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Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso? Compare
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Rafael Reis

O primeiro era um garoto de 20 anos tratado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, campeão olímpico e que vinha recebendo as primeiras oportunidades na seleção principal.

O segundo era um meia de 27 anos reconhecido como um dos jogadores mais técnicos e talentosos do país, que havia acabado de ser convocado para disputar a Copa América Centenário e parecia estar retornando aos melhores momentos do seu futebol.

Sete meses atrás, Gabigol e Ganso chegaram à Europa cercados de expectativa para a primeira experiência internacional de suas carreiras.

E hoje, relegados a meros figurantes dos elencos de Inter de Milão e Sevilla, respectivamente, só disputam um triste posto. Afinal, qual dos dois é a maior decepção do futebol brasileiro na atual temporada europeia?

Para te ajudar a dar uma opinião mais embasada sobre essa triste disputa, comparamos abaixo algumas marcas de Gabigol e Ganso na temporada de estreia no futebol europeu:

OPORTUNIDADES:

Gabigol ficou 16 minutos em campo na quarta partida da Inter de Milão após sua chegada, depois passou quase três meses sem atuar e voltou a receber chances nas últimas semanas. No total, disputou oito partidas pelo clube italiano, mas só uma como titular, o que explica só ter 153 minutos de futebol na Itália.

Ganso era peça importante para Jorge Sampaoli no começo da temporada e foi titular em três dos primeiros sete jogos do Sevilla em 2016/17. No entanto, está sem jogar desde 4 de janeiro e chegou a emendar oito partidas consecutivas sem sequer ficar no banco de reservas. O meia tem 12 partidas e 644 minutos de bola na temporada.

DESEMPENHO:

Apesar de ter sido pouco utilizado, Gabigol já foi decisivo para uma vitória da Inter. Seu único gol pelo clube de Milão foi o da vitória por 1 a 0 sobre o Bologna, na 25ª rodada do Campeonato Italiano. Até hoje, o ex-santista não deu nenhuma assistência para seus companheiro.

Ganso também só marcou um gol na Europa até o momento, mas ele teve pouca importância: foi o primeiro do 9 a 1 sobre o modestíssimo Formentera, da quarta divisão espanhola, em jogo válido pela Copa do Rei. Na mesma partida, o meia deu um dos seus três passes para gol na temporada –também distribuiu uma assistência no jogo de ida do mesmo mata-mata e na vitória por 2 a 1 sobre o Alavés, na sétima rodada do Espanhol.

ADVERSÁRIOS:

Gabigol tem um tarefa inglória se quiser jogar como centroavante na Inter: desbancar o argentino Mauro Icardi, capitão e principal jogador da equipe italiana. Pelos lados do campo, seus principais adversários são Antonio Candreva e Éder, jogadores da seleção italiana, e Ivan Perisic, um dos destaques da Croácia na última Eurocopa.

Ao longo de sua primeira temporada no Sevilla, Ganso rodou por praticamente todas as funções do meio-campo. Ou seja, todo meia do clube espanhol é um potencial rival por vaga entre os titulares. Os homens mais utilizados por Sampaoli nesse setor do campo são os volantes Iborra, N’Zonzi e Kranevitter e os ofensivos Vitolo, Nasri, Sarabia e Franco Vázquez.

PREÇO:

Gabigol custou 29,5 milhões de euros (R$ 98 milhões). Foi o segundo maior investimento da Inter de Milão para a temporada e uma das cinco maiores vendas para o exterior da história dos clubes brasileiros.

Até por ser mais velho, Ganso não custou tanto quanto o atacante. O ex-jogador do São Paulo foi contratado por 9,5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) e protagonizou a terceira contratação mais cara do Sevilla para a temporada.

PERSPECTIVAS FUTURAS:

A juventude e o contrato por mais três temporadas dão a Gabigol tempo de sobra para se recuperar e explodir no futebol italiano. Ainda que a Inter opte por emprestar o jogador para que ele adquira mais experiência internacional, a projeção alcançada pelo atacante durante o período no Santos deve ser suficiente para levá-lo a um time competitivo.

Ganso também tem contrato até 2021, mas possui idade e mercado menos favoráveis para desabrochar na Europa. Com uma carreira errática e dificuldade para colocar em prática todo o talento que possui, o meia dificilmente conseguiria um outro clube de primeiro escalão para defender no Velho Continente. Já no Brasil, as portas estão abertíssimas para recebê-lo de volta.


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Fim das retrancas: Europa vê maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
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Rafael Reis

O Campeonato Espanhol não vê um 0 a 0 há mais de um mês. No Inglês, só três dos 20 clubes participantes têm média inferior a um gol por partida. E, no Italiano, três jogadores já romperam a casa dos 20 gols só nesta edição.

Esses não são fatos isolados. O primeiro escalão do futebol europeu (e, consequentemente, mundial) foi tomado por uma verdadeira de chuva de gols nesta temporada.

Somando os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês), temos até agora em 2016/17 um total de 1.678 partidas e 4.593 gols. A média de 2,78 gols por partida é a mais alta dos últimos 39 anos.

Para encontrar uma temporada com fartura de bolas na rede superior à atual é preciso voltar a 1977/78, quando a grande maioria dos jogadores profissionais de hoje ainda nem tinham nascido.

Na ocasião, as cinco grandes ligas europeias registraram uma média de 2,79 gols por jogo, só um pouquinho acima da vista nesta temporada.

Nos últimos 39 anos, a média de gols da elite da bola variou entre 2,38 gols por partida, em 1991/92, ainda na ressaca da seca da Copa do Mundo-1990, e 2,76, marca registrada três temporadas atrás.

Em 2016/17, todas as cinco grandes ligas nacionais da Europa ostentam médias superiores a 2,5 gols por jogo. A Espanha é a que possui a média mais alta: 2,91, a mais elevada no país em 54 anos.

Inglaterra e Itália também apresentam marcas histórias em relação ao número de bolas na rede. No caso da primeira divisão inglesa, a média atual (2,84) é a mais alta desde 1968. Já os italianos têm nesta temporada o melhor resultado ofensivo (2,79) desde 1993.

O maior goleador das principais ligas da Europa vem da França. O uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, já marcou 27 vezes, quatro a mais que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, o segundo colocado na lista.

Curiosamente, o ataque mais produtivo também vem da Ligue 1, tradicionalmente um dos campeonatos nacionais de futebol menos vistoso e ofensivo do continente.

O Monaco, que eliminou o Manchester City da Liga dos Campeões e desponta como a grande sensação da temporada, marcou 84 vezes nas primeiras 29 rodadas do Francês. Uma média que beira o inacreditável: 2,89 gols por partida.

As oitavas de final da Champions, aliás, mostraram bem essa nova cara do futebol europeu.

Tivemos dois placares de 5 a 1, um 5 a 3, outro 6 a 1 e mais um 4 a 2. No total, foram registrados 62 gols em apenas 16 partidas. Isso dá uma média de 3,87 gols por jogo.

E, vale lembrar, esses jogos reuniram aqueles que são em tese os 16 clubes mais fortes da Europa na atualidade, o que derruba o argumento de que a chuva de gols desta temporada seja apenas um reflexo da diferença técnica entre as equipes mais poderosas e as mais fracas.

Resumindo: o futebol europeu pegou gosto pelo gol. E quem ganha com isso são todos aqueles que gostam de um futebol bem jogado. Ou seja, eu… e imagino que vocês também.


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‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
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Rafael Reis

“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.

Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.

Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.

Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.

Nos últimos 24 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.

E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.

O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.

Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.

A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.

Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.

Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.

Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.


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Gabigol precisou de menos tempo que G. Jesus para fazer 1º gol na Europa
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Rafael Reis

Gabigol demorou seis meses para marcar pela primeira vez em uma partida oficial com a Inter de Milão. Parece muito tempo, certo? Mas não é bem assim.

Por mais incrível que possa parecer, o ex-atacante do Santos necessitou de menos minutos dentro campo que Gabriel Jesus para marcar seu primeiro gol no futebol europeu.

O gol da vitória por 1 a 0 contra o Bologna, no último domingo, o primeiro de Gabigol na Itália, foi anotado no 130º minuto do jogador com a camisa da Itália.

Já Gabriel Jesus, que tem tido um início tratado como fenomenal no Manchester City, marcou pela primeira vez na Inglaterra em seu 137º minuto de atuação.

A diferença é que, enquanto o ex-palmeirense recebeu muitas e boas oportunidades desde sua chegada a Manchester, o ex-santista passou seu primeiro semestre em Milão ganhando minutos à conta-gotas.

A partida contra a Bologna foi a sétima de Gabigol em seis meses na Inter. E em apenas uma delas, contra o mesmo adversário, mas na Copa Itália, ele jogou por mais de 20 minutos –foi também seu único jogo como titular.

Jesus, em contrapartida, chegou chegando na Inglaterra. Anexado ao elenco do City em janeiro, foi utilizado por Guardiola já no primeiro jogo em que ficou no banco, contra o Tottenham, e estreou como titular na segunda partida que disputou –ante o Crystal Palace, pela Copa da Inglaterra.

Seu primeiro gol no City saiu na terceira partida, a goleada por 4 a 0 sobre o West Ham, no início do mês. Na ocasião, o camisa 9 da seleção começou jogando e permaneceu no gramado durante os 90 minutos.

O início de Gabigol na Itália foi repleto de turbulências. Contratado por 29,5 milhões de euros (R$ 97,3 milhões) a pedido do técnico Roberto Mancini, o brasileiro chegou à Inter quando o clube já havia mudado de treinador.

Com Frank de Boer no banco de reservas, o brasileiro não foi inscrito na Liga Europa e praticamente não foi utilizado. Sua situação só melhorou um pouco depois de uma nova mudança no comando do time –a troca do holandês por Stefano Pioli, em novembro.

Atualmente, Gabigol é uma espécie de terceira opção para o ataque do clube italiano. O capitão Mauro Icardi é o titular absoluto da posição, e o argentino Rodrigo Palacio, o reserva mais utilizado.


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Para robô, Felipe Anderson é o melhor jogador do Italiano
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Rafael Reis

Quem é o melhor jogador do Campeonato Italiano? Gonzalo Higuaín, Paulo Dybala, Miralem Pjanic ou algum outro destaque da Juventus? Edin Dezko, o artilheiro da competição pela Roma? Andrea Belotti, a revelação do Torino?

Que nada, para os robôs do “WhoScored?”, ninguém tem jogado mais bola no Calcio que um velho conhecido do torcedor santista.

Lazio

Cria das categorias de base da Vila Belmiro, o meia Felipe Anderson é o melhor jogador desta temporada na Itália. Pelo menos, é o que dizem os algoritmos do site especializado nas estatísticas do futebol.

O camisa 10 da Lazio possui a avaliação mais alta entre todos os atletas que já foram a campo na primeira divisão italiana em 2016/17. Segundo o “WhoScored?”, a nota média de suas atuações é 7,842.

Felipe Anderson está à frente de Dzeko, segundo colocado no ranking dos melhores do Italiano, por menos de um palmo. O centroavante bósnio da Roma, artilheiro do campeonato, com 17 gols, tem nota 7,841.

Essas notas não têm intervenção humana. Elas são dadas pelo próprio sistema do site e são baseadas nas mais diferentes estatísticas do jogo. Gols, assistências, dribles, acerto de passes e até carrinhos são algumas delas.

Aos 23 anos, Felipe Anderson vive a melhor das suas quatro temporadas com a camisa da Lazio. Até então, sua média mais alta no “WhoScored?” era 7,47, marca alcançada em 2014/15.

O brasileiro se destaca principalmente no quesito assistências. Já foram oito passes para seus companheiros balançarem as redes na atual edição do Italiano. Apenas o espanhol José Callejón, do Napoli, criou mais jogadas que terminaram em gol: nove.

É graças principalmente a Felipe Anderson que a Lazio pode sonhar com a classificação para a Liga dos Campeões.

O time da capital, que não disputa a fase de grupos da Champions há uma década, ocupa a quarta colocação no Italiano e está a cinco pontos do Napoli, equipe que hoje ficaria com a última vaga para a principal competição europeia.

O bom futebol de Felipe Anderson fez com que seu nome voltasse a ser cogitado pelos grandes clubes do planeta. Na última janela de transferências, em janeiro, o jogador foi alvo de rumores que o ligavam a Manchester United e Chelsea. Mas, pelo menos até o fim da temporada, ele seguirá na Lazio.

O meia não é o único brasileiro de destaque no futebol italiano, de acordo com os algoritmos do “WhoScored?”. O lateral esquerdo Alex Sandro, seu ex-companheiro de Santos e hoje na Juventus, aparece na terceira colocação no ranking, com nota 7,63.

Emerson Palmieri, da Roma, outro lateral esquerdo revelado na Vila, é o 13º, com 7,44.


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Banco, Alisson ainda espera estreia no Italiano e revive saga de Taffarel
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Rafael Reis

Duas décadas depois de Taffarel ter vaga cativa como titular da seleção brasileira, mesmo sendo reserva no futebol italiano, e sofrer com críticas por isso, um outro goleiro gaúcho revelado pelo Internacional passa pela mesma situação.

Na Roma desde o início da temporada, Alisson espera há quatro meses por sua estreia no Campeonato Italiano.

Alisson

Já são 16 rodadas consecutivas sentado no banco de reservas, à espera que o atual dono da posição, o polonês Wojciech Szczesny, dê uma brecha para que ele faça sua primeira partida na Serie A.

O brasileiro só não está completamente afastado da equipe titular porque o técnico Luciano Spalletti tem aproveitado a Liga Europa para lhe dar ritmo de jogo.

Alisson atuou nas seis partidas da Roma na fase de grupos da competição europeia e também no primeiro jogo do confronto com o Porto dos playoffs da Liga dos Campeões da Europa. Até agora, sofreu oito gols.

Curiosamente, sua média é muito semelhante à de Szczesny. Enquanto o brasileiro sofreu 1,14 gol por partida na temporada, o polonês foi vazado 1,11 vez por jogo que disputou.

O gaúcho foi contratado pela Roma no início de 2016 por 6 milhões de euros (pouco mais de R$ 21 milhões), mas só se transferiu para a Europa no meio do ano.

Nesse meio tempo, a equipe da capital italiana decidiu renovar por mais uma temporada o empréstimo de Szczesny, goleiro vinculado ao Arsenal, relegando o brasileiro à reserva.

“Gostaria de jogar todas as partidas, pode ter certeza disso. Estou trabalhando para isso, mas estou dando meu máximo nos poucos que estou jogando. Acredito que não venha sendo um problema para mim. Dentro de campo tenho me sentido confiante. Acredito que isso é mais importante que o número de jogos”, disse Alisson, em novembro.

Apesar da reserva na Roma, Tite tem feito questão de mantê-lo como titular do gol da seleção. O gaúcho atuou em todas as seis partidas do Brasil sob comando do ex-treinador do Corinthians.

Curiosamente, seu preparador de goleiros na seleção é Taffarel, que viveu situação semelhante antes da Copa do Mundo-1994. Relegado ao banco no Parma, ele acabou emprestado à Reggiana para não correr risco de perder sua vaga na equipe que conquistaria o tetracampeonato mundial.

Por enquanto, Alisson não cogita trilhar o mesmo caminho. Estrear na Série A pode ser apenas uma questão de espera. De quanto tempo? Difícil saber.


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Para não perder Milan e Inter, San Siro pode virar “dois estádios”
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Rafael Reis

Milan e Inter de Milão se enfrentam neste domingo pela 13ª rodada do Campeonato Italiano. Como sempre acontece há quase 70 anos, o clássico será disputado no estádio Giuseppe Meazza, o San Siro.

Mas, pode ser que em breve o Dérbi dela Madonnina mude de endereço.

Os dois clubes têm planos de construir estádios próprios e deixar de lado a arena pública que hoje eles chamam de casa.

San Siro

Só que para não perder seus rentáveis inquilinos e ver o San Siro se transformar em um elefante branco, a prefeitura de Milão planeja realizar mudanças estruturais em um dos mais importantes centros esportivos da Itália.

A ideia apresentada pelo prefeito Giuseppe Sala é bastante radical: fazer do Giuseppe Meazza praticamente dois estádios diferentes, um para quando o Milan joga em casa, e outro para as partidas da Inter de Milão como mandante.

“O que não funciona é apenas mudar a decoração semana após semana, dependendo de qual time joga lá. O estádio precisa ser dividido, ter duas entradas separadas, dois espaços para camarotes, duas salas de imprensa”, disse o político, ao “Sky Sports”.

O objetivo de Sala é permitir que Milan e Inter possam ganhar dinheiro com a venda de espaços para eventos corporativos e aluguéis de camarotes mesmo atuando em um estádio que não lhes pertence.

É justamente o potencial de faturamento de uma casa própria, exposta para a Itália toda desde que a Juventus inaugurou sua arena, em 2011, que motiva os dois clubes a sonharem com um novo estádio.

O Milan chegou a alugar um terreno próximo da sede do clube e apresentou à imprensa no ano passado a maquete de uma arena para 48 mil pessoas. O preço da obra, aproximadamente 350 milhões de euros (quase R$ 1,3 bilhão), deu uma esfriada no andamento do projeto.

Já a Inter, apesar de falar sobre uma possível mudança de ares há mais tempo que o rival, ainda não apresentou nenhuma ideia concreta de novo estádio. O problema, claro, é o dinheiro.

“Sou pessimista em relação às chances de um outro estádio na cidade. É claro que San Siro precisa de injeção de algum dinheiro, mas não tanto quanto o necessário para a construção de uma outra arena”, completou o prefeito de Milão.


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Mourinho em Stamford Bridge, time da moda e Milan: 3 jogos para ver no fds
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Rafael Reis

O fim de semana promete ser de briga intensa pela primeira colocação nos principais campeonatos nacionais da Europa. Inglaterra, Espanha, Alemanha e Portugal podem ter um novo líder nos próximos dias.

Mesmo na Itália, onde a Juventus reina soberana e está longe por ser alcançada por qualquer adversário, a nona rodada da temporada 2016/17 reserva um confronto válido pelo alto da tabela de classificação.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Então, vamos a elas:

ARSENAL x MIDDLESBROUGH
Sábado, 12h (de Brasília)
ESPN Brasil
9ª rodada do Campeonato Inglês

Sete vitórias consecutivas, média superior a três gols por partidas no último mês, goleada por 6 a 0 sobre o Ludogorets na Liga dos Campeões. O Arsenal, time da moda da Europa neste momento, pode assumir neste fim de semana a primeira colocação isolada do Campeonato Inglês. Para isso, precisa derrotar em casa o Middlesbrough e torcer para que o Manchester City, que vem em declínio e levou 4 a 0 do Barcelona na quarta-feira, perca pontos ante o perigoso Southampton. A equipe de Londres tem como arma o bom momento do meia Mesut Özil, que conseguiu na Champions o primeiro “hat-trick”(três gols em uma mesma partida) de sua carreira.

MILAN x JUVENTUS
Sábado, 16h45 (de Brasília)
Fox Sports
9ª rodada do Campeonato Italiano

Após três anos condenado ao meio da tabela do Campeonato Italiano, o Milan dá mostras nesta temporada que pode voltar a brigar por algo no Italiano. Terceiro colocado, o time do artilheiro Carlos Bacca fez em apenas oito rodadas quase 30% dos pontos que conquistou na edição anterior do campeonato. Mas ainda falta à equipe do técnico Vincenzo Montella vencer um jogo grande. E a oportunidade pode ser neste sábado, em casa, contra a Juventus, líder do calcio, com cinco pontos de vantagem para os rossoneros. A vitória, além de dar um ânimo extra para a recuperação do Milan, pode significar a abertura de um campeonato que, desde o início da temporada, já parece ter dona bem definida.

CHELSEA x MANCHESTER UNITED
Domingo, 13h (de Brasília)
ESPN +
9ª rodada do Campeonato Inglês

Chelsea e Manchester United não brigam pela liderança do Inglês e nem se destacam positivamente neste início de temporada. Mas, nada disso, tira a importância do clássico de domingo. Trata-se afinal do retorno do português José Mourinho, hoje à frente dos “Red Devils”, à Stamford Bridge. O treinador dirigiu o Chelsea duas vezes. A primeira passagem durou três anos (2004-2007) e foi gloriosa, com direito aos dois primeiros títulos ingleses do clube na era Roman Abramovich. Na segunda, entre 2013 e o ano passado, também se sagrou campeão nacional, mas foi demitido em um momento melancólico, quando o time lutava contra o rebaixamento.


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Irmão de Zé Elias sofre para achar emprego após 4 anos “escondido” na Juve
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Rafael Reis

Ao longo dos últimos quatro anos, o goleiro brasileiro Rubinho, 34, conquistou quatro títulos italianos, duas Copas Itália, duas Supercopas da Itália e foi vice da Liga dos Campeões da Europa. E, mesmo assim, sofre para encontrar um clube para defender.

Desempregado desde julho, o arqueiro revelado pelo Corinthians e que defendeu todas as seleções brasileiras de base credita a dificuldade em achar um novo time justamente à vitoriosa passagem pela Juventus.

Rubinho

“Os dirigentes e treinadores não levam em conta que você treinou durante esse tempo, só querem saber se você jogou. Treinei diariamente com os melhores jogadores da Itália por quatro anos, isso deveria ser levado em conta. Fiz uma escolha de ficar tanto tempo na Juve. Mas, no final, isso acabou me prejudicando”, disse.

É que entre 2012 e 2016, período em que vestiu a camisa da maior campeã italiana, Rubinho praticamente não foi a campo. Ele só participou de duas partidas oficiais e atuou por apenas 47 minutos.

Terceiro goleiro, ele passou o restante do tempo treinando e esperando uma oportunidade que insistia em nunca chegar.

“Os dois últimos anos foram os mais difíceis porque eu não joguei nenhuma vez. Na última temporada, eu estava muito bem fisicamente e esperava jogar pelo menos o último jogo. Mas, estranhamente, não me colocaram nem por cinco minutos.”

Apesar de dizer que não guarda mágoas da Juventus, Rubinho não consegue esconder que esperava mais reconhecimento do clube pelo menos na hora de avisá-lo que seu contrato não seria renovado para a atual temporada.

“Ninguém me informou de nada. Só deixaram acabar o contrato e me mandaram uma mensagem por telefone avisando que haviam feito uma homenagem para mim na página do clube. Não queria fogos de artifício, mas esperava que tivessem me avisado antes que eu pudesse correr atrás de algo.”

Sem clube desde então, Rubinho chegou a conversar com o Spezia, da segunda divisão italiana, mas a negociação não evoluiu.

Agora, com o Campeonato Italiano já em andamento, aguarda a definição sobre o estado de saúde de um goleiro do Bologna para talvez conseguir um contrato com o clube e sair da inatividade.

“Na minha situação, a questão da grana vai pesar pouco. A vontade de jogar é muito grande. O que eu quero é trabalhar”, completa.


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Guia do Campeonato Italiano: reforços, estrelas, favoritos e brasileiros
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Rafael Reis

Nome oficial: Serie A
Período de disputa: 20/08/2016 a 28/05/2017
Rodadas: 38
Atual campeã: Juventus (32 títulos)
Maior campeã: Juventus (32 títulos)
Promovidos:  Cagliari, Crotone e Pescara
Rebaixados: Carpi, Frosinone e Hellas Verona
NA TV: ESPN e Fox Sports dividem a transmissão do campeonato. A segunda divisão italiana é exibida pelo Bandsports


A FAVORITA
Juventus
Buffon
É verdade que a Juve negociou Pogba, seu principal jogador. Mas a reposição de qualidade veio dos seus dois maiores adversários na briga pelo título italiano: Napoli (Higuaín) e Roma (Pjanic). Com rivais cada vez mais fracos, não dá para pensar em outro campeã nacional. A Vecchia Signora tem tudo para conquistar a liga pelo sexto ano consecutivo.

A ZEBRA
Fiorentina

Não, a Fiorentina não será campeã italiana pela terceira vez na história. Mas com o enfraquecimento do Napoli e a pré-temporada conturbada vivida pela Inter de Milão, é possível imaginar a Viola brigando seriamente por uma vaga na Liga dos Campeões. A base, quinta colocada no campeonato passado, ganhou o reforço do bom volante colombiano Carlos Sánchez. Resta a dúvida se o centroavante alemão Mario Gómez também se juntará ao elenco.

O CRAQUE
Gonzalo Higuaín
Higuain
Os 90 milhões de euros pagos por sua contratação podem até ser um absurdo, mas isso não impede que o centroavante argentino seja um grande reforço para a Juventus. Artilheiro do último Italiano pelo Napoli, com o recorde de 36 gols, Higuaín deve suprir uma das raras deficiências que a Vecchia Signora tinha: a falta de um homem de referência no ataque.

A CARA NOVA
Arkadiusz Milik
Milik
Vice-campeão em duas das quatro últimas temporadas, o Napoli tem de se recuperar da perda de Higuaín, seu artilheiro e principal jogador, para continuar na briga pelas primeiras colocações. E, para isso, precisa que o substituto do argentino funcione. O polonês Arkadiusz Milik foi contratado do Ajax com essa missão. E o valor do investimento, 32 milhões de euros, já mostra que a responsabilidade é grande.


QUEM MAIS GASTOU EM REFORÇOS

1º – Juventus – 157,5 milhões de euros
2º – Roma – 98,1 milhões de euros
3º – Napoli – 57,5 milhões de euros
4º – Inter de Milão – 45,8 milhões de euros
5º – Sampdoria – 24 milhões de euros


AS CONTRATAÇÕES MAIS CARAS

1º – Gonzalo Higuaín (A, ARG, Juventus) – 90 milhões de euros
2º – Miralem Pjanic (M, BOS, Juventus) – 32 milhões de euros
Arkadiusz Milik (A, POL, Napoli) – 32 milhões de euros
4º – Marko Pjaca (MA, CRO, Juventus) – 23 milhões de euros
5º – Antonio Candreva (M, ITA, Inter de Milão) – 22 milhões de euros
6º – Gerson (M, BRA, Roma) – 16,6 milhões de euros
7º – Mohamed Salah (MA, EGI, Roma) – 15 milhões de euros
8º – Piotr Zielinski (M, POL, Napoli) – 14 milhões de euros
9º – Stephan el Shaarawy (MA, ITA, Roma) – 13 milhões de euros
10º – Edin Dzeko (A, BOS, Roma) – 11 milhões de euros


SELEÇÃO DOS MAIS VALIOSOS DO CAMPEONATO*

G – Samir Handanovic (ESL, Inter de Milão) – 15 milhões de euros
LD – Bruno Peres (BRA, Roma) – 13 milhões de euros
Z – Leonardo Bonucci (ITA, Juventus) – 35 milhões de euros
Z – Konstantinos Manolas (GRE, Roma) – 25 milhões de euros
LE – Alex Sandro (BRA, Juventus) – 26 milhões de euros
M – Miralem Pjanic (BOS, Juventus) – 38 milhões de euros
M – Marek Hamsik (SVK, Napoli) – 38 milhões de euros
MOC – Éver Banega (ARG, Inter de Milão) – 17 milhões de euros
AD – Mohamed Salah (EGI, Roma) – 27 milhões de euros
AC – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 65 milhões de euros
AE – Ivan Perisic (CRO, Inter de Milão) – 25 milhões de euros

*valores de mercado de acordo com o site Transfermarkt


ESTRANGEIROS

321 jogadores (55,3% do total)

41 brasileiros
31 argentinos
20 croatas
15 sérvios
14 franceses


BRASILEIROS

São 41, além de três naturalizados que possuem dupla cidadania: Éder (Inter de Milão), Jorginho (Napoli), Thiago Cionek (Palermo)

Juventus: Alex Sandro, Daniel Alves, Neto e Hernanes
Lazio: Felipe Anderson, Wallace, Maurício, Vinícius e Ronaldo
Napoli: Allan e Rafael
Inter de Milão: Miranda, Dodô, e Felipe Melo
Roma: Bruno Peres, Gerson, Juan Jesus, Emerson Palmieri e Alisson
Milan: Luiz Adriano, Gabriel e Rodrigo Ely
Sampdoria: Leandro Castán
Atalanta: Rafael Tolói
Cagliari: João Pedro, Diego Farias e Rafael
Udinese: Samir, Danilo, Ryder Matos, Edenilson, Lucas Evangelista, Ewandro e Felipe
Torino: Danilo Avelar
Fiorentina: Gilberto
Bologna: Angelo da Costa
Crotone: Claiton
Palermo: Matheus Cassini
Chievo: Victor da Silva
Empoli: Matheus Pereira