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Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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Após 1.050 dias de banco, goleiro ex-Corinthians volta a jogar… e leva 5
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Rafael Reis

Depois de quase três anos sentado no banco de reservas, o goleiro brasileiro Rubinho, 34, ex-Corinthians, voltou neste domingo a disputar uma partida oficial.

Só que o retorno não foi como ele esperava. Escalado como titular do Genoa na 30ª rodada do Campeonato Italiano, acabou vazado cinco vezes na derrota por 5 a 0 para o Atalanta.

A goleada foi a primeira apresentação de Rubinho desde o dia 18 de maio de 2014, quando permaneceu em campo por 37 minutos na vitória por 3 a 0 da Juventus sobre o Cagliari, na despedida da temporada 2014/15.

No total, o brasileiro ficou 1.050 dias sem disputar uma partida oficial. Foram duas temporadas inteiras como terceiro goleiro da Juve, cinco meses de desemprego entre julho e agosto do ano passado, uma rápida passagem de um mês no Como e quase três meses como reserva do Genoa.

Ele ganhou uma chance para voltar a jogar contra a Atalanta porque o titular da meta genovesa, Mattia Perin, está machucado e seu reserva imediato, Eugenio Lamanna, não vem atravessando um bom momento.

Irmão do ex-volante Zé Elias, hoje comentarista da ESPN, e revelado nas categorias de base do Corinthians, Rubinho passou por todas as seleções brasileiras de base e está na Europa desde 2005.

Após passagens por Hellas Verona, Vitória de Setúbal, Genoa, Palermo, Livorno e Torino, o goleiro foi contratado em 2012 para fazer parte do elenco da Juventus, o clube mais vitorioso do futebol italiano.

A ida para a Vecchia Signora pode até ter rendido um bom dinheiro para Rubinho, mas acabou interrompendo sua trajetória dentro de campo.

À sombra de Gianluigi Buffon, um dos maiores nomes da história da posição, o brasileiro virou terceira opção no gol da Juve e atuou por apenas 47 minutos ao longo de quatro anos no clube alvinegro.

No final da temporada passada, a atual pentacampeã italiana optou por não renovar seu contrato e o deixou desempregado.

“Ninguém me informou de nada. Só deixaram acabar o contrato e me mandaram uma mensagem por telefone avisando que haviam feito uma homenagem para mim na página do clube. Não queria fogos de artifício, mas esperava que tivessem me avisado antes que eu pudesse correr atrás de algo”, disse, em setembro.

Rubinho ficou parado até dezembro, quando assinou com o Como, da terceira divisão italiana. Antes de estrear, recebeu uma proposta para retornar ao Genoa e voltou à elite do calcio.


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Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso? Compare
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Rafael Reis

O primeiro era um garoto de 20 anos tratado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, campeão olímpico e que vinha recebendo as primeiras oportunidades na seleção principal.

O segundo era um meia de 27 anos reconhecido como um dos jogadores mais técnicos e talentosos do país, que havia acabado de ser convocado para disputar a Copa América Centenário e parecia estar retornando aos melhores momentos do seu futebol.

Sete meses atrás, Gabigol e Ganso chegaram à Europa cercados de expectativa para a primeira experiência internacional de suas carreiras.

E hoje, relegados a meros figurantes dos elencos de Inter de Milão e Sevilla, respectivamente, só disputam um triste posto. Afinal, qual dos dois é a maior decepção do futebol brasileiro na atual temporada europeia?

Para te ajudar a dar uma opinião mais embasada sobre essa triste disputa, comparamos abaixo algumas marcas de Gabigol e Ganso na temporada de estreia no futebol europeu:

OPORTUNIDADES:

Gabigol ficou 16 minutos em campo na quarta partida da Inter de Milão após sua chegada, depois passou quase três meses sem atuar e voltou a receber chances nas últimas semanas. No total, disputou oito partidas pelo clube italiano, mas só uma como titular, o que explica só ter 153 minutos de futebol na Itália.

Ganso era peça importante para Jorge Sampaoli no começo da temporada e foi titular em três dos primeiros sete jogos do Sevilla em 2016/17. No entanto, está sem jogar desde 4 de janeiro e chegou a emendar oito partidas consecutivas sem sequer ficar no banco de reservas. O meia tem 12 partidas e 644 minutos de bola na temporada.

DESEMPENHO:

Apesar de ter sido pouco utilizado, Gabigol já foi decisivo para uma vitória da Inter. Seu único gol pelo clube de Milão foi o da vitória por 1 a 0 sobre o Bologna, na 25ª rodada do Campeonato Italiano. Até hoje, o ex-santista não deu nenhuma assistência para seus companheiro.

Ganso também só marcou um gol na Europa até o momento, mas ele teve pouca importância: foi o primeiro do 9 a 1 sobre o modestíssimo Formentera, da quarta divisão espanhola, em jogo válido pela Copa do Rei. Na mesma partida, o meia deu um dos seus três passes para gol na temporada –também distribuiu uma assistência no jogo de ida do mesmo mata-mata e na vitória por 2 a 1 sobre o Alavés, na sétima rodada do Espanhol.

ADVERSÁRIOS:

Gabigol tem um tarefa inglória se quiser jogar como centroavante na Inter: desbancar o argentino Mauro Icardi, capitão e principal jogador da equipe italiana. Pelos lados do campo, seus principais adversários são Antonio Candreva e Éder, jogadores da seleção italiana, e Ivan Perisic, um dos destaques da Croácia na última Eurocopa.

Ao longo de sua primeira temporada no Sevilla, Ganso rodou por praticamente todas as funções do meio-campo. Ou seja, todo meia do clube espanhol é um potencial rival por vaga entre os titulares. Os homens mais utilizados por Sampaoli nesse setor do campo são os volantes Iborra, N’Zonzi e Kranevitter e os ofensivos Vitolo, Nasri, Sarabia e Franco Vázquez.

PREÇO:

Gabigol custou 29,5 milhões de euros (R$ 98 milhões). Foi o segundo maior investimento da Inter de Milão para a temporada e uma das cinco maiores vendas para o exterior da história dos clubes brasileiros.

Até por ser mais velho, Ganso não custou tanto quanto o atacante. O ex-jogador do São Paulo foi contratado por 9,5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) e protagonizou a terceira contratação mais cara do Sevilla para a temporada.

PERSPECTIVAS FUTURAS:

A juventude e o contrato por mais três temporadas dão a Gabigol tempo de sobra para se recuperar e explodir no futebol italiano. Ainda que a Inter opte por emprestar o jogador para que ele adquira mais experiência internacional, a projeção alcançada pelo atacante durante o período no Santos deve ser suficiente para levá-lo a um time competitivo.

Ganso também tem contrato até 2021, mas possui idade e mercado menos favoráveis para desabrochar na Europa. Com uma carreira errática e dificuldade para colocar em prática todo o talento que possui, o meia dificilmente conseguiria um outro clube de primeiro escalão para defender no Velho Continente. Já no Brasil, as portas estão abertíssimas para recebê-lo de volta.


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Fim das retrancas: Europa vê maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
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Rafael Reis

O Campeonato Espanhol não vê um 0 a 0 há mais de um mês. No Inglês, só três dos 20 clubes participantes têm média inferior a um gol por partida. E, no Italiano, três jogadores já romperam a casa dos 20 gols só nesta edição.

Esses não são fatos isolados. O primeiro escalão do futebol europeu (e, consequentemente, mundial) foi tomado por uma verdadeira de chuva de gols nesta temporada.

Somando os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês), temos até agora em 2016/17 um total de 1.678 partidas e 4.593 gols. A média de 2,78 gols por partida é a mais alta dos últimos 39 anos.

Para encontrar uma temporada com fartura de bolas na rede superior à atual é preciso voltar a 1977/78, quando a grande maioria dos jogadores profissionais de hoje ainda nem tinham nascido.

Na ocasião, as cinco grandes ligas europeias registraram uma média de 2,79 gols por jogo, só um pouquinho acima da vista nesta temporada.

Nos últimos 39 anos, a média de gols da elite da bola variou entre 2,38 gols por partida, em 1991/92, ainda na ressaca da seca da Copa do Mundo-1990, e 2,76, marca registrada três temporadas atrás.

Em 2016/17, todas as cinco grandes ligas nacionais da Europa ostentam médias superiores a 2,5 gols por jogo. A Espanha é a que possui a média mais alta: 2,91, a mais elevada no país em 54 anos.

Inglaterra e Itália também apresentam marcas histórias em relação ao número de bolas na rede. No caso da primeira divisão inglesa, a média atual (2,84) é a mais alta desde 1968. Já os italianos têm nesta temporada o melhor resultado ofensivo (2,79) desde 1993.

O maior goleador das principais ligas da Europa vem da França. O uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, já marcou 27 vezes, quatro a mais que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, o segundo colocado na lista.

Curiosamente, o ataque mais produtivo também vem da Ligue 1, tradicionalmente um dos campeonatos nacionais de futebol menos vistoso e ofensivo do continente.

O Monaco, que eliminou o Manchester City da Liga dos Campeões e desponta como a grande sensação da temporada, marcou 84 vezes nas primeiras 29 rodadas do Francês. Uma média que beira o inacreditável: 2,89 gols por partida.

As oitavas de final da Champions, aliás, mostraram bem essa nova cara do futebol europeu.

Tivemos dois placares de 5 a 1, um 5 a 3, outro 6 a 1 e mais um 4 a 2. No total, foram registrados 62 gols em apenas 16 partidas. Isso dá uma média de 3,87 gols por jogo.

E, vale lembrar, esses jogos reuniram aqueles que são em tese os 16 clubes mais fortes da Europa na atualidade, o que derruba o argumento de que a chuva de gols desta temporada seja apenas um reflexo da diferença técnica entre as equipes mais poderosas e as mais fracas.

Resumindo: o futebol europeu pegou gosto pelo gol. E quem ganha com isso são todos aqueles que gostam de um futebol bem jogado. Ou seja, eu… e imagino que vocês também.


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‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
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Rafael Reis

“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.

Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.

Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.

Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.

Nos últimos 24 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.

E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.

O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.

Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.

A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.

Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.

Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.

Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.


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Gabigol precisou de menos tempo que G. Jesus para fazer 1º gol na Europa
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Rafael Reis

Gabigol demorou seis meses para marcar pela primeira vez em uma partida oficial com a Inter de Milão. Parece muito tempo, certo? Mas não é bem assim.

Por mais incrível que possa parecer, o ex-atacante do Santos necessitou de menos minutos dentro campo que Gabriel Jesus para marcar seu primeiro gol no futebol europeu.

O gol da vitória por 1 a 0 contra o Bologna, no último domingo, o primeiro de Gabigol na Itália, foi anotado no 130º minuto do jogador com a camisa da Itália.

Já Gabriel Jesus, que tem tido um início tratado como fenomenal no Manchester City, marcou pela primeira vez na Inglaterra em seu 137º minuto de atuação.

A diferença é que, enquanto o ex-palmeirense recebeu muitas e boas oportunidades desde sua chegada a Manchester, o ex-santista passou seu primeiro semestre em Milão ganhando minutos à conta-gotas.

A partida contra a Bologna foi a sétima de Gabigol em seis meses na Inter. E em apenas uma delas, contra o mesmo adversário, mas na Copa Itália, ele jogou por mais de 20 minutos –foi também seu único jogo como titular.

Jesus, em contrapartida, chegou chegando na Inglaterra. Anexado ao elenco do City em janeiro, foi utilizado por Guardiola já no primeiro jogo em que ficou no banco, contra o Tottenham, e estreou como titular na segunda partida que disputou –ante o Crystal Palace, pela Copa da Inglaterra.

Seu primeiro gol no City saiu na terceira partida, a goleada por 4 a 0 sobre o West Ham, no início do mês. Na ocasião, o camisa 9 da seleção começou jogando e permaneceu no gramado durante os 90 minutos.

O início de Gabigol na Itália foi repleto de turbulências. Contratado por 29,5 milhões de euros (R$ 97,3 milhões) a pedido do técnico Roberto Mancini, o brasileiro chegou à Inter quando o clube já havia mudado de treinador.

Com Frank de Boer no banco de reservas, o brasileiro não foi inscrito na Liga Europa e praticamente não foi utilizado. Sua situação só melhorou um pouco depois de uma nova mudança no comando do time –a troca do holandês por Stefano Pioli, em novembro.

Atualmente, Gabigol é uma espécie de terceira opção para o ataque do clube italiano. O capitão Mauro Icardi é o titular absoluto da posição, e o argentino Rodrigo Palacio, o reserva mais utilizado.


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Para robô, Felipe Anderson é o melhor jogador do Italiano
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Rafael Reis

Quem é o melhor jogador do Campeonato Italiano? Gonzalo Higuaín, Paulo Dybala, Miralem Pjanic ou algum outro destaque da Juventus? Edin Dezko, o artilheiro da competição pela Roma? Andrea Belotti, a revelação do Torino?

Que nada, para os robôs do “WhoScored?”, ninguém tem jogado mais bola no Calcio que um velho conhecido do torcedor santista.

Lazio

Cria das categorias de base da Vila Belmiro, o meia Felipe Anderson é o melhor jogador desta temporada na Itália. Pelo menos, é o que dizem os algoritmos do site especializado nas estatísticas do futebol.

O camisa 10 da Lazio possui a avaliação mais alta entre todos os atletas que já foram a campo na primeira divisão italiana em 2016/17. Segundo o “WhoScored?”, a nota média de suas atuações é 7,842.

Felipe Anderson está à frente de Dzeko, segundo colocado no ranking dos melhores do Italiano, por menos de um palmo. O centroavante bósnio da Roma, artilheiro do campeonato, com 17 gols, tem nota 7,841.

Essas notas não têm intervenção humana. Elas são dadas pelo próprio sistema do site e são baseadas nas mais diferentes estatísticas do jogo. Gols, assistências, dribles, acerto de passes e até carrinhos são algumas delas.

Aos 23 anos, Felipe Anderson vive a melhor das suas quatro temporadas com a camisa da Lazio. Até então, sua média mais alta no “WhoScored?” era 7,47, marca alcançada em 2014/15.

O brasileiro se destaca principalmente no quesito assistências. Já foram oito passes para seus companheiros balançarem as redes na atual edição do Italiano. Apenas o espanhol José Callejón, do Napoli, criou mais jogadas que terminaram em gol: nove.

É graças principalmente a Felipe Anderson que a Lazio pode sonhar com a classificação para a Liga dos Campeões.

O time da capital, que não disputa a fase de grupos da Champions há uma década, ocupa a quarta colocação no Italiano e está a cinco pontos do Napoli, equipe que hoje ficaria com a última vaga para a principal competição europeia.

O bom futebol de Felipe Anderson fez com que seu nome voltasse a ser cogitado pelos grandes clubes do planeta. Na última janela de transferências, em janeiro, o jogador foi alvo de rumores que o ligavam a Manchester United e Chelsea. Mas, pelo menos até o fim da temporada, ele seguirá na Lazio.

O meia não é o único brasileiro de destaque no futebol italiano, de acordo com os algoritmos do “WhoScored?”. O lateral esquerdo Alex Sandro, seu ex-companheiro de Santos e hoje na Juventus, aparece na terceira colocação no ranking, com nota 7,63.

Emerson Palmieri, da Roma, outro lateral esquerdo revelado na Vila, é o 13º, com 7,44.


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Banco, Alisson ainda espera estreia no Italiano e revive saga de Taffarel
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Rafael Reis

Duas décadas depois de Taffarel ter vaga cativa como titular da seleção brasileira, mesmo sendo reserva no futebol italiano, e sofrer com críticas por isso, um outro goleiro gaúcho revelado pelo Internacional passa pela mesma situação.

Na Roma desde o início da temporada, Alisson espera há quatro meses por sua estreia no Campeonato Italiano.

Alisson

Já são 16 rodadas consecutivas sentado no banco de reservas, à espera que o atual dono da posição, o polonês Wojciech Szczesny, dê uma brecha para que ele faça sua primeira partida na Serie A.

O brasileiro só não está completamente afastado da equipe titular porque o técnico Luciano Spalletti tem aproveitado a Liga Europa para lhe dar ritmo de jogo.

Alisson atuou nas seis partidas da Roma na fase de grupos da competição europeia e também no primeiro jogo do confronto com o Porto dos playoffs da Liga dos Campeões da Europa. Até agora, sofreu oito gols.

Curiosamente, sua média é muito semelhante à de Szczesny. Enquanto o brasileiro sofreu 1,14 gol por partida na temporada, o polonês foi vazado 1,11 vez por jogo que disputou.

O gaúcho foi contratado pela Roma no início de 2016 por 6 milhões de euros (pouco mais de R$ 21 milhões), mas só se transferiu para a Europa no meio do ano.

Nesse meio tempo, a equipe da capital italiana decidiu renovar por mais uma temporada o empréstimo de Szczesny, goleiro vinculado ao Arsenal, relegando o brasileiro à reserva.

“Gostaria de jogar todas as partidas, pode ter certeza disso. Estou trabalhando para isso, mas estou dando meu máximo nos poucos que estou jogando. Acredito que não venha sendo um problema para mim. Dentro de campo tenho me sentido confiante. Acredito que isso é mais importante que o número de jogos”, disse Alisson, em novembro.

Apesar da reserva na Roma, Tite tem feito questão de mantê-lo como titular do gol da seleção. O gaúcho atuou em todas as seis partidas do Brasil sob comando do ex-treinador do Corinthians.

Curiosamente, seu preparador de goleiros na seleção é Taffarel, que viveu situação semelhante antes da Copa do Mundo-1994. Relegado ao banco no Parma, ele acabou emprestado à Reggiana para não correr risco de perder sua vaga na equipe que conquistaria o tetracampeonato mundial.

Por enquanto, Alisson não cogita trilhar o mesmo caminho. Estrear na Série A pode ser apenas uma questão de espera. De quanto tempo? Difícil saber.


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Para não perder Milan e Inter, San Siro pode virar “dois estádios”
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Rafael Reis

Milan e Inter de Milão se enfrentam neste domingo pela 13ª rodada do Campeonato Italiano. Como sempre acontece há quase 70 anos, o clássico será disputado no estádio Giuseppe Meazza, o San Siro.

Mas, pode ser que em breve o Dérbi dela Madonnina mude de endereço.

Os dois clubes têm planos de construir estádios próprios e deixar de lado a arena pública que hoje eles chamam de casa.

San Siro

Só que para não perder seus rentáveis inquilinos e ver o San Siro se transformar em um elefante branco, a prefeitura de Milão planeja realizar mudanças estruturais em um dos mais importantes centros esportivos da Itália.

A ideia apresentada pelo prefeito Giuseppe Sala é bastante radical: fazer do Giuseppe Meazza praticamente dois estádios diferentes, um para quando o Milan joga em casa, e outro para as partidas da Inter de Milão como mandante.

“O que não funciona é apenas mudar a decoração semana após semana, dependendo de qual time joga lá. O estádio precisa ser dividido, ter duas entradas separadas, dois espaços para camarotes, duas salas de imprensa”, disse o político, ao “Sky Sports”.

O objetivo de Sala é permitir que Milan e Inter possam ganhar dinheiro com a venda de espaços para eventos corporativos e aluguéis de camarotes mesmo atuando em um estádio que não lhes pertence.

É justamente o potencial de faturamento de uma casa própria, exposta para a Itália toda desde que a Juventus inaugurou sua arena, em 2011, que motiva os dois clubes a sonharem com um novo estádio.

O Milan chegou a alugar um terreno próximo da sede do clube e apresentou à imprensa no ano passado a maquete de uma arena para 48 mil pessoas. O preço da obra, aproximadamente 350 milhões de euros (quase R$ 1,3 bilhão), deu uma esfriada no andamento do projeto.

Já a Inter, apesar de falar sobre uma possível mudança de ares há mais tempo que o rival, ainda não apresentou nenhuma ideia concreta de novo estádio. O problema, claro, é o dinheiro.

“Sou pessimista em relação às chances de um outro estádio na cidade. É claro que San Siro precisa de injeção de algum dinheiro, mas não tanto quanto o necessário para a construção de uma outra arena”, completou o prefeito de Milão.


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