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Rival do Real vai levar 1 mi de euros se não vencer jogo do título espanhol
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Rafael Reis

Adversário do Real Madrid na última rodada do Campeonato Espanhol e peça chave na definição da competição, o Málaga irá faturar 1 milhão de euros (R$ 3,43 milhões) caso seu rival de domingo conquiste o título.

E o pior: o pagamento será feito justamente pela equipe de Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo e Marcelo.

Por mais estranho que possa parecer, o incentivo financeiro para que o Málaga não se esforce em campo para derrotar o Real e assim o ajude a ser campeão espanhol de 2016/17 não tem nada de ilegal.

A “mala preta” faz parte do contrato de transferência de Isco para o atual campeão europeu, selado quatro anos atrás.  Nele, o clube da capital se comprometeu a pagar 27 milhões de euros (R$ 93 milhões, na cotação atual) pelos direitos econômicos do meia, além de bonificar o time vendedor de acordo com os objetivos alcançados pelo meia.

De acordo com o jornal “As”, uma das cláusulas desse acordo prevê o pagamento de 1 milhão de euros adicional ao Málaga por cada título espanhol conquistado por Isco durante os cinco anos do seu primeiro contrato na nova equipe.

A insólita situação só aumenta o clima de dúvidas que paira sobre o comportamento do Málaga na rodada decisiva do Espanhol.

O time vem sendo acusado publicamente pelo Barcelona, a outra equipe na disputa pelo título espanhol, de estar mais interessado em ajudar o Real a ser campeão nacional do que de dificultar a vida do adversário no confronto de domingo.

A guerra entre os dois clubes começou quando o técnico do Málaga, Míchel, um ídolo histórico do Real, declarou ser “muito mais madridista que Valdano” quando questionado sobre a possibilidade de sua equipe impedir o título do clube –em 1993, o Tenerife, então dirigido por Jorge Valdano, bateu o Real na última rodada do Espanhol e “entregou” a taça para o Barcelona.

Dias depois, o presidente do Málaga, Abdullah Al-Thani, tratou de incendiar ainda mais o clima ao postar no Twitter uma mensagem em árabe dizendo que “a escória da Catalunha não vai sentir o cheiro do campeonato, após ter fabricado mentiras sobre o treinador Míchel”.

O Barça contra-atacou: denunciou o dirigente por “manifestações que violam os princípios do fair play, a ética e a legalidade que devem reger uma competição esportiva” e teme uma manipulação de resultado que o prejudique na última rodada.

Para ser campeão espanhol, o clube catalão precisa bater o Eibar e torcer para que seu arquirrival seja derrotado pelo Málaga. Qualquer outra combinação de resultados leva o troféu para Madri.

Uma situação que deixa o Barcelona desesperado… não só pelas dificuldades técnicas, mas também por não confiar que o Real terá dificuldades impostas pelo rival no domingo.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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Atrás de Vágner Love, Neymar está fora do top 100 da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Principal jogador brasileiro desta década e principal artilheiro do país no futebol europeu nos últimos anos, Neymar vive uma temporada atípica.

Apesar de ser uma peça cada vez mais importante no Barcelona e de estar começando a dividir com Lionel Messi o protagonismo da equipe catalã, o camisa 11 viu seus gols rarearem nos últimos meses.

O brasileiro, que marcou 24 gols no último Campeonato Espanhol, balançou as redes apenas oito vezes nesta edição da Liga. O desempenho é insuficiente para colocá-lo sequer entre os 100 primeiros colocados da Chuteira de Ouro.

Mas, afinal, qual é a posição que Neymar ocupa no ranking que define o maior artilheiro dos campeonatos nacionais europeus na temporada?

O principal astro da seleção brasileira é apenas o 155º colocado da Chuteira de Ouro 2016/17. Ele tem os mesmos 16 pontos do espanhol Alvaro Morata, reserva do Real Madrid, de Duje Cop, centroavante croata do Sporting Gijón, do francês Olivier Giroud, do Arsenal, e de outros 23 jogadores.

Mesmo entre os brasileiros, Neymar não se destaca tanto assim. Ele só o oitavo no ranking entre os jogadores aptos a defender a seleção de Tite.

Estão à frente dele Tiquinho Soares (Porto, 32 pontos), Leonardo (Partizan Belgrado, 22,5 pontos), Whelton (Paços Ferreira, 22 pontos), Vágner Love (Alanyaspor, 19,5 pontos), João Paulo (Ludogorets, 19,5 pontos), Willian José (Real Sociedad, 18 pontos) e Firmino (Liverpool, 18 pontos)

O líder da Chuteira de Ouro é Messi, companheiro de Neymar no Barcelona. Com os dois gols marcados no 4 a 2 sobre o Valencia, no domingo, o argentino foi a 25 gols no Espanhol e 50 pontos no ranking.

O camisa 10 tem dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, e quatro para o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, seus oponentes mais próximos.

Melhor jogador do mundo e maior vencedor da história do prêmio (2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), Cristiano Ronaldo manteve a 13ª colocação da semana passada, com 38 pontos.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 42 pontos e está em oitavo.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 48 pontos (24 gols)
3º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 46 pontos (23 gols)
4º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 44 pontos (22 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 44 pontos (22 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 42 pontos (21 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 42 pontos (21 gols)
8º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 42 pontos (21 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40,5 pontos (27 gols)


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Mais indisciplinado do Barça, Neymar bate recorde de cartões na Europa
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Rafael Reis

A temporada 2016/17 apresentou um Neymar diferente para o Barcelona: um jogador que deixou o instinto artilheiro de lado para se tornar o principal criador de gols do clube e assumiu o protagonismo da equipe em momentos decisivos, como o histórico 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, 11 dias atrás.

Mas há algo no comportamento do brasileiro que não mudou nos últimos meses. Pelo contrário, só se intensificou recentemente: o número excessivo de punições que recebe da arbitragem.

O atacante, que é considerado um jogador especialmente indisciplinado desde o início da carreira, no Santos, já recebeu nesta temporada 13 cartões amarelos em partidas do Barcelona. A maior marca desde que chegou à Catalunha, quatro anos atrás.

Como Neymar já participou de 34 partidas em 2016/17, isso significa que a cada jogo que disputa, ele recebe 0,38 amarelo.

Os principais homens de marcação do Barcelona não chegam nem perto desse nível de indisciplina. Piqué tem seis cartões amarelos em 31 apresentações (0,19). Mascherano, sete advertências em 30 jogos (0,23). E Umtiti foi punido cinco vezes em 31 partidas (0,16).

O único jogador do Barça que é páreo para Neymar nesse quesito é Sergio Busquets. Assim como o brasileiro, o volante recebeu já recebeu 13 amarelos nesta temporada. No entanto, entrou em campo uma vez a mais que o camisa 11.

Antes de 2016/17, Neymar nunca havia recebido mais do que 11 cartões em uma só temporada de Barcelona. E mesmo assim, quando atingiu a marca, em 2015/16, disputou um número bem maior de partidas do que agora (49, contra as 34 atuais).

Ou seja, se mantiver a mesma média de punições dos últimos meses, o camisa 11 pode encerrar a temporada com 18 ou 19 amarelos.

Desde que foi contratado pelo Barça, o atacante brasileiro acumula 99 gols, 74 assistências e 41 amarelos. Apesar do excesso do número de advertências, ele ainda não foi expulso.

Mesmo com o recorde desta temporada, Neymar ainda está longe dos seus piores momentos de indisciplina no Santos. Em 2010, o ano em que mais foi punido pela arbitragem, ele recebeu 22 cartões amarelos e um vermelho.


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Fora até do banco, Ganso vira última opção no elenco do Sevilla
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Rafael Reis

Sem jogar uma partida desde o dia 4 de janeiro e deixado de fora até mesmo do banco de reservas nas últimas três rodadas do Campeonato Espanhol, Ganso se transformou na última opção do técnico Jorge Sampaoli no Sevilla.

Em seu primeiro ano no futebol europeu, o meia brasileiro é o jogador “normal” do elenco profissional do clube que menos foi utilizado pelo treinador argentino.

Ganso

Com 644 minutos em campo, o ex-Santos e São Paulo só jogou mais nesta temporada que goleiros reservas, atletas que estão gravemente lesionados, reforços contratados neste mês de janeiro e meninos que ainda fazem parte das categorias de base.

A comparação com outros jogadores de sua posição mostram bem quanto Ganso acabou sendo relegado a um segundo ou mesmo terceiro plano.

O espanhol Vitolo já atuou por 2.289 minutos na atual temporada. O ítalo-argentino Franco Vázquez ficou em campo por 1.900 minutos. E o francês Samir Nasri jogou 1.474 minutos.

No total, Ganso participou de 12 das 33 partidas do Sevilla em 2016/17. Mas, nos últimos 60 dias, foram apenas duas aparições: na goleada por 9 a 1 sobre o Formentera e na derrota por 3 a 0 para o Real Madrid, ambas pela Copa do Rei.

No Campeonato Espanhol, já são oito rodadas consecutivas sem ir a campo. Em quatro delas, inclusive nas três últimas, o brasileiro não foi sequer relacionado para ficar como opção de banco.

O declínio do meia, autor de um gol e de três assistências pelo Sevilla, contrasta com a empolgação inicial de Sampaoli em contar com o jogador.

A contratação de Ganso foi um pedido pessoal do treinador argentino, que imaginava fazer do seu camisa 19 o homem responsável por controlar a bola no meio-campo do clube espanhol.

Só que isso nunca aconteceu. O brasileiro colecionou atuações apáticas e teve apenas alguns momentos de brilho, como uma assistência de calcanhar contra o Alavés, em outubro. Com o tempo, foi perdendo o crédito inicial e caindo no esquecimento.

Pouco utilizado, Ganso chegou a atrair a atenção de Fenerbahce e Trabzonspor, da Turquia. No entanto, os negócios não evoluíram devido à falta de interesse do Sevilla em emprestá-lo e o desejo de recuperar boa parte dos 9,5 milhões de euros (R$ 32,1 milhões) investidos em sua contratação.

O time de Sampaoli é o terceiro colocado do Espanhol, com 42 pontos, mesma pontuação do Barcelona, vice-líder. O Real Madrid tem 46.


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