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Arquivo : liga dos campeões

Buffon largou casamento para viver com apresentadora esportiva de TV
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Rafael Reis

Um dos maiores goleiros de todos os tempos, Gianluigi Buffon não se limita a viver o futebol apenas quando está nos treinos e jogos da Juventus, uma das finalistas da Liga dos Campeões da Europa.

O esporte faz parte da rotina do veterano de 39 anos mesmo quando ele está longe dos campos. Não importa se ele está dentro de casa, em um passeio de iate pelo Mediterrâneo ou mesmo em um jantar romântico, a bola sempre o persegue.

Isso porque sua mulher também tem o futebol como “ganhão pão”.

Ilaria D’Amico é uma espécie de Renata Fan italiana. A apresentadora comanda programas esportivos na televisão há quase duas décadas. Já trabalhou na RAI, emissora pública do país, e hoje faz parte da equipe da SKY Sports.

Um dos rostos mais conhecidos da TV esportiva na Itália, a apresentadora e comentarista só não é mais popular e querida graças justamente a Buffon.

Ao contrário de Renata Fan, que tem uma vida amorosa bastante discreta e jamais foi vista com boleiros, D’Amico resolveu namorar um dos principais nomes do futebol italiano… e quando ele ainda era casado.

O escândalo estourou no primeiro semestre de 2014, pouco antes da Copa do Mundo do Brasil, e fez a festa dos jornalistas de celebridade locais.

Em meio a rumores de que estaria tendo um caso extraconjugal com a apresentadora pipocando na imprensa, Buffon decidiu se separar da modelo e atriz tcheca Alena Seredova, mãe dos seus dois primeiros filhos.

Logo depois do Mundial, o goleiro e D’Amico foram flagrados em clima de romance na Grécia por paparazzo de uma revista de fofocas. Na sequência, decidiram assumir o polêmico relacionamento.

O casal está junto desde então e já tem um filho, o pequeno Leopoldo Mattia, nascido em janeiro do ano passado.

“Com Buffon, vivo constantemente um conflito de interesses”, admitiu a jornalista, em março, sobre o fato de ser paga para analisar o desempenho de jogadores de futebol, inclusive, do seu marido.

O certo é que Ilaria D’Amico estará no Millenium Stadium, em Cardiff, no dia 3 de junho, para a decisão da Champions, entre Juventus e Real Madrid. Resta saber se apenas para torcer para o marido, ou também para entrevistá-lo.


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Cristiano Ronaldo só merece a Bola de Ouro se vencer a Champions
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Rafael Reis

Quem será eleito o melhor jogador do mundo neste ano? Com a queda precoce do Barcelona na Liga dos Campeões e a classificação do Real Madrid para mais uma decisão europeia, a resposta parece óbvia.

Mas será que Cristiano Ronaldo, autor de 35 gols em 42 partidas nesta temporada, sua pior marca dos últimos oito anos, realmente merece conquistar pela quinta vez na carreira o maior prêmio individual do futebol mundial?

A bem da verdade, o português brilhou em apenas quatro jogos na temporada: no 3 a 0 sobre o Atlético de Madrid, ainda pelo Campeonato Espanhol, e em três dos quatro confrontos contra Bayern e Atlético na reta final da Champions, quando marcou oito dos dez gols que anotou nesta edição do torneio continental.

Tudo bem que essas atuações foram essenciais para o sucesso do Real na competição mais importante do ano. Mas, lembrem-se, foram apenas quatro jogos…

O que CR7 fez na Champions até agora não é muito diferente do feito do garoto sensação Kylian Mbappé, que balançou as redes em cinco das seis partidas de mata-mata do Monaco e carregou o clube francês nas costas até as semifinais.

E ninguém em sã consciência defende que o prêmio de melhor do mundo deva ir já para as mãos do prodígio francês de 18 anos.

Analisando a temporada como um todo, há vários jogadores que apresentaram um futebol de alto nível e bem mais consistente que o do camisa 7 do Real: Messi, o artilheiro máximo de 2016/17, Dybala, Buffon e Daniel Alves, da Juventus, a outra finalista da Champions, e talvez até mesmo Sergio Ramos e Marcelo, seus companheiros no clube espanhol.

Sendo assim, o diferencial de Cristiano Ronaldo para levantar pela quinta vez a Bola de Ouro e também o prêmio da Fifa, agora entregue em outubro, não pode ser esses quatro jogos de brilho extremo, mas sim, títulos.

A única justificativa plausível para a escolha do português como o maior jogador de futebol de 2016/17 é a de “principal estrela do melhor time do planeta”.

Mas, para isso, o Real precisa derrotar a Juventus e conquistar pelo segundo ano consecutivo a Liga dos Campeões da Europa. Um título de Portugal na Copa das Confederações também seria bem-vindo, só que não é essencial.

Caso a Juve fature a Champions, Cristiano Ronaldo pode até ser coroado. Mas sua vitória será muito mais efeito do marketing que o envolve do que pela bola jogada por ele.


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Acusação de estupro é mais uma na lista de polêmicas extracampo de CR7
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Rafael Reis

Eleito quatro vezes o melhor do mundo, vice-artilheiro da Liga dos Campeões e autor de oito gols nas últimas três partidas do Real Madrid na competição europeia, Cristiano Ronaldo é um dos dois maiores jogadores de futebol de sua geração.

Mas a vida do atacante português, que enfrenta nesta quarta-feira o Atlético de Madri por vaga na decisão da Champions, não é intensa só dentro de campo.

O astro coleciona polêmicas, a maioria de cunho sexual, e faz a festa dos paraparazzi e tabloides desde que era um garoto prodígio que vestia as cores do Manchester United, há mais de uma década.

A mais recente delas veio a público no mês passado e tem arranhado a imagem do atacante, em grande fase na Liga dos Campeões e favorito para a conquista da quinta Bola de Ouro de sua carreira.

De acordo com a revista alemã “Der Spiegel”, Cristiano Ronaldo pagou 375 mil dólares (R$ 1,2 milhão, na cotação atual) a uma jovem norte-americana em 2010 para que ela se calasse sobre um estupro praticado por ele no ano anterior.

O caso, segundo a publicação, foi descoberto no meio de uma investigação sobre jogadores que praticavam sonegação fiscal e através de documentos cedidos pelo site “Football Leaks”. A estrela do Real, por meio de seu advogado e da empresa que gerencia sua imagem, negou a acusação.

Relembre abaixo outras quatro polêmicas protagonizadas por CR7:

SUPOSTO ABUSO SEXUAL

Essa não é a primeira vez que Cristiano Ronaldo enfrenta uma acusação de estupro. Em 2005, quando tinha 20 anos e jogava pelo Manchester United, o português precisou depor em uma delegacia de Londres sob um suposto abuso sexual cometido por ele contra uma mulher em um hotel de luxo inglês. CR7 alegou que a acusação não passava de uma “armação”, e o caso acabou arquivado.

QUEM É A MÃE?


Cristiano Ronaldo tem um filho, mas quase ninguém no mundo sabe quem é a mãe de Cristianinho, de apenas seis anos. Sua identidade é um mistério porque o astro do Real Madrid pagou para que ela se afastasse do garoto e não vendesse a história para nenhum veículo de imprensa. De acordo com o jornal britânico “Daily MIrror”, o silêncio dela, supostamente uma garçonete que vivia nos EUA, custou 12 milhões de euros (R$ 42 milhões) ao jogador.

AMEAÇAS CONTRA URACH

De acordo com a subcelebridade brasileira Andressa Urach, Cristiano Ronaldo ameaçou “mandar gente atrás dela” depois que a modelo revelou à imprensa inglesa que havia tido relações sexuais com o astro português. Urach também afirmou ter sido trancada durante três horas e meia pelos seguranças de CR7 para que não tirasse uma foto ao lado do jogador. Após se tornar evangélica, a subcelebridade admitiu ter inventado várias histórias para aumentar sua fama, mas até hoje faz questão de frisar que tudo que falou sobre o camisa 7 do Real Madrid é verdade.

RUMORES SOBRE SEXUALIDADE

Apesar de estar sempre cercado de mulheres lindas, Cristiano Ronaldo é um alvo costumeiro de rumores sobre sua sexualidade. O mais intenso aconteceu em 2015, quando a imprensa espanhola revelou que o jogador português estava viajando frequentemente a Marrocos para encontrar um amigo, o kickboxer Badr Hari. Em fevereiro deste ano, o lutador foi condenado a dois anos de prisão por brigas e atos de violência em Amsterdã.


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Rafael Reis

Marcar 28 gols em uma única temporada é uma marca de respeito para praticamente qualquer atacante do futebol mundial. Mas, para Radamel Falcao García, o feito vale muito mais.

O sucesso do centroavante colombiano no Monaco, que recebe a Juventus nesta quarta-feira por vaga na final da Liga dos Campeões, significa o fim de um tenebroso período marcado por lesões, banco de reservas, jejum de gols, piadas e até mesmo a desconfiança se ele conseguiria voltar a jogar em alto nível.

Um dos grandes artilheiros do planeta até pouco tempo atrás, o camisa 9 não marcava tantos gols em uma única temporada desde 2012/13, quando se despediu do Atlético de Madri.

Contratado a peso de ouro pelo Monaco (43 milhões de euros), o colombiano sofreu uma grave lesão no joelho, perdeu a Copa do Mundo-2014, acabou emprestado para Manchester United e Chelsea e nunca mais foi o mesmo.

Foram três anos com a carreira em declínio. Ao longo de 64 partidas, marcou apenas 18 gols. O fundo do poço aconteceu na temporada passada. No Chelsea, chegou ao cúmulo de virar a última opção do elenco para o ataque e não ser nem relacionado para o banco de reservas.

A sorte de Falcao começou a mudar quando seu caminho cruzou com o técnico português Leonardo Jardim.

O jovem treinador português de 42 anos, apenas 11 a mais que o astro colombiano, não só fez questão de reinseri-lo no elenco do Monaco para a atual temporada, como apostou no centroavante como titular e capitão da equipe.

Livre dos problemas físicos que tanto vinham prejudicando sua carreira, Falcao retribuiu o voto de confiança dado pelo técnico com quase três dezenas de gols e a liderança positiva sobre uma garotada que tem assombrado a Europa.

No Monaco, favorito ao título francês e semifinalista da Champions, o atacante funciona como uma espécie de tiozão conselheiro.

Único jogador de linha titular com mais de 30 anos e vivência de ter passado por alguns dos grandes clubes do futebol mundial, Falcao orienta jovens estrelas como Mbappé, 18, Lemar, 21, e Bernardo Silva, 22, a terem um posicionamento melhor dentro de campo e um bom comportamento fora dele.

Em troca, recebe da garotada muitos passes precisos para transformar em gols, reconstruir sua carreira e ganhar cada vez mais confiança. Artilheiro do Monaco na temporada, Falcao García reaprendeu a voar.


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Raio-X da semi: o que mudou em Real e Atlético desde a final da Champions?
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Rafael Reis

Trezentos e trinta e nove dias depois de decidirem pela segunda vez em três anos o título da Liga dos Campeões da Europa, Real Madrid e Atlético de Madri voltam a se encontrar nesta terça-feira pela competição interclubes mais valiosa do planeta.

Mas o que está em jogo desta vez ainda não é o posto de campeão continental, conquistado nos pênaltis pelo Real em 2016, mas sim o direito de disputar a final no dia 3 de junho, em Cardiff, País de Gales.

Confira um raio-x do que mudou e do que permanece igual nos dois maiores clubes da capital espanhola em relação à decisão da Liga dos Campeões da temporada passada.

ESCALAÇÃO

Os 22 jogadores que foram titulares em San Siro, no ano passado, continuam nos elencos de Atlético e Real Madrid. Mas isso não significa que as equipes irão repetir as escalações da decisão nesta terça-feira. No caso do Atlético, o volante Augusto Fernández e o lateral direito Juanfran estão machucados e não têm condições de jogo. Além disso, o meia-atacante belga Yannick Ferreira-Carrasco, reserva em 2016, é hoje peça fundamental na equipe. Já o Real ainda tem o mesmo time base de 12 meses atrás. No entanto, dois dos titulares usuais do time, o zagueiro Pepe e o galês Gareth Bale, estão no departamento médico.

TÉCNICO

Continuam os mesmos de um ano atrás. Diego Simeone segue intocável à frente do Atleti, time que assumiu o comando em 2011 e transformou em um gigante europeu. Já Zidane, agora em sua segunda temporada à frente do Real, começou a deixar de ser visto como um ex-jogador de sucesso que dirige um dos maiores clubes do mundo para ser reconhecido como um treinador vitorioso, que mal estreou na carreira e já levantou uma Champions.

CAMPANHA EUROPEIA

Na edição anterior da Champions, o Real Madrid foi a equipe de melhor campanha da fase de grupos, com cinco vitórias e um empate. Já desta vez, o Atlético dividiu com o Barcelona o posto de time de mais sucesso da etapa de grupos (cada um somou 15 pontos). No geral, já contando os mata-matas, a campanha europeia atleticana em 2016/17 é ligeiramente superior a do Real: 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota, contra 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota (no tempo normal) do adversário.

TEMPORADA

Após conquistar o título europeu, o Real Madrid encorpou e ficou mais forte. Já o Atlético continua poderoso nos confrontos mais importantes, mas já não mantém mais uma regularidade de bons resultados. Enquanto o aproveitamento merengue subiu de 76,3% para 78,6% na atual temporada, o colchonero caiu de 70,7% para 67,9%. Isso fica claro na classificação do Espanhol. No ano passado, Atlético e Real disputaram o título ponto a ponto com o Barcelona. Desta vez, a briga está apenas entre Barça e os atuais campeões continentais –o Atleti luta pelo terceiro lugar com o Sevilla.

PODER DE FOGO

A maior diferença do Atleti da temporada passada para atual está na parte ofensiva. A equipe colchonera, que era conhecida pela dificuldade em balançar as redes, principalmente quando precisava tomar a iniciativa do jogo, aprendeu nos últimos meses a atacar mais e melhor. Com isso sua média de gols subiu de 1,56 para 1,81 por partida. O Real também melhor seu poderio de fogo, que já era alto: na atual temporada, marca em média 2,86 gols por jogo, contra 2,71 da anterior.

DEPENDÊNCIA

Griezmann e Cristiano Ronaldo ainda são os grandes jogadores de Atlético e Real, respectivamente. No entanto, os semifinalistas da Champions já não são mais tão dependentes dos seus camisas 7 quanto eram um ano atrás. Entre gols e assistências, Griezmann participou ativamente de 36,3% dos gols do Atleti na atual temporada, contra 43,8% de participação em 2015/16. No caso do Real, a queda foi muito mais impressionante. A participação de CR7 nos gols do campeão europeu despencou de 46,8% para 29,1%.

DEFESA

As duas equipes reduziram a eficiência defensiva nos últimos meses. No caso do Real, a retaguarda piorou demais. Não à toa, o time, que sofreu em média 0,73 gol por jogo na temporada passada, agora vê seus adversários balançarem a rede 1,26 vez por partida. Tradicional ponto alto do trabalho de Simeone, a defesa do Atleti também piorou, mas nem tanto quanto a do rival. Sua média de gols recebidos subiu de 0,54 para 0,75 por apresentação.


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Por que o Brasil produz os melhores laterais da Champions (e do mundo)?
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Rafael Reis

Real Madrid, Atlético de Madri, Juventus e Monaco, os quatro clube que iniciam nesta terça-feira a disputa por vaga na decisão da Liga dos Campeões, contam com 11 jogadores brasileiros em seus elencos. Desses, nada menos que sete são laterais.

Três dos quatro times semifinalistas da Champions têm brasileiros como titulares absolutos da lateral esquerda: Real (Marcelo), Atlético (Filipe) e Juventus (Alex Sandro).

Além disso, o lateral direito mais utilizado pela Juve (Daniel Alves) também é um representante do futebol pentacampeão mundial. Assim como Fabinho, originalmente um lateral, que é peça-chave no meio-campo do Monaco.

Ou seja, os laterais de maior sucesso da Liga dos Campeões são brasileiros. E, como a Champions reúne a nata do futebol mundial, não é errado concluir que boa parte do primeiro escalão da posição no planeta é formada por atletas da terra de Roberto Carlos e Cafu.

A simples menção a dois nomes que marcaram época em um passado recente com as camisas de Real Madrid e Milan, respectivamente, mostram que não é de hoje que o lateral brasileiro é um produto tão valorizado no mercado internacional.

Mas, afinal, por que o Brasil produz os melhores os melhores jogadores do mundo nessa posição?

A resposta possivelmente passa pela concepção brasileira de quais habilidades são necessárias para que um lateral tenha sucesso.

Enquanto a maioria do mundo vê o lateral como um defensor que joga pelo lado de campo e que tem a marcação como obrigação principal, o Brasil se habituou a pensar nos atletas dessa posição também como parte do sistema ofensivo, jogadores que obrigatoriamente precisam correr de uma linha de fundo à outra e municiar os homens de frente nas jogadas de ataque.

Essa exigência diferente da vista no restante do planeta faz com que, ainda nas categorias de base, os clubes brasileiros coloquem jogadores mais técnicos e habilidosos para atuar como laterais.

Eles, evidentemente, não têm os mesmos poder de marcação e consciência tática dos europeus (ou argentinos, ou uruguaios), que aprenderam desde cedo que a missão de um lateral é evitar o gol, mas são muito melhores no manejo com a bola e no apoio ao ataque.

Os laterais brasileiros que ao longo da carreira conseguem suprir (ou reduzir drasticamente) essas deficiências defensivas originárias de uma formação diferente acabam levando vantagem sobre os jogadores da posição que são exclusivamente marcadores. Viram Marcelo, Filipe Luís, Daniel Alves. Viram os melhores laterais do mundo.

Os que não se adaptam à essa necessidade de aprimoramento defensivo precisam se contentar com o mercado nacional ou desperdiçam grandes oportunidades que a vida lhes dá, caso de Douglas, que descolou uma transferência para o Barcelona, mas acabou emprestado ao Sporting Gijón.


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Com chuteira preta, Dybala vira alvo de “guerra” entre marcas esportivas
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Rafael Reis

Vice-artilheiro da Juventus na temporada e principal nome da classificação do clube italiano para as semifinais da Liga dos Campeões, após vitória sobre o Barcelona nas quartas, Paulo Dybala é um dos grandes nomes do futebol mundial em 2016/17.

Mas ao contrário de astros como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, que exibem a cada partida os mais modernos e coloridos modelos de chuteira de Nike, Adidas ou qualquer outra grande empresa de material esportivo, o argentino de 23 anos tem optado por ir a campo com calçados inteiramente pretos.

Isso quer dizer que Dybala é um boleiro raiz ou um fanático por moda que decidiu usar uma chuteira com cara de retrô?

É claro que não. A decisão do novo astro argentino envolve dinheiro… muito dinheiro.

Até o final de janeiro, o camisa 21 da Juventus era patrocinado pela Nike e ostentava dentro de campo as reluzentes chuteiras da marca norte-americana.

Como seu contrato não foi renovado, Dybala resolveu não fazer propaganda gratuita para a antiga patrocinadora. O argentino continua usando a Nike Mercurial Superfly V, um dos modelos mais modernos no mercado, mas a pintou de preto para esconder a marca.

Em alguns jogos, como no 3 a 0 sobre o Barça, na ida do confronto da Champions, quando marcou duas vezes, o atacante tem aproveitado o espaço livre nos pés para exibir sua própria logomarca.

Mas é claro que essa não é uma situação que permanecerá por muito tempo.

Uma das estrelas da nova geração do futebol mundial, Dybala é também dos jogadores mais visados pelas empresas fornecedoras de material esportivo.

O argentino negocia com pelo menos três marcas interessadas em tê-lo como novo garoto-propaganda: Adidas, Puma e Under Armour. Até mesmo um novo vínculo com a Nike não está totalmente descartado.

A parceria com empresas de materiais esportivos é uma das principais fontes de renda dos jogadores do primeiro escalão do futebol mundial.

Estima-se que Cristiano Ronaldo, que possui um contrato vitalício com a Nike, receba anualmente cerca de 24 milhões de euros (R$ 83 milhões) para vestir roupas e calçados da marca e protagonizar suas campanhas publicitárias.

Já Messi ganha pelo menos 20 milhões de euros (R$ 69 milhões) para ser o principal garoto-propaganda da Adidas no meio esportivo.

A Juventus, equipe de Dybala, inicia na próxima quarta-feira, contra o Monaco, a disputa por vaga na decisão da Liga dos Campeões. A outra semifinal reúne os espanhóis Real Madrid e Atlético de Madri, que fizeram a final na temporada passada.


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Árbitro que prejudicou Bayern foi o 1º a marcar pênalti com ajuda de vídeo
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Rafael Reis

De atuação desastrosa na vitória por 4 a 2 do Real Madrid sobre o Bayern de Munique, na terça-feira, que classificou o time espanhol para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, Viktor Kassai tem seu nome marcado na história da arbitragem mundial.

O húngaro foi o primeiro árbitro a recorrer ao uso do vídeo em uma partida oficial, pelo menos com aval da Fifa, para solucionar um lance polêmico.

O acontecimento histórico se deu em dezembro do ano passado, na semifinal do Mundial de Clubes entre Atlético Nacional e Kashima Antlers. Foi só depois de recorrer às imagens que o juiz percebeu um esbarrão dentro da área e marcou pênalti para os japoneses.

A marcação acabou sendo decisiva para o resultado da partida. Ao converter a cobrança, o Kashima abriu caminho para a vitória por 3 a 0 que o colocou na decisão do torneio.

Apesar de totalmente amparada pela Fifa, que usou o Mundial de Clubes para testar a arbitragem com auxílio de vídeo, o comportamento de Kassai rendeu várias críticas.

Isso porque o jogo ficou parado por mais de um minuto enquanto ele assistia. Além disso, o húngaro ignorou que o atacante japonês que sofreu o pênalti estava em posição de impedimento, o que poderia invalidar a falta sofrida.

O curioso é que foi justamente um erro cometido por Kassai que acabou sendo determinante para que a Fifa passasse a aceitar o uso de recursos eletrônicos na arbitragem.

Na fase de grupos da Eurocopa de 2012, a Inglaterra venceu a Ucrânia por 1 a 0 e eliminou a equipe da casa da competição. O resultado poderia ter sido completamente diferente se o árbitro tivesse notado que uma bola salva pelo zagueiro inglês John Terry já havia ultrapassado a linha do gol.

Após a partida, o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que a “tecnologia da linha do gol é uma necessidade para o futebol” e passou a trabalhar para que o mecanismo que determina se a bola entrou ou não fosse utilizada.

No encontro entre Real e Bayern, na terça, Kassai tinha à disposição essa tecnologia, que vem sendo largamente utilizada nas principais competições do futebol mundial desde a Copa-2014, mas não o auxílio de vídeos.

Sem a possibilidade de recorrer ao replay para resolver lances duvidosos, ele expulsou Vidal por um lance em que o chileno nem cometeu falta, deixou Casemiro cometer várias faltas passíveis de cartão vermelho sem ser penalizado e validou um gol do Real em que Cristiano Ronaldo estava em posição de impedimento.

A atuação do húngaro levou à loucura o técnico do Bayern, Carlo Ancelotti, que disse à Sky Sports após a partida: “O desempenho do juiz hoje foi pior que o nosso. Eu sei que é futebol, que acontece às vezes, mas não um número tão grande de erros. É um jogo de quartas de final, você precisa ter um árbitro com mais qualidade, ou ter o vídeo.”


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Piqué pertence à “nobreza” do Barça, mas carrega símbolo do Real no nome
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Rafael Reis

Piqué nasceu dentro do Barcelona, cresceu nas categorias de base em La Masía, pertence a uma família que faz parte da “nobreza” do clube, sonha ser presidente da agremiação catalã e não perde uma oportunidade de provocar o Real Madrid.

Mas uma curiosa coincidência conecta o camisa 3 do Barça à história do maior rival culé.

O zagueiro de 30 anos herdou do avô materno, Amador, o mesmo sobrenome do homem que batiza o estádio que serve como casa ao Real Madrid, Santiago Bernabéu.

Até onde se sabe, Gerard Piqué Bernabéu não possui nenhum vínculo familiar com o ex-jogador, técnico e presidente do Real por mais de três décadas, que arquitetou a construção da arena nos anos 1940 e, desde 1955, dá nome à ela.

Mas a coincidência é suficiente para aguçar ainda mais o clima de constante e mútua provocação existente entre o zagueiro e a torcida madridista.

Piqué é barcelonista desde o berço. Tal afirmação pode até parecer exagerada, mas não é. Suas data de nascimento e inscrição como associado do clube são as mesmas: 2 de fevereiro de 1987.

Quando o zagueiro nasceu, Amador, o mesmo avô que lhe passou o sobrenome Bernabéu, era um dos homens mais influentes do Barcelona e fez questão de lhe dar uma carteirinha de sócio – ritual que repetiu com os bisnetos, Milan e Sasha, filhos de Gerard com a cantora colombiana Shakira.

O patriarca era amigo pessoal de Johan Cruyff, fez parte da diretoria de Josep Lluís Núñez, mandatário do Barça entre 1978 e 2000, e ocupou o cargo de vice-presidente do clube durante a gestão Joan Gaspart (2000 a 2003).

Foi do avô, aliás, que Piqué herdou o gosto por metralhar o Real sempre que possível. “O gol marcado por meu neto que mais me fez vibrar foi, sem dúvida, o da goleada por 6 a 2 [em 2009]”, costuma dizer, em tom de provocação.

Amador Bernabéu também é responsável direto por um dos grandes objetivos de vida do zagueiro: tornar-se presidente do Barcelona depois de pendurar as chuteiras.

Um sonho plantado pelo avô quando o neto não passava de um pequeno bebê e que foi sendo cultivado e regado com o passar dos anos. Um sonho que Piqué pretende transformar em realidade.

Sim, é bem possível que, em um futuro não tão distante assim, o Barcelona seja presidido por um Bernabéu. E um Bernabéu que não faz questão nenhuma de nutrir simpatia pelo Real Madrid.


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Artilheiro? CR7 vive sua maior seca de gols na Champions em 8 anos
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da história da Liga dos Campeões da Europa, com 95 gols. Mas, quem olhar apenas para seu desempenho na atual temporada da Champions é bem capaz de duvidar dessa estatística.

O astro português do Real Madrid, que enfrenta nesta quarta-feira o Bayern de Munique, no jogo de ida das quartas de final, passou em branco em suas últimas seis apresentações na torneio interclubes mais badalado do planeta.

Essa marca é histórica. Trata-se do maior jejum de CR7 na competição continental nos últimos oito anos. Desde o início de 2009, o hoje melhor jogador do mundo não ficava tanto tempo distante do gol.

Na ocasião, Cristiano Ronaldo não marcou em cinco partidas da fase de grupos (Celtic e Villarreal, duas vezes cada, além de Aalborg) e nem no primeiro jogo das oitavas contra a Inter de Milão. Foi só no confronto de volta contra os italianos que ele pôs fim ao tabu.

Na atual temporada, o artilheiro das quatro últimas edições da Champions só anotou dois gols. O português deixou sua marca nos dois primeiros jogos do Real na competição, ante Sporting e Borussia Dortmund.

Depois, passou em branco em duas partidas contra o Legia Varsóvia, mais uma contra o Sporting, outra ante o Dortmund e nos dois confrontos de oitavas de final, contra Napoli.

Curiosamente, não é por falta de tentativas que as bolas de Cristiano Ronaldo não estão chegando às redes. Até o início das quartas de final, o português era o jogador que mais havia chutado a gol nesta temporada da Liga dos Campeões.

Em oito partidas, CR7 arriscou 31 finalizações. Dezessete foram para fora, três acertaram a trave, nove foram defendidas pelos goleiros e só duas se transformaram em gols.

Resultado: o português corre risco de terminar 2016/17 com o menor número de gols na Champions desde que marcou pela primeira vez no torneio europeu, em 2006/07. Naquela temporada, ele foi à rede três vezes. Depois, nunca fez menos de quatro gols em uma edição da competição.

Gols de CR7 na Liga dos Campeões (temporada por temporada)

2006/07 – 3
2007/08 – 8
2008/09 – 4
2009/10 – 7
2010/11 – 6
2011/12 – 10
2012/13 – 12
2013/14 – 17
2014/15 – 10
2015/16 – 16
2016/17 – 2


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