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Arquivo : campeonato inglês

Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Menos gol e mais zagueiro: Como D. Luiz se transformou e deu volta por cima
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Rafael Reis

Para ser campeão inglês, tornar-se um dos destaques positivos do Chelsea na temporada, começar a recuperar o respeito do torcedor e voltar a ser cogitado na seleção brasileira, David Luiz precisou virar zagueiro de verdade.

A afirmação pode até parecer estranha, já que o jogador de 30 anos ficou conhecido internacionalmente e passou a maior parte da carreira jogando no miolo de zaga.

Mas o que difere o David Luiz que proporcionou lances estabanados e que não se mostrava tão confiável no fiasco brasileiro na Copa do Mundo-2014 e nas últimas temporadas no Paris Saint-Germain do David Luiz sólido como uma rocha na atual temporada é justamente seu comportamento de zagueiro.

O agora trintão deixou de lado o gosto pelo ataque, que tanto atormentava treinadores e torcedores que lhe cobravam mais disciplina tática, para se contentar em defender e, vez ou outra, até adotar o humilde jeitão “beque de fazenda”.

Os números comprovam essa transformação de estilo do zagueiro brasileiro.

O jogador, que já chegou a participar ativamente, ou seja, balançando as redes e dando passes para seus companheiros marcarem, de 12 gols em uma temporada, a de 2012/13, só anotou um gol desde agosto e ainda não distribui nenhuma assistência.

Desde 2007/08, seu segundo ano na Europa, David Luiz não tinha uma produção ofensiva tão baixa. E, vale lembrar que, naquela temporada, ele jogou apenas 12 vezes pelo Benfica. Na atual, já são 36 jogos pelo Chelsea e mais quatro no PSG.

A menor preocupação com o ataque veio acompanhada de um aumento na seriedade que o brasileiro demonstra em campo. Os tempos de sair driblando adversários no campo de defesa e insistir nos passes curtos, mesmo quando pressionado pela marcação, ficaram no passado.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, David Luiz dá em média 5,1 chutões por jogo nesta temporada. Sua média de “aliviadas” no PSG era de apenas 3,5 por partida e, na primeira passagem pelo Chelsea, 4,3.

O “novo” David Luiz caiu nas graças de Antonio Conte, o treinador italiano que reconduziu o Chelsea ao caminho do título inglês depois de um péssimo desempenho na temporada anterior.

O brasileiro assumiu a titularidade na quinta rodada do Inglês, subiu de desempenho depois da adoção do esquema com três zagueiros e não saiu mais do time.

Campeão da Premier League, David Luiz ainda foi escolhido o melhor jogador de defesa da primeira metade da temporada pelo jornal “Telegraph” e acabou escolhido para a seleção de 2016/17, em eleição da PFA, o sindicato dos jogadores profissionais da Inglaterra.


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Filho de pastor, ala do Chelsea teve pais mortos por perseguição religiosa
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Rafael Reis

Victor Moses tinha apenas 11 anos quando descobriu o tamanho da crueldade que existe por trás da intolerância religiosa.

O hoje titular da ala direita do Chelsea, líder do Campeonato Inglês e favorito à conquista da Premier League, jogava bola pelas ruas de Kaduna, cidade de 750 mil habitantes no coração da Nigéria, enquanto o ódio entre praticantes de diferentes religiões destruía parte importante da sua vida.

Exausto depois de tentas peladas, o garoto foi avisado por um tio que seus pais, Austin e Josephine, estavam mortos.

Em um momento em que as tensões entre muçulmanos e cristãos pegavam fogo naquela região da Nigéria, os pais de Moses foram assassinados por grupos terroristas islâmicos porque eram missionários que pregavam o nome de Jesus e tinham sua própria igreja.

O próximo alvo era o pequeno Victor. E foi por isso que alguns amigos o esconderam por uma semana até que conseguiram enviá-lo sozinho para a Inglaterra.

“Estejam onde estiverem, espero que eles estejam orgulhosos de mim, que eles olhem aqui para baixo e se encham de orgulho. Foi uma viagem longa [da Nigéria até a nova casa] e tive de me manter forte e trabalhar duro para chegar até aqui””, afirmou ao “Guardian”, em 2012.

Asilado político pelo Reino Unido, Moses foi adotado por uma nova família na Europa e encontrou tranquilidade para cumprir seu destino de jogar futebol profissionalmente.

Pouco depois da chegada à Inglaterra, já passou a treinar nas categorias de base do Crystal Palace, onde era reconhecido como fenômeno. Aos 15, estreou nas seleções inferiores da Inglaterra. No Mundial sub-17 de 2007, era a grande estrela do English Team.

Até 2012, quando trocou o Crystal Palace pelo Chelsea e decidiu reassumir a cidadania nigeriana, estreando pela seleção africana, tudo levava a crer que Moses se converteria em um nome do primeiro escalão do futebol mundial.

Mas o então atacante não brilhou em Stamford Bridge. Também não fez nada de especial nos empréstimos para Liverpool, Stoke City e West Ham. Sua carreira parecia que iria cair na banalidade até que ele encontrou Antonio Conte, no início desta temporada.

O novo treinador do Chelsea impediu que ele fosse emprestado novamente e decidiu testá-lo como ala direito no esquema 3-4-3 que pretendia implantar. O improviso deu tão certo que Moses assumiu a titularidade no início de outubro e não soltou mais.

O nigeriano não é craque, mas se tornou um dos jogadores mais regulares da equipe de Conte e já soma quatro gols e quatro assistências nesta temporada, mais do que no ano passado, quando ainda era atacante.

E, agora, na briga para conquistar o primeiro título inglês de sua carreira, Moses pode ter certeza: seus pais estão muito orgulhosos dele. Estejam onde estiverem.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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Por onde andam os jogadores do Arsenal campeão inglês invicto?
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Rafael Reis

O Arsenal não ganha nada de relevante há tempos, corre risco de não se classificar para a Liga dos Campeões da Europa depois de duas décadas, virou piada na Inglaterra e vê sua torcida pedir a cabeça do técnico Arsène Wenger a cada novo fiasco.

Mas, 13 anos atrás, tudo era diferente.

O clube londrino encantou o mundo na temporada 2003/04. Com um futebol de passes rápidos e precisos, além de um contra-ataque letal, o Arsenal se sagrou campeão inglês invicto, um feito que nenhum outro time conseguiu repetir desde então.

Saiba agora como está a vida dos jogadores que transformaram a equipe do norte de Londres em sinônimo de futebol bonito e vencedor na primeira metade da década passada.

POR ONDE ANDA – ARSENAL DE 2003/04?

Jens Lehmann (47 anos) – Substituto de David Seaman no gol do Arsenal, o alemão disputou três Copas do Mundo. Aposentado desde 2010, ele aceitou voltar aos gramados no ano seguinte para ajudar o clube londrino a lidar com a lesão de três goleiros do seu elenco. Lehmann ficou mais dois meses no Arsenal e disputou uma partida. Atualmente, comenta jogos na TV alemã e escreve uma coluna de esportes no tabloide “Bild”.

Lauren (40 anos) – O lateral direito camaronês é outro que tem se dedicado aos comentários esportivos. Depois de deixar o Arsenal em 2006, jogou por três temporadas no Portsmouth e por mais alguns meses no Córdoba, da Espanha. Lauren hoje vive em Sevilha, e analisa o Campeonato Espanhol para a Sky Sports. Também trabalhou como comentarista na Copa Africana de Nações de 2012.

Sol Campbell (42 anos) – Um dos zagueiros mais badalados do futebol mundial no início dos anos 2000, o inglês entrou para a política, fez campanha para a saída do Reino Unido da União Europeia e tentou uma candidatura à prefeitura de Londres pelo Partido Conservador, no ano passado. Como não conseguiu nenhum cargo, retornou para o futebol e aceitou em janeiro um emprego de auxiliar da seleção de Trinidad e Tobago.

Kolo Touré (36 anos) – O irmão mais velho de Yaya Touré é um dos dois titulares do histórico time do Arsenal que continua em atividade. O marfinense não exibe a mesma velocidade que encantava Arsène Wenger em 2003/04, mas ainda quebra o galho no Celtic. Reserva na maior parte da temporada, participou de apenas sete jogos na campanha que deu ao clube de Glasgow seu sexto título escocês consecutivo.

Ashley Cole (36 anos) – Assim como Touré, o lateral esquerdo, que ocupou o posto de titular da seleção inglesa por mais de uma década, continua em atividade. Ashley Cole permaneceu no Arsenal até 2006, jogou por oito anos no Chelsea e ficou uma temporada e meia na Roma. Desde janeiro de 2016, mora nos EUA e defende o Los Angeles Galaxy. Ao contrário do ex-companheiro de Arsenal, no entanto, é titular absoluto em sua equipe.

Gilberto Silva (40 anos) – O volante brasileiro foi contratado pelo Arsenal logo depois da conquista do pentacampeonato mundial, em 2002, e não demorou para se tornar um dos símbolos da equipe. Gilberto Silva voltou da Europa em 2011 e ainda passou por Grêmio e Atlético-MG antes da aposentadoria. No ano passado, trabalhou por sete meses como diretor de futebol do Panathinaikos, da Grécia.

Patrick Vieira (40 anos) – Coração do Arsenal campeão inglês invicto, o volante francês de passadas longas e técnica acima do comum tem uma carreira consolidada no City Football Group, fundo que administra o Manchester City, clube pelo qual se aposentou, em 2011. Vieira dirigiu a segunda equipe dos Citizens durante duas temporadas e, desde o ano passado, é o treinador do New York City FC, o clube pertencente ao grupo no futebol dos EUA.

Fredrik Ljungberg (39 anos) – Um dos mais jovem dos titulares do histórico time do Arsenal é um desbravador de novos mercados e jogou nos EUA, nos Japão e até na Índia antes de pendurar as chuteiras, em 2014. No ano passado, foi contratado pelo Arsenal para comandar a equipe sub-15. Desde fevereiro, atua como auxiliar de Andries Jonker no Wolfsburg, que faz péssima campanha no Campeonato Alemão.

Robert Pirès (43 anos) – O meia francês de ascendência portuguesa ficou no Arsenal até 2006 e ainda jogou por Villarreal e Aston Villa até deixar o futebol profissional, em 2011. Três anos depois, Pirès abandonou a aposentadoria para disputar as duas primeiras temporadas da Superliga Indiana. O francês também comenta jogos esporadicamente para a Sky Sports.

Dennis Bergkamp (47 anos) – Um dos atacantes mais técnicos do futebol mundial nas últimas décadas, o camisa 10 vestiu a camisa do Arsenal até o fim da carreira, 11 anos atrás. Em 2008, começou a trabalhar na comissão técnica do Ajax, onde permanece até hoje. Atualmente, é auxiliar da equipe principal e também treinador dos atacantes do elenco da equipe holandesa.

Thierry Henry (39 anos) – Um dos maiores ídolos da história do Arsenal, o atacante francês é o artilheiro máximo do clube em todos os tempos, com 228 gols. Astro do New York Red Bulls e do futebol dos EUA por quatro temporadas, está aposentado desde 2014. No ano passado, estreou em uma nova função, a de auxiliar-técnico da seleção da Bélgica.

Edu (38 anos) – Espécie de 12º titular do Arsenal, participou de 29 das 38 partidas da vitoriosa campanha. Construiu uma carreira de sucesso como gerente de futebol do Corinthians e permaneceu por cinco anos no cargo. Desde junho, é um dos braços direitos de Tite na seleção brasileira –é o coordenador de futebol da CBF.

Arsène Wenger (67 anos) – Treinador mais longevo de um clube do primeiro escalão do futebol mundial na atualidade, o francês comanda o Arsenal desde 1996. O longo jejum de títulos (a conquista invicta foi a última na Premier League) faz com que tenha uma relação de amor e ódio com os torcedores. Seu contrato termina no fim da temporada, mas, de acordo com a imprensa inglesa, é bem provável que renove por mais dois anos.


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Fim das retrancas: Europa vê maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
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Rafael Reis

O Campeonato Espanhol não vê um 0 a 0 há mais de um mês. No Inglês, só três dos 20 clubes participantes têm média inferior a um gol por partida. E, no Italiano, três jogadores já romperam a casa dos 20 gols só nesta edição.

Esses não são fatos isolados. O primeiro escalão do futebol europeu (e, consequentemente, mundial) foi tomado por uma verdadeira de chuva de gols nesta temporada.

Somando os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês), temos até agora em 2016/17 um total de 1.678 partidas e 4.593 gols. A média de 2,78 gols por partida é a mais alta dos últimos 39 anos.

Para encontrar uma temporada com fartura de bolas na rede superior à atual é preciso voltar a 1977/78, quando a grande maioria dos jogadores profissionais de hoje ainda nem tinham nascido.

Na ocasião, as cinco grandes ligas europeias registraram uma média de 2,79 gols por jogo, só um pouquinho acima da vista nesta temporada.

Nos últimos 39 anos, a média de gols da elite da bola variou entre 2,38 gols por partida, em 1991/92, ainda na ressaca da seca da Copa do Mundo-1990, e 2,76, marca registrada três temporadas atrás.

Em 2016/17, todas as cinco grandes ligas nacionais da Europa ostentam médias superiores a 2,5 gols por jogo. A Espanha é a que possui a média mais alta: 2,91, a mais elevada no país em 54 anos.

Inglaterra e Itália também apresentam marcas histórias em relação ao número de bolas na rede. No caso da primeira divisão inglesa, a média atual (2,84) é a mais alta desde 1968. Já os italianos têm nesta temporada o melhor resultado ofensivo (2,79) desde 1993.

O maior goleador das principais ligas da Europa vem da França. O uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, já marcou 27 vezes, quatro a mais que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, o segundo colocado na lista.

Curiosamente, o ataque mais produtivo também vem da Ligue 1, tradicionalmente um dos campeonatos nacionais de futebol menos vistoso e ofensivo do continente.

O Monaco, que eliminou o Manchester City da Liga dos Campeões e desponta como a grande sensação da temporada, marcou 84 vezes nas primeiras 29 rodadas do Francês. Uma média que beira o inacreditável: 2,89 gols por partida.

As oitavas de final da Champions, aliás, mostraram bem essa nova cara do futebol europeu.

Tivemos dois placares de 5 a 1, um 5 a 3, outro 6 a 1 e mais um 4 a 2. No total, foram registrados 62 gols em apenas 16 partidas. Isso dá uma média de 3,87 gols por jogo.

E, vale lembrar, esses jogos reuniram aqueles que são em tese os 16 clubes mais fortes da Europa na atualidade, o que derruba o argumento de que a chuva de gols desta temporada seja apenas um reflexo da diferença técnica entre as equipes mais poderosas e as mais fracas.

Resumindo: o futebol europeu pegou gosto pelo gol. E quem ganha com isso são todos aqueles que gostam de um futebol bem jogado. Ou seja, eu… e imagino que vocês também.


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Artilheiro do Inglês, astro do Arsenal já foi criticado por excesso de sexo
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Rafael Reis

Artilheiro do Campeonato Inglês, com 17 gols, e atravessando uma das melhores fases de sua carreira, Alexis Sánchez, 28, hoje é ídolo e um nome indiscutível no setor ofensivo do Arsenal.

Mas nem sempre foi assim.

Contratado do Barcelona em 2014, o chileno foi alvo de críticas no início da passagem pela Inglaterra por não ser decisivo nas partidas mais importantes do clube londrino. E sua intensa vida sexual foi apontada como a vilã da história.

Tudo começou quando o tabloide chileno “La Cuarta” publicou, em novembro daquele ano, que o desempenho dentro de campo de Alexis estava sendo prejudicado pelo excesso de sexo que ele praticava.

Na época, o atacante do Arsenal namorava a modelo e designer catalã Laia Grassi. De acordo com o jornal, o apetite sexual da loira era tamanho que provocava o desgaste físico do jogador e derrubava o nível do seu futebol.

Ainda segundo o “La Cuarta”, o excesso de atividade sexual de Alexis quase custou sua vaga de titular do clube inglês.

O relacionamento entre o chileno e Laia chegou ao fim em dezembro de 2014, quando a espanhola descobriu que o namorado havia tentado traí-la com a Miss Chile 2013, Camila Andrade, que não deu muita trela para ele.

Coincidência ou não, as críticas ao seu futebol foram embora junto com a ex-namorada.

Na atual temporada, Alexis já marcou 20 vezes. São 17 gols na Premier League, competição em que é o principal goleador, e mais três na Liga dos Campeões da Europa.

Além disso, ele é o jogador do elenco do Arsenal com mais passes para os companheiros balançarem as redes. São 16 assistências.

Mas o relacionamento com Laia e a tentativa de traição com Camila não foram as únicas vezes em que a vida sexual de Alexis Sánchez acabou sendo exposta a público.

O chileno também já foi acusado por uma ex-namorada, a dançarina e ginasta Veronica Roth, de gravar sem consentimento dela vídeos do casal tendo relações sexuais e espalhar para os amigos.

E a forma como ela descobriu que isso acontecia não foi das experiências mais agradáveis que alguém pode ter. De acordo com Veronica, ela flagrou amigos de Alexis escondidos dentro de um armário, munidos de um celular e gravando as cenas íntimas do casal.

O atacante, evidentemente, negou a história contada pela ex-namorada.


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Rafael Reis

Líder do Campeonato Inglês com o Chelsea e técnico da moda no futebol europeu, Antonio Conte tem uma mancha daquelas difíceis de apagar do currículo

Em 2012, o treinador ficou quatro meses impossibilitado de comandar a Juventus como pena por não ter relatado às autoridades italianas sobre a manipulação do resultado da partida entre Novara e Siena, no ano anterior.

Conte

Comandante do Siena na época, Conte foi considerado pela Justiça Esportiva italiana cúmplice do esquema por ter ciência de que o resultado do jogo (2 a 2) havia sido combinado e, mesmo assim, não ter feito nenhuma denúncia à organização do Calcio.

Inicialmente, o treinador foi suspenso por dez meses. A pena acabou sendo reduzida posteriormente para os quatro meses que ele acabou cumprindo.

O escândalo, que não o impediu de construir uma vitoriosa carreira na Juventus e dirigir a seleção italiana entre 2014 e 2016, poderia até mesmo colocá-lo na cadeia.

Depois da punição dada pela Justiça Esportiva, o caso foi levado à Justiça Comum. Conte foi indiciado não pela omissão na delação da armação, o que não é considerado crime na Itália,  mas sim por ter supostamente permitido que a partida tivesse o resultado manipulado.

Caso condenado, o hoje comandante do Chelsea teria de pagar uma multa de 8 mil euros (cerca de R$ 26,5 mil) e poderia pegar até seis meses de prisão.

Seu julgamento foi realizado em maio do ano passado, às vésperas da Eurocopa e quando ele já havia assinado contrato para dirigir o clube londrino na temporada 2016/17.

Conte, que sempre negou ter sequer conhecimento de que a partida havia sido fraudada, foi inocentado pela Justiça Comum e pode dar sequência normal em sua carreira.

O italiano se tornou o treinador sensação da Europa nesta temporada ao levar o Chelsea, décimo colocado em 2015/16, à liderança confortável da Premier League e espalhar pelo continente a febre do esquema com três zagueiros.

Sua formação preferida desde os tempos em que dirigia a Juventus andava meio esquecida no Velho Continente até que o sucesso das equipes comandadas por ele provocou um renascimento da ideia, já usada na atual temporada até mesmo por Pep Guardiola, do Manchester City.

Conte é o técnico do momento da Europa e virou fonte de inspiração para seus companheiros de profissão. Mas tem uma mancha difícil de apagar do currículo.


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Em crise, City tem piores posse de bola e passe da carreira de Guardiola
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Rafael Reis

Quinta colocação no Campeonato Inglês, 12 pontos de desvantagem para o líder, derrotas para Tottenham, Chelsea, Leicester, Liverpool, Everton Manchester United e Barcelona. Em sua primeira temporada à frente do Manchester City, Pep Guardiola sofre como nunca em sua carreira de treinador.

E sofre também porque o passe, estrutura básica do seu estilo de jogo desde que estreou no comando do Barça, nove anos atrás, jamais teve tantos problemas de funcionamento quanto agora.

Guardiola

Dados do “Who Scored?”, página especializado nas estatísticas do futebol, comprovam: o City da atual temporada é a equipe treinada por Guardiola que menos e pior toca a bola.

Segundo o site, o time azul líder o ranking de posse de bola da Premier League e fica com a pelota sobre seu controle durante 60,6% do tempo de jogo. Ah, então está tudo certo, né?

Que nada. Essa é a pior marca de toda a carreira do técnico catalão. Durante as passagens por Barcelona e Bayern de Munique, a posse de bola de suas equipes variou nunca foi menor que 63,7% e chegou até a 67,4%.

Além disso, pela primeira vez na história de Guardiola como treinador, seu time não é o que mais acerta passes na liga nacional que disputa.

De acordo com o “Who Scored?”, o City concretiza 84,3% das trocas de bola que se dispõe a fazer, 0,5% a menos que seu arquirrival de cidade, o Manchester United, líder do ranking na Inglaterra.

A comparação com os trabalhos anteriores de Pep também é cruel. Até então, a pior margem de acerto dos times treinados por ele era de 87%, com o Barcelona da temporada 2009/10. No ano seguinte, a equipe catalã alcançou incríveis 89,6% de passes certos.

Com dificuldade para dar sua cara ao elenco do City, Guardiola ainda não conseguiu encontrar um meia para controlar a posse de bola e ser seu principal distribuidor de jogo. Ou seja, para fazer o papel que era de Xavi, no Barcelona, e de Lahm, no Bayern de Munique.

Fernandinho, o homem mais experimentado nessa função, é apenas o quinto jogador da Premier League com mais passes para companheiros nesta temporada. Com média de 69 toques por partida, ele fica atrás de Jordan Henderson e Dejan Lovren (Liverpool) e Paul Pogba e Ander Herrera (Manchester United).

Sem tanta e tão qualificada posse de bola quanto de costume, Guardiola não consegue se acertar no City. Nas últimas quatro partidas, foram duas derrotas, um empate e somente uma vitória.

O resultado disso é que pela primeira vez na carreira Pep corre risco real de não classificar seu time para Liga dos Campeões da Europa –no momento, está dois pontos atrás do Liverpool, quarto colocado.

É claro que a Premier League é uma competição mais equilibrada que o Espanhol e o Alemão, mas isso não ameniza o início ruim de Guardiola no City.

Pep quer retornar aos bons tempos. E, para isso, precisa que sua velha amiga, a bola, volte a ficar nos pés dos seus jogadores.


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Último capitão da seleção de Tite lidera ranking das expulsões na Europa
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Rafael Reis

Presença constante nas convocações da seleção brasileira e capitão na última partida do time de Tite, contra o Peru, em novembro, Fernandinho tem uma marca da qual nenhum jogador deve se orgulhar.

O volante do Manchester City é o jogador entre os inscritos nas seis principais ligas nacionais da Europa com mais expulsões na temporada.

O jogador de 31 anos já recebeu três cartões vermelhos em 2016/17, número superior ao de qualquer outro atleta que atua na primeira divisão de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal.

Fernandinho foi expulso em dois jogos da Premier League (contra Chelsea, em dezembro, e Burnley, no início do mês) e na penúltima partida da fase de grupos da Liga dos Campeões, ante o Borussia Mönchengladbach, em novembro.

Só em suspensões, o brasileiro já desfalcou o City em cinco partidas da atual temporada. Ele ainda precisa cumprir mais três jogos de gancho em razão do seu último cartão vermelho e só deve retornar à equipe em fevereiro.

Curiosamente, Fernandinho está longe de ser dos jogadores mais faltosos do Campeonato Inglês.

De acordo com o site “Who Scored?”, especializado nas estatísticas do futebol, o volante é apenas o 17º atleta com mais infrações na atual edição Premier League. O camisa 25 do City comete em média 1,7 falta por partida, menos, por exemplo, do que outro brasileiro, o atacante Roberto Firmino, do Liverpool, que tem média de 1,9.

Fernandinho também não está entre os reis do amarelo na Inglaterra e, muito menos, na Europa.

O brasileiro foi advertido apenas quatro vezes na temporada. Apenas para comparação, o grego José Holebas, do Watford, já levou nove amarelos desde as férias do meio do ano, o zagueiro espanhol Sergio Ramos, capitão do Real Madrid, seis, e Neymar, oito.

Ou seja, o problema do volante não é a frequência com que ele bate, mas sim as panes de consciência que o têm feito aderir à violência em lances como a agressão a Fàbregas (Chelsea) ou o carrinho frontal em Gudmundsson (Burnley).

Pelo menos antes da série de expulsões, Fernandinho vinha sendo um dos homens de confiança de Pep Guardiola no City.

Encantando com o brasileiro, o catalão havia lhe dado aquela que ele considera a função mais nobre dentro de campo: a de meia que comanda a saída de bola da equipe. Nos trabalhos anteriores de Pep, o posto havia sido ocupado por Xavi e Lahm.

Mas nenhum deles tinha o efeito colateral de ser o rei do cartão vermelho na Europa.


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