Blog do Rafael Reis

Arquivo : champions

De Mazzola a Neymar: os 9 brasileiros que marcaram em finais de Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Disputar a final da Liga dos Campeões da Europa é para poucos. Balançar as redes na decisão do torneio interclubes mais rico e badalado do planeta é um feito ainda mais histórico.

Ao longo de 61 anos de história, apenas nove brasileiros deixaram sua marca na partida que define o campeão continental do Velho Continente. E nenhum conseguiu repetir a dose em uma segunda final.

É essa a marca que o lateral esquerdo Marcelo tenta atingir neste sábado, quando seu Real Madrid enfrenta a Juventus, em Cardiff, na decisão da Champions.

Três temporadas atrás, o camisa 12 fez um dos gols da goleada por 4 a 1 sobre o Atlético de Madri que deu “La Decima” à equipe merengue. Agora, quer ser o primeiro brasileiro a marcar em duas finais do torneio europeu.

José Altafini, o Mazzola, atacante que disputou a Copa do Mundo de 1958 pela seleção brasileira e depois se naturalizou italiano para fazer história no Velho Continente, já fez dois gols em final de Liga dos Campeões, mas em uma mesma edição.

Em 1963, o centroavante paulista conduziu o Milan ao primeiro título europeu de sua história ao botar duas bolas na rede na vitória por 2 a 1 dos italianos sobre o Benfica.

Os gols de Mazzola foram os primeiros anotados por um jogador brasileiro na final da então Copa Europeia, hoje Liga dos Campeões da Europa, Uefa Champions League ou, simplesmente, Champions.

Dois anos depois, foi a vez de Jair da Costa, integrante da seleção brasileira no bicampeonato mundial (1962), marcar o gol do título continental da Inter de Milão. E, em 1987, Juary, um ex-Menino da Vila, saiu do banco para fazer do Porto campeão europeu.

Foi só no século 21, quando a globalização realmente tomou conta do futebol mundial, que os gols brasileiros em finais de Champions se tornaram frequentes.

Ao longo das últimas duas décadas, Lúcio, Carlos Alberto, Deco, Belletti, Marcelo e Neymar escreveram seus nomes na história da competição.

Um fato curioso sobre os artilheiros brasileiros na decisão da Liga dos Campeões é que quase todos acabaram conquistando a competição.

O zagueiro Lúcio, ex-capitão da seleção, é a única regra para a exceção. Em 2002, seu gol não evitou a derrota do Bayer Leverkusen para o Real Madrid, que era liderado dentro de campo por seu técnico atual, Zinédine Zidane.

GOLS BRASILEIROS EM FINAIS DE CHAMPIONS

1962/63 – Mazzola (2 gols) – Milan 2 x 1 Benfica
1964/65 – Jair da Costa – Inter de Milão 1 x 0 Benfica
1986/87 – Juary – Porto 2 x 1 Bayern de Munique
2001/02 – Lúcio – Real Madrid 2 x 1 Bayer Leverkusen
2003/04 – Carlos Alberto – Porto 3 x 0 Monaco
2003/04 – Deco – Porto 3 x 0 Monaco
2005/06 – Belletti – Barcelona 2 x 1 Arsenal
2013/14 – Marcelo – Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madri
2014/15 – Neymar – Barcelona 3 x 1 Juventus


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Gols, polêmicas e cartões: conheça o brasileiro que ameaça título do Barça
– Conheça os brasileiros artilheiros de campeonatos na Europa nesta temporada
Cotado na seleção ucraniana, Marlos sonha virar ídolo em território brasileiro
7 jogadores brasileiros rebaixados na Europa nesta temporada


Buffon largou casamento para viver com apresentadora esportiva de TV
Comentários Comente

Rafael Reis

Um dos maiores goleiros de todos os tempos, Gianluigi Buffon não se limita a viver o futebol apenas quando está nos treinos e jogos da Juventus, uma das finalistas da Liga dos Campeões da Europa.

O esporte faz parte da rotina do veterano de 39 anos mesmo quando ele está longe dos campos. Não importa se ele está dentro de casa, em um passeio de iate pelo Mediterrâneo ou mesmo em um jantar romântico, a bola sempre o persegue.

Isso porque sua mulher também tem o futebol como “ganhão pão”.

Ilaria D’Amico é uma espécie de Renata Fan italiana. A apresentadora comanda programas esportivos na televisão há quase duas décadas. Já trabalhou na RAI, emissora pública do país, e hoje faz parte da equipe da SKY Sports.

Um dos rostos mais conhecidos da TV esportiva na Itália, a apresentadora e comentarista só não é mais popular e querida graças justamente a Buffon.

Ao contrário de Renata Fan, que tem uma vida amorosa bastante discreta e jamais foi vista com boleiros, D’Amico resolveu namorar um dos principais nomes do futebol italiano… e quando ele ainda era casado.

O escândalo estourou no primeiro semestre de 2014, pouco antes da Copa do Mundo do Brasil, e fez a festa dos jornalistas de celebridade locais.

Em meio a rumores de que estaria tendo um caso extraconjugal com a apresentadora pipocando na imprensa, Buffon decidiu se separar da modelo e atriz tcheca Alena Seredova, mãe dos seus dois primeiros filhos.

Logo depois do Mundial, o goleiro e D’Amico foram flagrados em clima de romance na Grécia por paparazzo de uma revista de fofocas. Na sequência, decidiram assumir o polêmico relacionamento.

O casal está junto desde então e já tem um filho, o pequeno Leopoldo Mattia, nascido em janeiro do ano passado.

“Com Buffon, vivo constantemente um conflito de interesses”, admitiu a jornalista, em março, sobre o fato de ser paga para analisar o desempenho de jogadores de futebol, inclusive, do seu marido.

O certo é que Ilaria D’Amico estará no Millenium Stadium, em Cardiff, no dia 3 de junho, para a decisão da Champions, entre Juventus e Real Madrid. Resta saber se apenas para torcer para o marido, ou também para entrevistá-lo.


Mais de Cidadãos do Mundo

7 aspirantes a craque para acompanhar de perto no Mundial sub-20
Por onde andam os jogadores da Itália que fez o Brasil chorar na Copa-1982?
Livres para assinar: 7 astros que ficam sem contrato no fim da temporada
Pivô de escândalo no Barça, “Messi japonês” estreia aos 15 e causa furor


Cristiano Ronaldo só merece a Bola de Ouro se vencer a Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Quem será eleito o melhor jogador do mundo neste ano? Com a queda precoce do Barcelona na Liga dos Campeões e a classificação do Real Madrid para mais uma decisão europeia, a resposta parece óbvia.

Mas será que Cristiano Ronaldo, autor de 35 gols em 42 partidas nesta temporada, sua pior marca dos últimos oito anos, realmente merece conquistar pela quinta vez na carreira o maior prêmio individual do futebol mundial?

A bem da verdade, o português brilhou em apenas quatro jogos na temporada: no 3 a 0 sobre o Atlético de Madrid, ainda pelo Campeonato Espanhol, e em três dos quatro confrontos contra Bayern e Atlético na reta final da Champions, quando marcou oito dos dez gols que anotou nesta edição do torneio continental.

Tudo bem que essas atuações foram essenciais para o sucesso do Real na competição mais importante do ano. Mas, lembrem-se, foram apenas quatro jogos…

O que CR7 fez na Champions até agora não é muito diferente do feito do garoto sensação Kylian Mbappé, que balançou as redes em cinco das seis partidas de mata-mata do Monaco e carregou o clube francês nas costas até as semifinais.

E ninguém em sã consciência defende que o prêmio de melhor do mundo deva ir já para as mãos do prodígio francês de 18 anos.

Analisando a temporada como um todo, há vários jogadores que apresentaram um futebol de alto nível e bem mais consistente que o do camisa 7 do Real: Messi, o artilheiro máximo de 2016/17, Dybala, Buffon e Daniel Alves, da Juventus, a outra finalista da Champions, e talvez até mesmo Sergio Ramos e Marcelo, seus companheiros no clube espanhol.

Sendo assim, o diferencial de Cristiano Ronaldo para levantar pela quinta vez a Bola de Ouro e também o prêmio da Fifa, agora entregue em outubro, não pode ser esses quatro jogos de brilho extremo, mas sim, títulos.

A única justificativa plausível para a escolha do português como o maior jogador de futebol de 2016/17 é a de “principal estrela do melhor time do planeta”.

Mas, para isso, o Real precisa derrotar a Juventus e conquistar pelo segundo ano consecutivo a Liga dos Campeões da Europa. Um título de Portugal na Copa das Confederações também seria bem-vindo, só que não é essencial.

Caso a Juve fature a Champions, Cristiano Ronaldo pode até ser coroado. Mas sua vitória será muito mais efeito do marketing que o envolve do que pela bola jogada por ele.


Mais de Opinião

– Por que o Brasil produz os melhores laterais da Champions (e do mundo)?
– Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
– Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
– A seleção brasileira já é a melhor do planeta?


Acusação de estupro é mais uma na lista de polêmicas extracampo de CR7
Comentários Comente

Rafael Reis

Eleito quatro vezes o melhor do mundo, vice-artilheiro da Liga dos Campeões e autor de oito gols nas últimas três partidas do Real Madrid na competição europeia, Cristiano Ronaldo é um dos dois maiores jogadores de futebol de sua geração.

Mas a vida do atacante português, que enfrenta nesta quarta-feira o Atlético de Madri por vaga na decisão da Champions, não é intensa só dentro de campo.

O astro coleciona polêmicas, a maioria de cunho sexual, e faz a festa dos paraparazzi e tabloides desde que era um garoto prodígio que vestia as cores do Manchester United, há mais de uma década.

A mais recente delas veio a público no mês passado e tem arranhado a imagem do atacante, em grande fase na Liga dos Campeões e favorito para a conquista da quinta Bola de Ouro de sua carreira.

De acordo com a revista alemã “Der Spiegel”, Cristiano Ronaldo pagou 375 mil dólares (R$ 1,2 milhão, na cotação atual) a uma jovem norte-americana em 2010 para que ela se calasse sobre um estupro praticado por ele no ano anterior.

O caso, segundo a publicação, foi descoberto no meio de uma investigação sobre jogadores que praticavam sonegação fiscal e através de documentos cedidos pelo site “Football Leaks”. A estrela do Real, por meio de seu advogado e da empresa que gerencia sua imagem, negou a acusação.

Relembre abaixo outras quatro polêmicas protagonizadas por CR7:

SUPOSTO ABUSO SEXUAL

Essa não é a primeira vez que Cristiano Ronaldo enfrenta uma acusação de estupro. Em 2005, quando tinha 20 anos e jogava pelo Manchester United, o português precisou depor em uma delegacia de Londres sob um suposto abuso sexual cometido por ele contra uma mulher em um hotel de luxo inglês. CR7 alegou que a acusação não passava de uma “armação”, e o caso acabou arquivado.

QUEM É A MÃE?


Cristiano Ronaldo tem um filho, mas quase ninguém no mundo sabe quem é a mãe de Cristianinho, de apenas seis anos. Sua identidade é um mistério porque o astro do Real Madrid pagou para que ela se afastasse do garoto e não vendesse a história para nenhum veículo de imprensa. De acordo com o jornal britânico “Daily MIrror”, o silêncio dela, supostamente uma garçonete que vivia nos EUA, custou 12 milhões de euros (R$ 42 milhões) ao jogador.

AMEAÇAS CONTRA URACH

De acordo com a subcelebridade brasileira Andressa Urach, Cristiano Ronaldo ameaçou “mandar gente atrás dela” depois que a modelo revelou à imprensa inglesa que havia tido relações sexuais com o astro português. Urach também afirmou ter sido trancada durante três horas e meia pelos seguranças de CR7 para que não tirasse uma foto ao lado do jogador. Após se tornar evangélica, a subcelebridade admitiu ter inventado várias histórias para aumentar sua fama, mas até hoje faz questão de frisar que tudo que falou sobre o camisa 7 do Real Madrid é verdade.

RUMORES SOBRE SEXUALIDADE

Apesar de estar sempre cercado de mulheres lindas, Cristiano Ronaldo é um alvo costumeiro de rumores sobre sua sexualidade. O mais intenso aconteceu em 2015, quando a imprensa espanhola revelou que o jogador português estava viajando frequentemente a Marrocos para encontrar um amigo, o kickboxer Badr Hari. Em fevereiro deste ano, o lutador foi condenado a dois anos de prisão por brigas e atos de violência em Amsterdã.


Mais de Cidadãos do Mundo

Perto do tetra, Messi só bate 1 dos últimos 6 campeões da Chuteira de Ouro
Por onde andam os jogadores do Mazembe que surpreenderam o Inter em 2010?
Como Falcao enterrou piadas para se tornar líder de time sensação da Europa
Geração saúde: 7 jogadores de sucesso que foram flagrados fumando cigarro


Raio-X da semi: o que mudou em Real e Atlético desde a final da Champions?
Comentários Comente

Rafael Reis

Trezentos e trinta e nove dias depois de decidirem pela segunda vez em três anos o título da Liga dos Campeões da Europa, Real Madrid e Atlético de Madri voltam a se encontrar nesta terça-feira pela competição interclubes mais valiosa do planeta.

Mas o que está em jogo desta vez ainda não é o posto de campeão continental, conquistado nos pênaltis pelo Real em 2016, mas sim o direito de disputar a final no dia 3 de junho, em Cardiff, País de Gales.

Confira um raio-x do que mudou e do que permanece igual nos dois maiores clubes da capital espanhola em relação à decisão da Liga dos Campeões da temporada passada.

ESCALAÇÃO

Os 22 jogadores que foram titulares em San Siro, no ano passado, continuam nos elencos de Atlético e Real Madrid. Mas isso não significa que as equipes irão repetir as escalações da decisão nesta terça-feira. No caso do Atlético, o volante Augusto Fernández e o lateral direito Juanfran estão machucados e não têm condições de jogo. Além disso, o meia-atacante belga Yannick Ferreira-Carrasco, reserva em 2016, é hoje peça fundamental na equipe. Já o Real ainda tem o mesmo time base de 12 meses atrás. No entanto, dois dos titulares usuais do time, o zagueiro Pepe e o galês Gareth Bale, estão no departamento médico.

TÉCNICO

Continuam os mesmos de um ano atrás. Diego Simeone segue intocável à frente do Atleti, time que assumiu o comando em 2011 e transformou em um gigante europeu. Já Zidane, agora em sua segunda temporada à frente do Real, começou a deixar de ser visto como um ex-jogador de sucesso que dirige um dos maiores clubes do mundo para ser reconhecido como um treinador vitorioso, que mal estreou na carreira e já levantou uma Champions.

CAMPANHA EUROPEIA

Na edição anterior da Champions, o Real Madrid foi a equipe de melhor campanha da fase de grupos, com cinco vitórias e um empate. Já desta vez, o Atlético dividiu com o Barcelona o posto de time de mais sucesso da etapa de grupos (cada um somou 15 pontos). No geral, já contando os mata-matas, a campanha europeia atleticana em 2016/17 é ligeiramente superior a do Real: 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota, contra 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota (no tempo normal) do adversário.

TEMPORADA

Após conquistar o título europeu, o Real Madrid encorpou e ficou mais forte. Já o Atlético continua poderoso nos confrontos mais importantes, mas já não mantém mais uma regularidade de bons resultados. Enquanto o aproveitamento merengue subiu de 76,3% para 78,6% na atual temporada, o colchonero caiu de 70,7% para 67,9%. Isso fica claro na classificação do Espanhol. No ano passado, Atlético e Real disputaram o título ponto a ponto com o Barcelona. Desta vez, a briga está apenas entre Barça e os atuais campeões continentais –o Atleti luta pelo terceiro lugar com o Sevilla.

PODER DE FOGO

A maior diferença do Atleti da temporada passada para atual está na parte ofensiva. A equipe colchonera, que era conhecida pela dificuldade em balançar as redes, principalmente quando precisava tomar a iniciativa do jogo, aprendeu nos últimos meses a atacar mais e melhor. Com isso sua média de gols subiu de 1,56 para 1,81 por partida. O Real também melhor seu poderio de fogo, que já era alto: na atual temporada, marca em média 2,86 gols por jogo, contra 2,71 da anterior.

DEPENDÊNCIA

Griezmann e Cristiano Ronaldo ainda são os grandes jogadores de Atlético e Real, respectivamente. No entanto, os semifinalistas da Champions já não são mais tão dependentes dos seus camisas 7 quanto eram um ano atrás. Entre gols e assistências, Griezmann participou ativamente de 36,3% dos gols do Atleti na atual temporada, contra 43,8% de participação em 2015/16. No caso do Real, a queda foi muito mais impressionante. A participação de CR7 nos gols do campeão europeu despencou de 46,8% para 29,1%.

DEFESA

As duas equipes reduziram a eficiência defensiva nos últimos meses. No caso do Real, a retaguarda piorou demais. Não à toa, o time, que sofreu em média 0,73 gol por jogo na temporada passada, agora vê seus adversários balançarem a rede 1,26 vez por partida. Tradicional ponto alto do trabalho de Simeone, a defesa do Atleti também piorou, mas nem tanto quanto a do rival. Sua média de gols recebidos subiu de 0,54 para 0,75 por apresentação.


Mais de Clubes

– Ex-Corinthians, Zizao agora é líder do Chinês… e com um time “pobre”
– Por que gigantes europeus, como o Dortmund, tem ações na Bolsa?
– Fim das retrancas: Europa vê a maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
– Quem foi Jorge Wilstermann, que dá nome a rival do Palmeiras nesta quarta?


Por que o Brasil produz os melhores laterais da Champions (e do mundo)?
Comentários Comente

Rafael Reis

Real Madrid, Atlético de Madri, Juventus e Monaco, os quatro clube que iniciam nesta terça-feira a disputa por vaga na decisão da Liga dos Campeões, contam com 11 jogadores brasileiros em seus elencos. Desses, nada menos que sete são laterais.

Três dos quatro times semifinalistas da Champions têm brasileiros como titulares absolutos da lateral esquerda: Real (Marcelo), Atlético (Filipe) e Juventus (Alex Sandro).

Além disso, o lateral direito mais utilizado pela Juve (Daniel Alves) também é um representante do futebol pentacampeão mundial. Assim como Fabinho, originalmente um lateral, que é peça-chave no meio-campo do Monaco.

Ou seja, os laterais de maior sucesso da Liga dos Campeões são brasileiros. E, como a Champions reúne a nata do futebol mundial, não é errado concluir que boa parte do primeiro escalão da posição no planeta é formada por atletas da terra de Roberto Carlos e Cafu.

A simples menção a dois nomes que marcaram época em um passado recente com as camisas de Real Madrid e Milan, respectivamente, mostram que não é de hoje que o lateral brasileiro é um produto tão valorizado no mercado internacional.

Mas, afinal, por que o Brasil produz os melhores os melhores jogadores do mundo nessa posição?

A resposta possivelmente passa pela concepção brasileira de quais habilidades são necessárias para que um lateral tenha sucesso.

Enquanto a maioria do mundo vê o lateral como um defensor que joga pelo lado de campo e que tem a marcação como obrigação principal, o Brasil se habituou a pensar nos atletas dessa posição também como parte do sistema ofensivo, jogadores que obrigatoriamente precisam correr de uma linha de fundo à outra e municiar os homens de frente nas jogadas de ataque.

Essa exigência diferente da vista no restante do planeta faz com que, ainda nas categorias de base, os clubes brasileiros coloquem jogadores mais técnicos e habilidosos para atuar como laterais.

Eles, evidentemente, não têm os mesmos poder de marcação e consciência tática dos europeus (ou argentinos, ou uruguaios), que aprenderam desde cedo que a missão de um lateral é evitar o gol, mas são muito melhores no manejo com a bola e no apoio ao ataque.

Os laterais brasileiros que ao longo da carreira conseguem suprir (ou reduzir drasticamente) essas deficiências defensivas originárias de uma formação diferente acabam levando vantagem sobre os jogadores da posição que são exclusivamente marcadores. Viram Marcelo, Filipe Luís, Daniel Alves. Viram os melhores laterais do mundo.

Os que não se adaptam à essa necessidade de aprimoramento defensivo precisam se contentar com o mercado nacional ou desperdiçam grandes oportunidades que a vida lhes dá, caso de Douglas, que descolou uma transferência para o Barcelona, mas acabou emprestado ao Sporting Gijón.


Mais de Opinião

– Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
– Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
– A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
– Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso?


Árbitro que prejudicou Bayern foi o 1º a marcar pênalti com ajuda de vídeo
Comentários Comente

Rafael Reis

De atuação desastrosa na vitória por 4 a 2 do Real Madrid sobre o Bayern de Munique, na terça-feira, que classificou o time espanhol para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, Viktor Kassai tem seu nome marcado na história da arbitragem mundial.

O húngaro foi o primeiro árbitro a recorrer ao uso do vídeo em uma partida oficial, pelo menos com aval da Fifa, para solucionar um lance polêmico.

O acontecimento histórico se deu em dezembro do ano passado, na semifinal do Mundial de Clubes entre Atlético Nacional e Kashima Antlers. Foi só depois de recorrer às imagens que o juiz percebeu um esbarrão dentro da área e marcou pênalti para os japoneses.

A marcação acabou sendo decisiva para o resultado da partida. Ao converter a cobrança, o Kashima abriu caminho para a vitória por 3 a 0 que o colocou na decisão do torneio.

Apesar de totalmente amparada pela Fifa, que usou o Mundial de Clubes para testar a arbitragem com auxílio de vídeo, o comportamento de Kassai rendeu várias críticas.

Isso porque o jogo ficou parado por mais de um minuto enquanto ele assistia. Além disso, o húngaro ignorou que o atacante japonês que sofreu o pênalti estava em posição de impedimento, o que poderia invalidar a falta sofrida.

O curioso é que foi justamente um erro cometido por Kassai que acabou sendo determinante para que a Fifa passasse a aceitar o uso de recursos eletrônicos na arbitragem.

Na fase de grupos da Eurocopa de 2012, a Inglaterra venceu a Ucrânia por 1 a 0 e eliminou a equipe da casa da competição. O resultado poderia ter sido completamente diferente se o árbitro tivesse notado que uma bola salva pelo zagueiro inglês John Terry já havia ultrapassado a linha do gol.

Após a partida, o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que a “tecnologia da linha do gol é uma necessidade para o futebol” e passou a trabalhar para que o mecanismo que determina se a bola entrou ou não fosse utilizada.

No encontro entre Real e Bayern, na terça, Kassai tinha à disposição essa tecnologia, que vem sendo largamente utilizada nas principais competições do futebol mundial desde a Copa-2014, mas não o auxílio de vídeos.

Sem a possibilidade de recorrer ao replay para resolver lances duvidosos, ele expulsou Vidal por um lance em que o chileno nem cometeu falta, deixou Casemiro cometer várias faltas passíveis de cartão vermelho sem ser penalizado e validou um gol do Real em que Cristiano Ronaldo estava em posição de impedimento.

A atuação do húngaro levou à loucura o técnico do Bayern, Carlo Ancelotti, que disse à Sky Sports após a partida: “O desempenho do juiz hoje foi pior que o nosso. Eu sei que é futebol, que acontece às vezes, mas não um número tão grande de erros. É um jogo de quartas de final, você precisa ter um árbitro com mais qualidade, ou ter o vídeo.”


Mais de Cidadãos do Mundo

Piqué pertence à “nobreza” do Bayern, mas carrega símbolo do Real no nome
“Show” no Espanhol faz Messi retomar liderança isolada da Chuteira de Ouro
Capitão do Real foi único espanhol contratao em 7 anos e gerou polêmica
Por onde andam os jogadores do Arsenal campeão inglês invicto?


Capitão do Real foi único espanhol contratado em 7 anos e gerou polêmica
Comentários Comente

Rafael Reis

Capitão do Real Madrid desde a saída de Iker Casillas, há dois anos, Sergio Ramos foi o herói da conquista da Liga dos Campeões de 2014 e é hoje um dos maiores ídolos da torcida do clube espanhol.

Mas, se a filosofia madridista tivesse sido seguida à risca, o zagueiro de 31 anos jamais teria desembarcado no Santiago Bernabéu e construído essa história de sucesso com o uniforme branco.

Preocupado em encher seu elenco de jogadores consagrados no mundo todo, os chamados galácticos, e em internacionalizar sua marca para ganhar mercados como o asiático e o sul-americano, o Real desistiu de contratar jogadores espanhóis na década passada.

Entre 2002 e 2008, somente um atleta nascido na Espanha teve seus direitos econômicos adquiridos pelo clube da capital e foi levado diretamente para a equipe principal: Sergio Ramos.

Só esse detalhe já é suficiente para demonstrar como a contratação do defensor fugiu do padrão do Real Madrid. Mas essa não foi a única polêmica que envolveu sua chegada ao clube mais vitorioso do país.

O então lateral direito do Sevilla era um garoto de 19 anos, que não havia disputado nem 50 partidas como profissional e que não passava de um anônimo fora da Espanha. Mesmo assim, custou 27 milhões de euros (R$ 90 milhões), uma fortuna para a época.

Sergio Ramos foi mais caro que Robinho (24 milhões), Michael Owen (12 milhões), Cannavaro (7 milhões) e Cassano (5,5 milhões), só para citar alguns jogadores já bem mais conhecidos do que ele que foram contratados no período.

Apesar da polêmica em torno de sua contratação, o camisa 4 teve sucesso quase imeditado no Bernabéu. Logo na primeira temporada no novo clube, já assumiu um lugar no time titular –revezando-se entre a lateral, a zaga e o posto de primeiro volante.

Fixado no miolo da zaga desde o fim de 2011, virou um dos principais nomes na posição. Desde então, entrou em todas as seleções do mundo organizadas anualmente pela FifPro, o sindicato mundial dos jogadores de futebol.

Em 11 anos de Real Madrid, conquistou 13 títulos. O mais inesquecível? A Champions de 2014, chamada de “La Decima”, na qual marcou, já nos acréscimos, o gol que levou a decisão contra o Atlético de Madri para a prorrogação.

Nesta terça-feira, Sergio Ramos tem uma missão especial. Ajudar a defesa espanhola a segurar o ataque do Bayern de Munique e se classificar para a semifinal da Champions. No jogo de ida, semana passada, na Alemanha, o Real levou a melhor: 2 a 1.


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores do Arsenal campeão inglês invicto?
Hat-trick faz zebra holandesa alcançar Messi e dividir artilharia da Europa
Sensação da temporada, Monaco pode faturar até R$ 1,2 bilhão com revelações
Ele é alemão, vale R$ 100 mi e tem jogador do Fla como ídolo de infância


Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
Comentários Comente

Rafael Reis

Os próximos dias serão decisivos para o futuro do Barcelona.

E o futuro não é apenas uma possível eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e talvez um virtual adeus à disputa pelo título espanhol.

Se não conseguir uma nova virada histórica nesta quarta-feira, desta vez contra a Juventus, e nem um bom resultado no clássico contra o Real Madrid, domingo, que lhe mantenha com pretensões reais de se sagrar campeão nacional, o time catalão fatalmente fechará a temporada 2016/17 com o rótulo de fracassado estampado na testa.

Nem mesmo uma provável conquista da Copa do Rei, ante o Alavés, no dia 27 de maio, será capaz de mudar isso.

E fracasso, para um clube com o tamanho e a relevância do Barcelona, significa necessariamente uma transformação radical nos fundamentos sobre os quais a equipe está construída.

O primeiro futuro que está em jogo nos próximos dias é o de Juan Carlos Unzué. O auxiliar de Luis Enrique é o favorito dos jogadores para assumir o posto de técnico a partir da próxima temporada.

Mas será que a diretoria terá coragem de entregar a equipe nas mãos do braço direito de um treinador que corre o risco de deixar o Camp Nou pela porta dos fundos, marcado por goleadas sofridas na Champions e um fim prematuro de briga pelo Espanhol?

Se o Barça fracassar nos compromissos desta semana, a continuidade que Unzué representa fatalmente fará com que seu nome perca força. Assim, o novo treinador do clube catalão provavelmente será pinçado no mercado.

Mas não é só o futuro de Unzué que estará em campo contra Juventus e Real Madrid. Jogadores até pouco tempo atrás inquestionáveis no Camp Nou, como o zagueiro Mascherano, o lateral esquerdo Jordi Alba e o meia Rakitic, podem sair se a diretoria optar por uma reformulação do elenco.

E há o caso de Andrés Iniesta. O cerebral meia de 32 anos é um dos maiores jogadores da história do Barça e deixará o clube se desejar. Mas, seu declínio físico é algo que preocupa os torcedores e dirigentes catalães.

As “eliminações” na Champions e no Espanhol podem fazer com que o Barcelona decida que chegou a hora de relegar o camisa 8 ao banco. Isso significaria um alto investimento na próxima janela de transferências em um jogador capaz de transformar o astro em reserva –o nome do italiano Verratti tem sido ventilado desde o encontro com o PSG, nas oitavas da competição europeia.

Para encerrar, até mesmo Messi e Neymar jogarão seu futuro nos próximos dias. No caso deles, o que estará em xeque é a possibilidade de serem eleitos o melhor jogador do mundo em 2017.

O argentino, que já venceu o prêmio cinco vezes, e o brasileiro, ainda em busca de sua primeira vitória, são candidatos reais a vencer a eleição da Fifa em janeiro. Mas tudo cairá por terra se a temporada do Barcelona “acabar” tão precocemente.

É… os próximos dias serão realmente decisivos para o futuro do Barcelona.


Mais de Opinião

– Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
– A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
– Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso?
Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes


Artilheiro? CR7 vive sua maior seca de gols na Champions em 8 anos
Comentários Comente

Rafael Reis

Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da história da Liga dos Campeões da Europa, com 95 gols. Mas, quem olhar apenas para seu desempenho na atual temporada da Champions é bem capaz de duvidar dessa estatística.

O astro português do Real Madrid, que enfrenta nesta quarta-feira o Bayern de Munique, no jogo de ida das quartas de final, passou em branco em suas últimas seis apresentações na torneio interclubes mais badalado do planeta.

Essa marca é histórica. Trata-se do maior jejum de CR7 na competição continental nos últimos oito anos. Desde o início de 2009, o hoje melhor jogador do mundo não ficava tanto tempo distante do gol.

Na ocasião, Cristiano Ronaldo não marcou em cinco partidas da fase de grupos (Celtic e Villarreal, duas vezes cada, além de Aalborg) e nem no primeiro jogo das oitavas contra a Inter de Milão. Foi só no confronto de volta contra os italianos que ele pôs fim ao tabu.

Na atual temporada, o artilheiro das quatro últimas edições da Champions só anotou dois gols. O português deixou sua marca nos dois primeiros jogos do Real na competição, ante Sporting e Borussia Dortmund.

Depois, passou em branco em duas partidas contra o Legia Varsóvia, mais uma contra o Sporting, outra ante o Dortmund e nos dois confrontos de oitavas de final, contra Napoli.

Curiosamente, não é por falta de tentativas que as bolas de Cristiano Ronaldo não estão chegando às redes. Até o início das quartas de final, o português era o jogador que mais havia chutado a gol nesta temporada da Liga dos Campeões.

Em oito partidas, CR7 arriscou 31 finalizações. Dezessete foram para fora, três acertaram a trave, nove foram defendidas pelos goleiros e só duas se transformaram em gols.

Resultado: o português corre risco de terminar 2016/17 com o menor número de gols na Champions desde que marcou pela primeira vez no torneio europeu, em 2006/07. Naquela temporada, ele foi à rede três vezes. Depois, nunca fez menos de quatro gols em uma edição da competição.

Gols de CR7 na Liga dos Campeões (temporada por temporada)

2006/07 – 3
2007/08 – 8
2008/09 – 4
2009/10 – 7
2010/11 – 6
2011/12 – 10
2012/13 – 12
2013/14 – 17
2014/15 – 10
2015/16 – 16
2016/17 – 2


Mais de Cidadãos do Mundo

Hat-trick faz zebra holandesa alcançar Messi e dividir artilharia da Europa
Sensação da temporada, Monaco pode faturar até R$ 1,2 bilhão com revelações
Ele é alemão, vale R$ 100 mi e tem jogador do Fla como ídolo de infância
Por onde andam os jogadores do Ajax que bateu o Grêmio no Mundial-1995?