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Arquivo : campeonato espanhol

Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Rival do Real vai levar 1 mi de euros se não vencer jogo do título espanhol
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Rafael Reis

Adversário do Real Madrid na última rodada do Campeonato Espanhol e peça chave na definição da competição, o Málaga irá faturar 1 milhão de euros (R$ 3,43 milhões) caso seu rival de domingo conquiste o título.

E o pior: o pagamento será feito justamente pela equipe de Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo e Marcelo.

Por mais estranho que possa parecer, o incentivo financeiro para que o Málaga não se esforce em campo para derrotar o Real e assim o ajude a ser campeão espanhol de 2016/17 não tem nada de ilegal.

A “mala preta” faz parte do contrato de transferência de Isco para o atual campeão europeu, selado quatro anos atrás.  Nele, o clube da capital se comprometeu a pagar 27 milhões de euros (R$ 93 milhões, na cotação atual) pelos direitos econômicos do meia, além de bonificar o time vendedor de acordo com os objetivos alcançados pelo meia.

De acordo com o jornal “As”, uma das cláusulas desse acordo prevê o pagamento de 1 milhão de euros adicional ao Málaga por cada título espanhol conquistado por Isco durante os cinco anos do seu primeiro contrato na nova equipe.

A insólita situação só aumenta o clima de dúvidas que paira sobre o comportamento do Málaga na rodada decisiva do Espanhol.

O time vem sendo acusado publicamente pelo Barcelona, a outra equipe na disputa pelo título espanhol, de estar mais interessado em ajudar o Real a ser campeão nacional do que de dificultar a vida do adversário no confronto de domingo.

A guerra entre os dois clubes começou quando o técnico do Málaga, Míchel, um ídolo histórico do Real, declarou ser “muito mais madridista que Valdano” quando questionado sobre a possibilidade de sua equipe impedir o título do clube –em 1993, o Tenerife, então dirigido por Jorge Valdano, bateu o Real na última rodada do Espanhol e “entregou” a taça para o Barcelona.

Dias depois, o presidente do Málaga, Abdullah Al-Thani, tratou de incendiar ainda mais o clima ao postar no Twitter uma mensagem em árabe dizendo que “a escória da Catalunha não vai sentir o cheiro do campeonato, após ter fabricado mentiras sobre o treinador Míchel”.

O Barça contra-atacou: denunciou o dirigente por “manifestações que violam os princípios do fair play, a ética e a legalidade que devem reger uma competição esportiva” e teme uma manipulação de resultado que o prejudique na última rodada.

Para ser campeão espanhol, o clube catalão precisa bater o Eibar e torcer para que seu arquirrival seja derrotado pelo Málaga. Qualquer outra combinação de resultados leva o troféu para Madri.

Uma situação que deixa o Barcelona desesperado… não só pelas dificuldades técnicas, mas também por não confiar que o Real terá dificuldades impostas pelo rival no domingo.


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6 jogadores que já marcaram em Real Madrid x Barça e você não lembrava
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Rafael Reis

Lionel Messi já marcou 21 vezes e é o maior artilheiro da história dos confrontos entre Barcelona e Real Madrid. Cristiano Ronaldo não fica muito atrás. Com 16 gols, é o terceiro colocado no ranking, logo atrás de outra lenda, Alfredo Di Stéfano.

Mas nem só de Messi, Cristiano Ronaldo, Di Stéfano e outras estrelas do primeiro escalão do futebol mundial vive a lista de principais goleadores do maior clássico do futebol espanhol.

Muitos jogadores não tão consagrados como os citados acima, ou mesmo Zidane, Ronaldo, Ronaldinho, Romário ou Eto’o, já deixaram sua marca nos encontros entre duas das camisas mais encantadoras do planeta.

Relembre abaixo 6 jogadores que estão longe de serem super astros, mas que também já mexeram no placar de um Barcelona x Real Madrid:

JÚLIO BAPTISTA
Barcelona 0 x 1 Real Madrid
23/12/2007

O gol anotado dois dias antes do Natal de 2007 foi certamente o mais inesquecível dos 13 que o brasileiro marcou em 77 partidas espalhadas por três anos no Real Madrid. Após tabelar com Van Nistelrooy, Júlio Baptista decidiu o clássico espanhol, fez o Real conseguir uma rara vitória sobre o Barcelona no Camp Nou e ajudou sua equipe no caminho que levaria à conquista do título nacional daquela temporada.

JEFFRÉN SUÁREZ
Barcelona 5 x 0 Real Madrid
29/11/2010

O atacante, que hoje defende o Eupen (Bélgica) e joga pela seleção da Venezuela, era só uma promessa da base do Barcelona quando ganhou de Pep Guardiola a oportunidade de jogar por menos de cinco minutos o clássico contra o Real Madrid. A partida já estava decidida, e o Barcelona era aclamado pela torcida eufórica com a goleada por 4 a 0. Mas havia ainda tempo para mais um gol, o que colocou o nome de Jeffrén na história.

SANTIAGO SOLARI
Real Madrid 1 x 2 Barcelona
25/04/2004

O meia jogou no Real Madrid por cinco anos e passou praticamente todo o tempo no banco de reservas. Apesar da vida longa com a camisa merengue, nunca se destacou a ponto de virar uma peça importante na seleção argentina (disputou apenas 11 partidas com a equipe nacional). Em 2004, marcou o primeiro gol do clássico contra o Barcelona. Para seu azar, a equipe catalã conseguiu a virada.

JÉRÉMY MATHIEU
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
22/03/2015

Não é segredo para ninguém que o zagueiro e lateral esquerdo francês é um dos jogadores mais limitados tecnicamente do atual elenco do Barcelona. Mas, apesar da falta de categoria, ele também já teve seus momentos de glória. Em sua primeira temporada na Catalunha, a 2014/15, ele foi essencial para que o Barça conseguisse derrotar seu arquirrival. De cabeça, ele abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 dos catalães.

JESÉ
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
26/10/2013

Atualmente emprestado pelo PSG aos Las Palmas, o atacante espanhol viveu um momento mágico logo em sua primeira temporada no elenco principal do Real Madrid. Três meses após a promoção do Castilla para o time de cima, Jesé deixou sua marca contra o Barcelona. Tudo bem que o gol foi nos acréscimos e clássico já estava decidido em favor dos rivais. Mas, mesmo assim, aquele 26 de outubro foi histórico para Jesé.

MEHO KODRO
Barcelona 3 x 0 Real Madrid
10/02/1996

O centroavante bósnio passou um ano no Barcelona e fez apenas oito gols com a camisa blaugrana. Mas dois deles foram contra o Real Madrid. E na mesma partida. Kodro, que viria a ser substituído por Ronaldo no elenco do Barça na temporada seguinte, foi o grande nome do 3 a 0 aplicado no clássico do segundo turno do Campeonato Espanhol. O português Figo, que mais tarde trocaria de lado e jogaria pelo Real, fez o outro gol.


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Cão de guarda, Casemiro é o recordista de carrinhos no futebol europeu
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Rafael Reis

Messi, Luis Suárez e os outros jogadores de frente do Barcelona não terão vida fácil no confronto decisivo com o Real Madrid, neste domingo. E um dos motivos atende pelo nome de Casemiro.

O volante brasileiro de 25 anos é o “rei dos carrinhos” na elite do futebol europeu nesta temporada.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-jogador do São Paulo distribuiu em média 4,6 carrinhos em cada partida que disputa no Campeonato Espanhol.

Nenhum outro atleta inscrito nas seis principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Portugal) usa mais esse recurso que Casemiro. O único que o iguala é o também volante Maxime Gonalons, capitão do Lyon.

A dedicação na marcação mostrada em campo hoje em dia pelo brasileiro contrasta com a fama de displicente que marcou o início de sua carreira. No São Paulo, o volante era visto como um jogador talentoso, mas que não era muito chegado em se esforçar pelo time.

Na Europa desde 2013, quando foi contratado pelo Real Madrid Castilla, time B do gigante espanhol, Casemiro amadureceu e perdeu o pudor de “se matar” para roubar a bola do adversário.

Titular absoluto da equipe principal do Real há quase duas temporadas (e agora também da seleção brasileira), deu balanço defensivo ao time e se tornou uma espécie de “cão de guarda” para o técnico Zinédine Zidane.

Não à toa, Casemiro é hoje o recordista de faltas da equipe da capital (2,2 por partida, em média, no Espanhol) e o segundo brasileiro dos principais campeonatos nacionais da Europa que mais dá porrada (Gabriel Pires, do Leganés, tem média de 2,3 faltas por jogo).

Às vezes, ele exagera, como na vitória por 4 a 2 sobre o Bayern de Munique, terça-feira, que colocou o Real nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na ocasião, o volante cometeu cinco das sete faltas do seu time na partida e só não foi expulso devido a uma tolerância extrema do árbitro húngaro Viktor Kassai, muito cobrado pelos jogadores alemães e pela imprensa internacional após a partida.

Mas é claro que Suárez, Messi e qualquer outro jogador do Barcelona preferiam não ter Casemiro pela frente neste domingo. Não com tantos carrinhos…


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Faz falta? Barcelona é 13% melhor sem Neymar nesta temporada
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Rafael Reis

Suspenso por três jogos pelo cartão vermelho recebido contra o Málaga, no dia 8 de abril, Neymar será o principal desfalque do Barcelona no clássico contra o Real Madrid, neste domingo, que define se o clube catalão permanecerá com chances razoáveis na disputa pelo título espanhol.

Mas, se depender do histórico da equipe de Luis Enrique nesta temporada, a ausência do atacante brasileiro talvez não seja tão sentida assim. O Barcelona da temporada 2016/17 tem resultados melhores sem Neymar do que quando escala o camisa 11. E a diferença é bem considerável: supera a casa dos 13%.

Com o brasileiro em campo, o Barça disputou 40 partidas e obteve 26 vitórias, sete empates e sete derrotas. No total, conseguiu 85 dos 120 pontos que disputou: um aproveitamento de 70,8%.

Já nas partidas em que não pode (ou não quis) usar Neymar, a equipe blaugrana conquistou 80,5% dos pontos que estavam em jogo. Foram 12 confrontos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota para o La Coruña, em março.

Mesmo sem o camisa 11, o Barcelona conseguiu alguns resultados expressivos na temporada, como as vitórias por 3 a 0 e 2 a 0 sobre o Sevilla, na Supercopa Espanhola, e o empate por 1 a 1 ante o Atlético de Madri que o classificou para a decisão da Copa do Rei.

No primeiro jogo da suspensão de Neymar no Espanhol, o time de Luis Enrique também não sentiu a ausência do brasileiro e venceu a Real Sociedad por 3 a 2. Paco Alcácer, que substituiu o atacante, fez um dos gols e Messi, os outros dois.

O clássico de domingo será o primeiro confronto contra o Real Madrid que o camisa 11 perde desde sua chegada ao Barcelona, em 2013.

No total, Neymar já participou de oito partidas contra o arquirrival culé e venceu a metade delas (teve ainda um empate e três derrotas). No empate por 1 a 1 no primeiro turno desta temporada, foi dele o passe para Suárez marcar o gol do Barça.

Eliminado da Liga dos Campeões pela Juventus na última quarta-feira, o time catalão tem no confronto com o Real a sua última esperança para evitar que esta temporada receba um rótulo de fracasso.

Vice-líder do Espanhol, o Barcelona está três pontos atrás da equipe da capital, que ainda tem um jogo a mais para disputar. Ou seja, se perder o clássico, a diferença “virtual” para o primeiro colocado chegará a nove pontos. Uma desvantagem quase impossível de ser tirada em cinco rodadas.


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Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
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Rafael Reis

Os próximos dias serão decisivos para o futuro do Barcelona.

E o futuro não é apenas uma possível eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e talvez um virtual adeus à disputa pelo título espanhol.

Se não conseguir uma nova virada histórica nesta quarta-feira, desta vez contra a Juventus, e nem um bom resultado no clássico contra o Real Madrid, domingo, que lhe mantenha com pretensões reais de se sagrar campeão nacional, o time catalão fatalmente fechará a temporada 2016/17 com o rótulo de fracassado estampado na testa.

Nem mesmo uma provável conquista da Copa do Rei, ante o Alavés, no dia 27 de maio, será capaz de mudar isso.

E fracasso, para um clube com o tamanho e a relevância do Barcelona, significa necessariamente uma transformação radical nos fundamentos sobre os quais a equipe está construída.

O primeiro futuro que está em jogo nos próximos dias é o de Juan Carlos Unzué. O auxiliar de Luis Enrique é o favorito dos jogadores para assumir o posto de técnico a partir da próxima temporada.

Mas será que a diretoria terá coragem de entregar a equipe nas mãos do braço direito de um treinador que corre o risco de deixar o Camp Nou pela porta dos fundos, marcado por goleadas sofridas na Champions e um fim prematuro de briga pelo Espanhol?

Se o Barça fracassar nos compromissos desta semana, a continuidade que Unzué representa fatalmente fará com que seu nome perca força. Assim, o novo treinador do clube catalão provavelmente será pinçado no mercado.

Mas não é só o futuro de Unzué que estará em campo contra Juventus e Real Madrid. Jogadores até pouco tempo atrás inquestionáveis no Camp Nou, como o zagueiro Mascherano, o lateral esquerdo Jordi Alba e o meia Rakitic, podem sair se a diretoria optar por uma reformulação do elenco.

E há o caso de Andrés Iniesta. O cerebral meia de 32 anos é um dos maiores jogadores da história do Barça e deixará o clube se desejar. Mas, seu declínio físico é algo que preocupa os torcedores e dirigentes catalães.

As “eliminações” na Champions e no Espanhol podem fazer com que o Barcelona decida que chegou a hora de relegar o camisa 8 ao banco. Isso significaria um alto investimento na próxima janela de transferências em um jogador capaz de transformar o astro em reserva –o nome do italiano Verratti tem sido ventilado desde o encontro com o PSG, nas oitavas da competição europeia.

Para encerrar, até mesmo Messi e Neymar jogarão seu futuro nos próximos dias. No caso deles, o que estará em xeque é a possibilidade de serem eleitos o melhor jogador do mundo em 2017.

O argentino, que já venceu o prêmio cinco vezes, e o brasileiro, ainda em busca de sua primeira vitória, são candidatos reais a vencer a eleição da Fifa em janeiro. Mas tudo cairá por terra se a temporada do Barcelona “acabar” tão precocemente.

É… os próximos dias serão realmente decisivos para o futuro do Barcelona.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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Diego Alves não quer ser “só” o goleiro que pega pênaltis e mira seleção
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Rafael Reis

“Não coloquem a fama de pegador de pênaltis acima do meu trabalho como goleiro.”

É assim que Diego Alves, 31, reage quando questionado sobre sua mais impressionante estatística.

O goleiro brasileiro do Valencia é o recordista em pênaltis defendidos da história do Campeonato Espanhol: 21. Desde que chegou ao Valencia, em 2011, pouco mais de 50% das cobranças contra ele viraram gols.

Griezmann, Cristiano Ronaldo e Messi estão entre os figurões do futebol mundial que já esbarraram nele.

“É só uma característica, não chega a ser um cartão de visitas, como as cobranças de falta são para Cristiano Ronaldo e Messi. Para se analisar um goleiro, é preciso olhar para toda a história dele, não só para uma temporada”, afirma, por telefone.

O ex-jogador do Atlético-MG, que se mudou para a Espanha há dez anos e atuou por quatro temporadas no Almería até desembarcar no Valencia, definitivamente não quer ser conhecido apenas como o “milagreiro dos pênaltis”.

Uma das razões é por saber que só esse rótulo não será suficiente para devolvê-lo às convocações da seleção.

Diego Alves não esconde de ninguém que pretende voltar a defender a meta do Brasil, como em 2012, quando foi titular no final da gestão Mano Menezes, e em dois amistosos do início da segunda passagem de Dunga, em 2014. No ano passado, foi convocado para a Copa América Centenário, mas não saiu do banco.

E ele está ciente de que há muitos torcedores que também desejam vê-lo em breve outra vez na seleção.

“Sei que minha possível convocação gera muito debate, e isso muitas vezes vem da própria imprensa. Mas essa chance depende do que eu apresentar no clube. O trabalho vem sendo feito da melhor maneira possível. Só tenho que esperar o momento certo”.

O goleiro do Valencia ainda evita críticas a Tite por dar a titularidade da meta da seleção a um arqueiro que é reserva em seu clube. Alisson só disputou 15 jogos na temporada pela Roma e ainda não saiu banco nas partidas do Campeonato Italiano.

“Essa situação depende do treinador, da confiança que ele tem ou não em um determinado jogador. E isso você precisa respeitar. É a opinião do técnico. O que costumo dizer é que, técnica e psicologicamente, estou mais preparado do que nunca”, completa.


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Neymar sofre recorde de faltas e é o jogador que mais apanha na Europa
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Rafael Reis

Um carrinho daqui, um puxão de camisa de lá, um empurrão desproporcional, uma joelhada maldosa e até mesmo uma cotovelada disfarçada. Nenhum jogador do primeiro escalão do futebol mundial apanha tanto em campo quanto Neymar.

O astro da seleção brasileira é o atleta das sete principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França, Portugal e Rússia) mais caçado pelos marcadores na temporada 2016/17.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o camisa 11 do Barcelona já sofreu 101 faltas apenas nesta edição do Campeonato Espanhol. Como participou de 23 partidas, isso significa que ele sofreu em média 4,4 faltas por jogo disputado.

A frequência de pancadas dadas em Neymar é mais do que o dobro das desferidas contra seus dois principais oponentes no posto de melhor jogador do mundo.

O argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barça, tem média de 2,1 faltas recebidas por jogo no Espanhol. Já Cristiano Ronaldo, o atual vencedor do prêmio, apanha ainda menos: 1,7 falta por partida no Real Madrid na liga nacional.

Assim, o segundo jogador mais caçado da Europa não é nenhum medalhão. O paraguaio Darío Lezcano, que defende o Ingolstadt, time pequeno do futebol alemão, é quem mais se aproxima de Neymar tem média de 4 faltas sofridas por ida a campo.

Apanhar muito não é novidade para o principal jogador brasileiro da atualidade. Desde seu início de carreira, no Santos, há oito anos, o atacante costuma ser caçado como um prêmio valioso pelos adversários.

Mas, em alta com a camisa da seleção e alçado ao posto de coprotagonista do Barcelona nas últimas semanas, ele tem se tornado cada vez mais alvo dos sedentos pontapés de seus marcadores.

É isso mesmo. Desde que chegou à Europa, em 2013, Neymar nunca apanhou tanto quanto agora. E as estatísticas deixam isso bem claro.

Em sua primeira temporada no Barça, o brasileiro recebia em média 3 faltas por partida. Já em 2015/16, esse número saltou para 3,8. E agora alcançou o recorde de 4,4 infrações sofridas por jogo.

É claro que Neymar não é nenhum santo. A fama de “cai-cai” que o acompanha desde que começou a fazer sucesso no futebol e os 13 cartões amarelos recebidos nesta temporada (também um recorde na fase europeia de sua carreira) deixam isso bem claro.

Mas ser o jogador que mais apanha no primeiro escalão do futebol mundial também não é fácil… Quem teria sangue-frio para aguentar tantos pontapés?


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Atrás de Vágner Love, Neymar está fora do top 100 da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Principal jogador brasileiro desta década e principal artilheiro do país no futebol europeu nos últimos anos, Neymar vive uma temporada atípica.

Apesar de ser uma peça cada vez mais importante no Barcelona e de estar começando a dividir com Lionel Messi o protagonismo da equipe catalã, o camisa 11 viu seus gols rarearem nos últimos meses.

O brasileiro, que marcou 24 gols no último Campeonato Espanhol, balançou as redes apenas oito vezes nesta edição da Liga. O desempenho é insuficiente para colocá-lo sequer entre os 100 primeiros colocados da Chuteira de Ouro.

Mas, afinal, qual é a posição que Neymar ocupa no ranking que define o maior artilheiro dos campeonatos nacionais europeus na temporada?

O principal astro da seleção brasileira é apenas o 155º colocado da Chuteira de Ouro 2016/17. Ele tem os mesmos 16 pontos do espanhol Alvaro Morata, reserva do Real Madrid, de Duje Cop, centroavante croata do Sporting Gijón, do francês Olivier Giroud, do Arsenal, e de outros 23 jogadores.

Mesmo entre os brasileiros, Neymar não se destaca tanto assim. Ele só o oitavo no ranking entre os jogadores aptos a defender a seleção de Tite.

Estão à frente dele Tiquinho Soares (Porto, 32 pontos), Leonardo (Partizan Belgrado, 22,5 pontos), Whelton (Paços Ferreira, 22 pontos), Vágner Love (Alanyaspor, 19,5 pontos), João Paulo (Ludogorets, 19,5 pontos), Willian José (Real Sociedad, 18 pontos) e Firmino (Liverpool, 18 pontos)

O líder da Chuteira de Ouro é Messi, companheiro de Neymar no Barcelona. Com os dois gols marcados no 4 a 2 sobre o Valencia, no domingo, o argentino foi a 25 gols no Espanhol e 50 pontos no ranking.

O camisa 10 tem dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, e quatro para o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, seus oponentes mais próximos.

Melhor jogador do mundo e maior vencedor da história do prêmio (2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), Cristiano Ronaldo manteve a 13ª colocação da semana passada, com 38 pontos.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 42 pontos e está em oitavo.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 48 pontos (24 gols)
3º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 46 pontos (23 gols)
4º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 44 pontos (22 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 44 pontos (22 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 42 pontos (21 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 42 pontos (21 gols)
8º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 42 pontos (21 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40,5 pontos (27 gols)


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