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Atrás de Vágner Love, Neymar está fora do top 100 da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Principal jogador brasileiro desta década e principal artilheiro do país no futebol europeu nos últimos anos, Neymar vive uma temporada atípica.

Apesar de ser uma peça cada vez mais importante no Barcelona e de estar começando a dividir com Lionel Messi o protagonismo da equipe catalã, o camisa 11 viu seus gols rarearem nos últimos meses.

O brasileiro, que marcou 24 gols no último Campeonato Espanhol, balançou as redes apenas oito vezes nesta edição da Liga. O desempenho é insuficiente para colocá-lo sequer entre os 100 primeiros colocados da Chuteira de Ouro.

Mas, afinal, qual é a posição que Neymar ocupa no ranking que define o maior artilheiro dos campeonatos nacionais europeus na temporada?

O principal astro da seleção brasileira é apenas o 155º colocado da Chuteira de Ouro 2016/17. Ele tem os mesmos 16 pontos do espanhol Alvaro Morata, reserva do Real Madrid, de Duje Cop, centroavante croata do Sporting Gijón, do francês Olivier Giroud, do Arsenal, e de outros 23 jogadores.

Mesmo entre os brasileiros, Neymar não se destaca tanto assim. Ele só o oitavo no ranking entre os jogadores aptos a defender a seleção de Tite.

Estão à frente dele Tiquinho Soares (Porto, 32 pontos), Leonardo (Partizan Belgrado, 22,5 pontos), Whelton (Paços Ferreira, 22 pontos), Vágner Love (Alanyaspor, 19,5 pontos), João Paulo (Ludogorets, 19,5 pontos), Willian José (Real Sociedad, 18 pontos) e Firmino (Liverpool, 18 pontos)

O líder da Chuteira de Ouro é Messi, companheiro de Neymar no Barcelona. Com os dois gols marcados no 4 a 2 sobre o Valencia, no domingo, o argentino foi a 25 gols no Espanhol e 50 pontos no ranking.

O camisa 10 tem dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, e quatro para o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, seus oponentes mais próximos.

Melhor jogador do mundo e maior vencedor da história do prêmio (2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), Cristiano Ronaldo manteve a 13ª colocação da semana passada, com 38 pontos.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 42 pontos e está em oitavo.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 48 pontos (24 gols)
3º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 46 pontos (23 gols)
4º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 44 pontos (22 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 44 pontos (22 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 42 pontos (21 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 42 pontos (21 gols)
8º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 42 pontos (21 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40,5 pontos (27 gols)


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Mais indisciplinado do Barça, Neymar bate recorde de cartões na Europa
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Rafael Reis

A temporada 2016/17 apresentou um Neymar diferente para o Barcelona: um jogador que deixou o instinto artilheiro de lado para se tornar o principal criador de gols do clube e assumiu o protagonismo da equipe em momentos decisivos, como o histórico 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, 11 dias atrás.

Mas há algo no comportamento do brasileiro que não mudou nos últimos meses. Pelo contrário, só se intensificou recentemente: o número excessivo de punições que recebe da arbitragem.

O atacante, que é considerado um jogador especialmente indisciplinado desde o início da carreira, no Santos, já recebeu nesta temporada 13 cartões amarelos em partidas do Barcelona. A maior marca desde que chegou à Catalunha, quatro anos atrás.

Como Neymar já participou de 34 partidas em 2016/17, isso significa que a cada jogo que disputa, ele recebe 0,38 amarelo.

Os principais homens de marcação do Barcelona não chegam nem perto desse nível de indisciplina. Piqué tem seis cartões amarelos em 31 apresentações (0,19). Mascherano, sete advertências em 30 jogos (0,23). E Umtiti foi punido cinco vezes em 31 partidas (0,16).

O único jogador do Barça que é páreo para Neymar nesse quesito é Sergio Busquets. Assim como o brasileiro, o volante recebeu já recebeu 13 amarelos nesta temporada. No entanto, entrou em campo uma vez a mais que o camisa 11.

Antes de 2016/17, Neymar nunca havia recebido mais do que 11 cartões em uma só temporada de Barcelona. E mesmo assim, quando atingiu a marca, em 2015/16, disputou um número bem maior de partidas do que agora (49, contra as 34 atuais).

Ou seja, se mantiver a mesma média de punições dos últimos meses, o camisa 11 pode encerrar a temporada com 18 ou 19 amarelos.

Desde que foi contratado pelo Barça, o atacante brasileiro acumula 99 gols, 74 assistências e 41 amarelos. Apesar do excesso do número de advertências, ele ainda não foi expulso.

Mesmo com o recorde desta temporada, Neymar ainda está longe dos seus piores momentos de indisciplina no Santos. Em 2010, o ano em que mais foi punido pela arbitragem, ele recebeu 22 cartões amarelos e um vermelho.


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Após feito, Barça vira favorito a título da Champions nas casas de apostas
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Rafael Reis

A histórica goleada por 6 a 1 do Barcelona sobre o Paris Saint-Germain e a épica classificação do time catalão para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa provocaram uma reviravolta no mercado de apostas do futebol.

A equipe de Messi, Neymar e Luis Suárez, que vinha sendo considerada carta fora do baralho pelos apostadores, transformou-se depois da última quarta-feira na favorita para conquistar o título europeu, de acordo com as avaliações das casas de apostas mais conhecidas do mundo.

A “Betfair” é uma das casas que colocam o Barça como o mais provável vencedor da Champions nesta temporada.

O site, que, durante a partida contra o PSG, chegou a oferecer 701 euros a cada um apostado no título do clube catalão, rebaixou drasticamente a cotação do Barça. Agora, quem confiar seu dinheiro na equipe de Luis Enrique receberá apenas 3,75 euros por euro apostado caso os espanhóis levantem a taça.

Bayern de Munique (4,33 euros) e Real Madrid (6,50 euros) são o segundo e terceiro favoritos, respectivamente, de acordo com a “Betfair”.

A avaliação é semelhante à feita pela “Bet365”. A agência de apostas também considera o Barcelona como o mais provável campeão europeu da temporada 2016/17 e paga 3,65 euros de recompensa por euro apostado caso esse resultado se concretize.

Bayern (4,20 euros), Real Madrid (6,00), Juventus (10,00 euros), Atlético de Madri (12 euros) e Borussia Dortmund (12 euros) aparecem na sequência na lista dos favoritos à taça.

Se quem apostar agora no Barcelona não tem muitas chances de levar um bom dinheiro para casa, aqueles apostadores que se mantiveram fiéis a Messi, Neymar e cia têm motivos de sobra para sorrir.

De acordo com o jornal catalão “Sport”, um alemão de Munique faturou 16 mil euros (R$ 53,7 mil) por acertar os placares dos dois jogos da Champions na quarta-feira: Barcelona 6 x 1 PSG e Borussia Dortmund 4 x 0 Benfica. O valor de sua aposta foi de 20 euros (R$ 67).

Um outro apostador da Alemanha foi além. Apostou 1,58 euro (R$ 5,30) em três resultados diferentes: Barça 6 x 1 PSG, Arsenal 1 x 5 Bayern e Napoli 1 x 3 Real Madrid. Acertou todos e levou para casa cerca de 100 mil euros (R$ 336 mil).


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Neymar supera Messi e produz 1 gol a cada 47 minutos na Champions
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Rafael Reis

Herói da épica classificação do Barcelona para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, Neymar ostenta uma marca impressionante na competição interclubes mais badalada do planeta.

O brasileiro, protagonista da goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, quarta-feira, no Camp Nou, produz um gol a cada 47 minutos e 27 segundos de futebol nesta edição da Champions.

Na prática, isso significa que ter Neymar em campo rende ao Barcelona um gol em cada tempo de jogo do torneio continental.

O camisa 11 já marcou quatro vezes nesta temporada da Champions, lidera o ranking de passes para os companheiros balançarem as redes, com oito assistências, e ainda sofreu um pênalti que foi convertido.

O brasileiro participou diretamente de 13 gols durante os 617 minutos que ficou em campo.

O desempenho de Neymar na competição mais importante da temporada supera até mesmo o da principal estrela do Barcelona, Lionel Messi.

O camisa 10 argentino também teve ação direta em 13 gols no campeonato europeu. Mas suas 11 bolas nas rede e duas assistências aconteceram em um pouco mais de tempo, 630 minutos.

Ou seja, na Champions, Messi precisa de 48 minutos e 27 segundos para criar um gol, um minuto a mais do que seu companheiro de ataque.

O outro homem do trio ofensivo do Barcelona tem números bem mais modestos na Liga dos Campeões. Luis Suárez, três gols, duas assistências e dois pênaltis sofridos, produz um gol a cada 90 minutos no torneio.

Na virada histórica contra o PSG, que colocou o clube espanhol nas quartas da Champions, Neymar participou diretamente de quatro dos seis gols catalães.

O brasileiro marcou um gol de falta, outro de pênalti, sofreu a penalidade convertida por Messi e, já no último minuto da partida, foi o responsável pelo cruzamento para Sergi Roberto decretar a classificação.

A atuação de Neymar foi celebrada pelos principais jornais esportivos da Espanha. O “Sport” o chamou de homem “mais perigoso do ataque do Barcelona” e o “Mundo Deportivo” classificou a apresentação como a “coroação” do brasileiro.

Já o “Marca” e o “As” adotaram o mesmo tom. Para as duas publicações, a goleada foi histórica não apenas por uma virada de placar jamais vista na Champions, mas porque marca o início da passagem de bastão de Messi para Neymar.


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Rafael Reis

A fase de grupos da Taça Libertadores da América começa nesta terça-feira e conta com a participação recorde de oito clubes brasileiros.

Mas, além de Chapecoense, Palmeiras, Grêmio, Santos, Flamengo, Atlético-MG, Atlético-PR e Botafogo, o futebol nacional estará representado na principal competição interclubes do continente por mais seis jogadores.

Conheça abaixo os atletas brasileiros que vão defender clubes de outros países na Libertadores-2017.

ALEX SILVA
Zagueiro
31 anos
Jorge Wilstermann (BOL)

É, de longe, o brasileiro mais conhecido que irá disputar a Libertadores por um time estrangeiro. Tricampeão nacional pelo São Paulo entre 2006 e 2008 e com passagem pela seleção, o zagueiro chegou à Bolívia há menos de dois meses para atuar no Jorge Wilstermann. Baleado por problemas físicos e excessos cometidos ao longo da carreira, Alex Silva está fora da elite brasileira desde 2013, quando deixou o Flamengo. Depois, passou por Boa Esporte, São Bernardo, Brasiliense, Rio Claro e Hercílio Luz. Nesse meio tempo, chegou a cogitar a aposentadoria. Mas voltou atrás na decisão.

THOMAZ
Meia
30 anos
Jorge Wilstermann (BOL)

Companheiro de Alex Silva no Jorge Wilstermann, clube que defende desde 2014. Destaque do Internacional na Copa São Paulo de 2006, o meia rodou por 16 clubes e três países (Suíça, Estados Unidos e, evidentemente, Brasil) em oito anos até chegar a Cochabamba. Seu melhor momento foi a conquista do Campeonato Catarinense de 2009 pelo Avaí.

RONALDO CONCEIÇÃO
Zagueiro
29 anos
Peñarol (URU)

Não é uma surpresa nenhuma ver o zagueiro que defendeu o Atlético-MG no ano passado vestindo a camisa do Peñarol na Libertadores. Apesar de ter passado por Internacional, Náutico, São Caetano e uma série de equipes pequenas do Rio Grande do Sul, Ronaldo Conceição construiu boa parte da carreira no Uruguai. A equipe aurinegra é a quarta que ele defende por lá –também jogou no Nacional, no River Plate e no El Tanque.

GABRIEL MARQUES
Volante
28 anos
Barcelona (EQU)

O volante mineiro, que também pode atuar na zaga, está há dois anos emprestado pelo River Plate (URU) à equipe equatoriana. Titular absoluto do Barcelona, Gabriel Marques foi revelado pelo Grêmio, passou pelo Campinas e, desde 2009, está vinculado ao clube de Montevidéu. Antes de ir para o Equador, o brasileiro também foi emprestado a Nacional (URU), Atlético-PR e Paraná.

EDIVALDO ROJAS
Atacante
31 anos
Sport Boys (BOL)

Natural de Cuiabá, o centroavante revelado pelo Atlético-PR é filho de bolivianos e estreou em 2011 pela seleção do país dos seus familiares e até já enfrentou o Brasil. Mas Rojas só passou a morar na Bolívia em 2015, quando assinou com o Jorge Wilstermann. No ano passado, mudou de clube e começou a defender o pequeno Sport Boys.

LUIS FERNANDO MARTELLI
Zagueiro
31 anos
The Strongest (BOL)

Mais um brasileiro que ganhou cidadania boliviana e virou jogador de seleção. Martelli chegou ao país em 2011 e passou por La Paz, Potosí e Nacional Potosí até se transferir para o Strongest, em 2014. No ano passado, participou da histórica vitória do clube boliviano sobre o São Paulo. O triunfo foi o primeiro do Strongest fora de casa na Libertadores desde 1982.

MAURICIO VIANA
Goleiro
27 anos
Sporting Cristal (PER)

Apesar de ter nascido em São Paulo, o goleiro possui família chilena e se mudou para lá ainda pequeno. Viana passou por todas as seleções de base do Chile e já chegou a ser convocado pela equipe principal. Atualmente, possui contrato com o Chiapas, do México, que o repassou ao Sporting Cristal para que ele dispute a Libertadores.


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Rafael Reis

Em 2008/09, o Barcelona começou a construir uma das histórias mais brilhantes do futebol mundial nas últimas décadas.

Em sua temporada de estreia como técnico de um time de primeira divisão, Pep Guardiola conquistou todos os títulos que disputou e deu o pontapé inicial para uma verdadeira revolução tática, que mudou radicalmente a forma como as equipes do planeta todo praticam a modalidade.

Mas, oito anos depois, onde estão os protagonistas dessa história? Mostramos logo abaixo os paradeiros dos jogadores que ajudaram Guardiola a ganhar a Tríplice Coroa (Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol e Copa do Rei) e a transformar seu estilo de marcação alta e controle de posse de bola em uma febre mundial.

POR ONDE ANDA – BARCELONA DE 2008/09?

Victor Valdés (35 anos) – Deixou o Barcelona em 2014, passou por Manchester United e Standar Liège e atualmente é o goleiro titular do Middlesbrough, time que luta contra o rebaixamento no Campeonato Inglês.

Carles Puyol (38 anos) – Capitão do Barcelona durante toda a “era Guardiola”, o zagueiro encerrou a carreira em 2014. Puyol ainda trabalhou por um semestre como auxiliar do então diretor de futebol do clube, Andoni Zubizarreta, até encerrar o vínculo legal com o clube catalão.

Yaya Touré (33 anos) – O volante marfinense, que atuou improvisado na zaga na decisão da Champions-2009 contra o Manchester United, reencontrou Guardiola no Manchester City na atual temporada. Inimigo público do treinador, ficou na geladeira por três meses até começar a ser utilizado pelo espanhol.

Gerard Piqué (30 anos), Sergio Busquets (28 anos), Andrés Iniesta (32 anos) e Lionel Messi (29 anos) – O quarteto continua firme no Barcelona. E, apesar da idade avançada, segue como titular absoluto da equipe comandada por Luis Enrique. Messi ainda é o artilheiro, o camisa 10 e o principal astro do time.

Sylvinho (42 anos) – Jogador mais velho do elenco daquele Barcelona, ainda jogou por uma temporada no Manchester City antes de pendurar as chuteiras. Desde 2011, trabalha como assistente técnico. Convidado para assumir o comando do Corinthians no ano passado, recusou o cargo. Hoje, é auxiliar de Tite na seleção brasileira.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona de Guardiola, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Thierry Henry (39 anos) – O francês, que ocupava no Barcelona a mesma faixa de campo por onde hoje joga Neymar, deixou a Espanha em 2010 e foi a estrela máxima do soccer nos Estados Unidos até deixar o New York Red Bulls e o futebol profissional em 2014. Atualmente, é o assistente de Roberto Martínez na seleção da Bélgica.

Samuel Eto’o (35 anos) – Autor do primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre o Manchester United na decisão da Champions, o camaronês defendeu cinco clubes diferentes nos últimos quatro anos. Desde 2015, veste a camisa 9 e usa a braçadeira de capitão do Antalyaspor, time de meio de tabela do Campeonato Turco.

Seydou Keita (37 anos) – O volante malinês era reserva naquela temporada, mas disputou 20 minutos da final europeia. Depois de deixar o Barcelona em 2012, passou pela China, jogou no Valencia e defendeu a Roma. Ficou na Itália até agosto, quando acertou transferência para ser companheiro de Romarinho no El-Jaish, do Qatar.

Pedro (29 anos)  – Promovido para o time principal do Barcelona por Guardiola naquela temporada, foi para a Inglaterra em busca da titularidade em 2015. Hoje, é peça importante no esquema de Antonio Conte no Chelsea, líder da Premier League, e botou o brasileiro Willian no banco de reservas.

Daniel Alves (33 anos) – É outro que não tem motivos para reclamar da vida. Desde que se mandou para a Juventus, no início da temporada, vê o Barcelona sofrendo com a limitação dos seus laterais direitos (Sergi Roberto e Aleix Vidal). Atualmente, é um jogador importante da provável campeã italiana e de uma candidata ao título da Champions.

Éric Abidal (37 anos) – O zagueiro e lateral esquerdo francês sobreviveu a dois cânceres e precisou passar por um transplante de fígado durante a “era Guardiola”. Aposentado desde 2014, dedica-se atualmente a uma fundação que ajuda crianças que sofrem da mesma doença que ameaçou sua vida.

Pep Guardiola (46 anos) – O técnico que revolucionou o Barcelona e o futebol mundial ainda é admirado como um dos grandes nomes da profissão, mas não conquistou nenhuma Liga dos Campeões depois que deixou o clube em 2012. Após três anos no Bayer de Munique, está em sua primeira temporada no Manchester City e ocupa a terceira colocação no Campeonato Inglês.


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Manipuladores de resultados já apagaram luz de jogo do Barça na Champions
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Rafael Reis

Imagine a situação: alguém aposta muito dinheiro no resultado de uma partida de futebol e, quando descobre que o placar que ele precisa não será alcançado, resolve desligar os refletores do estádio para que o jogo não termine, e ele receba o investimento de volta.

Parece cena de filme, esquete de programa de humor ou, na pior das hipóteses, algo que rolou em um torneio de várzea ou nas divisões inferiores de algum país do terceiro escalão do futebol mundial, né?

Mas isso aconteceu na Liga dos Campeões da Europa, a mais rica e importante competição interclubes do planeta. E foi em um jogo do Barcelona.

Em 2001, o Barça visitou o Fenerbahce, na primeira rodada da Champions. Impossibilitados de comprar jogadores e/ou árbitros, um grupo de apostadores malaios acostumados a manipular resultados pagou para um funcionário do estádio Sukru Saracoglu para apagar os refletores caso o placar que eles precisassem não fosse atingido.

Confiantes em um time que tinha Kluivert e Rivaldo como estrelas, os fraudadores apostaram o equivalente a 675 mil dólares (R$ 2 milhões) na vitória do Barça. Só que os turcos fizeram um gol, dois gols, três gols…

Como combinado, a luz foi cortada para que a partida fosse adiada, as apostas acabassem canceladas e, com isso, os manipuladores recebessem o dinheiro de volta.

Só que algo deu errado nesse “plano perfeito”. Os malaios esqueceram de questionar se o estádio de Istambul contava com geradores. Ou seja, após o blecaute, os refletores voltaram a se acender, o Fenerbahce venceu por 3 a 0 e eles perderam toda a grana investida.

O golpe foi relatado pelo cingapuriano Wilson Raj Perumal, o manipulador de resultados mais conhecido do mundo, em sua biografia “O Submundo do Futebol: Confissões de um Manipulador de Resultados”, lançada no Brasil no ano passado pela editora Astral Cultural.

Perumal, que acumula várias passagens pela prisão, colabora desde 2012 com autoridades europeias e com a Fifa nas investigações sobre fraudes em placares de partidas de futebol.

O cingapuriano, que alega ter manipulado jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo-2010 e das Olimpíadas de Atlanta-1996 e Pequim-2008, diz também ter sido o inspirador do “golpe do refletor”.

Apesar de ter falhado na Champions, a estratégia de simplesmente cortar a energia de um estádio para impedir um resultado desfavorável aos apostadores foi, de acordo com Perumal, usado com sucesso em partidas do Campeonato Inglês durante a década de 1990.

Ainda segundo o fraudador, Arsenal, Derby County, Wimbledon, West Ham e Crystal Palace protagonizaram jogos que ficaram às escuras e precisaram ser adiados por ação de manipuladores de resultados.


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Rafael Reis

Goleado por 4 a 0 pelo Paris Saint-Germain no primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões e em uma situação que não é das mais favoráveis na disputa do título espanhol, o Barcelona está em crise. Uma crise que deve custar a permanência do técnico Luis Enrique.

Ao longo dos últimos dias, a imprensa catalã (e também os veículos de comunicação do mundo todo) especulou sobre os possíveis nomes que podem dirigir o clube na próxima temporada: Jürgen Klopp? Jorge Sampaoli? Mauricio Pocchetino?

Mas será que contratar um treinador de sucesso é mesmo a melhor opção? Vale lembrar que o último homem que passou de forma incontestável pelos bancos do Barcelona, Pep Guardiola, jamais havia dirigido um time de primeira divisão até então.

Apresentamos abaixo 5 nomes com esse mesmo perfil, uma invenção da diretoria baseada na história que ele construiu como jogador no Camp Nou, que poderiam comandar Messi, Neymar e Suárez a partir de 2016/17.

XAVI
37 anos

É praticamente consenso na Catalunha que o meia seguirá os passos de seu mentor, Pep Guardiola, e será treinador do Barcelona algum dia. Mas, por que não agora? Apesar de ainda jogar profissionalmente pelo Al-Sadd, do Qatar, não teria dificuldade em rescindir o contrato para mergulhar na nova carreira. O jogador, aliás, já a está exercendo. Desde novembro, divide seu tempo entre os treinos e jogos do Al-Sadd e o posto de auxiliar da seleção qatariana sub-23.

CARLES PUYOL
38 anos

Capitão do Barcelona durante a era Guardiola, o ex-zagueiro deixou os gramados em 2014, mas ainda trabalhou na diretoria de futebol do clube por um semestre antes de deixar a agremiação. Mas, já no discurso de saída, Puyol admitiu que aquele era um até logo, não um adeus. Carles pretende voltar ao Barça. Quem sabe não seja esse o momento ideal para o retorno?

GERARD LÓPEZ
37 anos

Volante da mesma geração de Xavi nas categorias de base, defendeu o time principal do Barcelona entre 2000 e 2005 e também atuou por Monaco e Valencia. É muito ligado à identidade catalã, tanto que, desde 2013, dirige a seleção da Catalunha, que se reúne uma vez por ano. Gerard também é o treinador do Barça B, líder do seu grupo na terceira divisão espanhola. Foi esse justamente o cargo que Guardiola ocupou antes de ser promovido ao time principal.

GABRI GARCÍA
38 anos

Outra cria de La Masia, fez parte do elenco que conquistou a Liga dos Campeões da Europa de 2005. Apesar de nunca ter tido muito destaque, disputou mais de 120 partidas como lateral ou meia da equipe principal do Barcelona. Desde 2014, trabalha nas categorias de base do clube. Atualmente, dirige o time que está nas oitavas de final da Champions sub-19.

PATRICK KLUIVERT
40 anos

Fez sucesso com a camisa do Barcelona entre 1998 e 2004 e marcou quase uma centena de gols pelo clube. O ex-atacante já foi assistente da seleção holandesa, dirigiu Curaçao e trabalhou nas categorias de base do Ajax. Apesar de mais experiente que os outros nomes citados aqui, Kluivert tem um inconveniente que precisa ser levado em conta: o fato de ser atualmente diretor de futebol do PSG. Mas, será que uma oferta para dirigir o time mais marcante de sua carreira não seria capaz de fazê-lo balançar?


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Mesmo com crise do Barça, Messi chega à liderança da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

O Barcelona está em crise. Os jogadores viraram alvo de cobrança de torcedores e imprensa. O técnico Luis Enrique está na berlinda e deve ser substituído no fim da temporada. Mas nada disso impede que Lionel Messi siga acumulando feitos individuais.

Com os dois gols marcados na apertada vitória por 2 a 1 sobre o Leganés, no domingo, o astro argentino tornou-se um dos líderes da Chuteira de Ouro.

O camisa 10 do Barça soma 38 pontos e divide com o bósnio Edin Dzeko (Roma) e com o argentino Gonzalo Higuaín (Juventus) o primeiro lugar do prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais da Europa na temporada.

Dos três, Messi é o único que já levou esse troféu para casa. Ele venceu a corrida dos goleadores em 2009/10, 2011/12 e 2012/13.

O trio de líderes da atual temporada chegou ao topo da tabela porque o Edinson Cavani passou em branco no último fim de semana. O uruguaio, que ocupava o primeiro lugar na última parcial, não conseguiu impedir que o Paris Saint-Germain empatasse por 0 a 0 com o Toulouse, no domingo.

Com isso, Cavani caiu para a quarta colocação no ranking, com 37,5 pontos, seguido por Luis Suárez, seu compatriota do Barcelona e atual vencedor da Bola de Ouro, que tem 36 –somou 80 pontos na temporada anterior.

Eleito o melhor jogador do planeta em 2016, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, aparece apenas em 21º no ranking de goleadores do futebol europeu.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 38 pontos (19 gols)
2º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 38 pontos (19 gols)
3º – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 38 pontos (19 gols)
4º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 37,5 pontos (25 gols)
5º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 36 pontos (18 gols)
6º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 34 pontos (17 gols)
7º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 34 pontos (17 gols)
8º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 34 pontos (17 gols)
9º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 34 pontos (17 gols)
10º – Alexis Sánchez (CHI, Arsenal) – 34 pontos (17 gols)


Mais de Cidadãos do Mundo

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Marquinhos vê “melhor temporada da carreira” e pede perfeição contra Barça
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Rafael Reis

Há quatro anos na Europa, o zagueiro Marquinhos não tem dúvida ao afirmar: “Essa é a melhor temporada da minha carreira”.

O camisa 5 do Paris Saint-Germain, que recebe o Barcelona nesta terça-feira, no primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, tem motivos de sobra para sorrir como nunca.

Marquinhos

Afinal, não é todo dia que se conquista a inédita medalha de ouro olímpica, vira titular absoluto da seleção brasileira principal e deixa para trás uma rotina de seguidas atuações fora de sua posição de origem.

Até a temporada passada, Marquinhos era uma espécie de coringa no sistema defensivo do PSG. Atuava no miolo de zaga, mas também na lateral direita e como volante Foi só depois da saída de David Luiz para o Chelsea que ele se fixou como zagueiro ao lado de Thiago Silva.

“Esse tem sido um ano de confirmação para mim. Tive um momento maravilhoso nos Jogos Olímpicos, recebi oportunidades como titular na seleção e consegui meu espaço no PSG”, afirma, por telefone.

A temporada 2016/17 também tem sido de novidades para seu clube. Depois de perder sua maior estrela, o sueco Zlatan Ibrahimovic, o PSG andou tropeçando mais do que de costume. Prova disso é que não ocupa a liderança do Campeonato Francês –está três pontos atrás do Monaco.

Mas, após as férias de fim de ano, tudo mudou. Desde janeiro, o time da capital acumula oito vitórias e um empate. Motivo de sobra para Marquinhos chegar cheio de confiança para o confronto com o Barça.

“Passamos por mudanças no estilo de jogo e na filosofia. Mas agora estamos bem adaptados ao nosso treinador [Unai Emery, substituto de Laurent Blanc]. Imagino que as chances na Champions sejam iguais: 50% para cada time.”

Só que a receita do zagueiro brasileiro para parar Messi, Suárez e Neymar, o temido trio de ataque com o qual terá de lidar nesta terça, é daquelas bem difíceis de serem colocadas em prática.

“Contra o Barcelona, é preciso fazer um jogo perfeito. Qualquer erro, você sofre gols”, completa.

Este será o terceiro mata-mata de Champions entre Barça e PSG nas últimas cinco temporadas. Nas duas ocasiões anteriores (quartas de final de 2012/13 e 2014//15), os espanhóis se deram melhores e seguiram em frente na competição.


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