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Gols, polêmicas e cartões: conheça o brasileiro que ameaça título do Barça
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Rafael Reis

Ele é brasileiro, atacante, tem um faro de gol apurado, não é dos jogadores mais queridos pelos árbitros, recebe muitos cartões e estará em campo neste sábado em busca do título da Copa do Rei da Espanha.

Essa até poderia ser a descrição de Neymar. Mas, na verdade, é uma breve apresentação do camisa 20 do último adversário do Barcelona na temporada 2016/17.

Deyverson é uma das principais esperanças do Alavés para conquistar neste fim de semana o maior título dos seus 96 anos de história. Mas não deixa de ser uma das grandes preocupações do técnico Mauricio Pellegrino.

Isso porque sua fúria pode render gols (é o vice-artilheiro do time na temporada, com sete bolas na rede) ou situações que deixem seu clube em situação delicada.

Só no Campeonato Espanhol, Deyverson recebeu 14 cartões amarelos ao longo dos últimos nove meses. Nenhum jogador brasileiro que disputa as cinco principais ligas nacionais da Europa foi mais punido do que ele.

“Isso é coisa de futebol. Tomo bastante cartão porque quero ajudar a equipe”, minimiza, antes de admitir que é sim um jogador polêmico, daqueles que incomodam os adversários e também os árbitros.

“Sou provocador. Falo bastante, protesto bastante. E também já tem aquela perseguição contra jogador brasileiro.”

Mas o momento mais polêmico da temporada não lhe rendeu nenhuma punição da arbitragem. Em março, Deyverson comemorou o gol da vitória por 1 a 0 do Alavés sobre a Real Sociedad abaixando o calção para mostrar um beijo tatuado pouco abaixo da cintura.

O comportamento lhe rendeu muitas críticas nas redes sociais e na imprensa. Afinal, o jogador por pouco ficou a poucos centímetros de exibir suas partes íntimas dentro do gramado e para as câmeras de TV.

“Não foi por mal, foi coisa de euforia. Quis homenagear minha família. Mas já pedi desculpas aos pais que levaram os filhos ao estádio ou que estavam vendo o jogos pela TV. O problema é que as pessoas criticam mais que elogiam.”

Nascido no Rio de Janeiro, Deyverson começou a carreira no Mangaratibense, onde jogou até 2012, quando foi contratado pelo Benfica para defender a equipe B do clube. Desde então, tem rodado pela Europa.

Já atuou em Portugal (Belenenses), na Alemanha (Colônia) e chegou em 2015 à Espanha. Atualmente, está emprestado ao Alavés pelo Levante, que voltará à primeira divisão na próxima temporada.

Só que Deyverson não sabe para onde vai depois da decisão da Copa do Rei. Apesar de ter contrato com o clube valenciano até 2019, ele sabe que os gols marcados nesta temporada contra Barcelona e Real Madrid podem ter aberto novas portas.

“Para mim, todo gol é especial. Mas é claro que as pessoas falam muito de você quando marca gols contra Barça e Real”, completa.


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Rival do Real vai levar 1 mi de euros se não vencer jogo do título espanhol
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Rafael Reis

Adversário do Real Madrid na última rodada do Campeonato Espanhol e peça chave na definição da competição, o Málaga irá faturar 1 milhão de euros (R$ 3,43 milhões) caso seu rival de domingo conquiste o título.

E o pior: o pagamento será feito justamente pela equipe de Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo e Marcelo.

Por mais estranho que possa parecer, o incentivo financeiro para que o Málaga não se esforce em campo para derrotar o Real e assim o ajude a ser campeão espanhol de 2016/17 não tem nada de ilegal.

A “mala preta” faz parte do contrato de transferência de Isco para o atual campeão europeu, selado quatro anos atrás.  Nele, o clube da capital se comprometeu a pagar 27 milhões de euros (R$ 93 milhões, na cotação atual) pelos direitos econômicos do meia, além de bonificar o time vendedor de acordo com os objetivos alcançados pelo meia.

De acordo com o jornal “As”, uma das cláusulas desse acordo prevê o pagamento de 1 milhão de euros adicional ao Málaga por cada título espanhol conquistado por Isco durante os cinco anos do seu primeiro contrato na nova equipe.

A insólita situação só aumenta o clima de dúvidas que paira sobre o comportamento do Málaga na rodada decisiva do Espanhol.

O time vem sendo acusado publicamente pelo Barcelona, a outra equipe na disputa pelo título espanhol, de estar mais interessado em ajudar o Real a ser campeão nacional do que de dificultar a vida do adversário no confronto de domingo.

A guerra entre os dois clubes começou quando o técnico do Málaga, Míchel, um ídolo histórico do Real, declarou ser “muito mais madridista que Valdano” quando questionado sobre a possibilidade de sua equipe impedir o título do clube –em 1993, o Tenerife, então dirigido por Jorge Valdano, bateu o Real na última rodada do Espanhol e “entregou” a taça para o Barcelona.

Dias depois, o presidente do Málaga, Abdullah Al-Thani, tratou de incendiar ainda mais o clima ao postar no Twitter uma mensagem em árabe dizendo que “a escória da Catalunha não vai sentir o cheiro do campeonato, após ter fabricado mentiras sobre o treinador Míchel”.

O Barça contra-atacou: denunciou o dirigente por “manifestações que violam os princípios do fair play, a ética e a legalidade que devem reger uma competição esportiva” e teme uma manipulação de resultado que o prejudique na última rodada.

Para ser campeão espanhol, o clube catalão precisa bater o Eibar e torcer para que seu arquirrival seja derrotado pelo Málaga. Qualquer outra combinação de resultados leva o troféu para Madri.

Uma situação que deixa o Barcelona desesperado… não só pelas dificuldades técnicas, mas também por não confiar que o Real terá dificuldades impostas pelo rival no domingo.


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Cavani iguala gols de Messi, mas fica longe da briga por Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Autor de dois gols na confortável vitória por 5 a 0 do Paris Saint-Germain sobre o Saint-Étienne, no domingo, Edinson Cavani poderia estar travando uma batalha cabeça a cabeça com Lionel Messi pela Chuteira de Ouro. Só poderia…

Apesar de ter os mesmos 35 gols em um campeonato nacional nesta temporada do líder do prêmio, o uruguaio do PSG ocupa apenas a sétima colocação no ranking da competição entre os goleadores da Europa.

Isso porque, de acordo com o regulamento da Chuteira de Ouro, cada gol marcado no Francês vale 1,5 ponto, enquanto as bolas na rede nos campeonatos Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Português têm peso 2.

Resultado: Messi lidera com folga a disputa do prêmio de maior artilheiro da temporada europeia, com 70 pontos. Já Cavani tem “apenas” 52,5 pontos.

Faltando apenas uma rodada para o encerramento da maioria dos campeonatos nacionais do Velho Continente, o astro argentino do Barcelona já está com nove dedos na quarta Chuteira de Ouro de sua carreira.

Vencedor do prêmio em 2009/10, 2011/12 e 2012/13, o camisa 10 tem oito pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, segundo colocado.

Ou seja, para não conquistar o troféu desta temporada, Messi teria de passar em branco contra o Eibar, domingo, na última rodada do Espanhol, e ver Dost marcar ao menos cinco vezes ante o Desportivo Chaves, no mesmo dia, no encerramento do Português.

Caso confirme o favoritismo e conquiste a Chuteira de Ouro, o argentino irá igualar o recorde de Cristiano Ronaldo, campeão em 2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15).

Desta vez, o português do Real Madrid está fora da disputa. Com apenas 44 pontos, ocupa uma modesta 14ª colocação no ranking dos artilheiros dos campeonatos nacionais do Velho Continente.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 70 pontos (35 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 62 pontos (31 gols)
3º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 60 pontos (30 gols)
4º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 58 pontos (24 gols)
5º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 56 pontos (28 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 54 pontos (27 gols)
7º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 52,5 pontos (35 gols)
8º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 50 pontos (25 gols)
9º – Dries Mertens (BEL, Napoli) – 50 pontos (25 gols)
10º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 50 pontos (25 gols)


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Pivô de escândalo no Barça, “Messi japonês” estreia aos 15 e causa furor
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Rafael Reis

É possível que você já tenha visto no YouTube algum vídeo de uma criança asiática, pequena e franzina, enfileirando adversários, marcando golaços e produzindo verdadeiras obras de arte com a camisa do Barcelona.

Não foi à toa que Takefusa Kubo ganhou o mais óbvio e imponente apelido para um menino com essas características: “Messi japonês”.

Dois anos depois de ser obrigado a deixar as categorias de base do Barcelona, em um escândalo que fez o clube catalão até ser punido pela Fifa, o garoto já começou a escrever seu nome na história do futebol.

Em novembro, Kubo se tornou o jogador mais jovem a disputar uma partida como profissional no Japão. No início deste mês, virou o segundo mais novo a estrear em uma competição de primeira divisão por lá. E, a partir deste sábado, poderá ser visto no Mundial sub-20.

Detalhe: fez tudo isso com apenas 15 anos. É isso mesmo, o precoce meia-atacante nasceu em junho de 2001.

“Não gosto de ser comparado a Messi, mas espero algum dia ser como ele”, afirmou Kubo ao jornal “Nikkan Sports”.

O adolescente, que hoje veste a camisa do FC Tokyo e se alterna entre a equipe principal e o time que disputa a terceira divisão japonesa, passou quatro anos nas categorias de base do Barcelona, onde começou a ser comparado ao astro argentino.

Kubo foi descoberto pelo Barça quando tinha oito anos e passou a se destacar em uma escolinha do clube em Fukuoka, no sul do Japão. Dois anos depois, foi convidado a mudar para a Espanha e treinar em La Masia, a celebrada fábrica de jovens jogadores do time catalão.

Logo na primeira temporada na nova casa, marcou 74 gols em 30 partidas. Passou a ser tratado como fenômeno e se tornou uma das mais apostas para uma futura sucessão para Messi.

Mas, no final de 2014, seu mundo caiu. Kubo foi um dos pivôs do escândalo que fez com que a Fifa punisse o Barcelona com um ano de proibição na contratação de jogadores. O motivo: justamente a contratação irregular de jogadores estrangeiros menores de 18 anos, caso da promessa japonesa.

É por isso que o “Messi do Japão” voltou para casa em 2015 e, desde então, defende o FC Tokyo. No entanto, de acordo com a imprensa asiática, essa é uma situação temporária, e o adolescente deve retornar ao Barça assim que tiver condições legais para isso.

Kubo e a seleção japonesa estreiam no Mundial sub-20 contra a África do Sul, na madrugada de domingo. Itália e Uruguai são os outros integrantes do Grupo D da competição.


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6 jogadores que já marcaram em Real Madrid x Barça e você não lembrava
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Rafael Reis

Lionel Messi já marcou 21 vezes e é o maior artilheiro da história dos confrontos entre Barcelona e Real Madrid. Cristiano Ronaldo não fica muito atrás. Com 16 gols, é o terceiro colocado no ranking, logo atrás de outra lenda, Alfredo Di Stéfano.

Mas nem só de Messi, Cristiano Ronaldo, Di Stéfano e outras estrelas do primeiro escalão do futebol mundial vive a lista de principais goleadores do maior clássico do futebol espanhol.

Muitos jogadores não tão consagrados como os citados acima, ou mesmo Zidane, Ronaldo, Ronaldinho, Romário ou Eto’o, já deixaram sua marca nos encontros entre duas das camisas mais encantadoras do planeta.

Relembre abaixo 6 jogadores que estão longe de serem super astros, mas que também já mexeram no placar de um Barcelona x Real Madrid:

JÚLIO BAPTISTA
Barcelona 0 x 1 Real Madrid
23/12/2007

O gol anotado dois dias antes do Natal de 2007 foi certamente o mais inesquecível dos 13 que o brasileiro marcou em 77 partidas espalhadas por três anos no Real Madrid. Após tabelar com Van Nistelrooy, Júlio Baptista decidiu o clássico espanhol, fez o Real conseguir uma rara vitória sobre o Barcelona no Camp Nou e ajudou sua equipe no caminho que levaria à conquista do título nacional daquela temporada.

JEFFRÉN SUÁREZ
Barcelona 5 x 0 Real Madrid
29/11/2010

O atacante, que hoje defende o Eupen (Bélgica) e joga pela seleção da Venezuela, era só uma promessa da base do Barcelona quando ganhou de Pep Guardiola a oportunidade de jogar por menos de cinco minutos o clássico contra o Real Madrid. A partida já estava decidida, e o Barcelona era aclamado pela torcida eufórica com a goleada por 4 a 0. Mas havia ainda tempo para mais um gol, o que colocou o nome de Jeffrén na história.

SANTIAGO SOLARI
Real Madrid 1 x 2 Barcelona
25/04/2004

O meia jogou no Real Madrid por cinco anos e passou praticamente todo o tempo no banco de reservas. Apesar da vida longa com a camisa merengue, nunca se destacou a ponto de virar uma peça importante na seleção argentina (disputou apenas 11 partidas com a equipe nacional). Em 2004, marcou o primeiro gol do clássico contra o Barcelona. Para seu azar, a equipe catalã conseguiu a virada.

JÉRÉMY MATHIEU
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
22/03/2015

Não é segredo para ninguém que o zagueiro e lateral esquerdo francês é um dos jogadores mais limitados tecnicamente do atual elenco do Barcelona. Mas, apesar da falta de categoria, ele também já teve seus momentos de glória. Em sua primeira temporada na Catalunha, a 2014/15, ele foi essencial para que o Barça conseguisse derrotar seu arquirrival. De cabeça, ele abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 dos catalães.

JESÉ
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
26/10/2013

Atualmente emprestado pelo PSG aos Las Palmas, o atacante espanhol viveu um momento mágico logo em sua primeira temporada no elenco principal do Real Madrid. Três meses após a promoção do Castilla para o time de cima, Jesé deixou sua marca contra o Barcelona. Tudo bem que o gol foi nos acréscimos e clássico já estava decidido em favor dos rivais. Mas, mesmo assim, aquele 26 de outubro foi histórico para Jesé.

MEHO KODRO
Barcelona 3 x 0 Real Madrid
10/02/1996

O centroavante bósnio passou um ano no Barcelona e fez apenas oito gols com a camisa blaugrana. Mas dois deles foram contra o Real Madrid. E na mesma partida. Kodro, que viria a ser substituído por Ronaldo no elenco do Barça na temporada seguinte, foi o grande nome do 3 a 0 aplicado no clássico do segundo turno do Campeonato Espanhol. O português Figo, que mais tarde trocaria de lado e jogaria pelo Real, fez o outro gol.


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Cão de guarda, Casemiro é o recordista de carrinhos no futebol europeu
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Rafael Reis

Messi, Luis Suárez e os outros jogadores de frente do Barcelona não terão vida fácil no confronto decisivo com o Real Madrid, neste domingo. E um dos motivos atende pelo nome de Casemiro.

O volante brasileiro de 25 anos é o “rei dos carrinhos” na elite do futebol europeu nesta temporada.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-jogador do São Paulo distribuiu em média 4,6 carrinhos em cada partida que disputa no Campeonato Espanhol.

Nenhum outro atleta inscrito nas seis principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Portugal) usa mais esse recurso que Casemiro. O único que o iguala é o também volante Maxime Gonalons, capitão do Lyon.

A dedicação na marcação mostrada em campo hoje em dia pelo brasileiro contrasta com a fama de displicente que marcou o início de sua carreira. No São Paulo, o volante era visto como um jogador talentoso, mas que não era muito chegado em se esforçar pelo time.

Na Europa desde 2013, quando foi contratado pelo Real Madrid Castilla, time B do gigante espanhol, Casemiro amadureceu e perdeu o pudor de “se matar” para roubar a bola do adversário.

Titular absoluto da equipe principal do Real há quase duas temporadas (e agora também da seleção brasileira), deu balanço defensivo ao time e se tornou uma espécie de “cão de guarda” para o técnico Zinédine Zidane.

Não à toa, Casemiro é hoje o recordista de faltas da equipe da capital (2,2 por partida, em média, no Espanhol) e o segundo brasileiro dos principais campeonatos nacionais da Europa que mais dá porrada (Gabriel Pires, do Leganés, tem média de 2,3 faltas por jogo).

Às vezes, ele exagera, como na vitória por 4 a 2 sobre o Bayern de Munique, terça-feira, que colocou o Real nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na ocasião, o volante cometeu cinco das sete faltas do seu time na partida e só não foi expulso devido a uma tolerância extrema do árbitro húngaro Viktor Kassai, muito cobrado pelos jogadores alemães e pela imprensa internacional após a partida.

Mas é claro que Suárez, Messi e qualquer outro jogador do Barcelona preferiam não ter Casemiro pela frente neste domingo. Não com tantos carrinhos…


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Faz falta? Barcelona é 13% melhor sem Neymar nesta temporada
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Rafael Reis

Suspenso por três jogos pelo cartão vermelho recebido contra o Málaga, no dia 8 de abril, Neymar será o principal desfalque do Barcelona no clássico contra o Real Madrid, neste domingo, que define se o clube catalão permanecerá com chances razoáveis na disputa pelo título espanhol.

Mas, se depender do histórico da equipe de Luis Enrique nesta temporada, a ausência do atacante brasileiro talvez não seja tão sentida assim. O Barcelona da temporada 2016/17 tem resultados melhores sem Neymar do que quando escala o camisa 11. E a diferença é bem considerável: supera a casa dos 13%.

Com o brasileiro em campo, o Barça disputou 40 partidas e obteve 26 vitórias, sete empates e sete derrotas. No total, conseguiu 85 dos 120 pontos que disputou: um aproveitamento de 70,8%.

Já nas partidas em que não pode (ou não quis) usar Neymar, a equipe blaugrana conquistou 80,5% dos pontos que estavam em jogo. Foram 12 confrontos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota para o La Coruña, em março.

Mesmo sem o camisa 11, o Barcelona conseguiu alguns resultados expressivos na temporada, como as vitórias por 3 a 0 e 2 a 0 sobre o Sevilla, na Supercopa Espanhola, e o empate por 1 a 1 ante o Atlético de Madri que o classificou para a decisão da Copa do Rei.

No primeiro jogo da suspensão de Neymar no Espanhol, o time de Luis Enrique também não sentiu a ausência do brasileiro e venceu a Real Sociedad por 3 a 2. Paco Alcácer, que substituiu o atacante, fez um dos gols e Messi, os outros dois.

O clássico de domingo será o primeiro confronto contra o Real Madrid que o camisa 11 perde desde sua chegada ao Barcelona, em 2013.

No total, Neymar já participou de oito partidas contra o arquirrival culé e venceu a metade delas (teve ainda um empate e três derrotas). No empate por 1 a 1 no primeiro turno desta temporada, foi dele o passe para Suárez marcar o gol do Barça.

Eliminado da Liga dos Campeões pela Juventus na última quarta-feira, o time catalão tem no confronto com o Real a sua última esperança para evitar que esta temporada receba um rótulo de fracasso.

Vice-líder do Espanhol, o Barcelona está três pontos atrás da equipe da capital, que ainda tem um jogo a mais para disputar. Ou seja, se perder o clássico, a diferença “virtual” para o primeiro colocado chegará a nove pontos. Uma desvantagem quase impossível de ser tirada em cinco rodadas.


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10 contratações que viraram um fracasso na história de Barça e Real Madrid
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Rafael Reis

Só nos últimos dez anos, Real Madrid e Barcelona, que fazem no próximo domingo o maior clássico do futebol espanhol e uma das partidas mais esperadas do planeta, gastaram quase 2 bilhões de euros (R$ 6,6 bilhões) só em contratações.

Foi graças a essa dinheirama toda que eles conseguiram atrair estrelas de primeira grandeza do futebol mundial, como Cristiano Ronaldo, Bale, Suárez, Neymar e, em um passado recente, Zidane, Ronaldo, Ronaldinho e Figo.

Mas os dois maiores clubes do futebol espanhol também erram (e muito) na hora de escolher seus reforços.

Conheça abaixo 10 contratações que se mostraram entre as mais equivocadas da história de Barça e Real. E tenha certeza: eles não deixaram nenhuma saudade no Camp Nou e no Santiago Bernabéu.

KEIRRISON
Atacante
Brasileiro
Contratado pelo Barcelona em 2009, por 14 milhões de euros

A foto logo acima é uma das poucas provas de que o atacante brasileiro realmente foi jogador do Barcelona em algum momento de sua carreira. Keirrison foi contratado pelo clube catalão depois de um semestre dos sonhos pelo Palmeiras, no começo de 2009, mas jamais vestiu a camisa blaugrana. Assim que chegou à Espanha, foi cedido ao Benfica e iniciou uma sequência interminável de empréstimos: Fiorentina, Santos, Cruzeiro e Coritiba. Enquanto era contratado do Barça, K9 não deu conseguiu destaque em lugar nenhum. Hoje, já sem vínculo com os catalães, é reserva do Arouca, de Portugal.

NICOLAS ANELKA
Atacante
Francês
Contratado pelo Real Madrid em 1999, por 35 milhões de euros

Anelka não foi do Galo, mas foi do Real Madrid… apesar de pouca gente lembrar. O centroavante francês tinha só 20 anos quando foi tirado do Arsenal pela então maior quantia já paga pelo clube espanhol por um jogador, 35 milhões de euros (R$ 116 milhões, na cotação atual). Depois de apenas uma temporada, 32 jogos, sete gols e vários problemas comportamentais, o Real decidiu abrir mão da sua aposta para o futuro e mandou Anelka para o PSG. Detalhe: por um valor menor do que havia pago por ele.

HENRIQUE
Zagueiro
Brasileiro
Contratado pelo Barcelona em 2008, por 8 milhões de euros

Assim como Keirrison, o zagueiro também foi revelado pelo Coritiba, acabou contratado pelo Barcelona depois de se destacar pelo Palmeiras e passou seu período inteiro de contrato com o clube catalão sendo emprestado para outras equipes (Bayer Leverkusen, Racing Santander e Palmeiras). Mas, ao contrário do atacante, Henrique chegou a vestir a camisa do Barça em alguns amistosos de pré-temporada.

RODRIGO FABRI
Meia
Brasileiro
Contratado pelo Real Madrid em 1998, por 1 milhão de euros

Revelação da Portuguesa, surgiu como um possível novo fenômeno do futebol brasileiro em meados da década de 1990. O Real Madrid não perdeu tempo e tratou rapidamente de contratá-lo. Mas, o clube espanhol era grande demais para seu futebol. Rodrigo não jogou nem uma partida oficial pela equipe principal e se revezou entre vários empréstimos para outros times (Flamengo, Santos, Valladolid, Sporting e Grêmio).

DMYTRO CHYGRYNSKIY
Zagueiro
Ucraniano
Contratado pelo Barcelona em 2009, por 25 milhões de euros

Destaque do Shakhtar Donetsk, o zagueiro foi um pedido de Pep Guardiola e custou o quíntuplo de Gerard Piqué, que havia sido contratado apenas um ano antes. Mas o ucraniano foi um fiasco na única temporada em que vestiu a camisa do Barcelona (participou de só 14 partidas). No ano seguinte, acabou devolvido ao Shakhtar. E o Barça ficou com o prejuízo de 10 milhões de euros (R$ 33 milhões) da diferença entre os valores de compra e venda do jogador.

FÁBIO COENTRÃO
Lateral esquerdo
Português
Contratado pelo Real Madrid em 2011, por 30 milhões de euros

O português faz parte do elenco do Real há seis anos e chegou a rivalizar com Marcelo pela titularidade da lateral esquerda. Dadas essas informações, ele nem parece um fiasco. Mas, um defensor que custou 30 milhões de euros (R$ 100 milhões) precisava ter feito muito mais do que Coentrão fez para justificar todo esse investimento. Depois de ter sido emprestado ao Monaco em 2015/16, o jogador disputou só cinco partidas nesta temporada.

ZLATAN IBRAHIMOVIC
Atacante
Sueco
Contratado pelo Barcelona em 2009, por 69,5 milhões de euros

Trata-se, sem dúvida, do maior prejuízo financeiro da história do Barcelona. Ibrahimovic chegou com pinta de craque ao Camp Nou, até fez seus golzinhos, mas não se adaptou ao estilo de jogo do Barça e se desentendeu com Guardiola, Xavi e Messi. Com tantos inimigos, não durou mais que uma temporada. Acabou sendo repassado ao Milan por 24 milhões de euros (R$ 80 milhões), só 34% dos 69,5 milhões de euros (R$ 230 milhões) que havia custado 12 meses antes.

ASIER ILLARRAMENDI
Volante
Espanhol
Contratado pelo Real Madrid em 2013, por 32 milhões de euros

Pelo planejamento do Real Madrid, quem deveria jogar hoje à frente da zaga seria o volante basco, não Casemiro. Quatro anos atrás, Illarramedi foi buscado a peso de ouro na Real Sociedad, tanto que até hoje permanece como o segundo reforço espanhol mais caro da história do clube (fica atrás de Xabi Alonso). Mas o volante não se firmou na capital e foi devolvido ao time de origem duas temporadas atrás.

GEOVANNI
Meia-atacante
Brasileiro
Contratado pelo Barcelona em 2002, por 21 milhões de euros

Outra revelação do futebol brasileiro que naufragou no Camp Nou e nunca mais conseguiu ser o mesmo. Cria do Cruzeiro, mudou para a Espanha no começo de 2002 e afundou com um dos piores times da história recente do Barcelona. Com apenas dois gols em 50 jogos pelo time catalão, foi cedido ao Benfica depois de um ano e meio.

ROYSTON DRENTHE
Meia
Holandês
Contratado pelo Real Madrid em 2007, por 14 milhões de euros

O cara tem apenas 30 anos e já abandonou o futebol profissional para se dedicar a uma carreira como rapper. Essa informação basta para mostrar o quanto o Real Madrid se equivocou dez anos atrás ao levar para seu elenco o meia holandês Royston Drenthe, revelação do Feyenoord. O clube se impressionou com as atuações do jogador na Eurocopa sub-21 de 2007 e resolveu investir no garoto, que fracassou por lá e terminou precocemente a carreira jogando nos Emirados Árabes.


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Piqué pertence à “nobreza” do Barça, mas carrega símbolo do Real no nome
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Rafael Reis

Piqué nasceu dentro do Barcelona, cresceu nas categorias de base em La Masía, pertence a uma família que faz parte da “nobreza” do clube, sonha ser presidente da agremiação catalã e não perde uma oportunidade de provocar o Real Madrid.

Mas uma curiosa coincidência conecta o camisa 3 do Barça à história do maior rival culé.

O zagueiro de 30 anos herdou do avô materno, Amador, o mesmo sobrenome do homem que batiza o estádio que serve como casa ao Real Madrid, Santiago Bernabéu.

Até onde se sabe, Gerard Piqué Bernabéu não possui nenhum vínculo familiar com o ex-jogador, técnico e presidente do Real por mais de três décadas, que arquitetou a construção da arena nos anos 1940 e, desde 1955, dá nome à ela.

Mas a coincidência é suficiente para aguçar ainda mais o clima de constante e mútua provocação existente entre o zagueiro e a torcida madridista.

Piqué é barcelonista desde o berço. Tal afirmação pode até parecer exagerada, mas não é. Suas data de nascimento e inscrição como associado do clube são as mesmas: 2 de fevereiro de 1987.

Quando o zagueiro nasceu, Amador, o mesmo avô que lhe passou o sobrenome Bernabéu, era um dos homens mais influentes do Barcelona e fez questão de lhe dar uma carteirinha de sócio – ritual que repetiu com os bisnetos, Milan e Sasha, filhos de Gerard com a cantora colombiana Shakira.

O patriarca era amigo pessoal de Johan Cruyff, fez parte da diretoria de Josep Lluís Núñez, mandatário do Barça entre 1978 e 2000, e ocupou o cargo de vice-presidente do clube durante a gestão Joan Gaspart (2000 a 2003).

Foi do avô, aliás, que Piqué herdou o gosto por metralhar o Real sempre que possível. “O gol marcado por meu neto que mais me fez vibrar foi, sem dúvida, o da goleada por 6 a 2 [em 2009]”, costuma dizer, em tom de provocação.

Amador Bernabéu também é responsável direto por um dos grandes objetivos de vida do zagueiro: tornar-se presidente do Barcelona depois de pendurar as chuteiras.

Um sonho plantado pelo avô quando o neto não passava de um pequeno bebê e que foi sendo cultivado e regado com o passar dos anos. Um sonho que Piqué pretende transformar em realidade.

Sim, é bem possível que, em um futuro não tão distante assim, o Barcelona seja presidido por um Bernabéu. E um Bernabéu que não faz questão nenhuma de nutrir simpatia pelo Real Madrid.


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“Show” no Espanhol faz Messi retomar liderança isolada da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Graças à atuação de gala na vitória por 3 a 2 do Barcelona sobre a Real Sociedad, no sábado, Lionel Messi voltou à liderança isolada da Chuteira de Ouro.

O argentino, que marcou duas vezes e deu uma assistência para Paco Alcácer no fim de semana, chegou a 29 gols no Campeonato Espanhol e 58 pontos na ponta da tabela de classificação dos artilheiros das ligas nacionais da Europa nesta temporada.

Messi abriu dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, que só marcou um no 3 a 0 aplicado pelo Sporting ante o Vitória de Setúbal, também no sábado. Na semana passada, eles dividiam a primeira colocação do prêmio.

Os outros integrantes do top 5 da Chuteira de Ouro continuam os mesmos: Robert Lewandowski (Bayern de Munique), Pierre-Emerick Aubameyang (Borussia Dortmund) e Edin Dzeko (Roma).

Messi já tem três Chuteiras de Ouro no currículo (2009/10, 2011/12 e 2012/13) e busca a quarta conquista para igualar o recorde de Cristiano Ronaldo.

CR7, aliás, continua longe da briga pelo prêmio nesta temporada. Poupado contra o Sporting Gijón, ele permanece com 19 gols no Espanhol. Ou seja, tem 38 pontos e caiu para a 15ª colocação do ranking.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 48 pontos e ocupa o sétimo lugar.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 58 pontos (29 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 56 pontos (28 gols)
3º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 52 pontos (26 gols)
4º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 52 pontos (26 gols)
5º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 50 pontos (25 gols)
6º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 50 pontos (25 gols)
7º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 48 pontos (24 gols)
8º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 48 pontos (24 gols)
9º – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 46 pontos (23 gols)
10º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 46 pontos (23 gols)


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