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Mesmo com crise do Barça, Messi chega à liderança da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

O Barcelona está em crise. Os jogadores viraram alvo de cobrança de torcedores e imprensa. O técnico Luis Enrique está na berlinda e deve ser substituído no fim da temporada. Mas nada disso impede que Lionel Messi siga acumulando feitos individuais.

Com os dois gols marcados na apertada vitória por 2 a 1 sobre o Leganés, no domingo, o astro argentino tornou-se um dos líderes da Chuteira de Ouro.

O camisa 10 do Barça soma 38 pontos e divide com o bósnio Edin Dzeko (Roma) e com o argentino Gonzalo Higuaín (Juventus) o primeiro lugar do prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais da Europa na temporada.

Dos três, Messi é o único que já levou esse troféu para casa. Ele venceu a corrida dos goleadores em 2009/10, 2011/12 e 2012/13.

O trio de líderes da atual temporada chegou ao topo da tabela porque o Edinson Cavani passou em branco no último fim de semana. O uruguaio, que ocupava o primeiro lugar na última parcial, não conseguiu impedir que o Paris Saint-Germain empatasse por 0 a 0 com o Toulouse, no domingo.

Com isso, Cavani caiu para a quarta colocação no ranking, com 37,5 pontos, seguido por Luis Suárez, seu compatriota do Barcelona e atual vencedor da Bola de Ouro, que tem 36 –somou 80 pontos na temporada anterior.

Eleito o melhor jogador do planeta em 2016, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, aparece apenas em 21º no ranking de goleadores do futebol europeu.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 38 pontos (19 gols)
2º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 38 pontos (19 gols)
3º – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 38 pontos (19 gols)
4º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 37,5 pontos (25 gols)
5º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 36 pontos (18 gols)
6º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 34 pontos (17 gols)
7º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 34 pontos (17 gols)
8º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 34 pontos (17 gols)
9º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 34 pontos (17 gols)
10º – Alexis Sánchez (CHI, Arsenal) – 34 pontos (17 gols)


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5 brasileiros desempregados no exterior para seu time repatriar
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Rafael Reis

Seu time ainda está à procura de reforços para este início da temporada? Bem, é bom você saber que há muitos jogadores conhecidos que estão dando mole por aí, disponíveis no mercado.

Alguns deles construíram, ao longo dos últimos anos, suas carreiras longe do Brasil. Mas agora, desempregados, podem estar dispostos a voltar para casa.

Listamos abaixo cinco brasileiros que perderam seus empregos no exterior e poderiam ser repatriados pelo futebol nacional.

JÚLIO BAPTISTA
35 anos
Meia
Último clube: Orlando City (EUA)

Jogador com passagens por Real Madrid, Arsenal e Roma, a cria das categorias de base do São Paulo não teve seu contrato renovado nos Estados Unidos depois de uma temporada em que passou a maior parte do tempo no banco de reservas da equipe do seu velho amigo Kaká. No total, Júlio Baptista disputou 24 partidas pelo Orlando City e fez seis gols. Os números até que não são ruim, mas o brasileiro só foi titular seis vezes ao longo do ano.

MAICON
35 anos
Lateral direito
Último clube: Roma (ITA)

Parado desde maio do ano passado, quando disputou suas últimas partidas pela Roma, o antigo titular da lateral direita da seleção chegou a declarar que pretendia retornar ao futebol brasileiro no segundo semestre de 2016. Mas, até agora, nenhum negócio foi fechado para a repatriação de Maicon. Recentemente, teve seu nome ligado a rumores sobre uma possível ida emergencial para o Barcelona, que perdeu Aleix Vidal por lesão.

LÚCIO
38 anos
Zagueiro
Último clube: FC Goa (IND)

O ex-capitão da seleção brasileira disputou as duas últimas temporadas da Superliga Indiana pelo FC Goa, time dirigido por Zico. Mas a competição, que não tem nem três meses de duração, foi a única atividade física profissional do zagueiro desde a rescisão do contrato com Palmeiras, no primeiro semestre de 2015. É necessário também saber se Lúcio ainda deseja ter uma vida usual de jogador profissional em seu país natal.

ANDERSON PICO
28 anos
Lateral esquerdo
Último clube: Dnipro (UCR)

Jogador com a carreira marcada pela estrutura física pouco comum para um jogador de futebol, o lateral esquerdo deixou o Dnipro após um péssimo segundo semestre na Ucrânia e tem conversado com clubes brasileiros para acertar seu futuro. Anderson Pico já negociou com o Internacional e também com o Atlético-PR. Mas, por enquanto, está na fila dos desempregados.

RONNY
30 anos
Meia
Último clube: Hertha Berlin (ALE)

Revelado pelo Corinthians mais de uma década atrás, irmão do atacante Raffael, do Borussia Mönchengladbach, e conhecido pelos fortes chutes que saem de sua perna esquerda, Ronny está parado desde o fim de sua passagem de seis temporadas pelo Hertha Berlin, da primeira divisão alemã. O jogador, que é lateral esquerdo de origem, chegou a ter um namoro com o futebol do Qatar, mas a relação não foi adiante.


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Gabigol precisou de menos tempo que G. Jesus para fazer 1º gol na Europa
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Rafael Reis

Gabigol demorou seis meses para marcar pela primeira vez em uma partida oficial com a Inter de Milão. Parece muito tempo, certo? Mas não é bem assim.

Por mais incrível que possa parecer, o ex-atacante do Santos necessitou de menos minutos dentro campo que Gabriel Jesus para marcar seu primeiro gol no futebol europeu.

O gol da vitória por 1 a 0 contra o Bologna, no último domingo, o primeiro de Gabigol na Itália, foi anotado no 130º minuto do jogador com a camisa da Itália.

Já Gabriel Jesus, que tem tido um início tratado como fenomenal no Manchester City, marcou pela primeira vez na Inglaterra em seu 137º minuto de atuação.

A diferença é que, enquanto o ex-palmeirense recebeu muitas e boas oportunidades desde sua chegada a Manchester, o ex-santista passou seu primeiro semestre em Milão ganhando minutos à conta-gotas.

A partida contra a Bologna foi a sétima de Gabigol em seis meses na Inter. E em apenas uma delas, contra o mesmo adversário, mas na Copa Itália, ele jogou por mais de 20 minutos –foi também seu único jogo como titular.

Jesus, em contrapartida, chegou chegando na Inglaterra. Anexado ao elenco do City em janeiro, foi utilizado por Guardiola já no primeiro jogo em que ficou no banco, contra o Tottenham, e estreou como titular na segunda partida que disputou –ante o Crystal Palace, pela Copa da Inglaterra.

Seu primeiro gol no City saiu na terceira partida, a goleada por 4 a 0 sobre o West Ham, no início do mês. Na ocasião, o camisa 9 da seleção começou jogando e permaneceu no gramado durante os 90 minutos.

O início de Gabigol na Itália foi repleto de turbulências. Contratado por 29,5 milhões de euros (R$ 97,3 milhões) a pedido do técnico Roberto Mancini, o brasileiro chegou à Inter quando o clube já havia mudado de treinador.

Com Frank de Boer no banco de reservas, o brasileiro não foi inscrito na Liga Europa e praticamente não foi utilizado. Sua situação só melhorou um pouco depois de uma nova mudança no comando do time –a troca do holandês por Stefano Pioli, em novembro.

Atualmente, Gabigol é uma espécie de terceira opção para o ataque do clube italiano. O capitão Mauro Icardi é o titular absoluto da posição, e o argentino Rodrigo Palacio, o reserva mais utilizado.


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Artilheiro do Inglês, astro do Arsenal já foi criticado por excesso de sexo
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Rafael Reis

Artilheiro do Campeonato Inglês, com 17 gols, e atravessando uma das melhores fases de sua carreira, Alexis Sánchez, 28, hoje é ídolo e um nome indiscutível no setor ofensivo do Arsenal.

Mas nem sempre foi assim.

Contratado do Barcelona em 2014, o chileno foi alvo de críticas no início da passagem pela Inglaterra por não ser decisivo nas partidas mais importantes do clube londrino. E sua intensa vida sexual foi apontada como a vilã da história.

Tudo começou quando o tabloide chileno “La Cuarta” publicou, em novembro daquele ano, que o desempenho dentro de campo de Alexis estava sendo prejudicado pelo excesso de sexo que ele praticava.

Na época, o atacante do Arsenal namorava a modelo e designer catalã Laia Grassi. De acordo com o jornal, o apetite sexual da loira era tamanho que provocava o desgaste físico do jogador e derrubava o nível do seu futebol.

Ainda segundo o “La Cuarta”, o excesso de atividade sexual de Alexis quase custou sua vaga de titular do clube inglês.

O relacionamento entre o chileno e Laia chegou ao fim em dezembro de 2014, quando a espanhola descobriu que o namorado havia tentado traí-la com a Miss Chile 2013, Camila Andrade, que não deu muita trela para ele.

Coincidência ou não, as críticas ao seu futebol foram embora junto com a ex-namorada.

Na atual temporada, Alexis já marcou 20 vezes. São 17 gols na Premier League, competição em que é o principal goleador, e mais três na Liga dos Campeões da Europa.

Além disso, ele é o jogador do elenco do Arsenal com mais passes para os companheiros balançarem as redes. São 16 assistências.

Mas o relacionamento com Laia e a tentativa de traição com Camila não foram as únicas vezes em que a vida sexual de Alexis Sánchez acabou sendo exposta a público.

O chileno também já foi acusado por uma ex-namorada, a dançarina e ginasta Veronica Roth, de gravar sem consentimento dela vídeos do casal tendo relações sexuais e espalhar para os amigos.

E a forma como ela descobriu que isso acontecia não foi das experiências mais agradáveis que alguém pode ter. De acordo com Veronica, ela flagrou amigos de Alexis escondidos dentro de um armário, munidos de um celular e gravando as cenas íntimas do casal.

O atacante, evidentemente, negou a história contada pela ex-namorada.


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Cinco ex-jogadores famosos que viraram técnicos de times nanicos
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Rafael Reis

Eles foram grandes jogadores, vestiram as camisas dos clubes mais importantes do futebol mundial e conquistaram os títulos que todo atleta sonha. Mas, desde que deixaram os gramados, andam meio distantes dos holofotes.

Isso porque não têm conseguido repetir na nova carreira que escolheram, a de treinador, o mesmo sucesso dos tempos em que eles próprios tinham de balançar as redes e desarmar os adversários.

Conheça abaixo cinco ex-jogadores da elite do futebol mundial que hoje dirigem times pequenos, que, em sua maioria, nem disputam competições de primeira divisão.

GENNARO GATTUSO
39 anos
Itália
Ex-jogador do Milan (ITA)

Campeão mundial com a seleção italiana em 2006 e símbolo de virilidade e determinação no meio-campo do Milan na década de 2000, o ex-volante abandonou os gramados em 2013 e dirige o Pisa há dois anos. Na primeira temporada, conseguiu fazer o clube subir da terceira para a segunda divisão da Itália. Mas, na Série B, a tarefa tem sido bem mais complicada. A equipe de Gattuso está na parte de baixo da tabela e corre sério risco de rebaixamento.

JAAP STAM
44 anos
Holanda
Ex-jogador de Milan (ITA) e Manchester United (ING)

Zagueiro de muito vigor físico, construiu uma carreira de sucesso na Inglaterra e na Itália entre o fim da década de 1990 e o começo dos anos 2000. Passou cinco anos trabalhando como assistente no Zwolle e no Ajax e se preparando para o primeiro voo solo como técnico, que veio em 2016, quando assinou com o Reading, da segunda divisão da Inglaterra. E a experiência tem sido boa: o time de Stam foi até as oitavas de final da Copa da Liga Inglesa (perdeu para o Arsenal) e está na briga pelo acesso à Premier League.

FERNANDO HIERRO
48 anos
Espanha
Ex-jogador do Real Madrid (ESP)

Autor de 102 gols em 439 partidas pelo Real Madrid, uma marca incrível para um jogador que se alternava entre zagueiro e volante, Hierro fez sucesso como dirigente da seleção espanhola durante o período mais vitorioso de sua história, entre 2007 e 2011. Mas o ex-atleta não aguentou ficar muito tempo longe dos campos. Após um ano como assistente de Carlo Ancelotti no Real Madrid, resolveu virar técnico. O Oviedo, sexto colocado da segunda divisão da Espanha, é a sua primeira experiência na nova função.

COSTINHA
42 anos
Portugal
Ex-jogador de Porto (POR) e Atlético de Madri (ESP)

Homem de confiança de Luiz Felipe Scolari durante sua passagem pela seleção portuguesa, o ex-volante está em sua terceira experiência no banco de reservas. Depois de curtas passagens por Beira-Mar e Paços de Ferreira, Costinha ficou três anos desempregado até ser convidado para comandar o Acadêmica na segunda divisão portuguesa nesta temporada. Apesar de realizar um bom trabalho e estar na parte de cima da classificação, o ex-jogador não deve conseguir o acesso para a elite.

RÚBEN BARAJA
41 anos
Espanha
Ex-jogador do Valencia (ESP)

Um dos símbolos da fase de ouro do Valencia, que foi duas vezes campeão espanhol e vice da Champions no início dos anos 2000, o ex-meia da seleção espanhola estreou como treinador em 2015, à frente do Elche. Atualmente, faz uma campanha desastrosa no Rayo Vallecano. Apesar de ter em mãos um time que disputou a primeira divisão espanhola na temporada anterior, Baraja está à beira do rebaixamento para o terceiro escalão do futebol da Espanha com o Rayo.


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Igreja Católica é dona da poderosa Juventus de Turim? Verdade ou boato?
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Rafael Reis

Não é segredo para ninguém que o Papa Francisco é torcedor fanático do San Lorenzo. Jorge Mario Bergoglio, aliás, não faz questão nenhuma de esconder sua paixão mundana e é até sócio de carteirinha do clube argentino.

Mas a equipe de Buenos Aires não é a única que costuma ter seu nome ligado ao Vaticano.

Muita gente costuma dizer que o time oficial da Igreja Católica é a Juventus. E mais: que a maior campeã da história do futebol italiano pertence na verdade aos padres, bispos e cardeais da Praça de São Pedro.

Até que ponto essa história é verdade? Será que o Vaticano realmente é dono da Juve?

Não é bem assim. O clube de Turim, 32 vezes campeão italiano (34, se você considerar os títulos cassados por corrupção) e dono de duas Ligas dos Campeões, pertence desde a década de 1920 à família Agnelli.

Os Agnelli são os proprietários de um fundo de investimento chamado Exor N.V., que possui o controle acionário de uma série de empresas importantes da Itália. Entre elas, a Fiat.

E é justamente na montadora que a história da Juventus acaba cruzando com a do Vaticano.

A Igreja Católica é dona de um gigantesco patrimônio, composto por terrenos, museus, pedras preciosas e obras de arte espalhadas pelo mundo todo. Ela também possui participação em várias organizações.

E uma das empresas que fazem parte de sua carteira de investimento é a Fiat. Sim, o Vaticano possui ações da montadora, assim como a Família Agnelli.

Logo, a história de que a Igreja Católica é a verdadeira dona da Juventus não passa de boato, ainda que seja um daqueles boatos que foram construídos a partir de uma pitada de realidade.

Na verdade, o Vaticano é parceiro comercial do principal acionista do clube de Turim. É essa a ligação entre os católicos e o time mais vitorioso da Itália.

Líder do Campeonato Italiano e ainda viva na disputa da Liga dos Campeões da Europa, a Juventus tem como principal patrocinadora uma das empresas do Grupo Fiat, montadora especializada em veículos off-road.

O contrato, válido até a temporada 2020/2021, rende ao clube algo em torno de 17 milhões de euros (R$ 56 milhões) por ano.


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Quem será o substituto de Gabriel Jesus na seleção?
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Rafael Reis

Artilheiro da era Tite, com cinco gols em seis partidas, Gabriel Jesus sofreu uma fratura no quinto metatarso (dedinho) do pé direito durante sua quinta apresentação pelo Manchester City e será desfalque para a seleção brasileira na próxima rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

A contusão levanta uma importante dúvida: quem será o substituto do garoto ex-Palmeiras nas partidas contra Uruguai e Paraguai, nos dias 23 e 28 de março, respectivamente?

Se levarmos em consideração a coerência que Tite costuma ressaltar como fonte de suas decisões, aquela mesma que ele costuma chamar de merecimento, só há uma opção possível para o posto de camisa 9 titular da seleção.

Roberto Firmino foi reserva de Jesus nas quatro últimas apresentações da seleção principal e é o herdeiro natural da vaga. Situação que conta muito na cabeça do ex-comandante do Corinthians.

O atacante do Liverpool não possui a mesma capacidade técnica do titular, é claro. Mas possui qualidades táticas e de movimentação semelhantes às do dono da posição: também não é um centroavante típico, mas sim um homem de frente que pode fazer diferentes funções.

E Firmino ainda tem um importante ponto em seu favor. Ele possui um ótimo entrosamento com Philippe Coutinho, seu companheiro no clube inglês e outro dos destaques da seleção desde a chegada de Tite.

Se seu substituto na equipe titular do Brasil parece bem encaminhado, a vaga aberta por Jesus na convocação é um assunto bem mais complexo.

Olhar para as listas anteriores do treinador pode dar uma pista sobre o caminho que ele pretende seguir. Taison, Gabriel Barbosa, Robinho, Luan, Dudu e Diego Souza foram os outros atacantes já chamados por ele.

Desses, Gabigol pode se considerar fora do páreo, já que mal joga na Inter de Milão. Dudu e Robinho são quase que exclusivamente jogadores de lado de campo e dificilmente seriam listados para atuar como 9.

Restam então Taison, talvez a convocação mais criticada de Tite até o momento, Diego Souza, que não é propriamente um atacante, mas tem porte físico para atuar dentro da área, e Luan, que foi reserva da seleção formada só por jogadores que atuavam no futebol brasileiro.

Mas será que essas são realmente as únicas opções? É claro que não, mas também não há tanta fartura assim de atacantes à disposição para herdar a vaga de Gabriel Jesus.

Após quase meia-temporada parado em virtude de problemas físicos, Jonas retornou ao Benfica e tem balançado as redes no Campeonato Português. Hulk, um nome muito lembrado pelos antecessores de Tite, está na China, mas isso já deixou de ser um problema para a seleção.

E há Willian José. Muito contestado no Brasil durante as passagens por São Paulo e Grêmio, o atacante está na segunda temporada seguida de destaque no futebol espanhol. Jogando pela Real Sociedad, já marcou 11 vezes em 2016/17, mais do que o número de gols de Neymar no período.

Querem minha opinião? Eu ficaria entre ele e Luan para o posto de atacante reserva na próxima Data Fifa.

O Brasil lidera as eliminatórias sul-americanas para a Copa-2018, com 27 pontos. O Uruguai, seu próximo adversário, tem 23 e ocupa a segunda colocação.


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Dependência? Como o Real “ignora” a seca de gols de CR7 na Champions
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Rafael Reis

O Real Madrid derrotou o Napoli por 3 a 1 na primeira partida das oitavas de final da Liga dos Campeões. Benzema, Kroos e Casemiro marcaram os gols da vitória, o que talvez faça os mais desaviados perguntarem: Cristiano Ronaldo não jogou?

Jogou sim, mas passou em branco… como aconteceu, aliás, em cinco das sete partidas disputadas pelo português nesta edição da Champions.

Problema para Zinedine Zidane? Que nada. Pelo menos na competição europeia, a equipe espanhola nunca dependeu tão pouco do faro artilheiro do seu principal jogador.

Dos 19 gols anotados pelo atual campeão europeu no torneio desta temporada, só dois saíram dos pés do melhor jogador do mundo. Isso representa apenas 10,5% do total, a menor taxa de dependência de toda a “era CR7” no Real.

Desde que desembarcou na Espanha, em 2009, Cristiano Ronaldo sempre foi responsável por pelo menos 25% dos gols marcados pelos galácticos nas sete primeiras apresentações de cada edição do principal torneio interclubes do planeta.

Na temporada passada, essa dependência chegou à incrível marca de 57,1%. Na ocasião, o português anotou 12 dos primeiros 21 gols do Real na Liga dos Campeões. Ou seja, mais da metade do total de comemorações da equipe branca tiveram assinatura do craque.

Foi graças a essa fúria artilheira que Cristiano Ronaldo se tornou o maior artilheiro da história da Champions. O camisa 7 já marcou ao longo da carreira 95 gols no torneio continental, dois a mais do que Lionel Messi, seu tradicional arquirrival e segundo colocado no ranking.

Mas se a tradicional maior fonte de gols do Real secou, como o time espanhol está se virando para balançar as redes na Liga dos Campeões 2016/17?

A resposta não está na descoberta de um novo artilheiro, capaz de substituir tudo aquilo que CR7 fazia. Mas sim, na pulverização dos gols.

Até o momento, dez jogadores do Real já marcaram nesta edição da Champions: Morata, Varane, Bale, Asensio, Lucas Vázquez, Benzema, Kovacic, Kroos, Casemiro e, claro, o astro português.

Na temporada anterior, quando a dependência de CR7 atingiu nível recorde, só sete atletas que vestiam branco haviam balançado as redes nesta altura da competição: Benzema, Nacho, Modric, Carvajal, Kovacic, Jesé e ele.

Um time cada vez menos dependente do seu maior astro e cada vez mais solidário. Eis o Real Madrid que sonha com o segundo título consecutivo na Liga dos Campeões.

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Napoli usa até drone para tentar eliminar Real da Champions
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Rafael Reis

Os jogadores do Napoli precisam tomar um cuidado extra durante os treinos no Centro Sportivo di Castel Volturno: evitar que as bolas usadas nos trabalhos técnicos e táticos acertem aqueles pequenos utensílios que insistem em passear pelos céus do CT e sobrevoar suas cabeças.

A preparação do clube italiano para o confronto com o Real Madrid, nesta quarta-feira e no dia 7 de março, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, incluiu até mesmo o uso de drones.

sscnapoli.it

A ideia é uma das invenciones do técnico Maurizio Sarri, técnico conhecido na Itália justamente pela criatividade aplicada nos treinamentos e na criação de jogadas ensaiadas, que dirige a equipe desde 2015.

“Ele usa os drones normalmente durante os treinos exclusivos para os jogadores de defesa. A ideia é ter uma visão aérea do nosso posicionamento. Depois, ele assiste às gravações feitas pelos drones e analisa se a nossa movimentação está correta”, explica o volante brasileiro Allan, também no clube há dois anos.

De acordo com o ex-jogador do Vasco, o uso da parafernalha tecnológica já foi motivo de piadas feitas por torcedores rivais na Itália. No entanto, outros clubes copiaram a ideia e também começaram a recorrer aos drones.

“O Sarri é muito detalhista. Ele trabalha até nossas menores falhas para que tudo saia perfeito na hora do jogo.”

E foi justamente o perfeccionismo do treinador que ajudou Allan a se tornar um dos meio-campistas mais consistentes do futebol italiano. Na atual temporada, ele disputou 22 partidas e deu três passes para gol.

O bom momento fez inclusive com que o jogador de 26 anos começasse a ser alvo de rumores sobre uma possível convocação para a seleção brasileira.

“Não sei se me sinto perto da seleção porque nunca tive nenhum contato com alguém da CBF. Mas me sinto preparado para ser convocado, já que venho fazendo boas temporadas na Itália. Mas não quero só chegar na seleção. Quando surgir a oportunidade, não quero largar mais”, completa.

O primeiro passo para essa tão esperada consagração de Allan pode ser ajudar o Napoli a eliminar o atual campeão Real Madrid da Champions. Com aquela ajudinha básica dos drones, é claro.


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“Ano de ouro” faz Cavani assumir artilharia da Europa
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Rafael Reis

Autor de sete gols em seis partidas desde a virada do ano, o uruguaio Edinson Cavani é o novo líder da Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior goleador das ligas nacionais da Europa na temporada.

Com os dois gols anotados na vitória por 3 a 0 sobre o Bordeaux, na sexta-feira, o camisa 9 do Paris Saint-Germain chegou a 37,5 pontos e assumiu a dianteira na disputa pelo troféu.

Cavani

A liderança de Cavani é um feito extraordinário, já que os gols anotados no Francês têm peso 1,5, inferior ao 2 dos tentos marcados na Inglaterra, na Alemanha, na Espanha, na Itália e mesmo em Portugal.

Curiosamente, a diferença entre o centroavante uruguaio e os três jogadores que dividem a segunda colocação (Edin Dzeko, Luis Suárez e Gonzalo Higuaín) é justamente de um gol seu, ou seja, de 1,5 ponto.

Primeiro colocado no ranking da Chuteira de Ouro durante a maior parte da temporada, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang passou em branco no fim de semana e pagou caro por isso. Da liderança, caiu para o nono lugar, com 34 pontos.

O africano despencou na tabela porque, com exceção dele, todos os outros nove jogadores posicionados entre os dez primeiros colocados do prêmio balançaram as redes na última semana.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Luis Suárez, do Barcelona, que somou 80 pontos (40 gols) na última temporada.

O argentino Lionel Messi, que já ganhou três vezes o prêmio, é o sexto colocado. Eleito o melhor jogador do planeta em 2016, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, aparece apenas em 21º.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 37,5 pontos (25 gols)
2º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 36 pontos (18 gols)
3º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 36 pontos (18 gols)
4º – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 36 pontos (18 gols)
5º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 34 pontos (17 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 34 pontos (17 gols)
7º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 34 pontos (17 gols)
8º – Alexis Sánchez (CHI, Arsenal) – 34 pontos (17 gols)
9º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 34 pontos (17 gols)
10º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 32 pontos (16 gols)


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