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Dois meses após recusar Corinthians, Drogba ainda busca clube para jogar
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Rafael Reis

O Corinthians precisava de um homem gol e sonhava com uma estrela internacional para dar peso a um elenco carente de nomes consagrados. Prestes a completar 39 anos e sem contrato depois de deixar o Montreal Impact, Didier Drogba buscava um novo clube para dar sequência à sua vitoriosa carreira.

O casamento parecia perfeito para os dois lados. Mas o centroavante marfinense, consagrado pelas nove temporadas em que vestiu a camisa do Chelsea, alegou ter outros projetos em vista e disse não ao clube brasileiro.

Mais de dois meses se passaram desde a recusa do astro africano, e Jô vem quebrando o galho para suprir a carência corintiana de um centroavante confiável. Enquanto isso, Drogba continua na mesma situação de janeiro… ou seja, desempregado.

O artilheiro do Campeonato Inglês nas temporadas 2006/07 e 2009/10 teve proposta do futebol chinês, conversou com o Olympique de Marselha, clube pelo qual começou a ser conhecido internacional, quase 15 anos atrás, e chegou a ser sondado para trabalhar nas categorias de base do Chelsea.

Mas suas atividades nas últimas semanas não têm ido muito além de postar no Instagram fotos ao lado de antigos companheiros de time e amigos que o futebol lhe deu.

O mais recente rumor sobre o futuro da estrela marfinense surgiu há algumas semanas, quando jornais ingleses e franceses publicaram que Drogba havia selado uma transferência para o Phoenix Rising, time que disputa a USL (United Soccer League), atualmente considerada como uma espécie de “segunda divisão” do futebol nos EUA.

O estafe do jogador negou a assinatura de contrato, mas confirmou a existência de conversas com a equipe norte-americana. Ou seja, por enquanto, tudo não passa de mais uma negociação incompleta de mercado.

A temporada 2017 da USL começou há duas semanas. O Phoenix perdeu os dois primeiros jogos que disputou e só venceu na terceira rodada.

Um dos grandes nomes do futebol mundial na década passada, Drogba foi eleito por duas vezes o melhor jogador africano (2006 e 2009). Em 2007, ele integrou a seleção do futebol europeu (Uefa) e também a do planeta (FifPro).

Com 164 gols marcados, o marfinense é o quarto maior artilheiro da história do Chelsea. O centroavante também é o maior goleador de sua seleção em todos os tempos: 65 gols.


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Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
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Rafael Reis

Tite resgatou o bom futebol e a confiança da seleção brasileira, tirou-a de uma situação delicada nas eliminatórias e a classificou com quatro rodadas de antecedência para a Copa do Mundo. E, de quebra, a colocou na liderança do ranking da Fifa.

É preciso ser muito do contra para não concordar que Tite é o maior técnico brasileiro da atualidade. Seu trabalho no Corinthians e o sucesso instantâneo na equipe pentacampeã mundial são incontestáveis.

Mas será que o gaúcho de Caxias do Sul está no mesmo patamar dos principais técnicos do planeta? Seria Tite tão bom quanto Pep Guardiola, José Mourinho, Diego Simeone, Carlo Ancelotti, Jürgen Klopp e Antonio Conte?

Como toda comparação, essa também pode estar cheia de injustiças. Mas a discussão vale para entendermos o real tamanho de Adenor Bacchi no cenário global da bola.

Por um lado, o treinador brasileiro jamais mediu forças com nenhum dos nomes que ocupam o “Olimpo da função”. O único rival europeu de sua carreira, o Chelsea, derrotado pelo Corinthians na final do Mundial de 2012, era comandado por um bastante questionável Rafa Benítez.

Já pelo outro, Tite construiu sua carreira sem ter à disposição um elenco composto por estrelas do primeiro escalão mundial, como as que fizeram as famas de Guardiola, Mourinho e Ancelotti, por exemplo. Seu vitorioso Corinthians tinha como astro Paulinho, aquele mesmo que fracassaria mais tarde no Tottenham e hoje voltou a brilhar na seleção.

Como passou praticamente toda sua vida profissional no Brasil (teve apenas duas experiências nos Emirados Árabes), o treinador jamais experimentou a vantagem de disputar uma liga desequilibrada com um time infinitamente superior à maioria dos seus adversários.

Isso ajuda explicar porque Tite só ganhou dois títulos brasileiros (2011 e 2015, pelo Corinthians) em mais de 25 anos de carreira, enquanto Guardiola, por exemplo, faturou dois espanhóis em três anos de trabalho como treinador.

Uma característica que o comandante da seleção tem em comum com os maiores técnicos do mundo é a empatia com o elenco. Sabe aquela sensação de que os jogadores do Atlético de Madri morreriam em campo por Diego Simeone e o brilho nos olhos dos atletas do Barcelona de 2009 a 2012 ao falarem de Guardiola?

Tite também tem isso. Seu discurso centrado no “merecimento” e o jeitão de gente boa demonstrado no dia a adia contagiam os jogadores que ele dirige e faz com que eles se dediquem ao máximo para ajudá-lo dentro de campo. Essa é uma das chaves do seu sucesso.

A outra, claro, é a parte tática. O comandante da seleção está antenado a tudo aquilo de mais moderno que existe no futebol mundial: marcação pressão, defesa alta, composição de espaços, alternância entre a posse de bola e transição rápida entre ataque e defesa.

Mas, até hoje, Tite se mostrou mais um reprodutor de tendências táticas em alta internacionalmente do que alguém que revoluciona o futebol ao mostrar dentro de campo novidades que serão copiadas por outros treinadores.

É justamente essa capacidade de ditar tendências que faz (ou fez) Guardiola, Mourinho, Klopp e Simeone, por exemplo, serem tão especiais.

É lógico que a trajetória internacional de Tite está apenas começando. Se vencer a Copa ou fizer um bom papel na Rússia, o ex-comandante do Corinthians pode descolar uma proposta para trabalhar na Europa e dirigir um dos grandes clubes do mundo.

E aí sim teremos condições reais de descobrir se ele está no mesmo nível dos maiores treinadores do planeta.


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Após 1.050 dias de banco, goleiro ex-Corinthians volta a jogar… e leva 5
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Rafael Reis

Depois de quase três anos sentado no banco de reservas, o goleiro brasileiro Rubinho, 34, ex-Corinthians, voltou neste domingo a disputar uma partida oficial.

Só que o retorno não foi como ele esperava. Escalado como titular do Genoa na 30ª rodada do Campeonato Italiano, acabou vazado cinco vezes na derrota por 5 a 0 para o Atalanta.

A goleada foi a primeira apresentação de Rubinho desde o dia 18 de maio de 2014, quando permaneceu em campo por 37 minutos na vitória por 3 a 0 da Juventus sobre o Cagliari, na despedida da temporada 2014/15.

No total, o brasileiro ficou 1.050 dias sem disputar uma partida oficial. Foram duas temporadas inteiras como terceiro goleiro da Juve, cinco meses de desemprego entre julho e agosto do ano passado, uma rápida passagem de um mês no Como e quase três meses como reserva do Genoa.

Ele ganhou uma chance para voltar a jogar contra a Atalanta porque o titular da meta genovesa, Mattia Perin, está machucado e seu reserva imediato, Eugenio Lamanna, não vem atravessando um bom momento.

Irmão do ex-volante Zé Elias, hoje comentarista da ESPN, e revelado nas categorias de base do Corinthians, Rubinho passou por todas as seleções brasileiras de base e está na Europa desde 2005.

Após passagens por Hellas Verona, Vitória de Setúbal, Genoa, Palermo, Livorno e Torino, o goleiro foi contratado em 2012 para fazer parte do elenco da Juventus, o clube mais vitorioso do futebol italiano.

A ida para a Vecchia Signora pode até ter rendido um bom dinheiro para Rubinho, mas acabou interrompendo sua trajetória dentro de campo.

À sombra de Gianluigi Buffon, um dos maiores nomes da história da posição, o brasileiro virou terceira opção no gol da Juve e atuou por apenas 47 minutos ao longo de quatro anos no clube alvinegro.

No final da temporada passada, a atual pentacampeã italiana optou por não renovar seu contrato e o deixou desempregado.

“Ninguém me informou de nada. Só deixaram acabar o contrato e me mandaram uma mensagem por telefone avisando que haviam feito uma homenagem para mim na página do clube. Não queria fogos de artifício, mas esperava que tivessem me avisado antes que eu pudesse correr atrás de algo”, disse, em setembro.

Rubinho ficou parado até dezembro, quando assinou com o Como, da terceira divisão italiana. Antes de estrear, recebeu uma proposta para retornar ao Genoa e voltou à elite do calcio.


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Por onde andam os jogadores do Tolima, algoz do Corinthians em 2011?
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Rafael Reis

2 de fevereiro de 2011. Os torcedores do Corinthians (e principalmente os dos seus arquirrivais) não se esquecem desta data.

Foi nesse dia que um elenco com Ronaldo, Roberto Carlos e Paulinho, comandado no banco de reservas por Tite, atual técnico da seleção brasileira, foi derrotado por 2 a 0 pelo Tolima, na Colômbia, e não se classificou para a fase de grupos da Libertadores.

Um vexame histórico, já que nenhum outro time brasileiro, nem antes e muito menos depois do Corinthians, conseguiu ser eliminado ainda na fase preliminar da principal competição interclubes da América do Sul.

Mas, seis anos depois do resultado histórico, por onde andam os jogadores daquele pequeno clube da cidade de Ibagué. Mostramos abaixo os paradeiros dos atletas que eliminaram o Corinthians da Libertadores-2011.

POR ONDE ANDA – TOLIMA DE 2011?

Antony Silva (33 anos) – O goleiro paraguaio, que chegou a jogar no Marília em 2009, permaneceu no Tolima até 2014. Desde o ano passado, é o titular da meta do Cerro Porteño (PAR). Antony Silva é um dos arqueiros que vêm sendo convocado por Arce para os jogos da seleção nas eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

Yair Arrechea (36 anos) – O experiente zagueiro defendeu as cores do Tolima por oito anos e disputou 169 partidas pelo clube de Ibagué. Em 2014, transferiu-se para o Independiente Santa Fé, clube pelo qual foi campeão colombiano naquele ano. Em janeiro, mudou de time mais uma vez e agora defende o Cortuluá.

Julián Hurtado (37 anos) – O zagueiro de 1,93 m rodou por alguns clubes colombianos e chegou a se aventurar na Venezuela depois de deixar o Tolima. O último time que defendeu foi o La Equidad, 14º colocado na última edição do Campeonato Colombiano.

Félix Noguera (29 anos) – Um dos jogadores mais jovens do Tolima que desbancou o Corinthians, o lateral esquerdo permaneceu no clube até 2015, quando foi contratado pelo Junior de Barranquilla. Noguera disputaria a Libertadores-2017, mas a equipe colombiana foi eliminada pelo Atlético Tucumán na fase preliminar.

Gerardo Vallejo (40 anos) – Ex-capitão do Tolima e lateral direito com 20 partidas pela seleção colombiana, abandonou o futebol profissional em 2014.

Jhon Freddy Hurtado (31 anos) – Famoso pelo apreço pelas canelas alheias, o volante seguiu um rumo bastante alternativo para a carreira. Em 2015, após deixar o Deportivo Pasto, rumou à Guatemala para vestir a camisa do Deportivo Malacateco.

Gustavo Bolívar (31 anos) – O meia, que chegou a defender a seleção colombiana no segundo semestre de 2011, virou um peregrino da bola desde que deixou o Tolima. Foram seis clubes diferentes, incluindo um da Arábia Saudita, nos últimos cinco anos. Atualmente, joga no Alianza Petrolera.

Rafael Castillo (36 anos) – Após deixar o Tolima e rodar por clubes pequenos da Colômbia, mudou-se para os Estados Unidos três anos atrás. Inicialmente, jogou no San Antonio Scorpions, time da NASL, a segunda liga mais importante do Soccer. No ano passado, transferiu-se para o San Antonio FC, da USL, a “terceira divisão” norte-americana.

Diego Chará (30 anos) – Outro ex-jogador do Tolima que hoje joga no futebol dos Estados Unidos. Mas enquanto Castillo milita nas ligas inferiores da América, Chará é há quase seis anos um nome importante do meio-campo do Portland Timbers, campeão da Major League Soccer em 2015.

Elkin Murillo (39 anos) – Foi o primeiro dos jogadores que eliminaram o Corinthians a se aposentar. O meia encerrou a carreira em 2013, dois anos após o triunfo do Tolima, quando chegou ao fim seu contrato com o Cortuluá.

Wilder Medina (36 anos) – Herói da classificação do Tolima, o autor do segundo gol contra o Corinthians chegou a ser suspenso do futebol uso de maconha. Já na reta final da carreira, disputa a segunda divisão colombiana pelo Fortaleza.

Danny Santoya (28 anos) – Atacante reserva que saiu do banco para abrir o placar contra o Corinthians, Santoya jogou no México, em El Salvador e teve até uma passagem rápida pelo Irã até assinar em janeiro com o Municipal para disputar o Campeonato Peruano.

Hernán Torres (56 anos) – O treinador, que estava no primeiro trabalho de sua carreira, teve seu resultado mais expressivo em 2012, quando levou o Millonarios ao título colombiano. No ano passado, venceu a segunda divisão com o tradicional América de Cali.


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Pago pela Coca e erro de cartório: 6 histórias de Kazim, o turco corintiano
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Rafael Reis

Colin Kazim-Richards não foi a principal contratação do Corinthians para a temporada e nem deve começar o Campeonato Paulista como titular do time dirigido por Fábio Carile.

No entanto, nenhum dos reforços da equipe alvinegra para 2017 desperta mais atenção e curiosidade do que o atacante que defendeu o Coritiba no ano passado.

Kazim

Afinal, não é todo dia que um clube brasileiro tem no elenco um jogador turco. E nem um atleta com um histórico tão recheado de polêmicas e curiosidades quanto o novo camisa 18 corintiano.

O caso mais conhecido aconteceu em 2013, quando Kazim fez um gesto considerado homofóbico em direção a torcedores do Brighton, da Inglaterra, e acabou sendo punido pela Justiça.

Conheça abaixo outras seis histórias do atacante turco:

PAGO PELA COCA-COLA
A Coca-Cola foi essencial no começo da carreira de Kazim. Sua primeira transferência como profissional, do Bury, atualmente na zona de rebaixamento da terceira divisão inglesa, para o Brighton, líder da segunda, foi pago pela marca de refrigerantes. É isso mesmo. Um torcedor do Brighton foi o vencedor de uma promoção da Coca que daria 250 mil libras (quase R$ 1 milhão) ao clube do ganhador para contratar um jogador. E Kazim foi o reforço pago com essa grana.

R$ 8 MIL EM INGRESSOS
Em 2008, quando defendia o Fenerbahce, gastou 2 mil libras (cerca de R$ 8 mil) em ingressos para que sua família inteira fosse a Stamford Bridge acompanhar a partida contra o Chelsea, pelas quartas de final da Liga dos Campeões. Mas a torcida organizada de Kazim não deu muita sorte. Os turcos perderam por 2 a 0 e foram eliminados da Champions.

CKR, O CR7 DA FIEL
Kazim 2
Se o Real Madrid tem CR7, o Corinthians pode falar que conta com o CKR. É dessa forma, usando apenas as iniciais do seu nome, que os torcedores dos clubes por onde Kazim passou costumam se referir ao atacante. O jogador também já registrou a marca e tem uma empresa que leva esse nome, a CKR Enterprises.

QUATRO SELEÇÕES
Kazim joga pela Turquia desde 2007 e já disputou 37 partidas pela seleção. Só que, caso quisesse e tivesse sido convocado no passado, ele poderia defender outros três países: Inglaterra, onde nasceu e morou até os 21 anos, Antígua, terra de sua família paterna, e Chipre, já que sua mãe tem origem turco-cipriota.

ERRO DE CARTÓRIO
Quantas pessoas você conhece que têm nomes estranhos devido a erros de cartório? O turco do Corinthians é gente como a gente e também teve seu nome adulterado na hora de ser registrado. Os pais do jogador queriam registrá-lo como Colin-Kazim, uma forma de usar nome composto na língua inglesa. Mas o cartorário entendeu que Kazim, nome de origem turca, era sobrenome e o anexou ao Richards, não ao Colin. Assim nasceu Colin Kazim-Richards.

TE PEGO LÁ FORA
Ao longo da carreira, Kazim já se meteu em várias confusões e isso lhe rendeu um rótulo de bad boy. A mais recente foi registrada no início do ano passado, quando jogava pelo Feyenoord. O turco não gostou de um artigo que criticava seu comportamento e invadiu a coletiva do técnico Gio van Bronckhorst para dizer ao jornalista que estava à espera dele no estacionamento do clube. A ameaça lhe rendeu duas semanas de suspensão. Logo depois, ele foi negociado com o Celtic.


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Índia, EUA e Barcelona: onde estão os gringos que passaram pelo Corinthians
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Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

No segundo episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do Corinthians e continuam em atividade. Na sexta-feira, é a vez do São Paulo.

MATÍAS DEFEDERICO
Meia
Argentino
27 anos
No Corinthians: de 2009 a 2013
Mumbai City (IND)
Defederico
Uma das grandes decepções da história recente corintiana, o meia que foi contratado como promessa de craque, pouco fez no Brasil e rodou por tudo quanto é canto nos últimos anos: Argentina, Chile, Turquia, Emirados Árabes. Agora, atua no vice-líder da Superliga Indiana, aquela que é maldosamente chamada de “liga dos aposentados” devido à idade elevada dos seus jogadores mais conhecidos.

CARLOS TEVEZ
Atacante
Argentino
32 anos
No Corinthians: de 2005 a 2006
Boca Juniors (ARG)
Tevez
O principal jogador do título brasileiro de 2005 conquistado pelo Corinthians retornou no ano passado ao Boca Juniors, time onde iniciou a carreira, depois de fazer sucesso na Inglaterra e na Itália. Mas o atacante não conseguiu encontrar a paz que buscava na Argentina, apesar da conquista do título nacional de 2015. Enfrentando críticas em sua terra natal, principalmente da imprensa, já falou mais de uma vez em aposentadoria.

STIVEN MENDOZA
Atacante
Colombiano
24 anos
No Corinthians: desde 2015 (está emprestado)
New York City (EUA)
Mendoza
Contratado para compor o elenco do Corinthians no ano passado, ainda possui vínculo com o clube paulista e se especializou em ser emprestado para mercados um tanto quanto alternativos. Em 2015, Mendoza foi campeão e eleito o melhor jogador da Superliga Indiana pelo Chennaiyin. Agora, é companheiro dos astros Frank Lampard, Andrea Pirlo e David Villa no New York City, filial do Manchester City que disputa a MLS.

JAVIER MASCHERANO
Zagueiro/Volante
Argentino
32 anos
No Corinthians: de 2005 a 2006
Barcelona (ESP)
Mascherano
Companheiro de Tevez na conquista do título brasileiro de 2005, é o estrangeiro que passou pelo futebol brasileiro que hoje está melhor posicionado no futebol mundial. Titular do Barcelona há sete temporadas, já ganhou quatro Espanhóis e duas Ligas dos Campeões pelo time catalão. É o vice-capitão da Argentina, seleção pela qual foi segundo colocado na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

JOHNNY HERRERA
Goleiro
Chileno
35 anos
No Corinthians: 2006
Universidad de Chile
Herrera
Os menos atentos talvez nem se lembrem de sua curta passagem pelo Corinthians, na qual foi reserva durante a maior parte do tempo. Mas, Johnny Herrera é dos jogadores mais famosos do futebol chileno. Capitão da Universidad de Chile, foi banco na Copa do Mundo-2014 e continua convocado para a seleção. Também tem fama de bad boy e já foi preso duas vezes por confusões no trânsito –em 2009, atropelou e matou uma jovem, e, em 2014, foi pego dirigindo sob efeito de álcool.


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Cria do Corinthians investe em lado empresário e vende “Libertadores”
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Rafael Reis

_ Ei, amigo, manda uma Libertadores.

_ Se for Corinthians ou Palmeiras, já era. Neste ano, só rola se for para o São Paulo.

Piadas como essa fazem parte desde o início do ano da rotina do volante brasileiro Lucas Sasha, 26, ex-Corinthians.

Revelado nas categorias de base do clube do Parque São Jorge e campeão da Copa São Paulo de 2009, o jogador resolveu investir o dinheiro que ganha no Ludogorets, atual pentacampeão búlgaro, em um food truck que vende lanches com nomes ligados ao mundo do futebol.

Sasha

Libertadores, no caso, é um sanduíche que leva hambúrguer de linguiça, mussarela, geleia, alface e tomate. Tem ainda o Copa do Mundo, o Eurocopa, o Copa América…

“Eu e meu irmão sempre tivemos o desejo de ter um negócio juntos, mas nunca dava certo. Então, percebemos que os food trucks eram uma moda em São Paulo e aconteceu. Nunca pensei em trabalhar nesse ramo, mas, devido à crise, você precisa aproveitar as oportunidades.”

O trailer de comida de Sasha, que também defendeu o Barueri, atuou no CSKA Sofia e passou pelo futebol de Israel, roda diariamente pelas ruas de São Paulo e deve ganhar, em breve, uma loja fixa.

O ex-corintiano administra o negócio à distância e só experimenta os lanches quando vem ao Brasil de férias.

“O pessoal do time me cobra para levar os lanches para a Bulgária, mas não dá para cozinhar para eles. Ia queimar o nome do food truck porque não garanto qualidade nenhuma. Deus não me deu o dom de cozinhar”, diverte-se.

De volta à Europa e em meio aos treinos de pré-temporada, Sasha só consegue pensar agora em um sanduíche, o “Champions League”.

Seu time, que também conta com o lateral direito Cicinho (ex-Santos) e o atacante Jonathan Cafú (ex-São Paulo), entra na segunda rodada dos mata-matas preliminares da Liga dos Campeões e sonha em alcançar mais uma vez a fase de grupos do torneio –em 2014/15, chegou a enfrentar Real Madrid e Liverpool.

Lucas Sasha

“Nosso objetivo hoje são as competições europeias. Tivemos essa experiência dois anos atrás e agora queremos repeti-la. Precisamos aparecer mais. Isso é algo bom para o clube e também para os jogadores.”

Outro lanche que Sasha ainda gostaria de experimentar é o Campeonato Brasileiro, competição que jogou apenas uma vez, em 2010, pelo Barueri.

“Acho que poderia chegar a um time grande se atuasse no Brasil. Já são cinco anos fora, é claro que tenho essa vontade. Sempre que estou de férias, converso com minha esposa sobre voltar”, completa o volante, empresário e vendedor de “Libertadores”.


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No Qatar, Romarinho troca Palmeiras por Xavi e busca 1º título sem Tite
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Rafael Reis

Um ano e sete meses depois de deixar o Corinthians para se aventurar no Mundo Árabe, Romarinho, 25, terá a chance nesta sexta-feira de conquistar seu primeiro título longe da equipe paulista.

O El Jaish, time do atacante brasileiro e o zagueiro Lucas Mendes, ex-Coritiba, enfrenta o Lekhwiya na decisão da Copa do Qatar.

“Temos feito boas campanhas desde o ano passado, brigando sempre entre os primeiros e chegando nas finais. Mas o título não aconteceu e vamos em busca desse”, disse o ex-corintiano.

Romarinho

O otimismo de Romarinho tem um motivo claro. A equipe passou nas semifinais pelo Al Saad, time mais vitorioso da história do futebol qatari, com 13 títulos, e que conta com a maior estrela da liga, o meia Xavi, 36, ex-Barcelona.

O brasileiro fez um dos gols do El Jaish na vitória por 3 a 2, na última segunda-feira. O sucesso na semifinal da Copa do Emir manteve a invencibilidade do brasileiro contra o craque espanhol –são três jogos, com dois triunfos e um empate.

A Copa do Qatar é uma competição de fim de temporada que reúne os quatro primeiros colocados da primeira divisão do país-sede da Copa do Mundo de 2022. O time do ex-corintiano foi o vice-campeão, e o de Xavi, ficou em terceiro.

Após aparecer no futebol paulista com a camisa do Bragantino, Romarinho defendeu o Corinthians entre 2012 e 2014. Sob comando de Tite, conquistou um Estadual, uma Recopa Sul-Americana, Libertadores e Mundial de Clubes.

Além disso, entrou para o folclore do torcedor corintiano pelos gols que marcou contra o arquirrival Palmeiras.

No Qatar, o atacante tem balançado as redes em uma frequência que nunca havia acontecido em sua carreira. São 35 gols em 66 partidas, média de 0,55 gol por jogo.

Só que títulos, para ele, ainda são uma exclusividade dos tempos em que era xodó no Corinthians. Pelo menos, até sexta.

“Temos de manter o mesmo espírito da última partida e seguir concentrados o tempo todo. Conhecemos bem o adversário, ganhamos uma e perdemos outra na Liga. Então, chegou a hora de desempatar”, concluiu.


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Histórica, casa de rival do Corinthians é “salão de festas” de adversários
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Rafael Reis

O Corinthians tem um bom motivo para acreditar que pode largar na frente no confronto com o Nacional (URU), pela oitavas de final da Copa Libertadores da América.

É que o Gran Parque Central, estádio em Montevidéu que receberá nesta quarta-feira a primeira parte do mata-mata, está longe de ser uma fortaleza nesta edição da competição continental.

Pelo contrário: o Nacional tem a pior campanha em casa entre os 16 times que continuam vivos na disputa pelo título da Libertadores.

A equipe uruguaia conquistou apenas quatro dos nove pontos que disputou como mandante no Grupo 2: perdeu para o Rosario Central, empatou com o River Plate local e só conseguiu derrotar o Palmeiras _o Huracán também fez quatro pontos em casa, mas teve saldo de gols melhor.

Gran Parque Central 1

Mais: o gol de Nico López contra o time brasileiro foi o único marcado pelo Nacional no Gran Parque Central nesta Libertadores.

Em una competição tradicionalmente conhecida pela força dos mandos de campo, a equipe dirigida por Gustavo Múnua chama a atenção por ter feito mais pontos como visitante (5) do que em seus domínios (4).

O desempenho ruim do Nacional dentro de casa chama a atenção pelo fato de o Gran Parque Central ser a opção normalmente usada pelo time para “fazer valer seu mando de campo”.

O estádio, que pertence ao clube e tem capacidade para receber público máximo de 27 mil pessoas, é acanhado e tem todo aquele estilo de alçapão que tanto incomoda as equipes visitantes.

Quando deseja bilheteria maior e não se importa tanto com a pressão que os torcedores podem exercer sobre os adversários, o Nacional tem a opção de atuar no Monumental, estádio público para 60 mil espectadores e casa da seleção uruguaia.

O Gran Parque Central é uma relíquia do futebol sul-americano. Construído em 1900, é considerado o estádio mais velhos das Américas ainda em utilização.

Na primeira Copa do Mundo, disputada em 1930, recebeu seis partidas, inclusive a estreia do Brasil (derrota por 2 a 1 para a Iugoslávia) e um dos jogos inaugurais do torneio (Estados Unidos 3 x 0 Bélgica).

O estádio passou por uma grande reforma no início da década passada e foi reinaugurado em 2005, quando voltou a ser utilizado com frequência pelo Nacional.


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6 jogadores que ameaçam os times brasileiros nas oitavas da Libertadores
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Rafael Reis

Nacional (URU), Toluca (MEX) e os argentinos Racing e Rosario Central. Serão esses os adversários nas oitavas de final da Libertadores de Corinthians, São Paulo, Atlético-MG e Grêmio, os quatro brasileiros vivos na competição.

Os confrontos serão disputados nas duas próximas semanas e prometem fortes emoções para os torcedores paulistas, mineiros e gaúchos.

Para ajudar na preparação desses torcedores, preparamos um guia com seis jogadores que são as principais ameaças às classificações dos brasileiros para a próxima fase do mata-mata final da competição sul-americana.

MARCO RUBÉN
Clube: Rosario Central (ARG)
Adversário: Grêmio
Marco Ruben
Autor de quatro gols na fase de grupos, talvez seja o melhor camisa 9 do continente na atualidade. Capitão do Rosario Central e homem de confiança do técnico Eduardo Coudet, Rubén já passou pelo Villarreal, teve uma experiência no futebol mexicano e foi o artilheiro da última edição do Campeonato Argentino. O sucesso fez o Rosario gastar 6 milhões de euros (R$ 24 milhões), uma fortuna para o futebol local, para comprar seus direitos econômicos no começo do ano e não perder seu principal jogador.

DIEGO MILITO
Clube: Racing (ARG)
Adversário: Atlético-MG
Diego Milito
Aos 36 anos, Diego Milito tem nome e currículo que assustam qualquer adversário. Vencedor da Liga dos Campeões com a Inter de Milão em 2009 e ex-jogador da seleção, Milito retornou ao Racing, clube onde começou sua carreira, em 2014 e, logo na primeira temporada, tirou o time de um jejum de 13 anos sem conquistar o título argentino. Evidentemente, o centroavante já não é o mesmo dos seus melhores dias, mas ainda marca seus golzinhos e tem experiência de sobra para jogos decisivos. Já anunciou que se aposenta após a Libertadores.

GIOVANI LO CELSO
Clube: Rosario Central (ARG)
Adversário: Grêmio
Giovani Lo Celso
Principal revelação do Rosario Central, o jovem meia de 20 anos responde pela criatividade do adversário do Grêmio. Apesar de ter dado apenas assistência na fase de grupos da Libertadores, tem nos passes para gols sua principal virtude (já deu pelo menos cinco assistências na atual edição do Campeonato Argentino). Está naquela fase em que passa a ser disputado pelos grandes clubes europeus. Seu nome já esteve envolvido em possíveis negociações com PSG, Juventus, Manchester United, Liverpool e Arsenal.

ENRIQUE TRIVERIO
Clube: Toluca (MEX)
Adversário: São Paulo
Triverio
Não espere um futebol vistoso e de muita habilidade do camisa 21 do Toluca. Mas o argentino Enrique Triverio faz aquilo que um centroavante mais precisa: gols. Foram três na fase de grupos da Libertadores, dois apenas na estreia contra o Grêmio (2 a 0). Esteve fora dos últimos jogos devido a uma lesão no tornozelo direito, mas deve reforçar a equipe mexicana nas oitavas de final da Libertadores.

NICO LÓPEZ
Clube: Nacional (URU)
Adversário: Corinthians
Nico Lopez
Autor de três gols na fase de grupos da Libertadores, infernizou o Palmeiras dentro do Allianz Parque e mostrou que um jogador pode fazer muita diferença. O atacante uruguaio Nico López é o “algo a mais” do Nacional, o responsável por fazer o time não ser apenas um gigante com muita camisa e vontade. Rápido e oportunista passou pelas categorias de base da Roma e está emprestado até o meio do ano pela Udinese. Tem futuro no futebol italiano e também na seleção.

ÓSCAR ROMERO
Clube: Racing (ARG)
Adversário: Atlético-MG
Oscar Romero
O irmão gêmeo do Ángel Romero é o melhor jogador da família. Camisa 10 do Racing, ele joga mais recuado que o atacante corintiano e é o armador do time argentino. Na primeira fase da Libertadores, deu três assistências, menos apenas que Seijas (Independiente Santa Fé) e Alejandro Silva (Olimpia), responsáveis por quatro passes para gol cada. Também defende a seleção paraguaia.


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