Blog do Rafael Reis

Arquivo : campeonato inglês

Fim das retrancas: Europa vê maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
Comentários Comente

Rafael Reis

O Campeonato Espanhol não vê um 0 a 0 há mais de um mês. No Inglês, só três dos 20 clubes participantes têm média inferior a um gol por partida. E, no Italiano, três jogadores já romperam a casa dos 20 gols só nesta edição.

Esses não são fatos isolados. O primeiro escalão do futebol europeu (e, consequentemente, mundial) foi tomado por uma verdadeira de chuva de gols nesta temporada.

Somando os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês), temos até agora em 2016/17 um total de 1.678 partidas e 4.593 gols. A média de 2,78 gols por partida é a mais alta dos últimos 39 anos.

Para encontrar uma temporada com fartura de bolas na rede superior à atual é preciso voltar a 1977/78, quando a grande maioria dos jogadores profissionais de hoje ainda nem tinham nascido.

Na ocasião, as cinco grandes ligas europeias registraram uma média de 2,79 gols por jogo, só um pouquinho acima da vista nesta temporada.

Nos últimos 39 anos, a média de gols da elite da bola variou entre 2,38 gols por partida, em 1991/92, ainda na ressaca da seca da Copa do Mundo-1990, e 2,76, marca registrada três temporadas atrás.

Em 2016/17, todas as cinco grandes ligas nacionais da Europa ostentam médias superiores a 2,5 gols por jogo. A Espanha é a que possui a média mais alta: 2,91, a mais elevada no país em 54 anos.

Inglaterra e Itália também apresentam marcas histórias em relação ao número de bolas na rede. No caso da primeira divisão inglesa, a média atual (2,84) é a mais alta desde 1968. Já os italianos têm nesta temporada o melhor resultado ofensivo (2,79) desde 1993.

O maior goleador das principais ligas da Europa vem da França. O uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, já marcou 27 vezes, quatro a mais que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, o segundo colocado na lista.

Curiosamente, o ataque mais produtivo também vem da Ligue 1, tradicionalmente um dos campeonatos nacionais de futebol menos vistoso e ofensivo do continente.

O Monaco, que eliminou o Manchester City da Liga dos Campeões e desponta como a grande sensação da temporada, marcou 84 vezes nas primeiras 29 rodadas do Francês. Uma média que beira o inacreditável: 2,89 gols por partida.

As oitavas de final da Champions, aliás, mostraram bem essa nova cara do futebol europeu.

Tivemos dois placares de 5 a 1, um 5 a 3, outro 6 a 1 e mais um 4 a 2. No total, foram registrados 62 gols em apenas 16 partidas. Isso dá uma média de 3,87 gols por jogo.

E, vale lembrar, esses jogos reuniram aqueles que são em tese os 16 clubes mais fortes da Europa na atualidade, o que derruba o argumento de que a chuva de gols desta temporada seja apenas um reflexo da diferença técnica entre as equipes mais poderosas e as mais fracas.

Resumindo: o futebol europeu pegou gosto pelo gol. E quem ganha com isso são todos aqueles que gostam de um futebol bem jogado. Ou seja, eu… e imagino que vocês também.


Mais de Clubes

– Quem foi Jorge Wilstermann, que dá nome a rival do Palmeiras nesta quarta?
– Arena multiuso? Conheça o estádio que fica no teto de um shopping center
– Não é só Rooney: China ainda tem 9 vagas abertas para estrangeiros
– Igreja Católica é dona da poderosa Juventus de Turim? Verdade ou boato?


Artilheiro do Inglês, astro do Arsenal já foi criticado por excesso de sexo
Comentários Comente

Rafael Reis

Artilheiro do Campeonato Inglês, com 17 gols, e atravessando uma das melhores fases de sua carreira, Alexis Sánchez, 28, hoje é ídolo e um nome indiscutível no setor ofensivo do Arsenal.

Mas nem sempre foi assim.

Contratado do Barcelona em 2014, o chileno foi alvo de críticas no início da passagem pela Inglaterra por não ser decisivo nas partidas mais importantes do clube londrino. E sua intensa vida sexual foi apontada como a vilã da história.

Tudo começou quando o tabloide chileno “La Cuarta” publicou, em novembro daquele ano, que o desempenho dentro de campo de Alexis estava sendo prejudicado pelo excesso de sexo que ele praticava.

Na época, o atacante do Arsenal namorava a modelo e designer catalã Laia Grassi. De acordo com o jornal, o apetite sexual da loira era tamanho que provocava o desgaste físico do jogador e derrubava o nível do seu futebol.

Ainda segundo o “La Cuarta”, o excesso de atividade sexual de Alexis quase custou sua vaga de titular do clube inglês.

O relacionamento entre o chileno e Laia chegou ao fim em dezembro de 2014, quando a espanhola descobriu que o namorado havia tentado traí-la com a Miss Chile 2013, Camila Andrade, que não deu muita trela para ele.

Coincidência ou não, as críticas ao seu futebol foram embora junto com a ex-namorada.

Na atual temporada, Alexis já marcou 20 vezes. São 17 gols na Premier League, competição em que é o principal goleador, e mais três na Liga dos Campeões da Europa.

Além disso, ele é o jogador do elenco do Arsenal com mais passes para os companheiros balançarem as redes. São 16 assistências.

Mas o relacionamento com Laia e a tentativa de traição com Camila não foram as únicas vezes em que a vida sexual de Alexis Sánchez acabou sendo exposta a público.

O chileno também já foi acusado por uma ex-namorada, a dançarina e ginasta Veronica Roth, de gravar sem consentimento dela vídeos do casal tendo relações sexuais e espalhar para os amigos.

E a forma como ela descobriu que isso acontecia não foi das experiências mais agradáveis que alguém pode ter. De acordo com Veronica, ela flagrou amigos de Alexis escondidos dentro de um armário, munidos de um celular e gravando as cenas íntimas do casal.

O atacante, evidentemente, negou a história contada pela ex-namorada.


Mais de Cidadãos do Mundo

“Ano de ouro” faz Cavani assumir artilharia da Europa
Sensação da Europa, técnico do Chelsea já foi suspenso por fraude em placar
Reforço de peso do Palmeiras, Borja acumula fiascos longe da Colômbia
Aubameyang encerra jejum e volta à liderança isolada da Chuteira de Ouro


Sensação da Europa, técnico do Chelsea já foi suspenso por fraude em placar
Comentários Comente

Rafael Reis

Líder do Campeonato Inglês com o Chelsea e técnico da moda no futebol europeu, Antonio Conte tem uma mancha daquelas difíceis de apagar do currículo

Em 2012, o treinador ficou quatro meses impossibilitado de comandar a Juventus como pena por não ter relatado às autoridades italianas sobre a manipulação do resultado da partida entre Novara e Siena, no ano anterior.

Conte

Comandante do Siena na época, Conte foi considerado pela Justiça Esportiva italiana cúmplice do esquema por ter ciência de que o resultado do jogo (2 a 2) havia sido combinado e, mesmo assim, não ter feito nenhuma denúncia à organização do Calcio.

Inicialmente, o treinador foi suspenso por dez meses. A pena acabou sendo reduzida posteriormente para os quatro meses que ele acabou cumprindo.

O escândalo, que não o impediu de construir uma vitoriosa carreira na Juventus e dirigir a seleção italiana entre 2014 e 2016, poderia até mesmo colocá-lo na cadeia.

Depois da punição dada pela Justiça Esportiva, o caso foi levado à Justiça Comum. Conte foi indiciado não pela omissão na delação da armação, o que não é considerado crime na Itália,  mas sim por ter supostamente permitido que a partida tivesse o resultado manipulado.

Caso condenado, o hoje comandante do Chelsea teria de pagar uma multa de 8 mil euros (cerca de R$ 26,5 mil) e poderia pegar até seis meses de prisão.

Seu julgamento foi realizado em maio do ano passado, às vésperas da Eurocopa e quando ele já havia assinado contrato para dirigir o clube londrino na temporada 2016/17.

Conte, que sempre negou ter sequer conhecimento de que a partida havia sido fraudada, foi inocentado pela Justiça Comum e pode dar sequência normal em sua carreira.

O italiano se tornou o treinador sensação da Europa nesta temporada ao levar o Chelsea, décimo colocado em 2015/16, à liderança confortável da Premier League e espalhar pelo continente a febre do esquema com três zagueiros.

Sua formação preferida desde os tempos em que dirigia a Juventus andava meio esquecida no Velho Continente até que o sucesso das equipes comandadas por ele provocou um renascimento da ideia, já usada na atual temporada até mesmo por Pep Guardiola, do Manchester City.

Conte é o técnico do momento da Europa e virou fonte de inspiração para seus companheiros de profissão. Mas tem uma mancha difícil de apagar do currículo.


Mais de Cidadãos do Mundo

Reforço de peso do Palmeiras, Borja acumula fiascos longe da Colômbia
Aubameyang encerra jejum e volta à liderança isolada da Chuteira de Ouro
Mais goleador que Neymar, turco do Barça teve gripe suína e doença cardíaca
Pago pela Coca e erro de cartório: 6 histórias de Kazim, o turco corintiano


Em crise, City tem piores posse de bola e passe da carreira de Guardiola
Comentários Comente

Rafael Reis

Quinta colocação no Campeonato Inglês, 12 pontos de desvantagem para o líder, derrotas para Tottenham, Chelsea, Leicester, Liverpool, Everton Manchester United e Barcelona. Em sua primeira temporada à frente do Manchester City, Pep Guardiola sofre como nunca em sua carreira de treinador.

E sofre também porque o passe, estrutura básica do seu estilo de jogo desde que estreou no comando do Barça, nove anos atrás, jamais teve tantos problemas de funcionamento quanto agora.

Guardiola

Dados do “Who Scored?”, página especializado nas estatísticas do futebol, comprovam: o City da atual temporada é a equipe treinada por Guardiola que menos e pior toca a bola.

Segundo o site, o time azul líder o ranking de posse de bola da Premier League e fica com a pelota sobre seu controle durante 60,6% do tempo de jogo. Ah, então está tudo certo, né?

Que nada. Essa é a pior marca de toda a carreira do técnico catalão. Durante as passagens por Barcelona e Bayern de Munique, a posse de bola de suas equipes variou nunca foi menor que 63,7% e chegou até a 67,4%.

Além disso, pela primeira vez na história de Guardiola como treinador, seu time não é o que mais acerta passes na liga nacional que disputa.

De acordo com o “Who Scored?”, o City concretiza 84,3% das trocas de bola que se dispõe a fazer, 0,5% a menos que seu arquirrival de cidade, o Manchester United, líder do ranking na Inglaterra.

A comparação com os trabalhos anteriores de Pep também é cruel. Até então, a pior margem de acerto dos times treinados por ele era de 87%, com o Barcelona da temporada 2009/10. No ano seguinte, a equipe catalã alcançou incríveis 89,6% de passes certos.

Com dificuldade para dar sua cara ao elenco do City, Guardiola ainda não conseguiu encontrar um meia para controlar a posse de bola e ser seu principal distribuidor de jogo. Ou seja, para fazer o papel que era de Xavi, no Barcelona, e de Lahm, no Bayern de Munique.

Fernandinho, o homem mais experimentado nessa função, é apenas o quinto jogador da Premier League com mais passes para companheiros nesta temporada. Com média de 69 toques por partida, ele fica atrás de Jordan Henderson e Dejan Lovren (Liverpool) e Paul Pogba e Ander Herrera (Manchester United).

Sem tanta e tão qualificada posse de bola quanto de costume, Guardiola não consegue se acertar no City. Nas últimas quatro partidas, foram duas derrotas, um empate e somente uma vitória.

O resultado disso é que pela primeira vez na carreira Pep corre risco real de não classificar seu time para Liga dos Campeões da Europa –no momento, está dois pontos atrás do Liverpool, quarto colocado.

É claro que a Premier League é uma competição mais equilibrada que o Espanhol e o Alemão, mas isso não ameniza o início ruim de Guardiola no City.

Pep quer retornar aos bons tempos. E, para isso, precisa que sua velha amiga, a bola, volte a ficar nos pés dos seus jogadores.


Mais de Cidadãos do Mundo

Além de Drogba: 7 estrelas internacionais para seu time contratar
Algoz do Brasil e peladão: 5 jogadores que foram parar no Big Brother
Gigantes do futebol: 5 jogadores famosos com mais de 2 m de altura
Icardi encosta em Aubameyang e fica a um gol da ponta da Chuteira de Ouro


Último capitão da seleção de Tite lidera ranking das expulsões na Europa
Comentários Comente

Rafael Reis

Presença constante nas convocações da seleção brasileira e capitão na última partida do time de Tite, contra o Peru, em novembro, Fernandinho tem uma marca da qual nenhum jogador deve se orgulhar.

O volante do Manchester City é o jogador entre os inscritos nas seis principais ligas nacionais da Europa com mais expulsões na temporada.

O jogador de 31 anos já recebeu três cartões vermelhos em 2016/17, número superior ao de qualquer outro atleta que atua na primeira divisão de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal.

Fernandinho foi expulso em dois jogos da Premier League (contra Chelsea, em dezembro, e Burnley, no início do mês) e na penúltima partida da fase de grupos da Liga dos Campeões, ante o Borussia Mönchengladbach, em novembro.

Só em suspensões, o brasileiro já desfalcou o City em cinco partidas da atual temporada. Ele ainda precisa cumprir mais três jogos de gancho em razão do seu último cartão vermelho e só deve retornar à equipe em fevereiro.

Curiosamente, Fernandinho está longe de ser dos jogadores mais faltosos do Campeonato Inglês.

De acordo com o site “Who Scored?”, especializado nas estatísticas do futebol, o volante é apenas o 17º atleta com mais infrações na atual edição Premier League. O camisa 25 do City comete em média 1,7 falta por partida, menos, por exemplo, do que outro brasileiro, o atacante Roberto Firmino, do Liverpool, que tem média de 1,9.

Fernandinho também não está entre os reis do amarelo na Inglaterra e, muito menos, na Europa.

O brasileiro foi advertido apenas quatro vezes na temporada. Apenas para comparação, o grego José Holebas, do Watford, já levou nove amarelos desde as férias do meio do ano, o zagueiro espanhol Sergio Ramos, capitão do Real Madrid, seis, e Neymar, oito.

Ou seja, o problema do volante não é a frequência com que ele bate, mas sim as panes de consciência que o têm feito aderir à violência em lances como a agressão a Fàbregas (Chelsea) ou o carrinho frontal em Gudmundsson (Burnley).

Pelo menos antes da série de expulsões, Fernandinho vinha sendo um dos homens de confiança de Pep Guardiola no City.

Encantando com o brasileiro, o catalão havia lhe dado aquela que ele considera a função mais nobre dentro de campo: a de meia que comanda a saída de bola da equipe. Nos trabalhos anteriores de Pep, o posto havia sido ocupado por Xavi e Lahm.

Mas nenhum deles tinha o efeito colateral de ser o rei do cartão vermelho na Europa.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

Ex-São Paulo, artilheiro de 2010 diz que Copinha só lhe rendeu “mídia”
– Na seca, Neymar-2016 só supera gols de ano de estreia no Santos
– Sorriso, cantada e tradução: a vida da brasileira que trabalha no United
– Enquanto D. Costa brilha, brasileiros têm só 1 gol em 45 dias no Inglês


Sorriso, cantada e tradução: a vida da brasileira que trabalha no United
Comentários Comente

Rafael Reis

Débora Barbosa já fez Ángel di María sorrir, recebeu cantada de Ander Herrera e está acostumada a bater papo com David de Gea, Antonio Valencia e Marcos Rojo.

A universitária brasileira de 21 anos, que deixou sua casa em Francisco Beltrão (PR) aos 15 para fazer um intercâmbio nos Estados Unidos e nunca mais voltou, trabalha em uma empresa de dar inveja a todos que gostam de futebol: o Manchester United.

Debora Barbosa

A estudante de administração da Universidade de Salford faz parte do grupo de tradutores do maior campeão da história do futebol inglês.

É ela quem acompanha os jogadores espanhóis e sul-americanos em eventos para a comunidade, como visitas a hospitais e escolas. Além disso, Débora faz traduções para patrocinadores do United nos camarotes de Old Traffford durante as partidas.

“Conheço aquele estádio como a palma da minha mão”, resume a estudante.

A paranaense foi parar no clube quase que por acaso. Filha de torcedor do Internacional e apaixonada por futebol desde a infância, ela se mudou para a Inglaterra a convite de uma intercambista tailandesa que conheceu nos EUA.

“No meu primeiro dia de faculdade, em 2013, fui até um painel de oportunidades de trabalho, e o escudo do United me chamou a atenção. Eles procuravam uma voluntária para ensinar as criancinhas da cidade a jogar futebol”.

“Fui para a entrevista e falei que não jogava futebol desde a infância, mas que sabia alemão, espanhol, português e inglês. Então, me colocaram para trabalhar com crianças de Angola e começaram a me testar como tradutora”, conta.

A maior parte do trabalho de Débora é voluntário (só recebe nos dias de jogos). Mas a estudante já recebeu a promessa de que será contratada assim que terminar a faculdade, em 2018. É por isso que não desiste do United… por isso, e também porque se diverte demais no trabalho.

“Na primeira vez que fui traduzir o Di María, a assessora veio me alertar que ele possivelmente seria grosso comigo. Mas assim que o cumprimentei em espanhol, ele abriu um sorriso e falou algo como ‘até que enfim alguém que não fala inglês por aqui'”, conta.

“Outra vez, fiz um evento com os jogadores espanhóis e o Ander Herrera deu em cima de mim. Eu estava traduzindo o De Gea, o Víctor Valdés chegou e me deu um beijo quando descobriu que eu era brasileira e o Herrera me chamou para jantar. Mas não aconteceu nada. Temos ordens para não nos aproximarmos dos jogadores do clube”.

Depois de três anos com o United encravado em sua rotina, Débora já não se imagina mais vivendo fora do futebol. E faz planos ousados para o futuro. Ela quer, basicamente, fazer história.

“Nunca imaginei que trabalharia com futebol. Mas agora é minha paixão. Já disse para meu chefe que um dia serei a primeira chefe internacional do Manchester United. Todos são britânicos. Serei a primeira estrangeira a mandar lá”, diverte-se.

E a tradutora também manda uma mensagem para quem, assim como ela, sonha alto.

“Nunca tive familiares ricos e aceitei trabalhar de graça. Qualquer um pode chegar onde quiser. Só é preciso correr atrás do sonho. Quero que as pessoas se sintam inspiradas com a minha história.”


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Enquanto D. Costa brilha, brasileiros têm só 1 gol em 45 dias no Inglês
Banco, Alisson ainda espera estreia no Italiano e revive saga de Taffarel
– Como Douglas superou as piadas para virar peça importante de time espanhol
– Brasil vive seca de gols na Champions e tem pior fase de grupos em 14 anos


Enquanto D. Costa brilha, brasileiros têm só 1 gol em 45 dias no Inglês
Comentários Comente

Rafael Reis

Lembram de quando Willian era um dos jogadores mais decisivos do Chelsea, Oscar ainda era uma peça útil na equipe de Londres e Philippe Coutinho e Roberto Firmino estavam voando com a camisa do Liverpool?

Esse cenário nem parece tão distante assim. Mas o jogo virou para os brasileiros que disputam a Premier League… principalmente, para os homens de frente.

Firmino

Nos últimos 45 dias, a liga nacional mais rica do planeta registrou apenas um gol de um jogador apto a defender a seleção brasileira –Willian marcou no 3 a 1 do Chelsea sobre o Manchester City, em 3 de dezembro.

E Coutinho, Firmino, Oscar, Fernandinho, Kenedy, Gabriel Paulista, Fábio, David Luiz, Lucas Leiva e Fernando? Nada, nada, nada. Todos eles passaram em branco no período.

Coutinho, há tempos o brasileiro que mais se destaca na Premier League, viu sua ótima temporada ser interrompida no fim de novembro, quando machucou o tornozelo direito.

A contusão derrubou também o desempenho de Firmino, seu companheiro no setor ofensivo do Liverpool. Juntos, eles somam dez gols nesta edição do Inglês (cinco de cada um). Separados, nenhum deles marcou.

Já no Chelsea, líder da Premier League, o drama é outro. O técnico Antonio Conte só considera titular um dos três brasileiros do seu elenco: o zagueiro David Luiz. Os homens mais ofensivos precisam se contentar com o banco.

Willian, que era peça-chave do time nas últimas temporadas, hoje é preterido por Pedro, mas entra no segundo tempo de quase todas as partidas. Menos utilizado, Oscar está prestes a se mandar para o Shangai SIPG, da China.

Os outros nove brasileiros inscritos no Inglês atuam em posições mais defensivas e não têm como prioridade balançar as redes ou mesmo criar jogadas de gol.

Deles, o único que já deixou sua marca nesta edição da Premier League é o volante Fernandinho, do Manchester City. Mas seu gol contra o West Ham aconteceu em agosto, bem antes do início da seca brasileira.

Curiosamente, o artilheiro do Campeonato Inglês é alguém que poderia atuar pelo Brasil. Nascido no Sergipe, o centroavante Diego Costa abriu mão de sua nacionalidade natal para defender a seleção espanhola.

Na ponta da tabela de goleadores da Premier League, o atacante do Chelsea soma 13 gols na competição, quatro só nos últimos 45 dias.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

Banco, Alisson ainda espera estreia no Italiano e revive saga de Taffarel
– Como Douglas superou as piadas para virar peça importante de time espanhol
– Brasil vive seca de gols na Champions e tem pior fase de grupos em 14 anos
– Mundial de Clubes tem 10 jogadores brasileiros; conheça cada um deles

 


Como técnico italiano e David Luiz construíram a melhor defesa da Europa
Comentários Comente

Rafael Reis

Um time que chegou a lutar contra o rebaixamento e sofreu na temporada passada seu maior número de gols em 19 anos transformou-se agora na melhor defesa da Europa.

Vice-líder do Inglês, com apenas um ponto de desvantagem para o Liverpool, o Chelsea é a equipe das cinco principais ligas do Velho Continente que há mais tempo não é vazada em seu campeonato nacional.

David Luiz

Já são cinco jogos da Premier League sem sofrer um mísero golzinho, mais do que qualquer outro dos 98 clubes dessa espécie de primeiro escalão do futebol europeu.

A equipe de Londres, apenas a décima colocada na temporada passada, passou ilesa pelos ataques de Hull City, Southampton, Everton, pelo campeão Leicester e pelo gigante Manchester United.

A transformação da antes esburacada defesa do Chelsea em uma fortaleza quase intransponível está ligada à chegada do técnico italiano Antonio Conte e à adoção do seu sistema preferido, com três zagueiros.

O ex-treinador da Juventus e da Azzurra começou o trabalho nos Blues usando uma linha de quatro homens atrás e sofreu nove gols nas primeiras seis rodadas do Inglês. Desde que mudou o esquema, não teve mais sua rede balançada.

Com três homens na defesa, o Chelsea é agora o segundo time da Premier League que menos sofre. De acordo com “Who Scored?”, site especializado em estatísticas no futebol, a equipe de Conte sofre 8,4 finalizações por partida, mais apenas que o Liverpool (8,1).

Ao contrário da trinca Bonucci-Barzagli-Chiellini, eternizada por Conte em um passado recente, o trio de zaga do time inglês conta com apenas com um jogador 100% zagueiro: Cahill.

O lateral de origem Azpilicueta é o homem-chave para fazer a equipe flutuar entre o 3-4-3 de quase sempre e o 4-3-3 utilizado em determinados momentos para surpreender os adversários. E David Luiz… bem, é David Luiz.

O brasileiro, que perdeu espaço na seleção e vem sofrendo com críticas constantes dos torcedores desde o 7 a 1 por seu estilo pouco defensivo para um zagueiro, encontrou em sua volta ao Chelsea, após dois anos no PSG, um estilo que o beneficia.

Graças à proteção dada por um zagueiro extra, David Luiz pode se aventurar um pouco mais no ataque sem causar danos à defesa. Além disso, seus característicos lançamentos longos são uma jogada que Conte aprecia e já usava frequentemente com Bonucci na Juve e na seleção italiana.

Em alta com o chefe e elogiado pela imprensa inglesa, o brasileiro lidera duas estatísticas defensivas do Chelsea: é o maior rebatedor do elenco (4,7 por partida) e também o jogador que mais impede finalizações dos adversários (0,9 bloqueio por jogo).

Prova desse moral é que John Terry já voltou da lesão que o havia afastado do time, não conseguiu desbancar o brasileiro e está no banco de reservas. Afinal, em defesa que está ganhando, não se mexe.


Mais de Clubes

– Ingresso da Champions pode ser mais barato que do Brasileiro; veja preços
– Cor de gramados gera desavença e faz clubes do Espanhol levarem bronca
– Naming rights de time? Acredite: líder do Turco vendeu seu próprio nome
– Até casa de apostas é dona de time na 1ª divisão da Inglaterra


Mourinho em Stamford Bridge, time da moda e Milan: 3 jogos para ver no fds
Comentários Comente

Rafael Reis

O fim de semana promete ser de briga intensa pela primeira colocação nos principais campeonatos nacionais da Europa. Inglaterra, Espanha, Alemanha e Portugal podem ter um novo líder nos próximos dias.

Mesmo na Itália, onde a Juventus reina soberana e está longe por ser alcançada por qualquer adversário, a nona rodada da temporada 2016/17 reserva um confronto válido pelo alto da tabela de classificação.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Então, vamos a elas:

ARSENAL x MIDDLESBROUGH
Sábado, 12h (de Brasília)
ESPN Brasil
9ª rodada do Campeonato Inglês

Sete vitórias consecutivas, média superior a três gols por partidas no último mês, goleada por 6 a 0 sobre o Ludogorets na Liga dos Campeões. O Arsenal, time da moda da Europa neste momento, pode assumir neste fim de semana a primeira colocação isolada do Campeonato Inglês. Para isso, precisa derrotar em casa o Middlesbrough e torcer para que o Manchester City, que vem em declínio e levou 4 a 0 do Barcelona na quarta-feira, perca pontos ante o perigoso Southampton. A equipe de Londres tem como arma o bom momento do meia Mesut Özil, que conseguiu na Champions o primeiro “hat-trick”(três gols em uma mesma partida) de sua carreira.

MILAN x JUVENTUS
Sábado, 16h45 (de Brasília)
Fox Sports
9ª rodada do Campeonato Italiano

Após três anos condenado ao meio da tabela do Campeonato Italiano, o Milan dá mostras nesta temporada que pode voltar a brigar por algo no Italiano. Terceiro colocado, o time do artilheiro Carlos Bacca fez em apenas oito rodadas quase 30% dos pontos que conquistou na edição anterior do campeonato. Mas ainda falta à equipe do técnico Vincenzo Montella vencer um jogo grande. E a oportunidade pode ser neste sábado, em casa, contra a Juventus, líder do calcio, com cinco pontos de vantagem para os rossoneros. A vitória, além de dar um ânimo extra para a recuperação do Milan, pode significar a abertura de um campeonato que, desde o início da temporada, já parece ter dona bem definida.

CHELSEA x MANCHESTER UNITED
Domingo, 13h (de Brasília)
ESPN +
9ª rodada do Campeonato Inglês

Chelsea e Manchester United não brigam pela liderança do Inglês e nem se destacam positivamente neste início de temporada. Mas, nada disso, tira a importância do clássico de domingo. Trata-se afinal do retorno do português José Mourinho, hoje à frente dos “Red Devils”, à Stamford Bridge. O treinador dirigiu o Chelsea duas vezes. A primeira passagem durou três anos (2004-2007) e foi gloriosa, com direito aos dois primeiros títulos ingleses do clube na era Roman Abramovich. Na segunda, entre 2013 e o ano passado, também se sagrou campeão nacional, mas foi demitido em um momento melancólico, quando o time lutava contra o rebaixamento.


Mais de Cidadãos do Mundo

Estrela do Bayern, Alaba é filho de príncipe que virou DJ
Veterano de Belarus passa em branco, mas ainda lidera artilharia da Europa
Veteranos no “soccer”: 7 medalhões brasileiros que jogam nos EUA
Na mira do Chelsea, sensação do Italiano pagou para jogar na 1ª divisão

 


Até casa de apostas é dona de time na 1ª divisão da Inglaterra
Comentários Comente

Rafael Reis

O inédito título inglês conquistado pelo Leicester na temporada passada provocou prejuízos históricos para as casas de apostas britânicas, que tiveram de desembolsar pelo menos 15 milhões de libras (R$ 66 milhões) para premiar os poucos que previram a façanha histórica.

Se o azarão não fosse a equipe de Vardy e Mahrez, mas sim o Stoke City, essa informação deixaria de ser uma simples curiosidade para se tornar o centro de uma importante discussão ética sobre conflito de interesses.

Stoke City

É que os Potters, apelido do time que está na primeira divisão inglesa desde 2008 e foi nono colocado na última temporada, não têm uma casa de apostas apenas como patrocinador principal e dono dos naming rights do seu estádio.

A relação é bem mais profunda. O Stoke City pertence a uma das maiores redes de apostas esportivas via internet do planeta, o Bet365, que atua em quase 200 países e possui cerca de 19 milhões de clientes.

O presidente do clube, Peter Coates, é também quem dirige o grupo, que foi fundado em 2000 e adquiriu o time da cidade de Stoke-on-Tent seis anos depois

“Eu e minha família não vemos o Stoke como um negócio. É algo importante para nossa região e que gostamos de fazer”, disse Coates, em entrevista publicada pelo jornal “Guardian”, em 2015.

A parceria de dez anos entre o time e uma empresa que ganha dinheiro com as previsões de resultados de partidas de futebol (inclusive as envolvendo a equipe que lhe pertence) nunca produziu nenhum grande escândalo e nem incomoda a Inglaterra, um país que é apaixonado pelas apostas.

Mas, internacionalmente a coisa é bem diferente. A Fifa e Uefa monitoram constantemente apostadores e plataformas de apostas para detectar partidas com propensão a fraude e manipulação de resultados.

O poderio das casas de apostas (as legalizadas, caso da Bet365) sobre o futebol é cada vez maior. Nove dos 20 clubes da Premier League são patrocinados por uma empresa do segmento. A segunda divisão inglesa leva o nome de um site do gênero. E há ainda o caso do Stoke…


Mais de Clubes

– Barcelona irá montar time de futebol feminino nos EUA
– Cabeça de touro e boicote: caçula da Alemanha é alvo de ódio de adversários
– Time parceiro de Apple, Google e Facebook promete revolucionar o futebol
– 5 novelas para acompanhar na última semana da janela de transferência