Blog do Rafael Reis

Com “portas abertas”, lateral brasileiro sonha com seleção da Bulgária

Rafael Reis

Lateral direito revelado pelo Santo André, com passagem pelo Schalke 04, da Alemanha, e atualmente no Medipol Basaksehir, vice-líder do Campeonato Turco, Júnior Caiçara sonha com a seleção.

Mas a camisa que o jogador de 28 anos almeja vestir em um futuro próximo não é a amarelinha, um objetivo muito distante de sua realidade atual, mas sim a da Bulgária.

O lateral defendeu o Ludogorets, hoje o principal clube do futebol búlgaro por três temporadas, entre 2012 e 2015. Desde 2014, quando obteve sua naturalização, ele é oficialmente um cidadão da terra de Stoichkov.

A convocação só não veio ainda porque a Fifa determina que um jogador naturalizado (ou seja, que não obteve a cidadania por herança familiar) precisa ter cinco anos de residência em um país para defender sua seleção. Caiçara, por enquanto, só morou na Bulgária por três anos.

“Sempre converso com o treinador da Bulgária [Petar Hubchev] e ele costuma dizer que as portas estão abertas para mim. Já que há o interesse deles, também há o meu”, afirma o jogador.

Enquanto não reúne condições legais para se juntar à seleção, Caiçara acompanha de perto a tentativa búlgara de retornar a uma Copa do Mundo –ocupa a terceira colocação do Grupo A das eliminatórias europeias, com nove pontos, um a menos que a Suécia, vice-líder da chave e que hoje disputaria a repescagem.

“Costumo acompanhar todos os jogos da seleção búlgara. Tenho um grande amigo [o meia Marcelinho, também brasileiro, com quem atuou nos tempos de Ludogorets] e vários outros conhecidos que jogam na seleção.”

Uma das potências do futebol internacional durante a década de 1990, quando era liderada em campo por Hristo Stoichkov, craque que fez história no Barcelona, a Bulgária chegou a ser quarta colocada na Copa do Mundo de 1994, mas não joga a principal competição de futebol do planeta desde 1998.

“Até hoje, eles falam bastante desse time, que ficou marcado na história da Bulgária. Eles nunca mais tiveram outra seleção com tanta qualidade quanto aquela”, completa Júnior Caiçara.


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