem mais chegou perto disso.

Agora, percebeu que, se quiser esse jogador, terá de produzi-lo dentro de casa. É em busca desse futuro astro que resolveu montar uma verdadeira seleção mundial sub-20.


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Por que o City foi à Austrália contratar o 2º reforço da era Guardiola?
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Rafael Reis

A contratação mais impactante desta quinta-feira foi a confirmação da ida do astro sueco Zlatan Ibrahimovic para o Manchester United. Mas o negócio mais surpreendente do dia foi realizado pelo outro clube rico da cidade.

O meia Aaron Mooy, 25, que defendia o Melbourne City e atua na seleção australiana, foi anunciado como o segundo reforço do Manchester City desde a chegada do técnico Pep Guardiola.

Apesar dos 11 gols e 21 assistências na última edição do Campeonato Australiano, o meia não é o tipo de jogador que um dos maiores clubes do mundo costuma contratar.

Aaron Mooy

Mooy vem de uma liga irrelevante no cenário global, já tem uma idade considerável para ser tratado como aposta para o futuro e tem pouca experiência internacional (virou titular da seleção há menos de um ano).

O que explica a contratação do meia é o City que faz parte do nome do Melbourne. O clube australiano faz parte do mesmo conglomerado dos Emirados Árabes que é proprietário do time inglês.

É por isso que veste uma camisa da Nike semelhante à da equipe inglesa e conta com o mesmo patrocinador principal, a Etihad Airways.

O City Football Group ainda possui um time nos Estados Unidos, o New York City, e é acionista do Yokohama Marinos, do Japão.

O intercâmbio de jogadores entre os clubes do mesmo grupo é apenas um objetivo secundário dessas parcerias. A meta principal é ajudar a alavancar o Manchester City em mercados estratégicos e torná-lo um clube com torcida global, assim como o United.

Não à toa, desde que o Melbourne City foi comprado pelos árabes, no ano passado, o Manchester já contratou três atletas australianos.

O volante Luke Brattan, 26, e o meia Anthony Cáceres, 23, nunca sequer jogaram pela equipe principal  dos Citizens e acabaram repassados para a filial aussie.

Mooy é melhor que os outros dois, pode cair nas graças de Guardiola e até se firmar como um jogador importante do Manchester. Mas não foi contratado para isso.

Mesmo que seja emprestado para um time da segunda divisão e retorne em 12 meses para Melbourne, o meia já terá cumprido seu objetivo de fazer o torcedor australiano olhar para o Manchester City e pensar: “esse clube gosta do nosso futebol, então eu gosto dele”.


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