Blog do Rafael Reis

Arquivo : liga dos campeões

Árbitro que prejudicou Bayern foi o 1º a marcar pênalti com ajuda de vídeo
Comentários Comente

Rafael Reis

De atuação desastrosa na vitória por 4 a 2 do Real Madrid sobre o Bayern de Munique, na terça-feira, que classificou o time espanhol para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, Viktor Kassai tem seu nome marcado na história da arbitragem mundial.

O húngaro foi o primeiro árbitro a recorrer ao uso do vídeo em uma partida oficial, pelo menos com aval da Fifa, para solucionar um lance polêmico.

O acontecimento histórico se deu em dezembro do ano passado, na semifinal do Mundial de Clubes entre Atlético Nacional e Kashima Antlers. Foi só depois de recorrer às imagens que o juiz percebeu um esbarrão dentro da área e marcou pênalti para os japoneses.

A marcação acabou sendo decisiva para o resultado da partida. Ao converter a cobrança, o Kashima abriu caminho para a vitória por 3 a 0 que o colocou na decisão do torneio.

Apesar de totalmente amparada pela Fifa, que usou o Mundial de Clubes para testar a arbitragem com auxílio de vídeo, o comportamento de Kassai rendeu várias críticas.

Isso porque o jogo ficou parado por mais de um minuto enquanto ele assistia. Além disso, o húngaro ignorou que o atacante japonês que sofreu o pênalti estava em posição de impedimento, o que poderia invalidar a falta sofrida.

O curioso é que foi justamente um erro cometido por Kassai que acabou sendo determinante para que a Fifa passasse a aceitar o uso de recursos eletrônicos na arbitragem.

Na fase de grupos da Eurocopa de 2012, a Inglaterra venceu a Ucrânia por 1 a 0 e eliminou a equipe da casa da competição. O resultado poderia ter sido completamente diferente se o árbitro tivesse notado que uma bola salva pelo zagueiro inglês John Terry já havia ultrapassado a linha do gol.

Após a partida, o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que a “tecnologia da linha do gol é uma necessidade para o futebol” e passou a trabalhar para que o mecanismo que determina se a bola entrou ou não fosse utilizada.

No encontro entre Real e Bayern, na terça, Kassai tinha à disposição essa tecnologia, que vem sendo largamente utilizada nas principais competições do futebol mundial desde a Copa-2014, mas não o auxílio de vídeos.

Sem a possibilidade de recorrer ao replay para resolver lances duvidosos, ele expulsou Vidal por um lance em que o chileno nem cometeu falta, deixou Casemiro cometer várias faltas passíveis de cartão vermelho sem ser penalizado e validou um gol do Real em que Cristiano Ronaldo estava em posição de impedimento.

A atuação do húngaro levou à loucura o técnico do Bayern, Carlo Ancelotti, que disse à Sky Sports após a partida: “O desempenho do juiz hoje foi pior que o nosso. Eu sei que é futebol, que acontece às vezes, mas não um número tão grande de erros. É um jogo de quartas de final, você precisa ter um árbitro com mais qualidade, ou ter o vídeo.”


Mais de Cidadãos do Mundo

Piqué pertence à “nobreza” do Bayern, mas carrega símbolo do Real no nome
“Show” no Espanhol faz Messi retomar liderança isolada da Chuteira de Ouro
Capitão do Real foi único espanhol contratao em 7 anos e gerou polêmica
Por onde andam os jogadores do Arsenal campeão inglês invicto?


Piqué pertence à “nobreza” do Barça, mas carrega símbolo do Real no nome
Comentários Comente

Rafael Reis

Piqué nasceu dentro do Barcelona, cresceu nas categorias de base em La Masía, pertence a uma família que faz parte da “nobreza” do clube, sonha ser presidente da agremiação catalã e não perde uma oportunidade de provocar o Real Madrid.

Mas uma curiosa coincidência conecta o camisa 3 do Barça à história do maior rival culé.

O zagueiro de 30 anos herdou do avô materno, Amador, o mesmo sobrenome do homem que batiza o estádio que serve como casa ao Real Madrid, Santiago Bernabéu.

Até onde se sabe, Gerard Piqué Bernabéu não possui nenhum vínculo familiar com o ex-jogador, técnico e presidente do Real por mais de três décadas, que arquitetou a construção da arena nos anos 1940 e, desde 1955, dá nome à ela.

Mas a coincidência é suficiente para aguçar ainda mais o clima de constante e mútua provocação existente entre o zagueiro e a torcida madridista.

Piqué é barcelonista desde o berço. Tal afirmação pode até parecer exagerada, mas não é. Suas data de nascimento e inscrição como associado do clube são as mesmas: 2 de fevereiro de 1987.

Quando o zagueiro nasceu, Amador, o mesmo avô que lhe passou o sobrenome Bernabéu, era um dos homens mais influentes do Barcelona e fez questão de lhe dar uma carteirinha de sócio – ritual que repetiu com os bisnetos, Milan e Sasha, filhos de Gerard com a cantora colombiana Shakira.

O patriarca era amigo pessoal de Johan Cruyff, fez parte da diretoria de Josep Lluís Núñez, mandatário do Barça entre 1978 e 2000, e ocupou o cargo de vice-presidente do clube durante a gestão Joan Gaspart (2000 a 2003).

Foi do avô, aliás, que Piqué herdou o gosto por metralhar o Real sempre que possível. “O gol marcado por meu neto que mais me fez vibrar foi, sem dúvida, o da goleada por 6 a 2 [em 2009]”, costuma dizer, em tom de provocação.

Amador Bernabéu também é responsável direto por um dos grandes objetivos de vida do zagueiro: tornar-se presidente do Barcelona depois de pendurar as chuteiras.

Um sonho plantado pelo avô quando o neto não passava de um pequeno bebê e que foi sendo cultivado e regado com o passar dos anos. Um sonho que Piqué pretende transformar em realidade.

Sim, é bem possível que, em um futuro não tão distante assim, o Barcelona seja presidido por um Bernabéu. E um Bernabéu que não faz questão nenhuma de nutrir simpatia pelo Real Madrid.


Mais de Cidadãos do Mundo

“Show” no Espanhol faz Messi retomar liderança isolada da Chuteira de Ouro
Capitão do Real foi único espanhol contratao em 7 anos e gerou polêmica
Por onde andam os jogadores do Arsenal campeão inglês invicto?
Sensação da temporada, Monaco pode faturar até R$ 1,2 bilhão com revelações


Artilheiro? CR7 vive sua maior seca de gols na Champions em 8 anos
Comentários Comente

Rafael Reis

Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da história da Liga dos Campeões da Europa, com 95 gols. Mas, quem olhar apenas para seu desempenho na atual temporada da Champions é bem capaz de duvidar dessa estatística.

O astro português do Real Madrid, que enfrenta nesta quarta-feira o Bayern de Munique, no jogo de ida das quartas de final, passou em branco em suas últimas seis apresentações na torneio interclubes mais badalado do planeta.

Essa marca é histórica. Trata-se do maior jejum de CR7 na competição continental nos últimos oito anos. Desde o início de 2009, o hoje melhor jogador do mundo não ficava tanto tempo distante do gol.

Na ocasião, Cristiano Ronaldo não marcou em cinco partidas da fase de grupos (Celtic e Villarreal, duas vezes cada, além de Aalborg) e nem no primeiro jogo das oitavas contra a Inter de Milão. Foi só no confronto de volta contra os italianos que ele pôs fim ao tabu.

Na atual temporada, o artilheiro das quatro últimas edições da Champions só anotou dois gols. O português deixou sua marca nos dois primeiros jogos do Real na competição, ante Sporting e Borussia Dortmund.

Depois, passou em branco em duas partidas contra o Legia Varsóvia, mais uma contra o Sporting, outra ante o Dortmund e nos dois confrontos de oitavas de final, contra Napoli.

Curiosamente, não é por falta de tentativas que as bolas de Cristiano Ronaldo não estão chegando às redes. Até o início das quartas de final, o português era o jogador que mais havia chutado a gol nesta temporada da Liga dos Campeões.

Em oito partidas, CR7 arriscou 31 finalizações. Dezessete foram para fora, três acertaram a trave, nove foram defendidas pelos goleiros e só duas se transformaram em gols.

Resultado: o português corre risco de terminar 2016/17 com o menor número de gols na Champions desde que marcou pela primeira vez no torneio europeu, em 2006/07. Naquela temporada, ele foi à rede três vezes. Depois, nunca fez menos de quatro gols em uma edição da competição.

Gols de CR7 na Liga dos Campeões (temporada por temporada)

2006/07 – 3
2007/08 – 8
2008/09 – 4
2009/10 – 7
2010/11 – 6
2011/12 – 10
2012/13 – 12
2013/14 – 17
2014/15 – 10
2015/16 – 16
2016/17 – 2


Mais de Cidadãos do Mundo

Hat-trick faz zebra holandesa alcançar Messi e dividir artilharia da Europa
Sensação da temporada, Monaco pode faturar até R$ 1,2 bilhão com revelações
Ele é alemão, vale R$ 100 mi e tem jogador do Fla como ídolo de infância
Por onde andam os jogadores do Ajax que bateu o Grêmio no Mundial-1995?


7 curiosidades sobre Mbappé, o garoto sensação do futebol mundial
Comentários Comente

Rafael Reis

Você já ouviu falar de Kylian Mbappé? É bem provável que esse nome tenha saltado diante dos seus olhos nos últimos meses. Mas se ele ainda é um anônimo para você, prepare-se: conhecer o garoto que se tornou febre na Europa nesta temporada é só uma questão de tempo.

Em sua primeira temporada completa no elenco profissional do Monaco, o atacante francês de 18 anos apresenta números dignos de adulto. São 19 gols, 11 assistências, estreia na seleção principal e atuações de protagonista na classificação do seu time para as quartas de final da Liga dos Campeões.

É por isso que todo mundo quer Mbappé. Manchester United, Arsenal, Manchester City, Real Madrid e Paris Saint-Germain já manifestaram intenção de contratá-lo. Mas o preço pedido pelo clube monegasco é dos mais salgados: 130 milhões de euros (R$ 441 milhões).

Descubra abaixo sete curiosidades sobre o menino que conquistou a Europa nos últimos meses e parece prestes a se tornar a próxima estrela do futebol mundial.

1 – Novo Henry
As comparações entre Mbappé e Thierry Henry, campeão mundial com a França em 1998 e maior artilheiro da história do Arsenal, são inevitáveis. Além do estilo de jogo semelhante, ambos foram produzidos pela academia de futebol de Clairefontaine e se profissionalizaram no Monaco. O garoto sensação da Europa, aliás, roubou dois recordes que pertenciam a Henry: o de jogador mais jovem a estrear pelo clube (16 anos, 11 meses e 12 dias) e a balançar as redes (17 anos e 2 meses).

2 – Tiete de CR7

Mbappé tem na ponta da língua a resposta para uma das mais tradicionais e complexas perguntas do futebol mundial na atualidade: Messi ou Cristiano Ronaldo? Apesar de admirar bastante o argentino do Barcelona, o francês é fã mesmo do atual melhor jogador do mundo. Em 2013, quando visitou o Real Madrid, o jogador fez questão de conhecer o ídolo. E a foto do encontro entre eles se tornou um meme desde que Mbappé se tornou famoso no mundo da bola.

3 – Rejeitou o Real Madrid
Apesar de ser torcedor de infância do Real Madrid, Mbappé rejeitou a primeira proposta que recebeu para defender o time espanhol. Aos 14 anos, foi convidado para conhecer o clube e se juntar às suas categorias de base. O garoto foi até a Espanha, passeou pelo Santiago Bernabéu, mas voltou para a França e foi jogar no Monaco. A escolha teve uma boa justificativa: mudar de país poderia prejudicar os estudos do adolescente.

4 – Filho do técnico
Kylian é hoje uma das principais atrações da temporada europeia. Mas, nas categorias de base do AS Bondy, clube dos subúrbios de Paris, o atacante era apenas o filho do técnico Wilfried Mbappé. O hoje jogador do Monaco atuou na equipe do seu pai por três anos, entre 2010 e 2013, quando completou o período de formação na academia de Clairefontaine.

5 – Maior empresário do mundo
Oficialmente, o empresário de Mbappé é seu pai, Wilfried. Mas, quem está cuidando do futuro da nova estrela do futebol francês é o português Jorge Mendes, conhecido por ser o maior agente de futebol do planeta e o responsável pelas carreiras de Cristiano Ronaldo e do técnico José Mourinho. O objetivo de Mendes é claro: fazer do novo cliente a transferência mais cara da história –posto que hoje pertence a Paul Pogba, contratado por 105 milhões (R$ 356 milhões) pelo Manchester United no ano passado.

6 – Le Petit Bleu

Mbappé disputou sua primeira partida na seleção francesa principal na vitória por 3 a 1 sobre Luxemburgo, pelas eliminatórias da Copa-2018, no último sábado.  Com 18 anos, 3 meses e 5 dias, o menino prodígio foi o jogador mais jovem a vestir a camisa azul nos últimos 62 anos. Em 1955, o ex-atacante Maryan Wisnieski atuou pela França com 18 anos, 2 meses e 1 dia.

7 – Garoto de 3 seleções
O jovem atacante do Monaco já até estreou pela equipe adulta da França, mas se quisesse poderia defender outras duas seleções. De origem africana, Mbappé poderia jogar por Camarões, terra do seu pai, Wilfried, ou pela Argélia, onde nasceu sua mãe, a ex-jogadora profissional de handebol Fayza.


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores do Manchester que impediu Mundial do Palmeiras?
Goleador das eliminatórias é homem de um time só e carrega legado familiar
Perdoado no doping, ele trocou as drogas pela seleção inglesa em 2 anos
Medo de Trump faz norte-americano recusar convocação da seleção do Iraque


Após feito, Barça vira favorito a título da Champions nas casas de apostas
Comentários Comente

Rafael Reis

A histórica goleada por 6 a 1 do Barcelona sobre o Paris Saint-Germain e a épica classificação do time catalão para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa provocaram uma reviravolta no mercado de apostas do futebol.

A equipe de Messi, Neymar e Luis Suárez, que vinha sendo considerada carta fora do baralho pelos apostadores, transformou-se depois da última quarta-feira na favorita para conquistar o título europeu, de acordo com as avaliações das casas de apostas mais conhecidas do mundo.

A “Betfair” é uma das casas que colocam o Barça como o mais provável vencedor da Champions nesta temporada.

O site, que, durante a partida contra o PSG, chegou a oferecer 701 euros a cada um apostado no título do clube catalão, rebaixou drasticamente a cotação do Barça. Agora, quem confiar seu dinheiro na equipe de Luis Enrique receberá apenas 3,75 euros por euro apostado caso os espanhóis levantem a taça.

Bayern de Munique (4,33 euros) e Real Madrid (6,50 euros) são o segundo e terceiro favoritos, respectivamente, de acordo com a “Betfair”.

A avaliação é semelhante à feita pela “Bet365”. A agência de apostas também considera o Barcelona como o mais provável campeão europeu da temporada 2016/17 e paga 3,65 euros de recompensa por euro apostado caso esse resultado se concretize.

Bayern (4,20 euros), Real Madrid (6,00), Juventus (10,00 euros), Atlético de Madri (12 euros) e Borussia Dortmund (12 euros) aparecem na sequência na lista dos favoritos à taça.

Se quem apostar agora no Barcelona não tem muitas chances de levar um bom dinheiro para casa, aqueles apostadores que se mantiveram fiéis a Messi, Neymar e cia têm motivos de sobra para sorrir.

De acordo com o jornal catalão “Sport”, um alemão de Munique faturou 16 mil euros (R$ 53,7 mil) por acertar os placares dos dois jogos da Champions na quarta-feira: Barcelona 6 x 1 PSG e Borussia Dortmund 4 x 0 Benfica. O valor de sua aposta foi de 20 euros (R$ 67).

Um outro apostador da Alemanha foi além. Apostou 1,58 euro (R$ 5,30) em três resultados diferentes: Barça 6 x 1 PSG, Arsenal 1 x 5 Bayern e Napoli 1 x 3 Real Madrid. Acertou todos e levou para casa cerca de 100 mil euros (R$ 336 mil).


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores do Atlético Nacional campeão da Libertadores?
Quarentões da Libertadores jogam na linha e são “donos” de times
Messi se isola na liderança da Chuteira de Ouro; CR7 entra no top 10
5 nomes para você e seu clube prestarem atenção na Libertadores


Neymar supera Messi e produz 1 gol a cada 47 minutos na Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Herói da épica classificação do Barcelona para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar ostenta uma marca impressionante na competição interclubes mais badalada do planeta.

O brasileiro, protagonista da goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, quarta-feira, no Camp Nou, produz um gol a cada 47 minutos e 27 segundos de futebol nesta edição da Champions.

Na prática, isso significa que ter Neymar em campo rende ao Barcelona um gol em cada tempo de jogo do torneio continental.

O camisa 11 já marcou quatro vezes nesta temporada da Champions, lidera o ranking de passes para os companheiros balançarem as redes, com oito assistências, e ainda sofreu um pênalti que foi convertido.

O brasileiro participou diretamente de 13 gols durante os 617 minutos que ficou em campo.

O desempenho de Neymar na competição mais importante da temporada supera até mesmo o da principal estrela do Barcelona, Lionel Messi.

O camisa 10 argentino também teve ação direta em 13 gols no campeonato europeu. Mas suas 11 bolas nas rede e duas assistências aconteceram em um pouco mais de tempo, 630 minutos.

Ou seja, na Champions, Messi precisa de 48 minutos e 27 segundos para criar um gol, um minuto a mais do que seu companheiro de ataque.

O outro homem do trio ofensivo do Barcelona tem números bem mais modestos na Liga dos Campeões. Luis Suárez, três gols, duas assistências e dois pênaltis sofridos, produz um gol a cada 90 minutos no torneio.

Na virada histórica contra o PSG, que colocou o clube espanhol nas quartas da Champions, Neymar participou diretamente de quatro dos seis gols catalães.

O brasileiro marcou um gol de falta, outro de pênalti, sofreu a penalidade convertida por Messi e, já no último minuto da partida, foi o responsável pelo cruzamento para Sergi Roberto decretar a classificação.

A atuação de Neymar foi celebrada pelos principais jornais esportivos da Espanha. O “Sport” o chamou de homem “mais perigoso do ataque do Barcelona” e o “Mundo Deportivo” classificou a apresentação como a “coroação” do brasileiro.

Já o “Marca” e o “As” adotaram o mesmo tom. Para as duas publicações, a goleada foi histórica não apenas por uma virada de placar jamais vista na Champions, mas porque marca o início da passagem de bastão de Messi para Neymar.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

Com ex-São Paulo, Libertadores tem 6 brasileiros em times gringos; conheça
– Brasileiros na China somam 290 partidas e 53 gols pela seleção
– ”Futuro goleiro da seleção”, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
– Herói santista e ”nômade” são os únicos brasileiros artilheiros na Europa


Manipuladores de resultados já apagaram luz de jogo do Barça na Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Imagine a situação: alguém aposta muito dinheiro no resultado de uma partida de futebol e, quando descobre que o placar que ele precisa não será alcançado, resolve desligar os refletores do estádio para que o jogo não termine, e ele receba o investimento de volta.

Parece cena de filme, esquete de programa de humor ou, na pior das hipóteses, algo que rolou em um torneio de várzea ou nas divisões inferiores de algum país do terceiro escalão do futebol mundial, né?

Mas isso aconteceu na Liga dos Campeões da Europa, a mais rica e importante competição interclubes do planeta. E foi em um jogo do Barcelona.

Em 2001, o Barça visitou o Fenerbahce, na primeira rodada da Champions. Impossibilitados de comprar jogadores e/ou árbitros, um grupo de apostadores malaios acostumados a manipular resultados pagou para um funcionário do estádio Sukru Saracoglu para apagar os refletores caso o placar que eles precisassem não fosse atingido.

Confiantes em um time que tinha Kluivert e Rivaldo como estrelas, os fraudadores apostaram o equivalente a 675 mil dólares (R$ 2 milhões) na vitória do Barça. Só que os turcos fizeram um gol, dois gols, três gols…

Como combinado, a luz foi cortada para que a partida fosse adiada, as apostas acabassem canceladas e, com isso, os manipuladores recebessem o dinheiro de volta.

Só que algo deu errado nesse “plano perfeito”. Os malaios esqueceram de questionar se o estádio de Istambul contava com geradores. Ou seja, após o blecaute, os refletores voltaram a se acender, o Fenerbahce venceu por 3 a 0 e eles perderam toda a grana investida.

O golpe foi relatado pelo cingapuriano Wilson Raj Perumal, o manipulador de resultados mais conhecido do mundo, em sua biografia “O Submundo do Futebol: Confissões de um Manipulador de Resultados”, lançada no Brasil no ano passado pela editora Astral Cultural.

Perumal, que acumula várias passagens pela prisão, colabora desde 2012 com autoridades europeias e com a Fifa nas investigações sobre fraudes em placares de partidas de futebol.

O cingapuriano, que alega ter manipulado jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo-2010 e das Olimpíadas de Atlanta-1996 e Pequim-2008, diz também ter sido o inspirador do “golpe do refletor”.

Apesar de ter falhado na Champions, a estratégia de simplesmente cortar a energia de um estádio para impedir um resultado desfavorável aos apostadores foi, de acordo com Perumal, usado com sucesso em partidas do Campeonato Inglês durante a década de 1990.

Ainda segundo o fraudador, Arsenal, Derby County, Wimbledon, West Ham e Crystal Palace protagonizaram jogos que ficaram às escuras e precisaram ser adiados por ação de manipuladores de resultados.


Mais de Cidadãos do Mundo

Novo Guardiola: 5 técnicos que o Barcelona poderia “inventar” para 2017/18
Fã, Buffon deu ao filho nome de goleiro preso por magia negra
Artilheiro do Inglês, astro do Arsenal já foi criticado por excesso de sexo
”Ano de ouro” faz Cavani assumir artilharia da Europa


Fã, Buffon deu ao filho nome de goleiro preso por magia negra
Comentários Comente

Rafael Reis

Não é à toa que Louis Thomas Buffon ganhou esse nome.

O garoto de nove anos, o mais velho dos três filhos de Gianluigi Buffon, foi batizado em homenagem ao homem que teve um papel decisivo na transformação do seu pai em um dos maiores nomes da história do futebol italiano.

Quando garoto, o dono da meta da Juventus e da Azzurra há quase duas décadas não curtia esse negócio de pegar a bola com as mãos. Seu negócio era chutá-la em direção ao gol adversário.

Mas então, Thomas N’Kono cruzou o caminho de Buffon e mudou completamente a vida do futuro camisa 1 da Itália.

O pequeno Gianluigi, então com 12 anos, ficou simplesmente encantado com as atuações do goleiro de Camarões na Copa do Mundo de 1990, disputada justamente no quintal de sua casa, que passou a cogitar a possibilidade de trocar os pés pelas mãos.

A ideia ficou guardada na cabeça de Buffon. No ano seguinte, ele entrou nas categorias de base do Parma. No início, ainda atuou em posições de linha, principalmente no meio-campo.

Mas quando dois dos goleiros da equipe sub-15 ficaram machucados ao mesmo tempo, ele resgatou aquele velho plano nascido da admiração por N’Kono e se ofereceu para defender a meta. Duas semanas depois, já era o dono inquestionável da posição.

O resto é uma história bem conhecida: Buffon chegou ao time principal do Parma em 1995, disputou a primeira de suas cinco Copas do Mundo em 1998, transferiu-se para a Juventus em 2001 e ganhou o título mundial com a Itália em 2006.

Hoje aos 39 anos, carrega o rótulo de um dos maiores goleiros de todos os tempos e ainda tem objetivos profissional bem ousados. Um deles: conquistar a Liga dos Campeões da Europa, um dos maiores títulos que lhe faltam.

Para isso, é necessário primeiro passar pelo Porto. O primeiro jogo das oitavas de final acontece nesta quarta-feira, em Portugal. A partida de volta, em Turim, está marcada para 14 de março.

Mas, afinal, quem é Thomas N’Kono, o ídolo de Buffon?

O homem que inspirou Buffon a ir para o caminho do gol e que recebeu em troca uma bonita homenagem do craque italiano marcou época no futebol africano e também fez sucesso na Espanha.

N’Kono foi goleiro da seleção de Camarões por 18 anos e um dos protagonistas da geração que colocou o país no mapa do futebol, ao alcançar as quartas de final da Copa do Mundo-1990.

No total, ele disputou três Mundiais: 1982, 1990 e 1994. Na Europa, brilhou com a camisa do Espanyol, o segundo time da cidade de Barcelona, que o teve em sua meta por 241 partidas entre 1982 e 1991.

Após a aposentadoria, N’Kono se envolveu no episódio mais polêmico de sua vida. Em 2002, quando trabalhava como preparador de goleiros da seleção camaronesa, ele foi preso sob acusação de ter praticado magia negra para ajudar sua equipe a vencer Mali na semifinal da Copa Africana de Nações.

A polícia de Mali, país que sediava o torneio, alegou ter encontrado com o ex-goleiro um amuleto normalmente utilizado em rituais de magia negra e o levou para a prisão.

N’Kono ficou suspenso do futebol por um ano e não pôde acompanhar do banco de reservas a decisão contra o Senegal. E, mesmo sem a ajuda do seu amuleto, Camarões ficou com o título.


Mais de Cidadãos do Mundo

Artilheiro do Inglês, astro do Arsenal já foi criticado por excesso de sexo
”Ano de ouro” faz Cavani assumir artilharia da Europa
Sensação da Europa, técnico do Chelsea já foi suspenso por fraude em placar
Reforço de peso do Palmeiras, Borja acumula fiascos longe da Colômbia


Dependência? Como o Real “ignora” a seca de gols de CR7 na Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

O Real Madrid derrotou o Napoli por 3 a 1 na primeira partida das oitavas de final da Liga dos Campeões. Benzema, Kroos e Casemiro marcaram os gols da vitória, o que talvez faça os mais desaviados perguntarem: Cristiano Ronaldo não jogou?

Jogou sim, mas passou em branco… como aconteceu, aliás, em cinco das sete partidas disputadas pelo português nesta edição da Champions.

Problema para Zinedine Zidane? Que nada. Pelo menos na competição europeia, a equipe espanhola nunca dependeu tão pouco do faro artilheiro do seu principal jogador.

Dos 19 gols anotados pelo atual campeão europeu no torneio desta temporada, só dois saíram dos pés do melhor jogador do mundo. Isso representa apenas 10,5% do total, a menor taxa de dependência de toda a “era CR7” no Real.

Desde que desembarcou na Espanha, em 2009, Cristiano Ronaldo sempre foi responsável por pelo menos 25% dos gols marcados pelos galácticos nas sete primeiras apresentações de cada edição do principal torneio interclubes do planeta.

Na temporada passada, essa dependência chegou à incrível marca de 57,1%. Na ocasião, o português anotou 12 dos primeiros 21 gols do Real na Liga dos Campeões. Ou seja, mais da metade do total de comemorações da equipe branca tiveram assinatura do craque.

Foi graças a essa fúria artilheira que Cristiano Ronaldo se tornou o maior artilheiro da história da Champions. O camisa 7 já marcou ao longo da carreira 95 gols no torneio continental, dois a mais do que Lionel Messi, seu tradicional arquirrival e segundo colocado no ranking.

Mas se a tradicional maior fonte de gols do Real secou, como o time espanhol está se virando para balançar as redes na Liga dos Campeões 2016/17?

A resposta não está na descoberta de um novo artilheiro, capaz de substituir tudo aquilo que CR7 fazia. Mas sim, na pulverização dos gols.

Até o momento, dez jogadores do Real já marcaram nesta edição da Champions: Morata, Varane, Bale, Asensio, Lucas Vázquez, Benzema, Kovacic, Kroos, Casemiro e, claro, o astro português.

Na temporada anterior, quando a dependência de CR7 atingiu nível recorde, só sete atletas que vestiam branco haviam balançado as redes nesta altura da competição: Benzema, Nacho, Modric, Carvajal, Kovacic, Jesé e ele.

Um time cada vez menos dependente do seu maior astro e cada vez mais solidário. Eis o Real Madrid que sonha com o segundo título consecutivo na Liga dos Campeões.

Real Madri vence Napoli e Bayer de Munique arrasa Arsenal pela Champions


Mais de Clubes

– Em três anos, China acumula prejuízo de R$ 2,4 bilhões no Mercado da Bola
– Janela europeia bate recorde e aumenta em 47,7% gastos com reforços
– Rival de estreia do Botafogo na Libertadores já faliu e tem ações na Bolsa
– Como um time com 23% das receitas do Palmeiras virou o “rei” da América


Time vencedor da Champions perde direito de usar o próprio nome
Comentários Comente

Rafael Reis

Como se chama o time que venceu a Liga dos Campeões da Europa na temporada 1985/86, em uma final dramática contra o favorito Barcelona que só foi decidida na disputa de pênaltis?

Até a tarde da última quarta-feira, essa pergunta era fácil de ser respondida. Bastava uma busca na memória (ou no Google) para se chegar ao Steaua Bucareste, a primeira equipe da Europa Oriental a conquistar o título interclubes mais importante do continente.

Steaua

Mas tudo mudou depois de uma decisão judicial romena, que tirou de Gigi Becali, polêmico magnata dono do clube, o direito de usar o nome Steaua Bucareste.

De acordo com a Justiça, a marca pertence e é de uso exclusivo do Exército da Romênia, que pretende usá-la em uma nova equipe que irá disputar a quarta divisão nacional.

A polêmica está ligada ao processo de democratização do país. Fundado em 1947, o Steaua foi comandado pelo Exército durante todo o período em que a Romênia foi uma república socialista.

Mas em 1998, o departamento de futebol se desligou das Forças Armadas e seguiu sua vida de forma independente e privada. Foi esse clube que Becali assumiu o comando em 2002.

“Vou apelar dessa decisão para a Suprema Corte. Os torcedores podem ficar tranquilos por mais um ano. Continuaremos usando nosso nome”, afirmou o político e empresário, mesmo sabendo que está proibido neste momento de usar a marca.

Caso seja derrotado pelo Exército também na última instância, Becali já tem um plano B. Seu time passará a se chamar Football Sports Club Becali, ou FSCB, como parte da torcida já tem se referido à agremiação.

“Os torcedores continuarão conosco. Eles dirão que tudo isso é uma grande injustiça e vão me seguir”, disse.

O Steaua Bucareste é o time de futebol mais vitorioso da história do seu país. Além da histórica Liga dos Campeões (chamada na época de Copa Europeia), ganhou também uma Supercopa da Uefa, 26 títulos da liga nacional e 22 Copas da Romênia.

Na atual temporada, disputou a Liga Europa, mas não conseguiu passar da fase de grupos. A equipe romena ficou na terceira colocação em uma chave que tinha Osmanilispor (Turquia), Villarreal (Espanha) e Zurique (Suíça).


Mais de Clubes

– Como um time com 23% das receitas do Palmeiras virou o “rei” da América
– Debandada e crises de Cosmos e time de Ronaldo põem em risco liga dos EUA
– Ingresso caro gera atrito com Real Madrid e ameaça lotação de clássico
– Salário de trio do Barcelona é maior que folha de 16 times do Espanhol