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Cão de guarda, Casemiro é o recordista de carrinhos no futebol europeu
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Rafael Reis

Messi, Luis Suárez e os outros jogadores de frente do Barcelona não terão vida fácil no confronto decisivo com o Real Madrid, neste domingo. E um dos motivos atende pelo nome de Casemiro.

O volante brasileiro de 25 anos é o “rei dos carrinhos” na elite do futebol europeu nesta temporada.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-jogador do São Paulo distribuiu em média 4,6 carrinhos em cada partida que disputa no Campeonato Espanhol.

Nenhum outro atleta inscrito nas seis principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Portugal) usa mais esse recurso que Casemiro. O único que o iguala é o também volante Maxime Gonalons, capitão do Lyon.

A dedicação na marcação mostrada em campo hoje em dia pelo brasileiro contrasta com a fama de displicente que marcou o início de sua carreira. No São Paulo, o volante era visto como um jogador talentoso, mas que não era muito chegado em se esforçar pelo time.

Na Europa desde 2013, quando foi contratado pelo Real Madrid Castilla, time B do gigante espanhol, Casemiro amadureceu e perdeu o pudor de “se matar” para roubar a bola do adversário.

Titular absoluto da equipe principal do Real há quase duas temporadas (e agora também da seleção brasileira), deu balanço defensivo ao time e se tornou uma espécie de “cão de guarda” para o técnico Zinédine Zidane.

Não à toa, Casemiro é hoje o recordista de faltas da equipe da capital (2,2 por partida, em média, no Espanhol) e o segundo brasileiro dos principais campeonatos nacionais da Europa que mais dá porrada (Gabriel Pires, do Leganés, tem média de 2,3 faltas por jogo).

Às vezes, ele exagera, como na vitória por 4 a 2 sobre o Bayern de Munique, terça-feira, que colocou o Real nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na ocasião, o volante cometeu cinco das sete faltas do seu time na partida e só não foi expulso devido a uma tolerância extrema do árbitro húngaro Viktor Kassai, muito cobrado pelos jogadores alemães e pela imprensa internacional após a partida.

Mas é claro que Suárez, Messi e qualquer outro jogador do Barcelona preferiam não ter Casemiro pela frente neste domingo. Não com tantos carrinhos…


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Faz falta? Barcelona é 13% melhor sem Neymar nesta temporada
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Rafael Reis

Suspenso por três jogos pelo cartão vermelho recebido contra o Málaga, no dia 8 de abril, Neymar será o principal desfalque do Barcelona no clássico contra o Real Madrid, neste domingo, que define se o clube catalão permanecerá com chances razoáveis na disputa pelo título espanhol.

Mas, se depender do histórico da equipe de Luis Enrique nesta temporada, a ausência do atacante brasileiro talvez não seja tão sentida assim. O Barcelona da temporada 2016/17 tem resultados melhores sem Neymar do que quando escala o camisa 11. E a diferença é bem considerável: supera a casa dos 13%.

Com o brasileiro em campo, o Barça disputou 40 partidas e obteve 26 vitórias, sete empates e sete derrotas. No total, conseguiu 85 dos 120 pontos que disputou: um aproveitamento de 70,8%.

Já nas partidas em que não pode (ou não quis) usar Neymar, a equipe blaugrana conquistou 80,5% dos pontos que estavam em jogo. Foram 12 confrontos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota para o La Coruña, em março.

Mesmo sem o camisa 11, o Barcelona conseguiu alguns resultados expressivos na temporada, como as vitórias por 3 a 0 e 2 a 0 sobre o Sevilla, na Supercopa Espanhola, e o empate por 1 a 1 ante o Atlético de Madri que o classificou para a decisão da Copa do Rei.

No primeiro jogo da suspensão de Neymar no Espanhol, o time de Luis Enrique também não sentiu a ausência do brasileiro e venceu a Real Sociedad por 3 a 2. Paco Alcácer, que substituiu o atacante, fez um dos gols e Messi, os outros dois.

O clássico de domingo será o primeiro confronto contra o Real Madrid que o camisa 11 perde desde sua chegada ao Barcelona, em 2013.

No total, Neymar já participou de oito partidas contra o arquirrival culé e venceu a metade delas (teve ainda um empate e três derrotas). No empate por 1 a 1 no primeiro turno desta temporada, foi dele o passe para Suárez marcar o gol do Barça.

Eliminado da Liga dos Campeões pela Juventus na última quarta-feira, o time catalão tem no confronto com o Real a sua última esperança para evitar que esta temporada receba um rótulo de fracasso.

Vice-líder do Espanhol, o Barcelona está três pontos atrás da equipe da capital, que ainda tem um jogo a mais para disputar. Ou seja, se perder o clássico, a diferença “virtual” para o primeiro colocado chegará a nove pontos. Uma desvantagem quase impossível de ser tirada em cinco rodadas.


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Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
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Rafael Reis

Os próximos dias serão decisivos para o futuro do Barcelona.

E o futuro não é apenas uma possível eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e talvez um virtual adeus à disputa pelo título espanhol.

Se não conseguir uma nova virada histórica nesta quarta-feira, desta vez contra a Juventus, e nem um bom resultado no clássico contra o Real Madrid, domingo, que lhe mantenha com pretensões reais de se sagrar campeão nacional, o time catalão fatalmente fechará a temporada 2016/17 com o rótulo de fracassado estampado na testa.

Nem mesmo uma provável conquista da Copa do Rei, ante o Alavés, no dia 27 de maio, será capaz de mudar isso.

E fracasso, para um clube com o tamanho e a relevância do Barcelona, significa necessariamente uma transformação radical nos fundamentos sobre os quais a equipe está construída.

O primeiro futuro que está em jogo nos próximos dias é o de Juan Carlos Unzué. O auxiliar de Luis Enrique é o favorito dos jogadores para assumir o posto de técnico a partir da próxima temporada.

Mas será que a diretoria terá coragem de entregar a equipe nas mãos do braço direito de um treinador que corre o risco de deixar o Camp Nou pela porta dos fundos, marcado por goleadas sofridas na Champions e um fim prematuro de briga pelo Espanhol?

Se o Barça fracassar nos compromissos desta semana, a continuidade que Unzué representa fatalmente fará com que seu nome perca força. Assim, o novo treinador do clube catalão provavelmente será pinçado no mercado.

Mas não é só o futuro de Unzué que estará em campo contra Juventus e Real Madrid. Jogadores até pouco tempo atrás inquestionáveis no Camp Nou, como o zagueiro Mascherano, o lateral esquerdo Jordi Alba e o meia Rakitic, podem sair se a diretoria optar por uma reformulação do elenco.

E há o caso de Andrés Iniesta. O cerebral meia de 32 anos é um dos maiores jogadores da história do Barça e deixará o clube se desejar. Mas, seu declínio físico é algo que preocupa os torcedores e dirigentes catalães.

As “eliminações” na Champions e no Espanhol podem fazer com que o Barcelona decida que chegou a hora de relegar o camisa 8 ao banco. Isso significaria um alto investimento na próxima janela de transferências em um jogador capaz de transformar o astro em reserva –o nome do italiano Verratti tem sido ventilado desde o encontro com o PSG, nas oitavas da competição europeia.

Para encerrar, até mesmo Messi e Neymar jogarão seu futuro nos próximos dias. No caso deles, o que estará em xeque é a possibilidade de serem eleitos o melhor jogador do mundo em 2017.

O argentino, que já venceu o prêmio cinco vezes, e o brasileiro, ainda em busca de sua primeira vitória, são candidatos reais a vencer a eleição da Fifa em janeiro. Mas tudo cairá por terra se a temporada do Barcelona “acabar” tão precocemente.

É… os próximos dias serão realmente decisivos para o futuro do Barcelona.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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Diego Alves não quer ser “só” o goleiro que pega pênaltis e mira seleção
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Rafael Reis

“Não coloquem a fama de pegador de pênaltis acima do meu trabalho como goleiro.”

É assim que Diego Alves, 31, reage quando questionado sobre sua mais impressionante estatística.

O goleiro brasileiro do Valencia é o recordista em pênaltis defendidos da história do Campeonato Espanhol: 21. Desde que chegou ao Valencia, em 2011, pouco mais de 50% das cobranças contra ele viraram gols.

Griezmann, Cristiano Ronaldo e Messi estão entre os figurões do futebol mundial que já esbarraram nele.

“É só uma característica, não chega a ser um cartão de visitas, como as cobranças de falta são para Cristiano Ronaldo e Messi. Para se analisar um goleiro, é preciso olhar para toda a história dele, não só para uma temporada”, afirma, por telefone.

O ex-jogador do Atlético-MG, que se mudou para a Espanha há dez anos e atuou por quatro temporadas no Almería até desembarcar no Valencia, definitivamente não quer ser conhecido apenas como o “milagreiro dos pênaltis”.

Uma das razões é por saber que só esse rótulo não será suficiente para devolvê-lo às convocações da seleção.

Diego Alves não esconde de ninguém que pretende voltar a defender a meta do Brasil, como em 2012, quando foi titular no final da gestão Mano Menezes, e em dois amistosos do início da segunda passagem de Dunga, em 2014. No ano passado, foi convocado para a Copa América Centenário, mas não saiu do banco.

E ele está ciente de que há muitos torcedores que também desejam vê-lo em breve outra vez na seleção.

“Sei que minha possível convocação gera muito debate, e isso muitas vezes vem da própria imprensa. Mas essa chance depende do que eu apresentar no clube. O trabalho vem sendo feito da melhor maneira possível. Só tenho que esperar o momento certo”.

O goleiro do Valencia ainda evita críticas a Tite por dar a titularidade da meta da seleção a um arqueiro que é reserva em seu clube. Alisson só disputou 15 jogos na temporada pela Roma e ainda não saiu banco nas partidas do Campeonato Italiano.

“Essa situação depende do treinador, da confiança que ele tem ou não em um determinado jogador. E isso você precisa respeitar. É a opinião do técnico. O que costumo dizer é que, técnica e psicologicamente, estou mais preparado do que nunca”, completa.


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Neymar sofre recorde de faltas e é o jogador que mais apanha na Europa
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Rafael Reis

Um carrinho daqui, um puxão de camisa de lá, um empurrão desproporcional, uma joelhada maldosa e até mesmo uma cotovelada disfarçada. Nenhum jogador do primeiro escalão do futebol mundial apanha tanto em campo quanto Neymar.

O astro da seleção brasileira é o atleta das sete principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França, Portugal e Rússia) mais caçado pelos marcadores na temporada 2016/17.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o camisa 11 do Barcelona já sofreu 101 faltas apenas nesta edição do Campeonato Espanhol. Como participou de 23 partidas, isso significa que ele sofreu em média 4,4 faltas por jogo disputado.

A frequência de pancadas dadas em Neymar é mais do que o dobro das desferidas contra seus dois principais oponentes no posto de melhor jogador do mundo.

O argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barça, tem média de 2,1 faltas recebidas por jogo no Espanhol. Já Cristiano Ronaldo, o atual vencedor do prêmio, apanha ainda menos: 1,7 falta por partida no Real Madrid na liga nacional.

Assim, o segundo jogador mais caçado da Europa não é nenhum medalhão. O paraguaio Darío Lezcano, que defende o Ingolstadt, time pequeno do futebol alemão, é quem mais se aproxima de Neymar tem média de 4 faltas sofridas por ida a campo.

Apanhar muito não é novidade para o principal jogador brasileiro da atualidade. Desde seu início de carreira, no Santos, há oito anos, o atacante costuma ser caçado como um prêmio valioso pelos adversários.

Mas, em alta com a camisa da seleção e alçado ao posto de coprotagonista do Barcelona nas últimas semanas, ele tem se tornado cada vez mais alvo dos sedentos pontapés de seus marcadores.

É isso mesmo. Desde que chegou à Europa, em 2013, Neymar nunca apanhou tanto quanto agora. E as estatísticas deixam isso bem claro.

Em sua primeira temporada no Barça, o brasileiro recebia em média 3 faltas por partida. Já em 2015/16, esse número saltou para 3,8. E agora alcançou o recorde de 4,4 infrações sofridas por jogo.

É claro que Neymar não é nenhum santo. A fama de “cai-cai” que o acompanha desde que começou a fazer sucesso no futebol e os 13 cartões amarelos recebidos nesta temporada (também um recorde na fase europeia de sua carreira) deixam isso bem claro.

Mas ser o jogador que mais apanha no primeiro escalão do futebol mundial também não é fácil… Quem teria sangue-frio para aguentar tantos pontapés?


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Atrás de Vágner Love, Neymar está fora do top 100 da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Principal jogador brasileiro desta década e principal artilheiro do país no futebol europeu nos últimos anos, Neymar vive uma temporada atípica.

Apesar de ser uma peça cada vez mais importante no Barcelona e de estar começando a dividir com Lionel Messi o protagonismo da equipe catalã, o camisa 11 viu seus gols rarearem nos últimos meses.

O brasileiro, que marcou 24 gols no último Campeonato Espanhol, balançou as redes apenas oito vezes nesta edição da Liga. O desempenho é insuficiente para colocá-lo sequer entre os 100 primeiros colocados da Chuteira de Ouro.

Mas, afinal, qual é a posição que Neymar ocupa no ranking que define o maior artilheiro dos campeonatos nacionais europeus na temporada?

O principal astro da seleção brasileira é apenas o 155º colocado da Chuteira de Ouro 2016/17. Ele tem os mesmos 16 pontos do espanhol Alvaro Morata, reserva do Real Madrid, de Duje Cop, centroavante croata do Sporting Gijón, do francês Olivier Giroud, do Arsenal, e de outros 23 jogadores.

Mesmo entre os brasileiros, Neymar não se destaca tanto assim. Ele só o oitavo no ranking entre os jogadores aptos a defender a seleção de Tite.

Estão à frente dele Tiquinho Soares (Porto, 32 pontos), Leonardo (Partizan Belgrado, 22,5 pontos), Whelton (Paços Ferreira, 22 pontos), Vágner Love (Alanyaspor, 19,5 pontos), João Paulo (Ludogorets, 19,5 pontos), Willian José (Real Sociedad, 18 pontos) e Firmino (Liverpool, 18 pontos)

O líder da Chuteira de Ouro é Messi, companheiro de Neymar no Barcelona. Com os dois gols marcados no 4 a 2 sobre o Valencia, no domingo, o argentino foi a 25 gols no Espanhol e 50 pontos no ranking.

O camisa 10 tem dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, e quatro para o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, seus oponentes mais próximos.

Melhor jogador do mundo e maior vencedor da história do prêmio (2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), Cristiano Ronaldo manteve a 13ª colocação da semana passada, com 38 pontos.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 42 pontos e está em oitavo.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 48 pontos (24 gols)
3º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 46 pontos (23 gols)
4º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 44 pontos (22 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 44 pontos (22 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 42 pontos (21 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 42 pontos (21 gols)
8º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 42 pontos (21 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40,5 pontos (27 gols)


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Quem é o maior fiasco brasileiro na temporada: Gabigol ou Ganso? Compare
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Rafael Reis

O primeiro era um garoto de 20 anos tratado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, campeão olímpico e que vinha recebendo as primeiras oportunidades na seleção principal.

O segundo era um meia de 27 anos reconhecido como um dos jogadores mais técnicos e talentosos do país, que havia acabado de ser convocado para disputar a Copa América Centenário e parecia estar retornando aos melhores momentos do seu futebol.

Sete meses atrás, Gabigol e Ganso chegaram à Europa cercados de expectativa para a primeira experiência internacional de suas carreiras.

E hoje, relegados a meros figurantes dos elencos de Inter de Milão e Sevilla, respectivamente, só disputam um triste posto. Afinal, qual dos dois é a maior decepção do futebol brasileiro na atual temporada europeia?

Para te ajudar a dar uma opinião mais embasada sobre essa triste disputa, comparamos abaixo algumas marcas de Gabigol e Ganso na temporada de estreia no futebol europeu:

OPORTUNIDADES:

Gabigol ficou 16 minutos em campo na quarta partida da Inter de Milão após sua chegada, depois passou quase três meses sem atuar e voltou a receber chances nas últimas semanas. No total, disputou oito partidas pelo clube italiano, mas só uma como titular, o que explica só ter 153 minutos de futebol na Itália.

Ganso era peça importante para Jorge Sampaoli no começo da temporada e foi titular em três dos primeiros sete jogos do Sevilla em 2016/17. No entanto, está sem jogar desde 4 de janeiro e chegou a emendar oito partidas consecutivas sem sequer ficar no banco de reservas. O meia tem 12 partidas e 644 minutos de bola na temporada.

DESEMPENHO:

Apesar de ter sido pouco utilizado, Gabigol já foi decisivo para uma vitória da Inter. Seu único gol pelo clube de Milão foi o da vitória por 1 a 0 sobre o Bologna, na 25ª rodada do Campeonato Italiano. Até hoje, o ex-santista não deu nenhuma assistência para seus companheiro.

Ganso também só marcou um gol na Europa até o momento, mas ele teve pouca importância: foi o primeiro do 9 a 1 sobre o modestíssimo Formentera, da quarta divisão espanhola, em jogo válido pela Copa do Rei. Na mesma partida, o meia deu um dos seus três passes para gol na temporada –também distribuiu uma assistência no jogo de ida do mesmo mata-mata e na vitória por 2 a 1 sobre o Alavés, na sétima rodada do Espanhol.

ADVERSÁRIOS:

Gabigol tem um tarefa inglória se quiser jogar como centroavante na Inter: desbancar o argentino Mauro Icardi, capitão e principal jogador da equipe italiana. Pelos lados do campo, seus principais adversários são Antonio Candreva e Éder, jogadores da seleção italiana, e Ivan Perisic, um dos destaques da Croácia na última Eurocopa.

Ao longo de sua primeira temporada no Sevilla, Ganso rodou por praticamente todas as funções do meio-campo. Ou seja, todo meia do clube espanhol é um potencial rival por vaga entre os titulares. Os homens mais utilizados por Sampaoli nesse setor do campo são os volantes Iborra, N’Zonzi e Kranevitter e os ofensivos Vitolo, Nasri, Sarabia e Franco Vázquez.

PREÇO:

Gabigol custou 29,5 milhões de euros (R$ 98 milhões). Foi o segundo maior investimento da Inter de Milão para a temporada e uma das cinco maiores vendas para o exterior da história dos clubes brasileiros.

Até por ser mais velho, Ganso não custou tanto quanto o atacante. O ex-jogador do São Paulo foi contratado por 9,5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) e protagonizou a terceira contratação mais cara do Sevilla para a temporada.

PERSPECTIVAS FUTURAS:

A juventude e o contrato por mais três temporadas dão a Gabigol tempo de sobra para se recuperar e explodir no futebol italiano. Ainda que a Inter opte por emprestar o jogador para que ele adquira mais experiência internacional, a projeção alcançada pelo atacante durante o período no Santos deve ser suficiente para levá-lo a um time competitivo.

Ganso também tem contrato até 2021, mas possui idade e mercado menos favoráveis para desabrochar na Europa. Com uma carreira errática e dificuldade para colocar em prática todo o talento que possui, o meia dificilmente conseguiria um outro clube de primeiro escalão para defender no Velho Continente. Já no Brasil, as portas estão abertíssimas para recebê-lo de volta.


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Mais indisciplinado do Barça, Neymar bate recorde de cartões na Europa
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Rafael Reis

A temporada 2016/17 apresentou um Neymar diferente para o Barcelona: um jogador que deixou o instinto artilheiro de lado para se tornar o principal criador de gols do clube e assumiu o protagonismo da equipe em momentos decisivos, como o histórico 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, 11 dias atrás.

Mas há algo no comportamento do brasileiro que não mudou nos últimos meses. Pelo contrário, só se intensificou recentemente: o número excessivo de punições que recebe da arbitragem.

O atacante, que é considerado um jogador especialmente indisciplinado desde o início da carreira, no Santos, já recebeu nesta temporada 13 cartões amarelos em partidas do Barcelona. A maior marca desde que chegou à Catalunha, quatro anos atrás.

Como Neymar já participou de 34 partidas em 2016/17, isso significa que a cada jogo que disputa, ele recebe 0,38 amarelo.

Os principais homens de marcação do Barcelona não chegam nem perto desse nível de indisciplina. Piqué tem seis cartões amarelos em 31 apresentações (0,19). Mascherano, sete advertências em 30 jogos (0,23). E Umtiti foi punido cinco vezes em 31 partidas (0,16).

O único jogador do Barça que é páreo para Neymar nesse quesito é Sergio Busquets. Assim como o brasileiro, o volante recebeu já recebeu 13 amarelos nesta temporada. No entanto, entrou em campo uma vez a mais que o camisa 11.

Antes de 2016/17, Neymar nunca havia recebido mais do que 11 cartões em uma só temporada de Barcelona. E mesmo assim, quando atingiu a marca, em 2015/16, disputou um número bem maior de partidas do que agora (49, contra as 34 atuais).

Ou seja, se mantiver a mesma média de punições dos últimos meses, o camisa 11 pode encerrar a temporada com 18 ou 19 amarelos.

Desde que foi contratado pelo Barça, o atacante brasileiro acumula 99 gols, 74 assistências e 41 amarelos. Apesar do excesso do número de advertências, ele ainda não foi expulso.

Mesmo com o recorde desta temporada, Neymar ainda está longe dos seus piores momentos de indisciplina no Santos. Em 2010, o ano em que mais foi punido pela arbitragem, ele recebeu 22 cartões amarelos e um vermelho.


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Motor do Real, Modric passou a infância em hotel para refugiados de guerra
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Rafael Reis

Aos 6 anos, você é obrigado a abandonar sua casa com a mãe para não morrer nas mãos do exército. Sem ter para onde ir, encontra teto em um hotel transformado em abrigo para refugiados de guerra. Seu avô, que ficou para trás, comprova que o temor da família não era em vão e acaba brutalmente executado pelos inimigos.

Qual o futuro dessa criança? Juntar-se a um grupo terrorista para descontar nos outros todo o sofrimento que sentiu, entrar para o mundo do crime organizado, tornar-se um indigente? Quase todas as opções são mais prováveis do que virar o “dono” do meio-campo de um dos maiores times de futebol do mundo.

Essa é a história da vida de Luka Modric, 31, peça essencial para que as engrenagens do Real Madrid funcionem desde que foi contratado do Tottenham, cinco anos atrás.

O meia franzino, de apenas 1,74 m e 65 kg, nasceu em um vilarejo com menos de 200 habitantes próximo a Zadar, cidade litorânea que então fazia parte da Iugoslávia.

Modric teve uma infância pobre, porém normal, até 1991, quando a Croácia declarou de forma unilateral sua independência e entrou em guerra contra o governo central iugoslavo (hoje Sérvia).

De uma hora para outra, a vida de Luka mudou radicalmente. Seu pai, Stipe, juntou-se ao exército croata pró-independência e foi para o campo de batalha. Com medo, sua família abandonou o vilarejo de Zaton Obrovacki, onde vivia. E houve ainda o assassinato do seu avô.

Com a preocupação única de sobreviver, o pequeno Modric acabou crescendo em um hotel para refugiados de guerra, em Zadar. Lá, sua mãe fez de tudo para poupá-lo dos horrores da guerra. Sua intenção era colocá-lo dentro de uma bolha.

Bolha onde o futuro meia do Real passava os dias chutando uma bola de um lado para o outro à espera do fim do conflito que havia mudado completamente sua vida.

E quando a guerra terminou, em 1995, Luka estava pronto para começar a escrever sua improvável história de sucesso. Aos 11 anos, entrou nas categorias de base do Zadar. Aos 16, assinou com o Dínamo de Zagreb, o clube mais poderoso da Croácia. Com 20, estreou na seleção principal. E, aos 22, migrou para a bilionária Premier League inglesa.

Foram quatro temporadas e quase 160 jogos pelo Tottenham até o Real Madrid desembolsar 30 milhões de euros (R$ 100 milhões) para levá-lo ao futebol espanhol, em 2012.

Em Madri, Modric não demorou para se tornar peça essencial no meio-campo galáctico e um dos jogadores de sua posição mais admirados pelos torcedores de todo o planeta.

Em cinco temporadas de Real, ele acumula 11 gols, 31 assistências, dois títulos da Liga dos Campeões da Europa e, o mais importante, a certeza de que driblou com a classe que lhe é habitual o destino sombrio que parecia reservado para o pequeno Luka.


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