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5 motivos que fizeram Ganso virar a “última opção” no Sevilla
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Rafael Reis

Sessenta e nove dias sem entrar em campo. Treze partidas consecutivas sentado no banco de reservas ou, pior, ficando fora até mesmo da relação de jogadores convocados para ir ao estádio.

Uma das principais contratações do Sevilla para a temporada 2016/17, o meia Paulo Henrique Ganso, 27, praticamente naufragou em seu primeiro ano no futebol europeu.

E, se depender do seu histórico recente, é pouco provável que o brasileiro receba uma nova chance nesta terça-feira, quando o time espanhol visita o Leicester por vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões.

Mas por que Ganso virou a última opção do técnico Jorge Sampaoli para o meio-campo do Sevilla? Apontamos abaixo cinco razões para o fiasco do ex-jogador de Santos e São Paulo na Espanha.

1 – MARCA-PASSO
Se a intenção de Sampaoli era que Ganso virasse o coração do meio-campo do Sevilla e ditasse o ritmo do time, o treinador teria de ir atrás de um marca-passo. Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, o brasileiro é dos jogadores do elenco andaluz que menos tocam na bola. No Campeonato Espanhol, ele dá em média 28,3 passes por partida. Nasri e Vitolo, dois dos titulares da sua posição, distribuem 68,8 e 38,9 passes, respectivamente.

2 – PODER DE FOGO
Ganso ficou em campo por 644 minutos com o Sevilla nesta temporada e marcou apenas um gol, contra o Formentera, da quarta divisão, em confronto pela Copa do Rei. Ainda que não seja um artilheiro nato, é pouco para um jogador que atua do meio para frente. Além do gol, Ganso deu mais três assistências para seus companheiros marcarem.

3 – JOGA ONDE?
Apesar de ter sido escalado apenas 12 vezes por Sampaoli, Ganso foi utilizado em quatro funções diferentes nesta temporada. O brasileiro atuou como segundo volante, meia ofensivo central e também aberto pelos lados direito e esquerdo do meio-campo. Como não conseguiu se fixar em nenhuma delas, perdeu espaço no elenco.

4 – SHOW DE HORRORES
A última partida de Ganso pelo Sevilla, em 4 de janeiro, não poderia ter sido pior. Escalado como titular contra o Real Madrid, pela Copa do Rei, passou os primeiros 45 minutos de jogo perdido e sem ver a cor da bola. A derrota por 3 a 0 ainda na primeira etapa e sua atuação desastrosa fizeram com que ele fosse substituído no intervalo… substituído para não voltar mais ao time.

5 – VONTADE
“É uma decisão dele mesmo ficar fora dos relacionados. Quando ele decidir mudar, será impossível ficar fora”. A bronca pública foi dada pelo próprio Sampaoli, em fevereiro, quando foi questionado por jornalistas sobre o motivo de Ganso não ter sido relacionado para o confronto de ida com o Leicester. Depois do puxão de orelhas, o brasileiro voltou pelo menos a ficar no banco de reservas em algumas partidas do Sevilla.


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Após feito, Barça vira favorito a título da Champions nas casas de apostas
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Rafael Reis

A histórica goleada por 6 a 1 do Barcelona sobre o Paris Saint-Germain e a épica classificação do time catalão para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa provocaram uma reviravolta no mercado de apostas do futebol.

A equipe de Messi, Neymar e Luis Suárez, que vinha sendo considerada carta fora do baralho pelos apostadores, transformou-se depois da última quarta-feira na favorita para conquistar o título europeu, de acordo com as avaliações das casas de apostas mais conhecidas do mundo.

A “Betfair” é uma das casas que colocam o Barça como o mais provável vencedor da Champions nesta temporada.

O site, que, durante a partida contra o PSG, chegou a oferecer 701 euros a cada um apostado no título do clube catalão, rebaixou drasticamente a cotação do Barça. Agora, quem confiar seu dinheiro na equipe de Luis Enrique receberá apenas 3,75 euros por euro apostado caso os espanhóis levantem a taça.

Bayern de Munique (4,33 euros) e Real Madrid (6,50 euros) são o segundo e terceiro favoritos, respectivamente, de acordo com a “Betfair”.

A avaliação é semelhante à feita pela “Bet365”. A agência de apostas também considera o Barcelona como o mais provável campeão europeu da temporada 2016/17 e paga 3,65 euros de recompensa por euro apostado caso esse resultado se concretize.

Bayern (4,20 euros), Real Madrid (6,00), Juventus (10,00 euros), Atlético de Madri (12 euros) e Borussia Dortmund (12 euros) aparecem na sequência na lista dos favoritos à taça.

Se quem apostar agora no Barcelona não tem muitas chances de levar um bom dinheiro para casa, aqueles apostadores que se mantiveram fiéis a Messi, Neymar e cia têm motivos de sobra para sorrir.

De acordo com o jornal catalão “Sport”, um alemão de Munique faturou 16 mil euros (R$ 53,7 mil) por acertar os placares dos dois jogos da Champions na quarta-feira: Barcelona 6 x 1 PSG e Borussia Dortmund 4 x 0 Benfica. O valor de sua aposta foi de 20 euros (R$ 67).

Um outro apostador da Alemanha foi além. Apostou 1,58 euro (R$ 5,30) em três resultados diferentes: Barça 6 x 1 PSG, Arsenal 1 x 5 Bayern e Napoli 1 x 3 Real Madrid. Acertou todos e levou para casa cerca de 100 mil euros (R$ 336 mil).


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Neymar supera Messi e produz 1 gol a cada 47 minutos na Champions
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Rafael Reis

Herói da épica classificação do Barcelona para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar ostenta uma marca impressionante na competição interclubes mais badalada do planeta.

O brasileiro, protagonista da goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, quarta-feira, no Camp Nou, produz um gol a cada 47 minutos e 27 segundos de futebol nesta edição da Champions.

Na prática, isso significa que ter Neymar em campo rende ao Barcelona um gol em cada tempo de jogo do torneio continental.

O camisa 11 já marcou quatro vezes nesta temporada da Champions, lidera o ranking de passes para os companheiros balançarem as redes, com oito assistências, e ainda sofreu um pênalti que foi convertido.

O brasileiro participou diretamente de 13 gols durante os 617 minutos que ficou em campo.

O desempenho de Neymar na competição mais importante da temporada supera até mesmo o da principal estrela do Barcelona, Lionel Messi.

O camisa 10 argentino também teve ação direta em 13 gols no campeonato europeu. Mas suas 11 bolas nas rede e duas assistências aconteceram em um pouco mais de tempo, 630 minutos.

Ou seja, na Champions, Messi precisa de 48 minutos e 27 segundos para criar um gol, um minuto a mais do que seu companheiro de ataque.

O outro homem do trio ofensivo do Barcelona tem números bem mais modestos na Liga dos Campeões. Luis Suárez, três gols, duas assistências e dois pênaltis sofridos, produz um gol a cada 90 minutos no torneio.

Na virada histórica contra o PSG, que colocou o clube espanhol nas quartas da Champions, Neymar participou diretamente de quatro dos seis gols catalães.

O brasileiro marcou um gol de falta, outro de pênalti, sofreu a penalidade convertida por Messi e, já no último minuto da partida, foi o responsável pelo cruzamento para Sergi Roberto decretar a classificação.

A atuação de Neymar foi celebrada pelos principais jornais esportivos da Espanha. O “Sport” o chamou de homem “mais perigoso do ataque do Barcelona” e o “Mundo Deportivo” classificou a apresentação como a “coroação” do brasileiro.

Já o “Marca” e o “As” adotaram o mesmo tom. Para as duas publicações, a goleada foi histórica não apenas por uma virada de placar jamais vista na Champions, mas porque marca o início da passagem de bastão de Messi para Neymar.


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Manipuladores de resultados já apagaram luz de jogo do Barça na Champions
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Rafael Reis

Imagine a situação: alguém aposta muito dinheiro no resultado de uma partida de futebol e, quando descobre que o placar que ele precisa não será alcançado, resolve desligar os refletores do estádio para que o jogo não termine, e ele receba o investimento de volta.

Parece cena de filme, esquete de programa de humor ou, na pior das hipóteses, algo que rolou em um torneio de várzea ou nas divisões inferiores de algum país do terceiro escalão do futebol mundial, né?

Mas isso aconteceu na Liga dos Campeões da Europa, a mais rica e importante competição interclubes do planeta. E foi em um jogo do Barcelona.

Em 2001, o Barça visitou o Fenerbahce, na primeira rodada da Champions. Impossibilitados de comprar jogadores e/ou árbitros, um grupo de apostadores malaios acostumados a manipular resultados pagou para um funcionário do estádio Sukru Saracoglu para apagar os refletores caso o placar que eles precisassem não fosse atingido.

Confiantes em um time que tinha Kluivert e Rivaldo como estrelas, os fraudadores apostaram o equivalente a 675 mil dólares (R$ 2 milhões) na vitória do Barça. Só que os turcos fizeram um gol, dois gols, três gols…

Como combinado, a luz foi cortada para que a partida fosse adiada, as apostas acabassem canceladas e, com isso, os manipuladores recebessem o dinheiro de volta.

Só que algo deu errado nesse “plano perfeito”. Os malaios esqueceram de questionar se o estádio de Istambul contava com geradores. Ou seja, após o blecaute, os refletores voltaram a se acender, o Fenerbahce venceu por 3 a 0 e eles perderam toda a grana investida.

O golpe foi relatado pelo cingapuriano Wilson Raj Perumal, o manipulador de resultados mais conhecido do mundo, em sua biografia “O Submundo do Futebol: Confissões de um Manipulador de Resultados”, lançada no Brasil no ano passado pela editora Astral Cultural.

Perumal, que acumula várias passagens pela prisão, colabora desde 2012 com autoridades europeias e com a Fifa nas investigações sobre fraudes em placares de partidas de futebol.

O cingapuriano, que alega ter manipulado jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo-2010 e das Olimpíadas de Atlanta-1996 e Pequim-2008, diz também ter sido o inspirador do “golpe do refletor”.

Apesar de ter falhado na Champions, a estratégia de simplesmente cortar a energia de um estádio para impedir um resultado desfavorável aos apostadores foi, de acordo com Perumal, usado com sucesso em partidas do Campeonato Inglês durante a década de 1990.

Ainda segundo o fraudador, Arsenal, Derby County, Wimbledon, West Ham e Crystal Palace protagonizaram jogos que ficaram às escuras e precisaram ser adiados por ação de manipuladores de resultados.


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Fã, Buffon deu ao filho nome de goleiro preso por magia negra
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Rafael Reis

Não é à toa que Louis Thomas Buffon ganhou esse nome.

O garoto de nove anos, o mais velho dos três filhos de Gianluigi Buffon, foi batizado em homenagem ao homem que teve um papel decisivo na transformação do seu pai em um dos maiores nomes da história do futebol italiano.

Quando garoto, o dono da meta da Juventus e da Azzurra há quase duas décadas não curtia esse negócio de pegar a bola com as mãos. Seu negócio era chutá-la em direção ao gol adversário.

Mas então, Thomas N’Kono cruzou o caminho de Buffon e mudou completamente a vida do futuro camisa 1 da Itália.

O pequeno Gianluigi, então com 12 anos, ficou simplesmente encantado com as atuações do goleiro de Camarões na Copa do Mundo de 1990, disputada justamente no quintal de sua casa, que passou a cogitar a possibilidade de trocar os pés pelas mãos.

A ideia ficou guardada na cabeça de Buffon. No ano seguinte, ele entrou nas categorias de base do Parma. No início, ainda atuou em posições de linha, principalmente no meio-campo.

Mas quando dois dos goleiros da equipe sub-15 ficaram machucados ao mesmo tempo, ele resgatou aquele velho plano nascido da admiração por N’Kono e se ofereceu para defender a meta. Duas semanas depois, já era o dono inquestionável da posição.

O resto é uma história bem conhecida: Buffon chegou ao time principal do Parma em 1995, disputou a primeira de suas cinco Copas do Mundo em 1998, transferiu-se para a Juventus em 2001 e ganhou o título mundial com a Itália em 2006.

Hoje aos 39 anos, carrega o rótulo de um dos maiores goleiros de todos os tempos e ainda tem objetivos profissional bem ousados. Um deles: conquistar a Liga dos Campeões da Europa, um dos maiores títulos que lhe faltam.

Para isso, é necessário primeiro passar pelo Porto. O primeiro jogo das oitavas de final acontece nesta quarta-feira, em Portugal. A partida de volta, em Turim, está marcada para 14 de março.

Mas, afinal, quem é Thomas N’Kono, o ídolo de Buffon?

O homem que inspirou Buffon a ir para o caminho do gol e que recebeu em troca uma bonita homenagem do craque italiano marcou época no futebol africano e também fez sucesso na Espanha.

N’Kono foi goleiro da seleção de Camarões por 18 anos e um dos protagonistas da geração que colocou o país no mapa do futebol, ao alcançar as quartas de final da Copa do Mundo-1990.

No total, ele disputou três Mundiais: 1982, 1990 e 1994. Na Europa, brilhou com a camisa do Espanyol, o segundo time da cidade de Barcelona, que o teve em sua meta por 241 partidas entre 1982 e 1991.

Após a aposentadoria, N’Kono se envolveu no episódio mais polêmico de sua vida. Em 2002, quando trabalhava como preparador de goleiros da seleção camaronesa, ele foi preso sob acusação de ter praticado magia negra para ajudar sua equipe a vencer Mali na semifinal da Copa Africana de Nações.

A polícia de Mali, país que sediava o torneio, alegou ter encontrado com o ex-goleiro um amuleto normalmente utilizado em rituais de magia negra e o levou para a prisão.

N’Kono ficou suspenso do futebol por um ano e não pôde acompanhar do banco de reservas a decisão contra o Senegal. E, mesmo sem a ajuda do seu amuleto, Camarões ficou com o título.


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Dependência? Como o Real “ignora” a seca de gols de CR7 na Champions
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Rafael Reis

O Real Madrid derrotou o Napoli por 3 a 1 na primeira partida das oitavas de final da Liga dos Campeões. Benzema, Kroos e Casemiro marcaram os gols da vitória, o que talvez faça os mais desaviados perguntarem: Cristiano Ronaldo não jogou?

Jogou sim, mas passou em branco… como aconteceu, aliás, em cinco das sete partidas disputadas pelo português nesta edição da Champions.

Problema para Zinedine Zidane? Que nada. Pelo menos na competição europeia, a equipe espanhola nunca dependeu tão pouco do faro artilheiro do seu principal jogador.

Dos 19 gols anotados pelo atual campeão europeu no torneio desta temporada, só dois saíram dos pés do melhor jogador do mundo. Isso representa apenas 10,5% do total, a menor taxa de dependência de toda a “era CR7” no Real.

Desde que desembarcou na Espanha, em 2009, Cristiano Ronaldo sempre foi responsável por pelo menos 25% dos gols marcados pelos galácticos nas sete primeiras apresentações de cada edição do principal torneio interclubes do planeta.

Na temporada passada, essa dependência chegou à incrível marca de 57,1%. Na ocasião, o português anotou 12 dos primeiros 21 gols do Real na Liga dos Campeões. Ou seja, mais da metade do total de comemorações da equipe branca tiveram assinatura do craque.

Foi graças a essa fúria artilheira que Cristiano Ronaldo se tornou o maior artilheiro da história da Champions. O camisa 7 já marcou ao longo da carreira 95 gols no torneio continental, dois a mais do que Lionel Messi, seu tradicional arquirrival e segundo colocado no ranking.

Mas se a tradicional maior fonte de gols do Real secou, como o time espanhol está se virando para balançar as redes na Liga dos Campeões 2016/17?

A resposta não está na descoberta de um novo artilheiro, capaz de substituir tudo aquilo que CR7 fazia. Mas sim, na pulverização dos gols.

Até o momento, dez jogadores do Real já marcaram nesta edição da Champions: Morata, Varane, Bale, Asensio, Lucas Vázquez, Benzema, Kovacic, Kroos, Casemiro e, claro, o astro português.

Na temporada anterior, quando a dependência de CR7 atingiu nível recorde, só sete atletas que vestiam branco haviam balançado as redes nesta altura da competição: Benzema, Nacho, Modric, Carvajal, Kovacic, Jesé e ele.

Um time cada vez menos dependente do seu maior astro e cada vez mais solidário. Eis o Real Madrid que sonha com o segundo título consecutivo na Liga dos Campeões.

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Napoli usa até drone para tentar eliminar Real da Champions
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Rafael Reis

Os jogadores do Napoli precisam tomar um cuidado extra durante os treinos no Centro Sportivo di Castel Volturno: evitar que as bolas usadas nos trabalhos técnicos e táticos acertem aqueles pequenos utensílios que insistem em passear pelos céus do CT e sobrevoar suas cabeças.

A preparação do clube italiano para o confronto com o Real Madrid, nesta quarta-feira e no dia 7 de março, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, incluiu até mesmo o uso de drones.

sscnapoli.it

A ideia é uma das invenciones do técnico Maurizio Sarri, técnico conhecido na Itália justamente pela criatividade aplicada nos treinamentos e na criação de jogadas ensaiadas, que dirige a equipe desde 2015.

“Ele usa os drones normalmente durante os treinos exclusivos para os jogadores de defesa. A ideia é ter uma visão aérea do nosso posicionamento. Depois, ele assiste às gravações feitas pelos drones e analisa se a nossa movimentação está correta”, explica o volante brasileiro Allan, também no clube há dois anos.

De acordo com o ex-jogador do Vasco, o uso da parafernalha tecnológica já foi motivo de piadas feitas por torcedores rivais na Itália. No entanto, outros clubes copiaram a ideia e também começaram a recorrer aos drones.

“O Sarri é muito detalhista. Ele trabalha até nossas menores falhas para que tudo saia perfeito na hora do jogo.”

E foi justamente o perfeccionismo do treinador que ajudou Allan a se tornar um dos meio-campistas mais consistentes do futebol italiano. Na atual temporada, ele disputou 22 partidas e deu três passes para gol.

O bom momento fez inclusive com que o jogador de 26 anos começasse a ser alvo de rumores sobre uma possível convocação para a seleção brasileira.

“Não sei se me sinto perto da seleção porque nunca tive nenhum contato com alguém da CBF. Mas me sinto preparado para ser convocado, já que venho fazendo boas temporadas na Itália. Mas não quero só chegar na seleção. Quando surgir a oportunidade, não quero largar mais”, completa.

O primeiro passo para essa tão esperada consagração de Allan pode ser ajudar o Napoli a eliminar o atual campeão Real Madrid da Champions. Com aquela ajudinha básica dos drones, é claro.


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Marquinhos vê “melhor temporada da carreira” e pede perfeição contra Barça
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Rafael Reis

Há quatro anos na Europa, o zagueiro Marquinhos não tem dúvida ao afirmar: “Essa é a melhor temporada da minha carreira”.

O camisa 5 do Paris Saint-Germain, que recebe o Barcelona nesta terça-feira, no primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, tem motivos de sobra para sorrir como nunca.

Marquinhos

Afinal, não é todo dia que se conquista a inédita medalha de ouro olímpica, vira titular absoluto da seleção brasileira principal e deixa para trás uma rotina de seguidas atuações fora de sua posição de origem.

Até a temporada passada, Marquinhos era uma espécie de coringa no sistema defensivo do PSG. Atuava no miolo de zaga, mas também na lateral direita e como volante Foi só depois da saída de David Luiz para o Chelsea que ele se fixou como zagueiro ao lado de Thiago Silva.

“Esse tem sido um ano de confirmação para mim. Tive um momento maravilhoso nos Jogos Olímpicos, recebi oportunidades como titular na seleção e consegui meu espaço no PSG”, afirma, por telefone.

A temporada 2016/17 também tem sido de novidades para seu clube. Depois de perder sua maior estrela, o sueco Zlatan Ibrahimovic, o PSG andou tropeçando mais do que de costume. Prova disso é que não ocupa a liderança do Campeonato Francês –está três pontos atrás do Monaco.

Mas, após as férias de fim de ano, tudo mudou. Desde janeiro, o time da capital acumula oito vitórias e um empate. Motivo de sobra para Marquinhos chegar cheio de confiança para o confronto com o Barça.

“Passamos por mudanças no estilo de jogo e na filosofia. Mas agora estamos bem adaptados ao nosso treinador [Unai Emery, substituto de Laurent Blanc]. Imagino que as chances na Champions sejam iguais: 50% para cada time.”

Só que a receita do zagueiro brasileiro para parar Messi, Suárez e Neymar, o temido trio de ataque com o qual terá de lidar nesta terça, é daquelas bem difíceis de serem colocadas em prática.

“Contra o Barcelona, é preciso fazer um jogo perfeito. Qualquer erro, você sofre gols”, completa.

Este será o terceiro mata-mata de Champions entre Barça e PSG nas últimas cinco temporadas. Nas duas ocasiões anteriores (quartas de final de 2012/13 e 2014//15), os espanhóis se deram melhores e seguiram em frente na competição.


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Time vencedor da Champions perde direito de usar o próprio nome
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Rafael Reis

Como se chama o time que venceu a Liga dos Campeões da Europa na temporada 1985/86, em uma final dramática contra o favorito Barcelona que só foi decidida na disputa de pênaltis?

Até a tarde da última quarta-feira, essa pergunta era fácil de ser respondida. Bastava uma busca na memória (ou no Google) para se chegar ao Steaua Bucareste, a primeira equipe da Europa Oriental a conquistar o título interclubes mais importante do continente.

Steaua

Mas tudo mudou depois de uma decisão judicial romena, que tirou de Gigi Becali, polêmico magnata dono do clube, o direito de usar o nome Steaua Bucareste.

De acordo com a Justiça, a marca pertence e é de uso exclusivo do Exército da Romênia, que pretende usá-la em uma nova equipe que irá disputar a quarta divisão nacional.

A polêmica está ligada ao processo de democratização do país. Fundado em 1947, o Steaua foi comandado pelo Exército durante todo o período em que a Romênia foi uma república socialista.

Mas em 1998, o departamento de futebol se desligou das Forças Armadas e seguiu sua vida de forma independente e privada. Foi esse clube que Becali assumiu o comando em 2002.

“Vou apelar dessa decisão para a Suprema Corte. Os torcedores podem ficar tranquilos por mais um ano. Continuaremos usando nosso nome”, afirmou o político e empresário, mesmo sabendo que está proibido neste momento de usar a marca.

Caso seja derrotado pelo Exército também na última instância, Becali já tem um plano B. Seu time passará a se chamar Football Sports Club Becali, ou FSCB, como parte da torcida já tem se referido à agremiação.

“Os torcedores continuarão conosco. Eles dirão que tudo isso é uma grande injustiça e vão me seguir”, disse.

O Steaua Bucareste é o time de futebol mais vitorioso da história do seu país. Além da histórica Liga dos Campeões (chamada na época de Copa Europeia), ganhou também uma Supercopa da Uefa, 26 títulos da liga nacional e 22 Copas da Romênia.

Na atual temporada, disputou a Liga Europa, mas não conseguiu passar da fase de grupos. A equipe romena ficou na terceira colocação em uma chave que tinha Osmanilispor (Turquia), Villarreal (Espanha) e Zurique (Suíça).


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Sorteio mostra que posição na fase de grupos pode não valer nada
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Rafael Reis

Ser primeiro colocado do seu grupo na Liga dos Campeões é uma grande vitória, pois é a chave para um confronto mais acessível nas oitavas de final. Tente explicar isso ao torcedor do Arsenal.

Ficar em segundo na sua chave no torneio interclubes mais badalado do planeta é o fim do mundo, uma certeza de que seu primeiro adversário na fase final será um peso pesado e o primeiro passo rumo à eliminação. Tente convencer disso o torcedor do Real Madrid.

Real Madrid

O sorteio dos confrontos das oitavas, realizado nesta segunda-feira, mostra que ser primeiro ou segundo colocado de um grupo da Champions muitas vezes não vale nada.

Principalmente, quando temos uma edição tão atípica quanto nesta temporada.

Além do Real (atual campeão), Manchester City, Bayern de Munique (semifinalistas em 2016/17) e Paris Saint-Germain ficaram na segunda posição de suas chaves.

Enquanto isso, o estreante Leicester, o “meia-boca” Napoli e o não tão tradicional assim Monaco lideraram seus grupos.

Pior para o Arsenal. Após quatro temporadas consecutivas sendo segundo em sua chave, os ingleses deixaram para trás o PSG, foram a melhor equipe do Grupo A e sonharam com um caminho menos árduo pela frente.

Mas o feito não foi suficiente para tirá-lo do seu tradicional caminho das pedreiras. Pela terceira vez em cinco temporadas, irá medir forças com o Bayern nas oitavas –nas outras duas, os alemães levaram a melhor.

E melhor para o Real Madrid. Desbancado do topo do Grupo F pelo Borussia Dortmund, poderia, por exemplo, pegar uma Juventus na primeira rodada dos mata-matas decisivos.

Mas manteve a tradição de não ter adversários do primeiro escalão do futebol europeu na abertura da fase final. Depois de enfrentar Lyon, CSKA Moscou, Schalke 04 e Roma em cinco das seis últimas temporadas, jogará contra o Napoli.

Tarefa muito menos complicada do que Cristiano Ronaldo e Zinedine Zidane temiam quando não conseguiram conquistar o primeiro lugar do grupo.

Confira os confrontos das oitavas da Champions (em negrito, meu palpite para avançar)

Manchester City (ING) x Monaco (FRA)
Real Madrid (ESP) x Napoli (ITA)
Benfica (POR) x Borussia Dortmund (ALE)
Bayern de Munique (ALE) x Arsenal (ING)
Porto (POR) x Juventus (ITA)
Bayer Leverkusen (ALE) x Atlético de Madri (ESP)
Paris Saint-Germain (FRA) x Barcelona (ESP)
Sevilla (ESP)
x Leicester (ING)


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