Blog do Rafael Reis

Por onde andam os jogadores do Mazembe que surpreenderam o Inter em 2010?

Rafael Reis

A primeira vez é inesquecível. E é por isso que o feito do Tout Puissant Mazembe (Todo Poderoso Mazembe, em tradução para o português) foi tão especial.

No dia 14 de dezembro de 2010, o clube congolês derrotou o Internacional por 2 a 0 e rompeu uma antiga máxima que remetia aos tempos da antiga Taça Intercontinental, a de que o Mundial de Clubes da Fifa era um torneio sempre decidido por um time europeu e outro sul-americano.

Na final, o time africano não foi páreo para a Inter de Milão e levou um 3 a 0 incontestável. Mas a história já havia sido escrita: pela primeira vez, uma equipe de outro continente, que não a Europa e a América do Sul, havia disputado a decisão do torneio que elege o melhor time de futebol do planeta.

Sete anos depois de provar que o Mazembe realmente era Todo Poderoso, quais os paradeiros dos jogadores que derrotaram o Inter por 2 a 0 e fizeram a festa da África (e, claro, da metade tricolor do Rio Grande do Sul)? É isso que você irá descobrir logo abaixo:

POR ONDE ANDA – MAZEMBE (2010)?

Robert Kidiaba (41 anos) – O mais folclórico e conhecido jogador do Mazembe ficou famoso internacionalmente graças à dancinha curiosa (uma espécie de trenzinho quicando no gramado) feita para celebrar as conquistas do clube e chegou a ser sondado para jogar no Grêmio. Kidiaba encerrou a carreira como goleiro do Mazembe no fim do ano passado e agora trabalha na comissão técnica do time que o consagrou.

Eric Nkulukuta (34 anos) – O lateral direito da histórica vitória sobre o Internacional passou sete anos vestindo a camisa do Mazembe e disputou mais de 110 partidas pelo clube congolês. Desde 2015, defende o Don Bosco, uma equipe de segundo escalão do futebol nacional.

Joël Kimwaki (30 anos) – Um dos remanescentes da equipe que disputou o Mundial de Clubes de 2010, o zagueiro já conquistou cinco títulos nacionais e dois continentais pelo Mazembe. Kimwaki também acumula mais de 40 jogos pela seleção congolesa.

Mihayo Kazembe (40 anos) – Capitão do Mazembe no Mundial de Clubes, foi revelado nas categorias de base do clube e vestiu sua camisa até a aposentadoria, em 2012. No ano passado, chegou a trabalhar como técnico da equipe congolesa.

Kilitcho Kasusula (34 anos) – Mais um vice-campeão mundial de 2010 que continua vestindo as cores do Mazembe, clube que defendeu toda a carreira e onde segue como dono da lateral esquerda. Em 2015, chegou a se filiar a um partido político para disputar as eleições na República Democrática do Congo.

Bedi Mbenza (32 anos) – O volante foi um dos poucos titulares do Mazembe na vitória sobre o Inter que conseguiram aquilo que todos sonhavam quando foram para o Mundial: uma transferência para a Europa. Em 2011, Mbenza foi contratado pelo Anderlecht, onde ficou por duas temporadas e não teve muito destaque. Após deixar a Bélgica, o jogador ainda passou pela Tunísia antes de retornar ao Congo, em 2015.

Narcisse Ekanga (29 anos) – Nascido em Camarões e portador de passaporte de Guiné-Bissau, o meia rodou bastante desde que deixou o Mazembe, em 2011. Ekanga jogou no Sudão, teve uma rápida passagem pela Turquia e defendeu outros dois clubes congoleses. Atualmente, defendeu o Buildcon, um dos adversários do Mazembe em sua liga nacional.

Given Singuluma (30 anos) – O camisa 10 do Mazembe no Mundial de Clubes de 2010 continua o mesmo sete anos depois. Singuluma é um dos principais jogadores do futebol congolês e já disputou duas edições da Copa Africana de Nações, em 2010 e 2015. Em sua segunda participação, aliás, marcou o gol de abertura da competição.

Patou Kabangu (31 anos) –  O autor do primeiro gol da vitória sobre o Inter retornou ao Mazembe no mês passado, cinco anos depois de deixar o clube pela primeira vez para tentar a sorte na Bélgica. Kabangu também jogou por três temporadas no Qatar e ficou desempregado por mais de um ano até voltar para casa.

Dioko Kaluyituka (30 anos) – O responsável pelo segundo gol do Mazembe na semifinal do Mundial de Clubes vive no Qatar desde 2011 e construiu uma carreira sólida no país-sede da Copa de 2022. O atacante, que defende atualmente o Al-Gharafa, está em fase de recuperação de um problema médico.

Ngandu Kasongo (37 anos) – Um dos homens de frente do Mazembe em 2010, Kasongo defende por uma década o clube congolês e está aposentado desde 2013. O atacante participou de duas edições do Mundial de Clubes e marcou um gol em 2009 –contra o Auckland City, na disputa pelo quinto lugar.

Déo Kanda (27 anos) – Único reserva a ser utilizado na semifinal contra o Inter, o atacante deixou o Mazembe em 2013, jogou em Marrocos, Angola e Grécia, e retornou ao clube em outubro do ano passado. Atualmente, segue como reserva na equipe congolesa.

Lamine N’Diaye (60 anos) – O senegalês de 60 anos dirigiu o Mazembe entre 2010 e 2013 e conquistou dois títulos congoleses e um africano. Quatro anos atrás, deixou o banco de reservas e foi promovido ao cargo de diretor-técnico do clube.


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