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6 jogadores que já marcaram em Real Madrid x Barça e você não lembrava
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Rafael Reis

Lionel Messi já marcou 21 vezes e é o maior artilheiro da história dos confrontos entre Barcelona e Real Madrid. Cristiano Ronaldo não fica muito atrás. Com 16 gols, é o terceiro colocado no ranking, logo atrás de outra lenda, Alfredo Di Stéfano.

Mas nem só de Messi, Cristiano Ronaldo, Di Stéfano e outras estrelas do primeiro escalão do futebol mundial vive a lista de principais goleadores do maior clássico do futebol espanhol.

Muitos jogadores não tão consagrados como os citados acima, ou mesmo Zidane, Ronaldo, Ronaldinho, Romário ou Eto’o, já deixaram sua marca nos encontros entre duas das camisas mais encantadoras do planeta.

Relembre abaixo 6 jogadores que estão longe de serem super astros, mas que também já mexeram no placar de um Barcelona x Real Madrid:

JÚLIO BAPTISTA
Barcelona 0 x 1 Real Madrid
23/12/2007

O gol anotado dois dias antes do Natal de 2007 foi certamente o mais inesquecível dos 13 que o brasileiro marcou em 77 partidas espalhadas por três anos no Real Madrid. Após tabelar com Van Nistelrooy, Júlio Baptista decidiu o clássico espanhol, fez o Real conseguir uma rara vitória sobre o Barcelona no Camp Nou e ajudou sua equipe no caminho que levaria à conquista do título nacional daquela temporada.

JEFFRÉN SUÁREZ
Barcelona 5 x 0 Real Madrid
29/11/2010

O atacante, que hoje defende o Eupen (Bélgica) e joga pela seleção da Venezuela, era só uma promessa da base do Barcelona quando ganhou de Pep Guardiola a oportunidade de jogar por menos de cinco minutos o clássico contra o Real Madrid. A partida já estava decidida, e o Barcelona era aclamado pela torcida eufórica com a goleada por 4 a 0. Mas havia ainda tempo para mais um gol, o que colocou o nome de Jeffrén na história.

SANTIAGO SOLARI
Real Madrid 1 x 2 Barcelona
25/04/2004

O meia jogou no Real Madrid por cinco anos e passou praticamente todo o tempo no banco de reservas. Apesar da vida longa com a camisa merengue, nunca se destacou a ponto de virar uma peça importante na seleção argentina (disputou apenas 11 partidas com a equipe nacional). Em 2004, marcou o primeiro gol do clássico contra o Barcelona. Para seu azar, a equipe catalã conseguiu a virada.

JÉRÉMY MATHIEU
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
22/03/2015

Não é segredo para ninguém que o zagueiro e lateral esquerdo francês é um dos jogadores mais limitados tecnicamente do atual elenco do Barcelona. Mas, apesar da falta de categoria, ele também já teve seus momentos de glória. Em sua primeira temporada na Catalunha, a 2014/15, ele foi essencial para que o Barça conseguisse derrotar seu arquirrival. De cabeça, ele abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 dos catalães.

JESÉ
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
26/10/2013

Atualmente emprestado pelo PSG aos Las Palmas, o atacante espanhol viveu um momento mágico logo em sua primeira temporada no elenco principal do Real Madrid. Três meses após a promoção do Castilla para o time de cima, Jesé deixou sua marca contra o Barcelona. Tudo bem que o gol foi nos acréscimos e clássico já estava decidido em favor dos rivais. Mas, mesmo assim, aquele 26 de outubro foi histórico para Jesé.

MEHO KODRO
Barcelona 3 x 0 Real Madrid
10/02/1996

O centroavante bósnio passou um ano no Barcelona e fez apenas oito gols com a camisa blaugrana. Mas dois deles foram contra o Real Madrid. E na mesma partida. Kodro, que viria a ser substituído por Ronaldo no elenco do Barça na temporada seguinte, foi o grande nome do 3 a 0 aplicado no clássico do segundo turno do Campeonato Espanhol. O português Figo, que mais tarde trocaria de lado e jogaria pelo Real, fez o outro gol.


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Cão de guarda, Casemiro é o recordista de carrinhos no futebol europeu
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Rafael Reis

Messi, Luis Suárez e os outros jogadores de frente do Barcelona não terão vida fácil no confronto decisivo com o Real Madrid, neste domingo. E um dos motivos atende pelo nome de Casemiro.

O volante brasileiro de 25 anos é o “rei dos carrinhos” na elite do futebol europeu nesta temporada.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-jogador do São Paulo distribuiu em média 4,6 carrinhos em cada partida que disputa no Campeonato Espanhol.

Nenhum outro atleta inscrito nas seis principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Portugal) usa mais esse recurso que Casemiro. O único que o iguala é o também volante Maxime Gonalons, capitão do Lyon.

A dedicação na marcação mostrada em campo hoje em dia pelo brasileiro contrasta com a fama de displicente que marcou o início de sua carreira. No São Paulo, o volante era visto como um jogador talentoso, mas que não era muito chegado em se esforçar pelo time.

Na Europa desde 2013, quando foi contratado pelo Real Madrid Castilla, time B do gigante espanhol, Casemiro amadureceu e perdeu o pudor de “se matar” para roubar a bola do adversário.

Titular absoluto da equipe principal do Real há quase duas temporadas (e agora também da seleção brasileira), deu balanço defensivo ao time e se tornou uma espécie de “cão de guarda” para o técnico Zinédine Zidane.

Não à toa, Casemiro é hoje o recordista de faltas da equipe da capital (2,2 por partida, em média, no Espanhol) e o segundo brasileiro dos principais campeonatos nacionais da Europa que mais dá porrada (Gabriel Pires, do Leganés, tem média de 2,3 faltas por jogo).

Às vezes, ele exagera, como na vitória por 4 a 2 sobre o Bayern de Munique, terça-feira, que colocou o Real nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na ocasião, o volante cometeu cinco das sete faltas do seu time na partida e só não foi expulso devido a uma tolerância extrema do árbitro húngaro Viktor Kassai, muito cobrado pelos jogadores alemães e pela imprensa internacional após a partida.

Mas é claro que Suárez, Messi e qualquer outro jogador do Barcelona preferiam não ter Casemiro pela frente neste domingo. Não com tantos carrinhos…


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Faz falta? Barcelona é 13% melhor sem Neymar nesta temporada
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Rafael Reis

Suspenso por três jogos pelo cartão vermelho recebido contra o Málaga, no dia 8 de abril, Neymar será o principal desfalque do Barcelona no clássico contra o Real Madrid, neste domingo, que define se o clube catalão permanecerá com chances razoáveis na disputa pelo título espanhol.

Mas, se depender do histórico da equipe de Luis Enrique nesta temporada, a ausência do atacante brasileiro talvez não seja tão sentida assim. O Barcelona da temporada 2016/17 tem resultados melhores sem Neymar do que quando escala o camisa 11. E a diferença é bem considerável: supera a casa dos 13%.

Com o brasileiro em campo, o Barça disputou 40 partidas e obteve 26 vitórias, sete empates e sete derrotas. No total, conseguiu 85 dos 120 pontos que disputou: um aproveitamento de 70,8%.

Já nas partidas em que não pode (ou não quis) usar Neymar, a equipe blaugrana conquistou 80,5% dos pontos que estavam em jogo. Foram 12 confrontos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota para o La Coruña, em março.

Mesmo sem o camisa 11, o Barcelona conseguiu alguns resultados expressivos na temporada, como as vitórias por 3 a 0 e 2 a 0 sobre o Sevilla, na Supercopa Espanhola, e o empate por 1 a 1 ante o Atlético de Madri que o classificou para a decisão da Copa do Rei.

No primeiro jogo da suspensão de Neymar no Espanhol, o time de Luis Enrique também não sentiu a ausência do brasileiro e venceu a Real Sociedad por 3 a 2. Paco Alcácer, que substituiu o atacante, fez um dos gols e Messi, os outros dois.

O clássico de domingo será o primeiro confronto contra o Real Madrid que o camisa 11 perde desde sua chegada ao Barcelona, em 2013.

No total, Neymar já participou de oito partidas contra o arquirrival culé e venceu a metade delas (teve ainda um empate e três derrotas). No empate por 1 a 1 no primeiro turno desta temporada, foi dele o passe para Suárez marcar o gol do Barça.

Eliminado da Liga dos Campeões pela Juventus na última quarta-feira, o time catalão tem no confronto com o Real a sua última esperança para evitar que esta temporada receba um rótulo de fracasso.

Vice-líder do Espanhol, o Barcelona está três pontos atrás da equipe da capital, que ainda tem um jogo a mais para disputar. Ou seja, se perder o clássico, a diferença “virtual” para o primeiro colocado chegará a nove pontos. Uma desvantagem quase impossível de ser tirada em cinco rodadas.


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10 contratações que viraram um fracasso na história de Barça e Real Madrid
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Rafael Reis

Só nos últimos dez anos, Real Madrid e Barcelona, que fazem no próximo domingo o maior clássico do futebol espanhol e uma das partidas mais esperadas do planeta, gastaram quase 2 bilhões de euros (R$ 6,6 bilhões) só em contratações.

Foi graças a essa dinheirama toda que eles conseguiram atrair estrelas de primeira grandeza do futebol mundial, como Cristiano Ronaldo, Bale, Suárez, Neymar e, em um passado recente, Zidane, Ronaldo, Ronaldinho e Figo.

Mas os dois maiores clubes do futebol espanhol também erram (e muito) na hora de escolher seus reforços.

Conheça abaixo 10 contratações que se mostraram entre as mais equivocadas da história de Barça e Real. E tenha certeza: eles não deixaram nenhuma saudade no Camp Nou e no Santiago Bernabéu.

KEIRRISON
Atacante
Brasileiro
Contratado pelo Barcelona em 2009, por 14 milhões de euros

A foto logo acima é uma das poucas provas de que o atacante brasileiro realmente foi jogador do Barcelona em algum momento de sua carreira. Keirrison foi contratado pelo clube catalão depois de um semestre dos sonhos pelo Palmeiras, no começo de 2009, mas jamais vestiu a camisa blaugrana. Assim que chegou à Espanha, foi cedido ao Benfica e iniciou uma sequência interminável de empréstimos: Fiorentina, Santos, Cruzeiro e Coritiba. Enquanto era contratado do Barça, K9 não deu conseguiu destaque em lugar nenhum. Hoje, já sem vínculo com os catalães, é reserva do Arouca, de Portugal.

NICOLAS ANELKA
Atacante
Francês
Contratado pelo Real Madrid em 1999, por 35 milhões de euros

Anelka não foi do Galo, mas foi do Real Madrid… apesar de pouca gente lembrar. O centroavante francês tinha só 20 anos quando foi tirado do Arsenal pela então maior quantia já paga pelo clube espanhol por um jogador, 35 milhões de euros (R$ 116 milhões, na cotação atual). Depois de apenas uma temporada, 32 jogos, sete gols e vários problemas comportamentais, o Real decidiu abrir mão da sua aposta para o futuro e mandou Anelka para o PSG. Detalhe: por um valor menor do que havia pago por ele.

HENRIQUE
Zagueiro
Brasileiro
Contratado pelo Barcelona em 2008, por 8 milhões de euros

Assim como Keirrison, o zagueiro também foi revelado pelo Coritiba, acabou contratado pelo Barcelona depois de se destacar pelo Palmeiras e passou seu período inteiro de contrato com o clube catalão sendo emprestado para outras equipes (Bayer Leverkusen, Racing Santander e Palmeiras). Mas, ao contrário do atacante, Henrique chegou a vestir a camisa do Barça em alguns amistosos de pré-temporada.

RODRIGO FABRI
Meia
Brasileiro
Contratado pelo Real Madrid em 1998, por 1 milhão de euros

Revelação da Portuguesa, surgiu como um possível novo fenômeno do futebol brasileiro em meados da década de 1990. O Real Madrid não perdeu tempo e tratou rapidamente de contratá-lo. Mas, o clube espanhol era grande demais para seu futebol. Rodrigo não jogou nem uma partida oficial pela equipe principal e se revezou entre vários empréstimos para outros times (Flamengo, Santos, Valladolid, Sporting e Grêmio).

DMYTRO CHYGRYNSKIY
Zagueiro
Ucraniano
Contratado pelo Barcelona em 2009, por 25 milhões de euros

Destaque do Shakhtar Donetsk, o zagueiro foi um pedido de Pep Guardiola e custou o quíntuplo de Gerard Piqué, que havia sido contratado apenas um ano antes. Mas o ucraniano foi um fiasco na única temporada em que vestiu a camisa do Barcelona (participou de só 14 partidas). No ano seguinte, acabou devolvido ao Shakhtar. E o Barça ficou com o prejuízo de 10 milhões de euros (R$ 33 milhões) da diferença entre os valores de compra e venda do jogador.

FÁBIO COENTRÃO
Lateral esquerdo
Português
Contratado pelo Real Madrid em 2011, por 30 milhões de euros

O português faz parte do elenco do Real há seis anos e chegou a rivalizar com Marcelo pela titularidade da lateral esquerda. Dadas essas informações, ele nem parece um fiasco. Mas, um defensor que custou 30 milhões de euros (R$ 100 milhões) precisava ter feito muito mais do que Coentrão fez para justificar todo esse investimento. Depois de ter sido emprestado ao Monaco em 2015/16, o jogador disputou só cinco partidas nesta temporada.

ZLATAN IBRAHIMOVIC
Atacante
Sueco
Contratado pelo Barcelona em 2009, por 69,5 milhões de euros

Trata-se, sem dúvida, do maior prejuízo financeiro da história do Barcelona. Ibrahimovic chegou com pinta de craque ao Camp Nou, até fez seus golzinhos, mas não se adaptou ao estilo de jogo do Barça e se desentendeu com Guardiola, Xavi e Messi. Com tantos inimigos, não durou mais que uma temporada. Acabou sendo repassado ao Milan por 24 milhões de euros (R$ 80 milhões), só 34% dos 69,5 milhões de euros (R$ 230 milhões) que havia custado 12 meses antes.

ASIER ILLARRAMENDI
Volante
Espanhol
Contratado pelo Real Madrid em 2013, por 32 milhões de euros

Pelo planejamento do Real Madrid, quem deveria jogar hoje à frente da zaga seria o volante basco, não Casemiro. Quatro anos atrás, Illarramedi foi buscado a peso de ouro na Real Sociedad, tanto que até hoje permanece como o segundo reforço espanhol mais caro da história do clube (fica atrás de Xabi Alonso). Mas o volante não se firmou na capital e foi devolvido ao time de origem duas temporadas atrás.

GEOVANNI
Meia-atacante
Brasileiro
Contratado pelo Barcelona em 2002, por 21 milhões de euros

Outra revelação do futebol brasileiro que naufragou no Camp Nou e nunca mais conseguiu ser o mesmo. Cria do Cruzeiro, mudou para a Espanha no começo de 2002 e afundou com um dos piores times da história recente do Barcelona. Com apenas dois gols em 50 jogos pelo time catalão, foi cedido ao Benfica depois de um ano e meio.

ROYSTON DRENTHE
Meia
Holandês
Contratado pelo Real Madrid em 2007, por 14 milhões de euros

O cara tem apenas 30 anos e já abandonou o futebol profissional para se dedicar a uma carreira como rapper. Essa informação basta para mostrar o quanto o Real Madrid se equivocou dez anos atrás ao levar para seu elenco o meia holandês Royston Drenthe, revelação do Feyenoord. O clube se impressionou com as atuações do jogador na Eurocopa sub-21 de 2007 e resolveu investir no garoto, que fracassou por lá e terminou precocemente a carreira jogando nos Emirados Árabes.


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Piqué pertence à “nobreza” do Barça, mas carrega símbolo do Real no nome
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Rafael Reis

Piqué nasceu dentro do Barcelona, cresceu nas categorias de base em La Masía, pertence a uma família que faz parte da “nobreza” do clube, sonha ser presidente da agremiação catalã e não perde uma oportunidade de provocar o Real Madrid.

Mas uma curiosa coincidência conecta o camisa 3 do Barça à história do maior rival culé.

O zagueiro de 30 anos herdou do avô materno, Amador, o mesmo sobrenome do homem que batiza o estádio que serve como casa ao Real Madrid, Santiago Bernabéu.

Até onde se sabe, Gerard Piqué Bernabéu não possui nenhum vínculo familiar com o ex-jogador, técnico e presidente do Real por mais de três décadas, que arquitetou a construção da arena nos anos 1940 e, desde 1955, dá nome à ela.

Mas a coincidência é suficiente para aguçar ainda mais o clima de constante e mútua provocação existente entre o zagueiro e a torcida madridista.

Piqué é barcelonista desde o berço. Tal afirmação pode até parecer exagerada, mas não é. Suas data de nascimento e inscrição como associado do clube são as mesmas: 2 de fevereiro de 1987.

Quando o zagueiro nasceu, Amador, o mesmo avô que lhe passou o sobrenome Bernabéu, era um dos homens mais influentes do Barcelona e fez questão de lhe dar uma carteirinha de sócio – ritual que repetiu com os bisnetos, Milan e Sasha, filhos de Gerard com a cantora colombiana Shakira.

O patriarca era amigo pessoal de Johan Cruyff, fez parte da diretoria de Josep Lluís Núñez, mandatário do Barça entre 1978 e 2000, e ocupou o cargo de vice-presidente do clube durante a gestão Joan Gaspart (2000 a 2003).

Foi do avô, aliás, que Piqué herdou o gosto por metralhar o Real sempre que possível. “O gol marcado por meu neto que mais me fez vibrar foi, sem dúvida, o da goleada por 6 a 2 [em 2009]”, costuma dizer, em tom de provocação.

Amador Bernabéu também é responsável direto por um dos grandes objetivos de vida do zagueiro: tornar-se presidente do Barcelona depois de pendurar as chuteiras.

Um sonho plantado pelo avô quando o neto não passava de um pequeno bebê e que foi sendo cultivado e regado com o passar dos anos. Um sonho que Piqué pretende transformar em realidade.

Sim, é bem possível que, em um futuro não tão distante assim, o Barcelona seja presidido por um Bernabéu. E um Bernabéu que não faz questão nenhuma de nutrir simpatia pelo Real Madrid.


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“Show” no Espanhol faz Messi retomar liderança isolada da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Graças à atuação de gala na vitória por 3 a 2 do Barcelona sobre a Real Sociedad, no sábado, Lionel Messi voltou à liderança isolada da Chuteira de Ouro.

O argentino, que marcou duas vezes e deu uma assistência para Paco Alcácer no fim de semana, chegou a 29 gols no Campeonato Espanhol e 58 pontos na ponta da tabela de classificação dos artilheiros das ligas nacionais da Europa nesta temporada.

Messi abriu dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, que só marcou um no 3 a 0 aplicado pelo Sporting ante o Vitória de Setúbal, também no sábado. Na semana passada, eles dividiam a primeira colocação do prêmio.

Os outros integrantes do top 5 da Chuteira de Ouro continuam os mesmos: Robert Lewandowski (Bayern de Munique), Pierre-Emerick Aubameyang (Borussia Dortmund) e Edin Dzeko (Roma).

Messi já tem três Chuteiras de Ouro no currículo (2009/10, 2011/12 e 2012/13) e busca a quarta conquista para igualar o recorde de Cristiano Ronaldo.

CR7, aliás, continua longe da briga pelo prêmio nesta temporada. Poupado contra o Sporting Gijón, ele permanece com 19 gols no Espanhol. Ou seja, tem 38 pontos e caiu para a 15ª colocação do ranking.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 48 pontos e ocupa o sétimo lugar.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 58 pontos (29 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 56 pontos (28 gols)
3º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 52 pontos (26 gols)
4º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 52 pontos (26 gols)
5º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 50 pontos (25 gols)
6º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 50 pontos (25 gols)
7º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 48 pontos (24 gols)
8º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 48 pontos (24 gols)
9º – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 46 pontos (23 gols)
10º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 46 pontos (23 gols)


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Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
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Rafael Reis

Os próximos dias serão decisivos para o futuro do Barcelona.

E o futuro não é apenas uma possível eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e talvez um virtual adeus à disputa pelo título espanhol.

Se não conseguir uma nova virada histórica nesta quarta-feira, desta vez contra a Juventus, e nem um bom resultado no clássico contra o Real Madrid, domingo, que lhe mantenha com pretensões reais de se sagrar campeão nacional, o time catalão fatalmente fechará a temporada 2016/17 com o rótulo de fracassado estampado na testa.

Nem mesmo uma provável conquista da Copa do Rei, ante o Alavés, no dia 27 de maio, será capaz de mudar isso.

E fracasso, para um clube com o tamanho e a relevância do Barcelona, significa necessariamente uma transformação radical nos fundamentos sobre os quais a equipe está construída.

O primeiro futuro que está em jogo nos próximos dias é o de Juan Carlos Unzué. O auxiliar de Luis Enrique é o favorito dos jogadores para assumir o posto de técnico a partir da próxima temporada.

Mas será que a diretoria terá coragem de entregar a equipe nas mãos do braço direito de um treinador que corre o risco de deixar o Camp Nou pela porta dos fundos, marcado por goleadas sofridas na Champions e um fim prematuro de briga pelo Espanhol?

Se o Barça fracassar nos compromissos desta semana, a continuidade que Unzué representa fatalmente fará com que seu nome perca força. Assim, o novo treinador do clube catalão provavelmente será pinçado no mercado.

Mas não é só o futuro de Unzué que estará em campo contra Juventus e Real Madrid. Jogadores até pouco tempo atrás inquestionáveis no Camp Nou, como o zagueiro Mascherano, o lateral esquerdo Jordi Alba e o meia Rakitic, podem sair se a diretoria optar por uma reformulação do elenco.

E há o caso de Andrés Iniesta. O cerebral meia de 32 anos é um dos maiores jogadores da história do Barça e deixará o clube se desejar. Mas, seu declínio físico é algo que preocupa os torcedores e dirigentes catalães.

As “eliminações” na Champions e no Espanhol podem fazer com que o Barcelona decida que chegou a hora de relegar o camisa 8 ao banco. Isso significaria um alto investimento na próxima janela de transferências em um jogador capaz de transformar o astro em reserva –o nome do italiano Verratti tem sido ventilado desde o encontro com o PSG, nas oitavas da competição europeia.

Para encerrar, até mesmo Messi e Neymar jogarão seu futuro nos próximos dias. No caso deles, o que estará em xeque é a possibilidade de serem eleitos o melhor jogador do mundo em 2017.

O argentino, que já venceu o prêmio cinco vezes, e o brasileiro, ainda em busca de sua primeira vitória, são candidatos reais a vencer a eleição da Fifa em janeiro. Mas tudo cairá por terra se a temporada do Barcelona “acabar” tão precocemente.

É… os próximos dias serão realmente decisivos para o futuro do Barcelona.


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Rafael Reis

Bas Dost não joga em nenhum dos clubes mais temidos do mundo e só agora virou titular da seleção holandesa. Mesmo assim, o centroavante de 27 anos tornou-se a principal ameaça à liderança de Lionel Messi na Chuteira de Ouro.

O camisa 28 do Sporting anotou um hat-trick na goleada por 4 a 0 sobre o Boavista, no sábado, chegou a 27 gols no Campeonato Português e, com 54 pontos, passou a dividir com o astro do Barcelona a primeira colocação do prêmio concedido ao maior goleador das ligas nacionais da Europa nesta temporada.

Para alcançar o topo da tabela, Dost se beneficiou do fato de Messi ter passado em branco na derrota por 2 a 0 para o Málaga, também no último sábado.

Na briga particular com a zebra holandesa, o argentino tem uma importante vantagem. Enquanto o Barcelona ainda tem sete jogos pela frente nesta edição do Espanhol, o Sporting só jogará mais seis vezes no Português.

Messi já tem três Chuteiras de Ouro no currículo (2009/10, 2011/12 e 2012/13) e busca a quarta conquista para igualar o recorde de Cristiano Ronaldo.

CR7, aliás, continua longe da briga pelo prêmio nesta temporada. Com 19 gols no Espanhol e 38 pontos, aparece apenas na 14ª colocação do ranking.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 48 pontos e ocupa o sexto lugar.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 54 pontos (27 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 54 pontos (27 gols)
3º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 52 pontos (26 gols)
4º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 50 pontos (25 gols)
5º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 48 pontos (24 gols)
6º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 48 pontos (24 gols)
7º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 48 pontos (24 gols)
8º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 46 pontos (23 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 46 pontos (23 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 43,5 pontos (29 gols)


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Neymar sofre recorde de faltas e é o jogador que mais apanha na Europa
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Rafael Reis

Um carrinho daqui, um puxão de camisa de lá, um empurrão desproporcional, uma joelhada maldosa e até mesmo uma cotovelada disfarçada. Nenhum jogador do primeiro escalão do futebol mundial apanha tanto em campo quanto Neymar.

O astro da seleção brasileira é o atleta das sete principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França, Portugal e Rússia) mais caçado pelos marcadores na temporada 2016/17.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o camisa 11 do Barcelona já sofreu 101 faltas apenas nesta edição do Campeonato Espanhol. Como participou de 23 partidas, isso significa que ele sofreu em média 4,4 faltas por jogo disputado.

A frequência de pancadas dadas em Neymar é mais do que o dobro das desferidas contra seus dois principais oponentes no posto de melhor jogador do mundo.

O argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barça, tem média de 2,1 faltas recebidas por jogo no Espanhol. Já Cristiano Ronaldo, o atual vencedor do prêmio, apanha ainda menos: 1,7 falta por partida no Real Madrid na liga nacional.

Assim, o segundo jogador mais caçado da Europa não é nenhum medalhão. O paraguaio Darío Lezcano, que defende o Ingolstadt, time pequeno do futebol alemão, é quem mais se aproxima de Neymar tem média de 4 faltas sofridas por ida a campo.

Apanhar muito não é novidade para o principal jogador brasileiro da atualidade. Desde seu início de carreira, no Santos, há oito anos, o atacante costuma ser caçado como um prêmio valioso pelos adversários.

Mas, em alta com a camisa da seleção e alçado ao posto de coprotagonista do Barcelona nas últimas semanas, ele tem se tornado cada vez mais alvo dos sedentos pontapés de seus marcadores.

É isso mesmo. Desde que chegou à Europa, em 2013, Neymar nunca apanhou tanto quanto agora. E as estatísticas deixam isso bem claro.

Em sua primeira temporada no Barça, o brasileiro recebia em média 3 faltas por partida. Já em 2015/16, esse número saltou para 3,8. E agora alcançou o recorde de 4,4 infrações sofridas por jogo.

É claro que Neymar não é nenhum santo. A fama de “cai-cai” que o acompanha desde que começou a fazer sucesso no futebol e os 13 cartões amarelos recebidos nesta temporada (também um recorde na fase europeia de sua carreira) deixam isso bem claro.

Mas ser o jogador que mais apanha no primeiro escalão do futebol mundial também não é fácil… Quem teria sangue-frio para aguentar tantos pontapés?


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Rafael Reis

Principal jogador brasileiro desta década e principal artilheiro do país no futebol europeu nos últimos anos, Neymar vive uma temporada atípica.

Apesar de ser uma peça cada vez mais importante no Barcelona e de estar começando a dividir com Lionel Messi o protagonismo da equipe catalã, o camisa 11 viu seus gols rarearem nos últimos meses.

O brasileiro, que marcou 24 gols no último Campeonato Espanhol, balançou as redes apenas oito vezes nesta edição da Liga. O desempenho é insuficiente para colocá-lo sequer entre os 100 primeiros colocados da Chuteira de Ouro.

Mas, afinal, qual é a posição que Neymar ocupa no ranking que define o maior artilheiro dos campeonatos nacionais europeus na temporada?

O principal astro da seleção brasileira é apenas o 155º colocado da Chuteira de Ouro 2016/17. Ele tem os mesmos 16 pontos do espanhol Alvaro Morata, reserva do Real Madrid, de Duje Cop, centroavante croata do Sporting Gijón, do francês Olivier Giroud, do Arsenal, e de outros 23 jogadores.

Mesmo entre os brasileiros, Neymar não se destaca tanto assim. Ele só o oitavo no ranking entre os jogadores aptos a defender a seleção de Tite.

Estão à frente dele Tiquinho Soares (Porto, 32 pontos), Leonardo (Partizan Belgrado, 22,5 pontos), Whelton (Paços Ferreira, 22 pontos), Vágner Love (Alanyaspor, 19,5 pontos), João Paulo (Ludogorets, 19,5 pontos), Willian José (Real Sociedad, 18 pontos) e Firmino (Liverpool, 18 pontos)

O líder da Chuteira de Ouro é Messi, companheiro de Neymar no Barcelona. Com os dois gols marcados no 4 a 2 sobre o Valencia, no domingo, o argentino foi a 25 gols no Espanhol e 50 pontos no ranking.

O camisa 10 tem dois pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, e quatro para o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, seus oponentes mais próximos.

Melhor jogador do mundo e maior vencedor da história do prêmio (2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15), Cristiano Ronaldo manteve a 13ª colocação da semana passada, com 38 pontos.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada. Nesta edição, o uruguaio tem 42 pontos e está em oitavo.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 50 pontos (25 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 48 pontos (24 gols)
3º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 46 pontos (23 gols)
4º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 44 pontos (22 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 44 pontos (22 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 42 pontos (21 gols)
7º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 42 pontos (21 gols)
8º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 42 pontos (21 gols)
9º – Romelu Lukaku (BEL, Everton) – 42 pontos (21 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 40,5 pontos (27 gols)


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