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Árbitro que prejudicou Bayern foi o 1º a marcar pênalti com ajuda de vídeo
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Rafael Reis

De atuação desastrosa na vitória por 4 a 2 do Real Madrid sobre o Bayern de Munique, na terça-feira, que classificou o time espanhol para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, Viktor Kassai tem seu nome marcado na história da arbitragem mundial.

O húngaro foi o primeiro árbitro a recorrer ao uso do vídeo em uma partida oficial, pelo menos com aval da Fifa, para solucionar um lance polêmico.

O acontecimento histórico se deu em dezembro do ano passado, na semifinal do Mundial de Clubes entre Atlético Nacional e Kashima Antlers. Foi só depois de recorrer às imagens que o juiz percebeu um esbarrão dentro da área e marcou pênalti para os japoneses.

A marcação acabou sendo decisiva para o resultado da partida. Ao converter a cobrança, o Kashima abriu caminho para a vitória por 3 a 0 que o colocou na decisão do torneio.

Apesar de totalmente amparada pela Fifa, que usou o Mundial de Clubes para testar a arbitragem com auxílio de vídeo, o comportamento de Kassai rendeu várias críticas.

Isso porque o jogo ficou parado por mais de um minuto enquanto ele assistia. Além disso, o húngaro ignorou que o atacante japonês que sofreu o pênalti estava em posição de impedimento, o que poderia invalidar a falta sofrida.

O curioso é que foi justamente um erro cometido por Kassai que acabou sendo determinante para que a Fifa passasse a aceitar o uso de recursos eletrônicos na arbitragem.

Na fase de grupos da Eurocopa de 2012, a Inglaterra venceu a Ucrânia por 1 a 0 e eliminou a equipe da casa da competição. O resultado poderia ter sido completamente diferente se o árbitro tivesse notado que uma bola salva pelo zagueiro inglês John Terry já havia ultrapassado a linha do gol.

Após a partida, o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que a “tecnologia da linha do gol é uma necessidade para o futebol” e passou a trabalhar para que o mecanismo que determina se a bola entrou ou não fosse utilizada.

No encontro entre Real e Bayern, na terça, Kassai tinha à disposição essa tecnologia, que vem sendo largamente utilizada nas principais competições do futebol mundial desde a Copa-2014, mas não o auxílio de vídeos.

Sem a possibilidade de recorrer ao replay para resolver lances duvidosos, ele expulsou Vidal por um lance em que o chileno nem cometeu falta, deixou Casemiro cometer várias faltas passíveis de cartão vermelho sem ser penalizado e validou um gol do Real em que Cristiano Ronaldo estava em posição de impedimento.

A atuação do húngaro levou à loucura o técnico do Bayern, Carlo Ancelotti, que disse à Sky Sports após a partida: “O desempenho do juiz hoje foi pior que o nosso. Eu sei que é futebol, que acontece às vezes, mas não um número tão grande de erros. É um jogo de quartas de final, você precisa ter um árbitro com mais qualidade, ou ter o vídeo.”


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Piqué pertence à “nobreza” do Barça, mas carrega símbolo do Real no nome
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Rafael Reis

Piqué nasceu dentro do Barcelona, cresceu nas categorias de base em La Masía, pertence a uma família que faz parte da “nobreza” do clube, sonha ser presidente da agremiação catalã e não perde uma oportunidade de provocar o Real Madrid.

Mas uma curiosa coincidência conecta o camisa 3 do Barça à história do maior rival culé.

O zagueiro de 30 anos herdou do avô materno, Amador, o mesmo sobrenome do homem que batiza o estádio que serve como casa ao Real Madrid, Santiago Bernabéu.

Até onde se sabe, Gerard Piqué Bernabéu não possui nenhum vínculo familiar com o ex-jogador, técnico e presidente do Real por mais de três décadas, que arquitetou a construção da arena nos anos 1940 e, desde 1955, dá nome à ela.

Mas a coincidência é suficiente para aguçar ainda mais o clima de constante e mútua provocação existente entre o zagueiro e a torcida madridista.

Piqué é barcelonista desde o berço. Tal afirmação pode até parecer exagerada, mas não é. Suas data de nascimento e inscrição como associado do clube são as mesmas: 2 de fevereiro de 1987.

Quando o zagueiro nasceu, Amador, o mesmo avô que lhe passou o sobrenome Bernabéu, era um dos homens mais influentes do Barcelona e fez questão de lhe dar uma carteirinha de sócio – ritual que repetiu com os bisnetos, Milan e Sasha, filhos de Gerard com a cantora colombiana Shakira.

O patriarca era amigo pessoal de Johan Cruyff, fez parte da diretoria de Josep Lluís Núñez, mandatário do Barça entre 1978 e 2000, e ocupou o cargo de vice-presidente do clube durante a gestão Joan Gaspart (2000 a 2003).

Foi do avô, aliás, que Piqué herdou o gosto por metralhar o Real sempre que possível. “O gol marcado por meu neto que mais me fez vibrar foi, sem dúvida, o da goleada por 6 a 2 [em 2009]”, costuma dizer, em tom de provocação.

Amador Bernabéu também é responsável direto por um dos grandes objetivos de vida do zagueiro: tornar-se presidente do Barcelona depois de pendurar as chuteiras.

Um sonho plantado pelo avô quando o neto não passava de um pequeno bebê e que foi sendo cultivado e regado com o passar dos anos. Um sonho que Piqué pretende transformar em realidade.

Sim, é bem possível que, em um futuro não tão distante assim, o Barcelona seja presidido por um Bernabéu. E um Bernabéu que não faz questão nenhuma de nutrir simpatia pelo Real Madrid.


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Capitão do Real foi único espanhol contratado em 7 anos e gerou polêmica
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Rafael Reis

Capitão do Real Madrid desde a saída de Iker Casillas, há dois anos, Sergio Ramos foi o herói da conquista da Liga dos Campeões de 2014 e é hoje um dos maiores ídolos da torcida do clube espanhol.

Mas, se a filosofia madridista tivesse sido seguida à risca, o zagueiro de 31 anos jamais teria desembarcado no Santiago Bernabéu e construído essa história de sucesso com o uniforme branco.

Preocupado em encher seu elenco de jogadores consagrados no mundo todo, os chamados galácticos, e em internacionalizar sua marca para ganhar mercados como o asiático e o sul-americano, o Real desistiu de contratar jogadores espanhóis na década passada.

Entre 2002 e 2008, somente um atleta nascido na Espanha teve seus direitos econômicos adquiridos pelo clube da capital e foi levado diretamente para a equipe principal: Sergio Ramos.

Só esse detalhe já é suficiente para demonstrar como a contratação do defensor fugiu do padrão do Real Madrid. Mas essa não foi a única polêmica que envolveu sua chegada ao clube mais vitorioso do país.

O então lateral direito do Sevilla era um garoto de 19 anos, que não havia disputado nem 50 partidas como profissional e que não passava de um anônimo fora da Espanha. Mesmo assim, custou 27 milhões de euros (R$ 90 milhões), uma fortuna para a época.

Sergio Ramos foi mais caro que Robinho (24 milhões), Michael Owen (12 milhões), Cannavaro (7 milhões) e Cassano (5,5 milhões), só para citar alguns jogadores já bem mais conhecidos do que ele que foram contratados no período.

Apesar da polêmica em torno de sua contratação, o camisa 4 teve sucesso quase imeditado no Bernabéu. Logo na primeira temporada no novo clube, já assumiu um lugar no time titular –revezando-se entre a lateral, a zaga e o posto de primeiro volante.

Fixado no miolo da zaga desde o fim de 2011, virou um dos principais nomes na posição. Desde então, entrou em todas as seleções do mundo organizadas anualmente pela FifPro, o sindicato mundial dos jogadores de futebol.

Em 11 anos de Real Madrid, conquistou 13 títulos. O mais inesquecível? A Champions de 2014, chamada de “La Decima”, na qual marcou, já nos acréscimos, o gol que levou a decisão contra o Atlético de Madri para a prorrogação.

Nesta terça-feira, Sergio Ramos tem uma missão especial. Ajudar a defesa espanhola a segurar o ataque do Bayern de Munique e se classificar para a semifinal da Champions. No jogo de ida, semana passada, na Alemanha, o Real levou a melhor: 2 a 1.


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Artilheiro? CR7 vive sua maior seca de gols na Champions em 8 anos
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da história da Liga dos Campeões da Europa, com 95 gols. Mas, quem olhar apenas para seu desempenho na atual temporada da Champions é bem capaz de duvidar dessa estatística.

O astro português do Real Madrid, que enfrenta nesta quarta-feira o Bayern de Munique, no jogo de ida das quartas de final, passou em branco em suas últimas seis apresentações na torneio interclubes mais badalado do planeta.

Essa marca é histórica. Trata-se do maior jejum de CR7 na competição continental nos últimos oito anos. Desde o início de 2009, o hoje melhor jogador do mundo não ficava tanto tempo distante do gol.

Na ocasião, Cristiano Ronaldo não marcou em cinco partidas da fase de grupos (Celtic e Villarreal, duas vezes cada, além de Aalborg) e nem no primeiro jogo das oitavas contra a Inter de Milão. Foi só no confronto de volta contra os italianos que ele pôs fim ao tabu.

Na atual temporada, o artilheiro das quatro últimas edições da Champions só anotou dois gols. O português deixou sua marca nos dois primeiros jogos do Real na competição, ante Sporting e Borussia Dortmund.

Depois, passou em branco em duas partidas contra o Legia Varsóvia, mais uma contra o Sporting, outra ante o Dortmund e nos dois confrontos de oitavas de final, contra Napoli.

Curiosamente, não é por falta de tentativas que as bolas de Cristiano Ronaldo não estão chegando às redes. Até o início das quartas de final, o português era o jogador que mais havia chutado a gol nesta temporada da Liga dos Campeões.

Em oito partidas, CR7 arriscou 31 finalizações. Dezessete foram para fora, três acertaram a trave, nove foram defendidas pelos goleiros e só duas se transformaram em gols.

Resultado: o português corre risco de terminar 2016/17 com o menor número de gols na Champions desde que marcou pela primeira vez no torneio europeu, em 2006/07. Naquela temporada, ele foi à rede três vezes. Depois, nunca fez menos de quatro gols em uma edição da competição.

Gols de CR7 na Liga dos Campeões (temporada por temporada)

2006/07 – 3
2007/08 – 8
2008/09 – 4
2009/10 – 7
2010/11 – 6
2011/12 – 10
2012/13 – 12
2013/14 – 17
2014/15 – 10
2015/16 – 16
2016/17 – 2


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7 curiosidades sobre Mbappé, o garoto sensação do futebol mundial
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Rafael Reis

Você já ouviu falar de Kylian Mbappé? É bem provável que esse nome tenha saltado diante dos seus olhos nos últimos meses. Mas se ele ainda é um anônimo para você, prepare-se: conhecer o garoto que se tornou febre na Europa nesta temporada é só uma questão de tempo.

Em sua primeira temporada completa no elenco profissional do Monaco, o atacante francês de 18 anos apresenta números dignos de adulto. São 19 gols, 11 assistências, estreia na seleção principal e atuações de protagonista na classificação do seu time para as quartas de final da Liga dos Campeões.

É por isso que todo mundo quer Mbappé. Manchester United, Arsenal, Manchester City, Real Madrid e Paris Saint-Germain já manifestaram intenção de contratá-lo. Mas o preço pedido pelo clube monegasco é dos mais salgados: 130 milhões de euros (R$ 441 milhões).

Descubra abaixo sete curiosidades sobre o menino que conquistou a Europa nos últimos meses e parece prestes a se tornar a próxima estrela do futebol mundial.

1 – Novo Henry
As comparações entre Mbappé e Thierry Henry, campeão mundial com a França em 1998 e maior artilheiro da história do Arsenal, são inevitáveis. Além do estilo de jogo semelhante, ambos foram produzidos pela academia de futebol de Clairefontaine e se profissionalizaram no Monaco. O garoto sensação da Europa, aliás, roubou dois recordes que pertenciam a Henry: o de jogador mais jovem a estrear pelo clube (16 anos, 11 meses e 12 dias) e a balançar as redes (17 anos e 2 meses).

2 – Tiete de CR7

Mbappé tem na ponta da língua a resposta para uma das mais tradicionais e complexas perguntas do futebol mundial na atualidade: Messi ou Cristiano Ronaldo? Apesar de admirar bastante o argentino do Barcelona, o francês é fã mesmo do atual melhor jogador do mundo. Em 2013, quando visitou o Real Madrid, o jogador fez questão de conhecer o ídolo. E a foto do encontro entre eles se tornou um meme desde que Mbappé se tornou famoso no mundo da bola.

3 – Rejeitou o Real Madrid
Apesar de ser torcedor de infância do Real Madrid, Mbappé rejeitou a primeira proposta que recebeu para defender o time espanhol. Aos 14 anos, foi convidado para conhecer o clube e se juntar às suas categorias de base. O garoto foi até a Espanha, passeou pelo Santiago Bernabéu, mas voltou para a França e foi jogar no Monaco. A escolha teve uma boa justificativa: mudar de país poderia prejudicar os estudos do adolescente.

4 – Filho do técnico
Kylian é hoje uma das principais atrações da temporada europeia. Mas, nas categorias de base do AS Bondy, clube dos subúrbios de Paris, o atacante era apenas o filho do técnico Wilfried Mbappé. O hoje jogador do Monaco atuou na equipe do seu pai por três anos, entre 2010 e 2013, quando completou o período de formação na academia de Clairefontaine.

5 – Maior empresário do mundo
Oficialmente, o empresário de Mbappé é seu pai, Wilfried. Mas, quem está cuidando do futuro da nova estrela do futebol francês é o português Jorge Mendes, conhecido por ser o maior agente de futebol do planeta e o responsável pelas carreiras de Cristiano Ronaldo e do técnico José Mourinho. O objetivo de Mendes é claro: fazer do novo cliente a transferência mais cara da história –posto que hoje pertence a Paul Pogba, contratado por 105 milhões (R$ 356 milhões) pelo Manchester United no ano passado.

6 – Le Petit Bleu

Mbappé disputou sua primeira partida na seleção francesa principal na vitória por 3 a 1 sobre Luxemburgo, pelas eliminatórias da Copa-2018, no último sábado.  Com 18 anos, 3 meses e 5 dias, o menino prodígio foi o jogador mais jovem a vestir a camisa azul nos últimos 62 anos. Em 1955, o ex-atacante Maryan Wisnieski atuou pela França com 18 anos, 2 meses e 1 dia.

7 – Garoto de 3 seleções
O jovem atacante do Monaco já até estreou pela equipe adulta da França, mas se quisesse poderia defender outras duas seleções. De origem africana, Mbappé poderia jogar por Camarões, terra do seu pai, Wilfried, ou pela Argélia, onde nasceu sua mãe, a ex-jogadora profissional de handebol Fayza.


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5 motivos que fizeram Ganso virar a “última opção” no Sevilla
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Rafael Reis

Sessenta e nove dias sem entrar em campo. Treze partidas consecutivas sentado no banco de reservas ou, pior, ficando fora até mesmo da relação de jogadores convocados para ir ao estádio.

Uma das principais contratações do Sevilla para a temporada 2016/17, o meia Paulo Henrique Ganso, 27, praticamente naufragou em seu primeiro ano no futebol europeu.

E, se depender do seu histórico recente, é pouco provável que o brasileiro receba uma nova chance nesta terça-feira, quando o time espanhol visita o Leicester por vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões.

Mas por que Ganso virou a última opção do técnico Jorge Sampaoli para o meio-campo do Sevilla? Apontamos abaixo cinco razões para o fiasco do ex-jogador de Santos e São Paulo na Espanha.

1 – MARCA-PASSO
Se a intenção de Sampaoli era que Ganso virasse o coração do meio-campo do Sevilla e ditasse o ritmo do time, o treinador teria de ir atrás de um marca-passo. Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, o brasileiro é dos jogadores do elenco andaluz que menos tocam na bola. No Campeonato Espanhol, ele dá em média 28,3 passes por partida. Nasri e Vitolo, dois dos titulares da sua posição, distribuem 68,8 e 38,9 passes, respectivamente.

2 – PODER DE FOGO
Ganso ficou em campo por 644 minutos com o Sevilla nesta temporada e marcou apenas um gol, contra o Formentera, da quarta divisão, em confronto pela Copa do Rei. Ainda que não seja um artilheiro nato, é pouco para um jogador que atua do meio para frente. Além do gol, Ganso deu mais três assistências para seus companheiros marcarem.

3 – JOGA ONDE?
Apesar de ter sido escalado apenas 12 vezes por Sampaoli, Ganso foi utilizado em quatro funções diferentes nesta temporada. O brasileiro atuou como segundo volante, meia ofensivo central e também aberto pelos lados direito e esquerdo do meio-campo. Como não conseguiu se fixar em nenhuma delas, perdeu espaço no elenco.

4 – SHOW DE HORRORES
A última partida de Ganso pelo Sevilla, em 4 de janeiro, não poderia ter sido pior. Escalado como titular contra o Real Madrid, pela Copa do Rei, passou os primeiros 45 minutos de jogo perdido e sem ver a cor da bola. A derrota por 3 a 0 ainda na primeira etapa e sua atuação desastrosa fizeram com que ele fosse substituído no intervalo… substituído para não voltar mais ao time.

5 – VONTADE
“É uma decisão dele mesmo ficar fora dos relacionados. Quando ele decidir mudar, será impossível ficar fora”. A bronca pública foi dada pelo próprio Sampaoli, em fevereiro, quando foi questionado por jornalistas sobre o motivo de Ganso não ter sido relacionado para o confronto de ida com o Leicester. Depois do puxão de orelhas, o brasileiro voltou pelo menos a ficar no banco de reservas em algumas partidas do Sevilla.


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Após feito, Barça vira favorito a título da Champions nas casas de apostas
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Rafael Reis

A histórica goleada por 6 a 1 do Barcelona sobre o Paris Saint-Germain e a épica classificação do time catalão para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa provocaram uma reviravolta no mercado de apostas do futebol.

A equipe de Messi, Neymar e Luis Suárez, que vinha sendo considerada carta fora do baralho pelos apostadores, transformou-se depois da última quarta-feira na favorita para conquistar o título europeu, de acordo com as avaliações das casas de apostas mais conhecidas do mundo.

A “Betfair” é uma das casas que colocam o Barça como o mais provável vencedor da Champions nesta temporada.

O site, que, durante a partida contra o PSG, chegou a oferecer 701 euros a cada um apostado no título do clube catalão, rebaixou drasticamente a cotação do Barça. Agora, quem confiar seu dinheiro na equipe de Luis Enrique receberá apenas 3,75 euros por euro apostado caso os espanhóis levantem a taça.

Bayern de Munique (4,33 euros) e Real Madrid (6,50 euros) são o segundo e terceiro favoritos, respectivamente, de acordo com a “Betfair”.

A avaliação é semelhante à feita pela “Bet365”. A agência de apostas também considera o Barcelona como o mais provável campeão europeu da temporada 2016/17 e paga 3,65 euros de recompensa por euro apostado caso esse resultado se concretize.

Bayern (4,20 euros), Real Madrid (6,00), Juventus (10,00 euros), Atlético de Madri (12 euros) e Borussia Dortmund (12 euros) aparecem na sequência na lista dos favoritos à taça.

Se quem apostar agora no Barcelona não tem muitas chances de levar um bom dinheiro para casa, aqueles apostadores que se mantiveram fiéis a Messi, Neymar e cia têm motivos de sobra para sorrir.

De acordo com o jornal catalão “Sport”, um alemão de Munique faturou 16 mil euros (R$ 53,7 mil) por acertar os placares dos dois jogos da Champions na quarta-feira: Barcelona 6 x 1 PSG e Borussia Dortmund 4 x 0 Benfica. O valor de sua aposta foi de 20 euros (R$ 67).

Um outro apostador da Alemanha foi além. Apostou 1,58 euro (R$ 5,30) em três resultados diferentes: Barça 6 x 1 PSG, Arsenal 1 x 5 Bayern e Napoli 1 x 3 Real Madrid. Acertou todos e levou para casa cerca de 100 mil euros (R$ 336 mil).


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Neymar supera Messi e produz 1 gol a cada 47 minutos na Champions
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Rafael Reis

Herói da épica classificação do Barcelona para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar ostenta uma marca impressionante na competição interclubes mais badalada do planeta.

O brasileiro, protagonista da goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, quarta-feira, no Camp Nou, produz um gol a cada 47 minutos e 27 segundos de futebol nesta edição da Champions.

Na prática, isso significa que ter Neymar em campo rende ao Barcelona um gol em cada tempo de jogo do torneio continental.

O camisa 11 já marcou quatro vezes nesta temporada da Champions, lidera o ranking de passes para os companheiros balançarem as redes, com oito assistências, e ainda sofreu um pênalti que foi convertido.

O brasileiro participou diretamente de 13 gols durante os 617 minutos que ficou em campo.

O desempenho de Neymar na competição mais importante da temporada supera até mesmo o da principal estrela do Barcelona, Lionel Messi.

O camisa 10 argentino também teve ação direta em 13 gols no campeonato europeu. Mas suas 11 bolas nas rede e duas assistências aconteceram em um pouco mais de tempo, 630 minutos.

Ou seja, na Champions, Messi precisa de 48 minutos e 27 segundos para criar um gol, um minuto a mais do que seu companheiro de ataque.

O outro homem do trio ofensivo do Barcelona tem números bem mais modestos na Liga dos Campeões. Luis Suárez, três gols, duas assistências e dois pênaltis sofridos, produz um gol a cada 90 minutos no torneio.

Na virada histórica contra o PSG, que colocou o clube espanhol nas quartas da Champions, Neymar participou diretamente de quatro dos seis gols catalães.

O brasileiro marcou um gol de falta, outro de pênalti, sofreu a penalidade convertida por Messi e, já no último minuto da partida, foi o responsável pelo cruzamento para Sergi Roberto decretar a classificação.

A atuação de Neymar foi celebrada pelos principais jornais esportivos da Espanha. O “Sport” o chamou de homem “mais perigoso do ataque do Barcelona” e o “Mundo Deportivo” classificou a apresentação como a “coroação” do brasileiro.

Já o “Marca” e o “As” adotaram o mesmo tom. Para as duas publicações, a goleada foi histórica não apenas por uma virada de placar jamais vista na Champions, mas porque marca o início da passagem de bastão de Messi para Neymar.


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Manipuladores de resultados já apagaram luz de jogo do Barça na Champions
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Rafael Reis

Imagine a situação: alguém aposta muito dinheiro no resultado de uma partida de futebol e, quando descobre que o placar que ele precisa não será alcançado, resolve desligar os refletores do estádio para que o jogo não termine, e ele receba o investimento de volta.

Parece cena de filme, esquete de programa de humor ou, na pior das hipóteses, algo que rolou em um torneio de várzea ou nas divisões inferiores de algum país do terceiro escalão do futebol mundial, né?

Mas isso aconteceu na Liga dos Campeões da Europa, a mais rica e importante competição interclubes do planeta. E foi em um jogo do Barcelona.

Em 2001, o Barça visitou o Fenerbahce, na primeira rodada da Champions. Impossibilitados de comprar jogadores e/ou árbitros, um grupo de apostadores malaios acostumados a manipular resultados pagou para um funcionário do estádio Sukru Saracoglu para apagar os refletores caso o placar que eles precisassem não fosse atingido.

Confiantes em um time que tinha Kluivert e Rivaldo como estrelas, os fraudadores apostaram o equivalente a 675 mil dólares (R$ 2 milhões) na vitória do Barça. Só que os turcos fizeram um gol, dois gols, três gols…

Como combinado, a luz foi cortada para que a partida fosse adiada, as apostas acabassem canceladas e, com isso, os manipuladores recebessem o dinheiro de volta.

Só que algo deu errado nesse “plano perfeito”. Os malaios esqueceram de questionar se o estádio de Istambul contava com geradores. Ou seja, após o blecaute, os refletores voltaram a se acender, o Fenerbahce venceu por 3 a 0 e eles perderam toda a grana investida.

O golpe foi relatado pelo cingapuriano Wilson Raj Perumal, o manipulador de resultados mais conhecido do mundo, em sua biografia “O Submundo do Futebol: Confissões de um Manipulador de Resultados”, lançada no Brasil no ano passado pela editora Astral Cultural.

Perumal, que acumula várias passagens pela prisão, colabora desde 2012 com autoridades europeias e com a Fifa nas investigações sobre fraudes em placares de partidas de futebol.

O cingapuriano, que alega ter manipulado jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo-2010 e das Olimpíadas de Atlanta-1996 e Pequim-2008, diz também ter sido o inspirador do “golpe do refletor”.

Apesar de ter falhado na Champions, a estratégia de simplesmente cortar a energia de um estádio para impedir um resultado desfavorável aos apostadores foi, de acordo com Perumal, usado com sucesso em partidas do Campeonato Inglês durante a década de 1990.

Ainda segundo o fraudador, Arsenal, Derby County, Wimbledon, West Ham e Crystal Palace protagonizaram jogos que ficaram às escuras e precisaram ser adiados por ação de manipuladores de resultados.


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Fã, Buffon deu ao filho nome de goleiro preso por magia negra
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Rafael Reis

Não é à toa que Louis Thomas Buffon ganhou esse nome.

O garoto de nove anos, o mais velho dos três filhos de Gianluigi Buffon, foi batizado em homenagem ao homem que teve um papel decisivo na transformação do seu pai em um dos maiores nomes da história do futebol italiano.

Quando garoto, o dono da meta da Juventus e da Azzurra há quase duas décadas não curtia esse negócio de pegar a bola com as mãos. Seu negócio era chutá-la em direção ao gol adversário.

Mas então, Thomas N’Kono cruzou o caminho de Buffon e mudou completamente a vida do futuro camisa 1 da Itália.

O pequeno Gianluigi, então com 12 anos, ficou simplesmente encantado com as atuações do goleiro de Camarões na Copa do Mundo de 1990, disputada justamente no quintal de sua casa, que passou a cogitar a possibilidade de trocar os pés pelas mãos.

A ideia ficou guardada na cabeça de Buffon. No ano seguinte, ele entrou nas categorias de base do Parma. No início, ainda atuou em posições de linha, principalmente no meio-campo.

Mas quando dois dos goleiros da equipe sub-15 ficaram machucados ao mesmo tempo, ele resgatou aquele velho plano nascido da admiração por N’Kono e se ofereceu para defender a meta. Duas semanas depois, já era o dono inquestionável da posição.

O resto é uma história bem conhecida: Buffon chegou ao time principal do Parma em 1995, disputou a primeira de suas cinco Copas do Mundo em 1998, transferiu-se para a Juventus em 2001 e ganhou o título mundial com a Itália em 2006.

Hoje aos 39 anos, carrega o rótulo de um dos maiores goleiros de todos os tempos e ainda tem objetivos profissional bem ousados. Um deles: conquistar a Liga dos Campeões da Europa, um dos maiores títulos que lhe faltam.

Para isso, é necessário primeiro passar pelo Porto. O primeiro jogo das oitavas de final acontece nesta quarta-feira, em Portugal. A partida de volta, em Turim, está marcada para 14 de março.

Mas, afinal, quem é Thomas N’Kono, o ídolo de Buffon?

O homem que inspirou Buffon a ir para o caminho do gol e que recebeu em troca uma bonita homenagem do craque italiano marcou época no futebol africano e também fez sucesso na Espanha.

N’Kono foi goleiro da seleção de Camarões por 18 anos e um dos protagonistas da geração que colocou o país no mapa do futebol, ao alcançar as quartas de final da Copa do Mundo-1990.

No total, ele disputou três Mundiais: 1982, 1990 e 1994. Na Europa, brilhou com a camisa do Espanyol, o segundo time da cidade de Barcelona, que o teve em sua meta por 241 partidas entre 1982 e 1991.

Após a aposentadoria, N’Kono se envolveu no episódio mais polêmico de sua vida. Em 2002, quando trabalhava como preparador de goleiros da seleção camaronesa, ele foi preso sob acusação de ter praticado magia negra para ajudar sua equipe a vencer Mali na semifinal da Copa Africana de Nações.

A polícia de Mali, país que sediava o torneio, alegou ter encontrado com o ex-goleiro um amuleto normalmente utilizado em rituais de magia negra e o levou para a prisão.

N’Kono ficou suspenso do futebol por um ano e não pôde acompanhar do banco de reservas a decisão contra o Senegal. E, mesmo sem a ajuda do seu amuleto, Camarões ficou com o título.


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