Blog do Rafael Reis

Por onde andam os jogadores do Atlético Nacional campeão da Libertadores?

Rafael Reis

No dia 27 de julho do ano passado, o Atlético Nacional derrotou o equatoriano Independiente del Valle, em Medellín, e conquistou seu segundo título da Libertadores, o terceiro da história do futebol colombiano.

Sete meses depois, muita coisa mudou no estádio Atanasio Girardot. Alguns dos principais nomes daquela equipe hoje vestem camisas de clubes brasileiros. Outros encaram agora o desafio de se firmarem na Europa.

Além disso, o Nacional virou um clube especial no coração do torcedor brasileiro depois de ceder à Chapecoense o título da Copa Sul-Americana do ano passado em virtude do acidente aéreo que matou boa parte do elenco catarinense.

Mas, por onde andam, os jogadores que recolocaram durante 2016 o Atlético Nacional no mapa do futebol mundial. Mostramos abaixo os paradeiros dos atletas campeões da última edição da Libertadores.

POR ONDE ANDA – ATLÉTICO NACIONAL DE 2016?

Franco Armani (30 anos), Daniel Bocanegra (29 anos), Alexis Henríquez (34 anos), Farid Díaz (33 anos), Macnelly Torres (32 anos) – Cinco titulares da decisão da última Libertadores continuam no Atlético Nacional: um goleiro, dois laterais, um zagueiro e um meio-campista. Em comum entre eles, a idade elevada que dificulta o interesse de clubes de mercados mais endinheirados.

Davinson Sánchez (20 anos) – Um dos nomes mais promissores do elenco campeão sul-americano, o zagueiro recusou o Barcelona B para disputar o Campeonato Holandês pelo Ajax. O colombiano é titular absoluto da equipe de Amsterdã e não deve ficar muito tempo por lá. Uma nova proposta do Barça, mas desta vez para jogar no time principal, é algo bastante provável.

Alejandro Guerra (31 anos) – Eleito o melhor jogador da última Libertadores, o meia venezuelano enfrentou problemas físicos que minaram seu desempenho no segundo semestre. Uma das principais contratações do Palmeiras para 2017, ainda está em fase de adaptação ao futebol brasileiro.

Alexander Mejía (28 anos) – O volante disputou a Libertadores emprestado ao Atlético Nacional. Após a competição, ele nem retornou ao Monterrey, clube que detinha seus direitos econômicos. Mejía foi repassado diretamente ao León, atual último colocado do Campeonato Mexicano.

Orlando Berrío (26 anos) Autor do gol colombiano na primeira partida da decisão da Libertadores, permaneceu no Atlético Nacional até o fim do ano e depois foi negociado com o Flamengo. Dono de uma velocidade acima do comum, caiu rapidamente nas graças da maior torcida do Brasil.

Marlos Moreno (20 anos) A principal revelação da última Libertadores chegou à seleção colombiana, encantou Pep Guardiola e acabou negociado com o Manchester City. Emprestado ao La Coruña para se adaptar ao futebol europeu, sofreu uma grave lesão de tornozelo e está sem jogar desde janeiro.

Miguel Borja (24 anos) – Apesar de só ter disputado as quatro últimas partidas da Libertadores, acabou sendo o herói do título. Autor do gol da vitória sobre o Independiente del Valle, na decisão da competição continental, foi contratado com status de craque pelo Palmeiras no início do ano. É a maior esperança de gols do atual campeão brasileiro para 2017.

Jonathan Copete (29 anos) – Titular do Atlético Nacional durante a maior parte da Libertadores, não disputou a reta final da competição porque se transferiu para o Santos no meio do ano passado. Atacante especialista no lado esquerdo do campo, fez oito gols no último Campeonato Brasileiro.

Sebastián Pérez (23 anos) – Outro jogador importante que perdeu a decisão. O volante, que tem feito parte das convocações da seleção desde o início do ano passado, transferiu-se em agosto para o Boca Juniors. Pérez, no entanto, pouco jogou na Argentina. Irritado com o banco, já falou mais de uma vez que pretende deixar o clube.

Reinaldo Rueda (59 anos) – Ex-comandante das seleções colombiana, hondurenha e equatoriana, o treinador precisou reinventar a equipe no segundo semestre de 2016 e conseguiu levar o Atlético Nacional à final da Copa Sul-Americana. Agora, tem o desafio de fazer uma nova reestruturação no time de Medellín para mantê-lo competitivo internacionalmente.


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