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Fim das retrancas: Europa vê maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
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Rafael Reis

O Campeonato Espanhol não vê um 0 a 0 há mais de um mês. No Inglês, só três dos 20 clubes participantes têm média inferior a um gol por partida. E, no Italiano, três jogadores já romperam a casa dos 20 gols só nesta edição.

Esses não são fatos isolados. O primeiro escalão do futebol europeu (e, consequentemente, mundial) foi tomado por uma verdadeira de chuva de gols nesta temporada.

Somando os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês), temos até agora em 2016/17 um total de 1.678 partidas e 4.593 gols. A média de 2,78 gols por partida é a mais alta dos últimos 39 anos.

Para encontrar uma temporada com fartura de bolas na rede superior à atual é preciso voltar a 1977/78, quando a grande maioria dos jogadores profissionais de hoje ainda nem tinham nascido.

Na ocasião, as cinco grandes ligas europeias registraram uma média de 2,79 gols por jogo, só um pouquinho acima da vista nesta temporada.

Nos últimos 39 anos, a média de gols da elite da bola variou entre 2,38 gols por partida, em 1991/92, ainda na ressaca da seca da Copa do Mundo-1990, e 2,76, marca registrada três temporadas atrás.

Em 2016/17, todas as cinco grandes ligas nacionais da Europa ostentam médias superiores a 2,5 gols por jogo. A Espanha é a que possui a média mais alta: 2,91, a mais elevada no país em 54 anos.

Inglaterra e Itália também apresentam marcas histórias em relação ao número de bolas na rede. No caso da primeira divisão inglesa, a média atual (2,84) é a mais alta desde 1968. Já os italianos têm nesta temporada o melhor resultado ofensivo (2,79) desde 1993.

O maior goleador das principais ligas da Europa vem da França. O uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, já marcou 27 vezes, quatro a mais que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, o segundo colocado na lista.

Curiosamente, o ataque mais produtivo também vem da Ligue 1, tradicionalmente um dos campeonatos nacionais de futebol menos vistoso e ofensivo do continente.

O Monaco, que eliminou o Manchester City da Liga dos Campeões e desponta como a grande sensação da temporada, marcou 84 vezes nas primeiras 29 rodadas do Francês. Uma média que beira o inacreditável: 2,89 gols por partida.

As oitavas de final da Champions, aliás, mostraram bem essa nova cara do futebol europeu.

Tivemos dois placares de 5 a 1, um 5 a 3, outro 6 a 1 e mais um 4 a 2. No total, foram registrados 62 gols em apenas 16 partidas. Isso dá uma média de 3,87 gols por jogo.

E, vale lembrar, esses jogos reuniram aqueles que são em tese os 16 clubes mais fortes da Europa na atualidade, o que derruba o argumento de que a chuva de gols desta temporada seja apenas um reflexo da diferença técnica entre as equipes mais poderosas e as mais fracas.

Resumindo: o futebol europeu pegou gosto pelo gol. E quem ganha com isso são todos aqueles que gostam de um futebol bem jogado. Ou seja, eu… e imagino que vocês também.


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Como intercâmbio da “família Red Bull” ajuda a explicar sensação Leipzig
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Rafael Reis

Líder da Bundesliga em seu ano de estreia na primeira divisão, invencibilidade de 13 jogos na temporada, sequência de sete vitórias consecutivas. Esse é o RB Leipzig. Mas, se quiser, pode chamá-lo de “seleção Red Bull”.

A equipe que está desbancando o Bayern de Munique do topo na Alemanha recebeu uma forcinha considerável dos outros times do grupo para se tornar a principal sensação do futebol europeu nesta temporada.

Red Bull

Dos 11 titulares usados pelo técnico Ralph Hasenhüttl na goleada por 4 a 1 sobre o Freiburg, fora de casa, na sexta-feira, cinco foram importados do Red Bull Salzburg.

Além deles, o lateral direito brasileiro Bernardo também veio dos clubes irmãos do Leipzig. Cria das categorias de base do Red Bull Brasil, ele passou sete meses na Áustria antes de ir para a Alemanha.

Essa possibilidade de intercâmbio é uma das vantagens que o líder da Bundesliga tem sobre os outros 17 times que disputam a competição.

Como a empresa de energéticos possui quatro clubes ao redor do mundo (além dos três já citados, há o New York Red Bulls, nos EUA), ela pode distribuir seus jogadores da forma que for mais estratégica para ela.

As transferências entre clubes da “família Red Bull” não são, pelo menos em tese, gratuitas. Mas, como todas eles possuem o mesmo acionista majoritário, a maior parte do dinheiro sai e volta para o mesmo bolso.

Por isso, assim que o Leipzig subiu para a primeira divisão alemã, a Red Bull tratou de abastecê-lo com alguns dos destaques do Salzburg, equipe que conquistou os últimos três títulos austríacos.

Foi nessa leva que chegaram, por exemplo, o meia Naby Keita, Bernado e o lateral direito Benno Schmitz.

A estratégia da Red Bull para transformar o Leipzig em uma força na Alemanha não é inédita no futebol e já foi utilizada por outros grupos que possuem mais de um clube.

O empresário italiano Giampaolo Pozzo chegou a ter seus times disputando das três das mais importantes primeiras divisões do planeta (Itália, Espanha e Inglaterra) e promovia trocas constantes de jogadores entre Udinese, Granada e Watford.

O Manchester City é outro que já se aproveitou desse expediente.

Em 2014, pegou Frank Lampard emprestado de sua filiar norte-americana, o New York City. Já na atual temporada, buscou o meia Aaron Mooy no time australiano do grupo, o Melbourne City, para inserí-lo no mercado inglês –está emprestado ao Huddersfield Town.


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Rafael Reis

Quem vê o RB Leipzig, em sua primeira temporada na elite do futebol alemão, deixando para trás Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen e Wolfsburg e dividindo a liderança da competição com o Bayern de Munique, fatalmente leva um susto.

Mas basta se atentar àquelas duas letrinhas que vêm antes do nome do clube para que tudo passe a fazer sentido.

Leipzig

Apesar de o RB oficialmente significar RasenBallsport (algo como “Esporte com a Bola sobre o Gramado”), ele é a senha que mostra que o Leipzig faz parte de um dos projetos mais vitoriosos e arrojados do esporte mundial.

O Leipzig faz parte da família Red Bull, que inclui ainda duas escuderias de F-1 (Red Bull e Toro Rosso), duas equipes de hóquei sobre o gelo (Red Bull Munique e Red Bull Salzburg), outros três times de futebol (New York Red Bulls, Red Bull Salzburg e Red Bull Brasil0 e incontáveis patrocínios a astros de primeira grandeza.

Ao longo de 11 anos, o projeto de investimento no futebol da empresa de energéticos mais famosa do mundo e que tem o esporte como principal plataforma de marketing acumula sete subidas de divisão e nada menos do que 17 títulos de competições oficiais.

Comprado em 2005 e primeira iniciativa da Red Bull na modalidade, o Salzburg é o clube mais vitorioso do grupo. Graças ao dinheiro de Dietrich Mateschitz, o time se tornou a maior força do futebol austríaco na atualidade e conquistou seis dos últimos oito campeonatos nacionais.

Além disso, já alcançou as oitavas de final da Liga Europa, em 2014, e bateu na trave três vezes para entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

Se o Salzburg dá resultados esportivos, o New York Red Bulls é ótimo para alavancar o nome da companhia no principal mercado do mundo e aliar a marca a astros do futebol.

A franquia da MLS (Major League Soccer), a principal liga de futebol dos Estados Unidos, foi adquirida em 2006 e já teve Thierry Henry, Rafael Márquez, Tim Cahill, Juan Pablo Ángel e Shaun Wright-Phillips.

O time já teve por duas vezes a melhor campanha da temporada regular da MLS e foi vice-campeão da liga em 2008.

Já o projeto brasileiro da Red Bull, fundado em 2007, ainda engatinha se comparado aos do exterior. A equipe foi galgando escalão por escalão no Campeonato Paulista e estreou na primeira divisão no ano passado. Também em 2015, disputou pela primeira vez a Série D do Campeonato Brasileiro. Já neste ano, debutou na Copa do Brasil.

O ponto forte do RB Brasil, como é chamado pela Rede Globo para não divulgar a marca Red Bull, são as categorias de base. Foi de lá que saiu, por exemplo, o lateral direito Bernardo, 21, hoje titular do Leipzig.

Com sete vitórias (inclusive sobre Borussia Dortmund e Wolfsburg), três empates e os mesmos 24 pontos do Bayern em seus dez primeiros jogos na Bundesliga, o Leipzig é um fenômeno na Alemanha.

Fundado em 2009, quando a Red Bull comprou uma vaga na quinta divisão, conquistou quatro promoções em sete anos, amparado por um dinheiro muito maior do que seus rivais. Até por isso, ganhou o título de “time mais odiado da Alemanha”.

Mas dinheiro não compra tudo. E a empresa de energéticos sentiu isso durante sua tentativa de entrar no futebol africano. O Red Bull Gana durou seis anos e foi abandonado pela companhia em 2014, na segunda divisão local.


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Cabeça de touro e boicote: caçula da Alemanha é alvo de ódio de adversários
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Rafael Reis

Na primeira rodada, a cabeça de um touro foi lançada no estádio por torcedores do Dynamo Dresden. No jogo de abertura do Campeonato Alemão, a manifestação dos fãs do Hoffenheim foi mais usual: faixas ofendendo o adversário e reclamando que o “dinheiro compra tudo”.

Os dois protestos tinham o mesmo alvo: o RB Leipzig, o clube mais odiado da Alemanha e um dos mais detestados do futebol mundial.

Estreante na Bundesliga, a primeira divisão alemã, o time é um dos cinco clubes de futebol espalhados pelo mundo que pertencem à Red Bull. E é isso que tanto incomoda aos adversários.

Red Bull

Pelo regulamento do futebol germânico, todos os clubes precisam ser associações esportivas (com sócios, como no Brasil). Empresas ou magnatas até podem ser acionistas das agremiações, mas são proibidas de terem o controle sobre elas.

Casos como os de Wolfsburg, que pertence à Volkswagen, e Bayer Leverkusen, de propriedade da Bayer, são excepcionais por serem anteriores a essa regulamentação.

Mas, o do Leipzig não. O time foi fundado em 2009, quando a Red Bull comprou do Markranstädt uma vaga na quinta divisão.

A empresa de energéticos conseguiu driblar as regulamentações da DFB (Federação Alemã de Futebol) e é quem na prática controla o clube. Só teve de abrir mão de usar sua marca no nome do clube.

O RB que precede o Leipzig não significa Red Bull, como a maioria das pessoas pensa, pois essa publicidade é ilegal por lá. As duas letras são as iniciais de RasenBallsport (Esporte com a Bola sobre o Gramado, em tradução livre para o português).

O “jeitinho alemão”, expresso pelo nome, mas também pelo aval dado pela DFB à existência do RB Leipzig, incomoda demais os rivais, que o acusam de concorrência desleal por receber um aporte financeiro que seria, em tese, proibido pela lei.

Consideravelmente mais rico que seus adversários das divisões inferiores da Alemanha graças ao dinheiro da Red Bull, o clube foi subindo como um foguete. Foram quatro promoções em sete anos até a estreia na Bundesliga –empate com o Hoffenheim, dez dias atrás.

Mesmo na elite, o poderio financeiro da empresa de energéticos ainda se destaca.

Apesar de novato na primeira divisão, o Leipzig foi o quarto clube que mais gastou em reforços para esta temporada na Alemanha. Com 50 milhões de euros (R$ 182 milhões) investidos em contratações, só ficou atrás dos tradicionais Borussia Dortmund, Bayern de Munique e Wolfsburg.

É por isso que a torcida do Hoffenheim fez questão de levar ao estádio faixas com dizeres como “o dinheiro manda em tudo” e “ninguém quer vocês aqui” ou que fãs do Borussia Dortmund planejam boicotar a partida contra a equipe da Red Bull neste sábado.

Definitivamente, o RB Leipzig é o time mais odiado da Alemanha. E um dos mais detestados do mundo.


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Rafael Reis

Nome oficial: Bundesliga
Período de disputa: 26/08/2016 a 20/05/2017
Rodadas: 38
Atual campeão: Bayern de Munique (26 títulos)
Maior campeão: Bayern de Munique (26 títulos)
Promovidos:  Freiburg e RB Leipzig
Rebaixados: Hannover e Stuttgart
NA TV: ESPN e Fox Sports dividem a transmissão do campeonato

O FAVORITO
Bayern de Munique
Bayern
A temporada de estreia de Carlo Ancelotti no Bayern deve representar uma mudança radical no futebol dos bávaros: saem as invenções táticas e as improvisações de Pep Guardiola, entra o pragmatismo vencedor do treinador italiano. Nada que ameace a hegemonia que o clube construiu na Alemanha, ainda que o Borussia Dortmund já tenha torrado mais de 100 milhões de euros em reforços para mudar essa história.

A ZEBRA
Wolfsburg

Wolsfburg
Último campeão alemão fora da dupla Bayern de Munique-Borussia Dortmund, a equipe da Volkswagen investiu pesado para tentar se recuperar do fracasso da última temporada, quando não obteve classificação para nenhum torneio continental. A boa base liderada pelo meia Draxler e pelo lateral esquerdo Ricardo Rodríguez ganhou os reforços de Kuba, ex-Borussia Dortmund e destaque da Polônia na Eurocopa, e do grandalhão fazedor de gols Mario Gómez.

O CRAQUE
Robert Lewandowski
Lewandowski
É difícil definir quem é o principal jogador do Bayern de Munique e, consequentemente, da Bundesliga. Mas Lewandowski é certamente o mais decisivo deles. O polonês terminou as últimas cinco temporadas entre os três primeiros na artilharia da competição e promete mais. Desde o fim das férias, disputou duas partidas oficiais. E já balançou as redes três vezes.

A CARA NOVA
Ousmane Dembélé
Ousmane Dembele
Um daqueles diamantes em estado bruto que praticamente todos os grandes clubes do mundo queriam contratar, inclusive o Barcelona, o meia-atacante francês foi tirado do Rennes pelo Borussia Dotmund para ser o futuro da equipe. Mas, aos 19 anos, Dembélé já pode dar frutos imediatos. Sua última temporada na França mostra isso. Apesar de estar estreando como profissional, marcou 12 gols e deu cinco assistências.

QUEM MAIS GASTOU EM REFORÇOS

1º – Borussia Dortmund – 109,75 milhões de euros
2º – Bayern de Munique – 70 milhões de euros
3º – Wolfsburg – 49 milhões de euros
4º – Bayer Leverkusen – 43,6 milhões de euros
5º – Borussia Mönchengladbach – 29,5 milhões de euros

1º – Mats Hummels (Z, ALE, Bayern) – 35 milhões de euros
Renato Sanches (M, POR, Bayern)
3º – André Schürrle (MA, ALE, Borussia Dortmund) – 30 milhões de euros
4º – Breel Embolo (A, SUI, Schalke 04) – 22,5 milhões de euros
5º – Mario Götze (A, ALE, Borussia Dortmund) – 22 milhões de euros
6º – Kevin Volland (A, ALE, Bayer Leverkusen) – 20 milhões de euros
7º – Aleksandar Dragovic (Z, AUT, Bayern Leverkusen) – 18 milhões de euros
8º – Christoph Kramer (M, ALE, Borussia M’Gladbach) – 15 milhões de euros
Ousmane Dembélé (MA, FRA, Borussia Dortmund)
Naby Keita (M, GUI, RB Leipzig)

SELEÇÃO DOS MAIS VALIOSOS DO CAMPEONATO*

G – Manuel Neuer (ALE, Bayern) – 45 milhões de euros
LD – Philipp Lahm (ALE, Bayern) – 13 milhões de euros
Z – Jérôme Boateng (ALE, Bayern) – 45 milhões de euros
Z – Mats Hummels (ALE, Bayern) – 38 milhões de euros
LE – David Alaba (AUT, Bayern) – 45 milhões de euros
M – Arturo Vidal (CHI, Bayern) – 40 milhões de euros
M – Renato Sanches (POR, Bayern) – 30 milhões de euros
MOC – Julian Draxler (ALE, Wolfsburg) – 28 milhões de euros
AD – Thomas Müller (ALE, Bayern) – 75 milhões de euros
AC – Robert Lewandowski (POL, Bayern) – 75 milhões de euros
AE – Marco Reus (ALE, Borussia Dortmund) – 40 milhões de euros

*valores de mercado de acordo com o site Transfermarkt

ESTRANGEIROS

269 jogadores (50,8% do total)

24 suíços
17 austríacos
15 brasileiros
14 espanhóis
12 franceses

BRASILEIROS

São 15, além de dois naturalizados que possuem dupla cidadania: Thiago (Bayern) e Leonardo Bittencourt (Colônia)

Bayern: Douglas Costa e Rafinha
Wolfsburg: Werder Bremen e Bruno Henrique
Bayer Leverkusen: Wendell e André Ramalho
Borussia Mönchengladbach: Raffael
Schalke 04: Júnior Caiçara e Naldo
Augsburg: Caiuby
Hamburgo: Cléber
Ingolstadt: Roger
Eintrachr Frankfurt: Anderson Bamba
Hertha Berlin: Allan e Ronny


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De olho em estágio, autor de gol na Copa-10 encarou 3ª divisão da Alemanha
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Rafael Reis

Foi pensando no futuro que o atacante Cacau, que disputou e até fez gol na Copa-2010, topou passar os últimos três meses jogando na terceira divisão do Campeonato Alemão.

Aos 35 anos, o paulista que ganhou cidadania alemã e disputou 23 jogos pela seleção tetracampeã mundial aceitou o convite para defender o time B do Stuttgart a fim de fazer contatos e adquirir experiência já visando uma carreira pós-aposentadoria.

Cacau

“Foi um período de muito aprendizado. Minha vontade é trabalhar dentro do clube, na parte administrativa, ou no campo com a garotada. O que passei aqui vai me dar vantagem lá na frente”, afirmou o atacante.

Contratado em fevereiro, depois de jogar por um ano no Cerezo Ozaka, do Japão, e ficar seis meses parados, Cacau tinha as tarefas de ajudar a equipe a evitar um rebaixamento para as ligas regionais da Alemanha e orientar a molecada sub-23 que formava o time B do Stuttgart.

Na primeira missão, fracassou. Sua equipe não só foi rebaixada, como terminou a terceira divisão na lanterna da competição.

Mas a segunda, pelo menos na sua avaliação, deu certo e vai lhe render frutos.

“Foi também uma maneira de ajudar o time, que está passando por uma fase difícil. Criei uma relação ótima, de muito respeito, com a garotada e aprendi demais”, disse.

O atacante, que começou no Nacional (SP) e chegou à Alemanha em 2000, viveu a melhor fase da sua carreira justamente no Stuttgart. Foram 11 anos no clube, com direito à conquista do título alemão de 2007 e convocações para a seleção.

Vestindo o uniforme alvinegro, Cacau chegou a marcar na goleada por 4 a 0 sobre a Austrália, na estreia na Copa-2010, competição em que terminaria na terceira colocação.

Após o “estágio” na equipe B do Stuttgart, o atacante ainda não decidiu qual será o próximo passo de sua carreira. Originalmente, sua vontade é voltar ao futebol de elite e jogar mais pouquinho antes de pendurar as chuteiras, mas…

“Ainda estou nesse sofrimento que é a horar de parar. Fisicamente, tenho forças para jogar mais uns dois ou três anos. O que vai definir agora são as oportunidades que aparecerem, se vai surgir algum convite bom para continuar jogando ou mesmo para trabalhar aqui no clube”, completa.


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Contra o 0 a 0, tem gente querendo mudar a pontuação do futebol
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Rafael Reis

Sempre que digo para meu pai que uma partida terminou empatada por 0 a 0, ouço como resposta a mesma frase engraçadinha: “então eles não precisavam ter jogado, era melhor terem ficado em casa”.

Tem gente do meio do futebol que parece concordar com ele.

Dono de três títulos do Campeonato Alemão, o técnico Felix Magath (ex-Bayern, Schalke 04 e Wolfsburg) iniciou nesta semana uma cruzada contra as partidas que terminam sem gols.

Em sua coluna no jornal alemão “Express”, o treinador apresentou e defendeu uma proposta para que empates por 0 a 0 deixem de distribuir pontos para as equipes envolvidas.

“Há algumas formas de deixar as partidas menos enfadonhas. Seria revigorante para o futebol se um 0 a 0 não desse mais pontos.”

Magath

“Outros empates continuariam como hoje, dando um ponto, porque os times teriam de se preocupar em marcar gols e não apenas usar fortes táticas defensivas”, escreveu.

O curioso é que a proposta de luta contra 0 a 0 venha de um país que não sofre com escassez de gols.

Entre as principais ligas nacionais europeias, a da Alemanha é a que possui a maior média de gols: 2,77 por partida. França, Itália, Espanha e Inglaterra possuem médias entre 2,42 e 2,67 na atual temporada.

Apenas 16 dos 189 jogos (8,5% do total) disputados na atual edição da Bundesliga terminaram sem um mísero golzinho.

A última alteração na pontuação do futebol aconteceu há duas décadas.

Depois do fiasco técnico da Copa do Mundo de 1990, a Fifa decidiu em suas competições ampliar de dois para três pontos a premiação do time vitorioso de uma partida. O empate continuou dando um ponto para cada equipe.

Esse sistema de pontuação, que já existia desde os anos 1980 na Inglaterra, entrou nas regras do jogo em 1995, depois de ter sido testado no Mundial dos EUA, e segue em vigor até hoje.

Agora, tem gente querendo mudar novamente a pontuação do futebol.

 


Torcedores: O Dortmund dos games virou a paixão de Leonardo
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Rafael Reis

“Tinha o Kehl, o Rosicky, o Weindefeller, que era uma criança ainda. Os que eu mais lembro são esses três mesmo.”

O publicitário carioca Leonardo Platino, 25 anos, pode até não se recordar do Borussia Dortmund que ele escalava no videogame na adolescência. Mas foi esse time que fez seu coração ficar dividido.

No começo, o Dortmund era apenas aquela equipe que ele gostava de pegar para enfrentar os amigos nas telas. Mas depois, virou uma paixão semelhante a que sente pelo Flamengo, time de infância e para qual torce até hoje.

“Quando assinamos tv a cabo e comecei a ver aquela torcida fanática, rolou uma identificação com o Flamengo. Acho que foi por isso que comecei a gostar tanto. Antes, era uma admiração, agora torço de verdade, fico nervoso. Vejo os jogos, acompanho os placares”, conta.

Leonardo Platino

Mesmo estando bem longe da Alemanha e da maior parte dos apoiadores do seu clube europeu, Leonardo vive na pele as angústias de torcedor e até mesmo o peso da rivalidade.

“Na semifinal da Liga dos Campeões [2012/13], parei em um bar aqui no Rio para ver a partida. Estava todo mundo aglomerado e torcendo para o Real Madrid. Quando saiu um gol do Dortmund, dei um grito tão alto e fui tão xingado que tive de ir embora de lá.”

O sonho de Leonardo é visitar Dortmund e conhecer o Signal Iduna Park, casa do atual vice-líder do Campeonato Alemão.

Mas a viagem à Alemanha terá de esperar um pouco. Afinal, existe uma paixão ainda maior do que a que sente pelo time auri-negro ou pelo Flamengo.

“Estou começando o processo de casamento agora, e minha lua de mel não vai poder ser lá. Mas minha namorada também gosta muito de futebol e acho que daqui uns 5 anos, eu já terei ido ou estarei bem próximo de viajar”, afirma.

Leonardo só não entende porque algumas pessoas não aceitam sua paixão pelo Dortmund e acham estranho ele torcer para mais de um time.

“Tem gente que acha que você não pode fazer isso. Mas acredito que quem gosta mesmo de futebol pode torcer para um time de cada país.”

A sessão “Torcedores” é publicada semanalmente e traz histórias de brasileiros que torcem para clubes de outros países. Se você é apaixonado por um time estrangeiro e quer ter seu caso publicado, escreva para rafaelmdosreis@gmail.com


Como um vulcão fez time azarado da Inglaterra ficar sem Lewandowski
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Rafael Reis

O maior destaque deste início da temporada 2015/16 no futebol europeu teve sua carreira transformada por um vulcão.

Em 2010, quando ainda defendia o Lech Poznan, do seu país-natal, o atacante Robert Lewandowski, então com 21 anos, esteve prestes a assinar com o Blackburn para disputar a Premier League inglesa.

O negócio, avaliado em 4 milhões de libras (R$ 23,3 milhões, na cotação atual), só não saiu porque a natureza não permitiu.

Convidado a assistir a uma partida entre Blackburn e Everton antes de assinar contrato e sacramentar a transferência, Lewandowski arrumou as malas para a Inglaterra, mas não pôde viajar devido à erupção do Eyjafjallajokull.

O vulcão, localizado na Islândia, espalhou cinzas por boa parte do continente europeu e atrapalhou o tráfego aéreo na região. Na época, o Barcelona teve de viajar de ônibus à Itália para enfrentar a Inter de Milão, na semifinal da Liga dos Campeões da Europa.

Lewandwoski comemora um dos seus três gols contra o Dínamo Zagreb, pela Liga dos Campeões

Lewandwoski comemora um dos seus três gols contra o Dínamo Zagreb, pela Liga dos Campeões

No caso de Lewandowski, o Eyjafjallajokull fez a transferência para o Blackburn melar.

Sem poder pegar um avião para a Inglaterra, o centroavante recebeu uma proposta do Borussia Dortmund e gostou da ideia de jogar na Alemanha.

A partir daí, a carreira de Lewandowski decolou. O jogador foi duas vezes campeão da Bundesliga e vice europeu pelo Dortmund, transferiu-se para o Bayern de Munique e conquistou mais um título alemão.

Na atual temporada, virou a sensação do futebol europeu ao marcar cinco gols em nove minutos na goleada por 5 a 1 sobre o Wolfsburg, em 22 de setembro.

Com 22 gols em 15 partidas oficiais na temporada, Lewandowski é o artilheiro do Alemão e igualou o recorde de 13 tentos do norte-irlandês David Healy nas eliminatórias da Eurocopa.

Se não fosse o vulcão Eyjafjallajokull, essa história poderia teria sido bem diferente.


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