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Gigantes do futebol: 5 jogadores famosos com mais de 2 m de altura
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Rafael Reis

Tamanho não é documento… pelo menos, no futebol. Se fosse, Diego Maradona (1,65 m), Lionel Messi (1,70 m) e até mesmo Pelé (1,73 m) não seriam alguns dos jogadores mais importantes de todos os tempos.

Mas é inegável que ser alto pode ser um benefício e tanto para determinados futebolistas, principalmente aqueles que atuam em determinadas posições, como goleiro, zagueiro ou centroavante.

Listamos abaixo 5 gigantes do futebol mundial, jogadores com mais de 2 metros de altura, que poderiam tranquilamente se aventurar nas quadras de vôlei e basquete.

PETER CROUCH
Atacante
35 anos
Inglaterra
Stoke City (ING)
2,01 m
Crouch
Crouch é, sem dúvida, o gigante mais conhecido do futebol mundial. Afinal, foram três anos vestindo a camisa do Liverpool e seis na seleção inglesa, com direito a participação de duas Copas do Mundo, 2006 e 2010. Apesar de extremamente alto, nunca foi de fazer muitos gols de cabeça. Culpa talvez da falta de força física, já que pesa apenas 75 kg, muito pouco para um homem de 2,01 m. Já veterano e em baixa na carreira, começou a temporada como reserva do Stoke City, mas recuperou a posição nas últimas rodadas.

LACINA TRAORÉ
Atacante
26 anos
Costa do Marfim
CSKA Moscou (RUS)
2,03 m
Lacina
O gigante marfinense tem o sugestivo apelido de “Tanque”, disputou as duas últimas edições da Copa Africana de Nações, mas foi ignorado desta vez. Desde 2014, quando deixou o futebol russo para defender o Monaco, Traoré não consegue se firmar em lugar nenhum. O centroavante ainda pertence ao clube francês, mas já foi emprestado ao Everton e atualmente está cedido ao CSKA Moscou.

FRASER FORSTER
Goleiro
28 anos
Inglaterra
Southampton (ING)
2,01 m
Forster
Apesar de ter sido reserva da seleção inglesa na Copa do Mundo-2014 e na Eurocopa-2016, é considerado por muitos com o melhor goleiro da Inglaterra nos últimos anos. Mas, antes de conseguir destaque em sua terra natal, Forster teve de ralar muito. Revelado pelo Newcastle, o goleiro precisou ir jogar na Escócia para chamar a atenção dos ingleses. Foram quatro anos no Celtic até o Southampton decidir contratá-lo, em 2014.

COSTEL PANTILIMON
Goleiro
29 anos
Romênia
Watford (ING)
2,02 m
Pantilimon
O goleiro romeno conhecido do grande público em sua passagem pelo Manchester City, entre 2011 e 2014. Reserva de Joe Hart, o grandalhão disputou 29 partidas com a camisa azul celeste, a maior parte delas na Copa da Inglaterra e na Copa da Liga Inglesa. Liberado há dois anos e meio, ele passou pelo Sunderland e, desde o início da temporada, defende o Watford, onde também é reserva.

ANDREAS ISAKSSON
Goleiro
35 anos
Suécia
Djugardens (SUE)
2,01 m
Isasksson
Foi dono da meta da seleção sueca por incríveis 14 anos e disputou duas Copas do Mundo (2002 e 2006) e quatro Euros (2004, 2008, 2012 e 2016). Também teve uma carreira de relativo sucesso em clubes: foram duas temporadas de Manchester City e quatro no PSV Eindhoven, além de uma passagem quando garoto pela Juventus.  Em agosto, decidiu voltar para casa depois de mais de uma década no exterior e assinou com o Djugardens.


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Neymar? Artilheiro brasileiro na temporada é meia e ex-Grêmio; veja ranking
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Rafael Reis

Quem é o artilheiro brasileiro na Europa nesta temporada?

Nos últimos anos, a resposta para essa pergunta era tão simples que chegava a ser automática: Neymar. Mas os gols do camisa 11 do Barcelona secaram, e ele abriu espaço para a zebra. E que zebra.

Ex-jogador do Grêmio, o meia Giuliano, 26, nunca foi um goleador e sempre brilhou mais na criação do que na finalização das jogadas. Mas tudo mudou quando foi contratado pelo Zenit São Petersburgo, em julho do ano passado.

Com 14 gols (sete no Campeonato Russo, seis na Liga Europa e mais um na Copa da Rússia), o paranaense de Curitiba é o brasileiro que mais balançou as redes nesta temporada do futebol europeu.

O ranking leva em consideração todos os jogadores brasileiros inscritos nas dez principais ligas nacionais do Velho Continente, segundo o coeficiente da Uefa (Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália, França, Portugal, Rússia, Ucrânia, Bélgica e Turquia).

Em 2016/17, Giuliano marcou o dobro de gols de Neymar, o principal nome da seleção brasileira na atualidade, que só marcou sete vezes com a camisa do Barcelona nos últimos cinco meses.

Na Liga Europa, competição na qual mais tem se destacado, o goleador brasileiro na temporada divide a artilharia com o espanhol Aritz Aduriz (Athletic Bilbao) e lidera o ranking de assistências, com cinco passes para gol.

Isso significa que, dos 17 gols anotados pela equipe russa no torneio continental, 11 contaram com participação direta do meio-campista.

O bom futebol do camisa 7 do Zenit atraiu a atenção do técnico Tite, que o inseriu em todas as suas convocações para a seleção brasileira no segundo semestre do ano passado –foi, inclusive, titular contra a Bolívia.

Entre os brasileiros, quem mais se aproxima do faro artilheiro mostrado por Giuliano nesta temporada é outra surpresa: Júnior Moraes, revelado pelo Santos, que hoje atua no ucraniano Dínamo de Kiev. O atacante já fez 13 gols em 2016/17.

O pódio do ranking conta ainda com o meia-atacante Lucas, do PSG, e Welthon, atacante que atuava no futebol paraense antes de ser contratado pelo português Paços de Ferreira. Cada um deles já balançou as redes 11 vezes na temporada.

Confira os maiores artilheiros do Brasil na temporada europeia:

1º – Giuliano (Zenit São Petesburgo-RUS) – 14 gols
2º – Júnior Moraes (Dínamo de Kiev-UCR) – 13
3º – Lucas (Paris Saint-Germain-FRA)
Welthon (Paços de Ferreira-POR) –11
5º – Willian José (Real Sociedad-ESP) – 10
6º – Raffael (Borussia Mönchengladbach-ALE)
Jonathas (Rubin Kazan-RUS) – 8


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Influência argentina: Brasil tem pupilo de Simeone no Sul-Americano sub-20
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Rafael Reis

A seleção que estreia nesta quarta-feira no Sul-Americano sub-20, contra o anfitrião Equador, é brasileira. Mas, conta com uma pitada de Argentina.

Ela atende pelo nome de Caio Henrique, volante de 19 anos que se tornou um discípulo fiel do seu treinador, Diego Simeone.

Caio Henrique

Formado nas categorias de base do Santos, ele deixou o clube onde começou para defender o Atlético de Madri, a partir de fevereiro do ano passado. Bastou um ano no exterior para que o técnico argentino transformasse completamente seu futebol.

“Quando cheguei na Espanha, meu negócio era jogar com a bola no pé. Mas, hoje, tenho um pensamento diferente, virei um jogador mais brigador”, afirma Caio Henrique, camisa 10 nos tempos de Santos, em entrevista por telefone.

A preocupação com a marcação não é à toa. Quando jogador, Simeone era um típico volante batalhador, daqueles que não desgrudam dos meias adversários e, muitas vezes, são até taxados de desleais.

O apreço pela redução de espaços e marcação ferrenha, além do espírito brigador característico de jogos da Libertadores, foi transportado para sua vitoriosa carreira de treinador do argentino, campeão espanhol com o Atlético em 2014 e vice da Champions em 2014 e 2016.

“Por ter sido meio-campista, o Simeone acaba dando uma importância maior para esse setor. Ele sempre fica nos pedindo mais vontade, mais disposição”, conta.

No caso de Caio, os pedidos estão sendo atendidos. O brasileiro caiu nas graças do técnico argentino. Contratado inicialmente para fazer parte do time B, ele já foi promovido à equipe principal, foi inscrito na Liga dos Campeões e participou de um jogo da Copa do Rei (6 a 0 contra o Guijuelo, em novembro).

“Tudo está acontecendo muito rápido para mim. Confesso que assustei um pouco no início. Eu estava acostumado a ver esses jogadores só pela TV e, de repente, comecei a treinar com eles.”

De todos os jogadores do Atlético, dois especialmente chamam a atenção de Caio e acabam servindo de espelho para ele.

“O Tiago é muito inteligente, e o Koke é outro que admiro demais. Sempre procuro reparar nos jogadores da minha posição para aprender com eles.”

Convocado por Rogério Micale para a seleção sub-20, Caio Henrique vê no Sul-Americano uma chance de diminuir aquele que ele considera um dos poucos pontos negativos de ter trocado ainda na adolescência o Santos pelo Atlético de Madri.

“Sei que vai ser mais difícil ficar conhecido no Brasil. Mas agora tem o Sul-Americano, os jogos serão televisionados, terá muita gente assistindo. É uma oportunidade muito grande para mim.”


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Icardi encosta em Aubameyang e fica a um gol da ponta da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Capitão e principal jogador da Inter de Milão, o atacante argentino Mauro Icardi se tornou a ameaça número um à liderança de Pierre-Emerick Aubameyang na Chuteira de Ouro.

Com o gol marcado na vitória por 3 a 1 sobre o Chievo Verona, no sábado, o artilheiro do Campeonato Italiano assumiu a segunda colocação do prêmio concedido ao maior goleador das ligas nacionais da Europa e encostou no gabonês do Borussia Dortmund.

Icardi

Apenas um gol separa Icardi de Aubameyang. O argentino acumula 30 pontos na temporada (fruto dos 15 gols anotados na Serie A), contra 32 (16 gols na Bundesliga) do líder da Chuteira de Ouro.

E é bem possível que o astro do Dortmund perca seu lugar no topo no ranking nas próximas semanas. O atacante está servindo a seleção gabonesa na Copa Africana de Nações e pode perder até três rodadas do Campeonato Alemão caso chegue à final do torneio continental.

Assim como Icardi, quem está em alta é Luis Suárez. Último vencedor da Chuteira de Ouro, o uruguaio do Barcelona entrou pela primeira vez no top 10 do prêmio nesta temporada depois de marcar duas vezes ante o Las Palmas, no sábado.

O camisa 9 do Barça, que somou 80 pontos em 2015/16, é o quinto colocado, com 28 pontos.

O argentino Lionel Messi, seu companheiro no Barcelona, que já ganhou três vezes o prêmio, ocupa o sexto lugar. Eleito o melhor jogador do planeta em 2016, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, é o 21º.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 32 pontos (16 gols)
2º – Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 30 pontos (15 gols)
3º – Christian Gytkjaer (DIN, Rosenborg) – 28,5 pontos (19 gols)
4º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 28 pontos (14 gols)
5º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 28 pontos (14 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 28 pontos (14 gols)
7º – Diego Costa (ESP, Chelsea) – 28 pontos (14 gols)
8º – Zlatan Ibrahimovic (SUE,Manchester United) – 28 pontos (14 gols)
9º – Alexis Sánchez (CHI, Arsenal) – 28 pontos (14 gols)
10º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 27 pontos (18 gols)


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Modelo croata fez fama por sexo em campo e virou até colunista de jornal
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Rafael Reis

Sabe aquelas personalidades que fazem tudo pela fama e não deixam escapar uma oportunidade de aparecer na TV, protagonizar reportagens de sites, jornais e revistas e bombar nas redes sociais?

Pois bem, a croata Nives Celsius nem precisou pegar Modric, Rakitic ou qualquer outro jogador de primeiro escalão para se tornar uma das mulheres de atletas mais conhecidas do planeta.

Celsius

A modelo, escritora e cantora (sim, ela diz que faz tudo isso) só precisou do casamento com o ex-zagueiro Dino Drpic, que jogou apenas uma vez pela seleção croata, para se tornar famosa internacionalmente.

Nives se tornou conhecida fora do seu país oito anos atrás, quando contou em um programa local de TV que havia transado com o então marido no gramado do estádio Maksimir, casa do Dínamo de Zagreb.

Coincidência ou não, a carreira de Drpic no clube durou pouco. Seis meses depois da revelação, o clube croata decidiu vender o zagueiro para o Karlsruher, da Alemanha.

Desde então, Nives sempre vem dando um jeito de usar o futebol para se manter na mídia.

A celebridade croata chegou a ter uma coluna no jornal popular alemão Bild, onde distribuía conselhos sobre as melhores técnicas para se relacionar com os jogadores.

“Confortar sexualmente após uma derrota é sempre bem pensado” e “se um futebolista sente que já te conquistou e que não tem mais nada para ganhar com você, então ele irá procurar um novo território para explorar“ estão entre as dicas publicadas que foram publicadas por ela.

Além disso, Nives já lançou algumas músicas com temáticas do mundo da bola.

Nives Celsius

Na letra de uma delas, ela cita os nomes de Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Fernando Torres. Em outra, cita Sergio Ramos como seu muso e revela o sonho de fazer sexo no Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid.

Até o Brasil já esteve na mira. Em 2014, ela lançou uma música chamada “Take me to Brazil”, em homenagem à Copa do Mundo. No clipe, Nives aparece com uma pintura corporal da camisa da seleção e com um celular dentro da calcinha (referência a Larissa Riquelme, “estrela” do Mundial de 2010, também citada na canção).


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Por que a China não fez outra “limpa” nos clubes brasileiros?
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Rafael Reis

O torcedor que viu o desmanche corintiano e as idas de Luís Fabiano e Geuvânio para a segunda divisão chinesa, há um ano, chegou a imaginar que uma nova ofensiva em massa do maior mercado do Oriente acertaria em cheio os clubes brasileiros neste verão. Mas não foi o que aconteceu.

Nos primeiros 15 dias de janela de transferência da China, nenhum time da primeira divisão da liga mais rica da Ásia contratou sequer um atleta vinculado a uma equipe brasileira. E o cenário não deve mudar muito até o início da temporada, em março.

Renato Augusto

Afinal, são poucos os jogadores daqui que despertaram o interesse chinês recentemente: Marinho, Lucas Pratto, Lucas Lima (pelo menos segundo seu empresário, que se recusa a dizer qual é o clube que deseja o meia do Santos) e praticamente mais ninguém.

Mas o que aconteceu ao longo dos últimos 12 meses que fez o Brasil deixar de ser o principal local de captação de jogadores estrangeiros para o Campeonato Chinês?

Apesar de a pergunta sugerir uma resposta complexa, a razão é bastante simples.

Cada vez mais ricos (e sem nenhum indício de que esse crescimento esteja próximo de bater no teto), os clubes chineses conseguem hoje contratar jogadores melhores e mais caros do que aqueles que o mercado brasileiro tem a oferecer.

É isso mesmo, o futebol do Brasil ficou pequeno demais para os tamanhos da ambição e do dinheiro da China.

Basta dar uma olhada nos maiores nomes contratados nos últimos anos pelos times do país mais populoso do planeta para constatar isso.

Entre 2013 e 2014, os grandes reforços da Superliga Chinesa foram Montilo e Vágner Love. Um ano depois, Ricardo Goulart, Gilardino e Diego Tardelli. Na temporada passada, Alex Teixeira, Renato Augusto, Ramires, Gervinho, Gil, Hulk e Jackson Martínez. Agora, Tevez e Oscar.

Além disso, boa parte do primeiro escalão do futebol mundial recebeu nos últimos meses alguma oferta tentadora para ir jogar na China. E quando falo em primeiro escalão, estou falando de Messi, Cristiano Ronaldo, Rooney, Diego Costa…

Some-se a isso o fato de a China ter um limite bem rígido de apenas cinco estrangeiros por clube e de, a partir de 2017 só poder escalar três deles em uma mesma partida, e temos o cenário que afastou os clubes de lá do mercado brasileiro.

Enfim, se há pouco espaço para atletas estrangeiros e os times chineses têm dinheiro suficiente para contratar (ou ao menos sonhar) com grandes nomes estabelecidos na Europa, por que eles gastariam essas vagas com os jogadores de menor impacto que os clubes brasileiros têm a oferecer?


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7 transferências dos anos 1990 que parecem absurdas hoje em dia
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Rafael Reis

O futebol muda. O dinheiro e o sucesso trocam de mãos. Times que eram gigantes praticamente caem no esquecimento, enquanto novas forças surgem empurradas por proprietários milionários ou muito trabalho.

Até por isso, muita coisa que aconteceu no passado da modalidade simplesmente não faz sentido para nossos olhos e repertórios de informações atuais.

Listamos abaixo sete transferências internacionais dos anos 1990 que certamente não se repetiriam nos dias de hoje. E, mais que isso, que chegam até a parecer estranhas para quem não viveu aquela época.

ROMÁRIO
Foi do Barcelona para o Flamengo em 1995
Romário
Seis meses depois de ser o protagonista da conquista do tetracampeonato da Copa do Mundo com a seleção brasileira, o melhor jogador do planeta de 1994 decidiu dar um basta em sua carreira na Europa e voltar para o calor do Rio de Janeiro. Com uma poderosa e inusitada campanha de marketing, o Flamengo conseguiu repatriar o Baixinho e construir o “melhor ataque do mundo” (Sávio, Romário e Edmundo), que não deu muito certo.

RONALDO
Foi do Barcelona para a Inter de Milão em 1997
RONALDO
Vocês conseguem imaginar Messi ou Cristiano Ronaldo deixando o futebol espanhol para jogar na Itália? E ainda por cima para defender outro clube que não a Juventus? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu em 1997. Ronaldo, ainda antes de ganhar o apelido Fenômeno, havia acabado de ser eleito o melhor jogador do mundo e fazer uma temporada de estreia histórica pelo Barcelona quando se mandou para a Inter de Milão, uma das potências do campeonato nacional mais forte e rico da época, o Italiano.

DENILSON
Foi do São Paulo para o Betis em 1998
Denilson
Hoje em dia, uma jovem estrela do São Paulo frequentemente convocada para seleção brasileira se transferir para o Betis já seria algo bizarro. Agora, essa transferência ser a mais cara da história do futebol mundial é algo que chega a beirar a insanidade. Sim, Denilson, aquele que hoje é comentarista da Band, foi para o clube espanhol por uma fortuna até então jamais paga por um jogador de futebol: 32 milhões de dólares.

DAVID GINOLA
Foi do Paris Saint-Germain para o Newcastle em 1995
Ginola
O meia francês era um dos principais astros do Paris Saint-Germain quando aceitou o convite para vestir a camisa do Newcastle e jogar na Premier League. Só que naquela época, 22 anos atrás, o PSG ainda não era rico, não tinha ambição de vencer a Liga dos Campeões da Europa e nem mesmo era a principal potência da França. Já o Newcastle, era uma força da Inglaterra, não um time da segunda divisão.

DEJAN PETKOVIC
Foi do Real Madrid para o Vitória em 1997
Petkovic
Um sérvio ir parar na Bahia é algo que certamente não se vê todo dia. Agora, um sérvio deixar o Real Madrid para jogar no Vitória é daquelas situações que só acontecem uma vez por século. Petkovic já tinha oito jogos pelo time principal do Real e nenhum vínculo com o Brasil quando foi descoberto pelo time baiano em um torneio amistoso e aceitou convite para ser emprestado ao Vitória. Deu tão certo que Pet virou ídolo no novo país e também passou por Flamengo, Vasco, Fluminense, Goiás, Santos e Atlético-MG.

CÉSAR SAMPAIO, EVAIR E ZINHO
Foram do Palmeiras para o Yokohama Flugels em 1995
Cesar Sampaio
Três das estrelas do Palmeiras na conquista do bicampeonato brasileiro, em 1993 e 1994, decidem deixar o país seduzidos por propostas milionárias vindas do Oriente. Parece até algo atual, né? Só que eles não foram para a China, mas sim para o Japão, o mercado asiático que, naquele momento, havia acabado de descobrir o futebol e investia pesado para atrair jogadores de fama internacional para turbinar sua liga.

ANTÔNIO CARLOS
Foi do São Paulo para o Albacete em 1992
Zago
O hoje treinador do Internacional havia conquistado o título da Libertadores do São Paulo quando aceitou uma proposta de transferência para o futebol espanhol. Até aí nada demais, certo? Mas seu destino não foi nenhum Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid ou mesmo Sevilla. Zago foi parar no Albacete, clube que hoje está na terceira divisão do Campeonato Espanhol.


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1 em cada 5 jogadores da Copa Africana nasceu em outro continente
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Rafael Reis

Eleito o melhor jogador africano de 2016, o meia-atacante Ryiad Mahrez, do Leicester, nasceu em Sarcelles, no subúrbio de Paris. Vencedor do prêmio no ano anterior, Pierre-Emerick Aubameyang, estrela do Borussia Dortmund, é natural de Laval, cidade no noroeste da França.

O camisa 7 da seleção argelina e o número 9 de Gabão são apenas dois dos 80 jogadores inscritos na Copa Africana de Nações que não nasceram no continente.

Aubameyang

Não, você não leu errado, nada menos do que 21,7% de todos os atletas que começam a disputar neste sábado a competição africana, no Gabão, são oriundos de outros cantos do mundo.

A lista é realmente enorme. Só de jogadores nascidos na França são 69. Suécia, Portugal, Espanha, Bélgica, Suíça, Holanda, Inglaterra e até Canadá também têm representantes no torneio.

A situação é tão curiosa que há seleções em que os atletas nascidos no próprio país nem são maioria. Marrocos, por exemplo, conta com 16 jogadores de outros continentes. Na Argélia, de Mahrez, os “estrangeiros” são 13 dos 23 convocados.

Apenas três dos 16 times da Copa Africana (Zimbábue, Egito e Uganda) contam com elencos formados exclusivamente por atletas nascidos no próprio continente.

A presença massiva de europeus e até mesmo de um americano na competição é reflexo das questões geopolíticas e das fortes correntes migratórias que marcaram a história africana nas últimas décadas.

Mahrez, Aubameyng, os irmãos Ayew (Gana), o atacante Moussa Sow (Senegal), o zagueiro Mehdi Benatia (Marrocos), o meia Serge Gakpé (Togo) e tantos outros são filhos e netos de africanos que deixaram o continente para fugir de guerras ou em busca de melhores condições de vida para suas famílias.

Alguns desses estrangeiros chegaram inclusive a defender na juventude as seleções dos países onde nasceram.

O volante Mario Lemina, da Juventus, companheiro de Aubameyang no Gabão, foi campeão mundial sub-20 com a França em 2013. Já o meia-atacante Mehdi Carcela-González passou por todas as seleções de base da Bélgica e chegou a disputar dois amistosos com o time principal antes de passar a defender Marrocos.

A escolha de qual seleção defender, na maioria dos casos, é uma decisão profissional, movida mais por oportunidades futuras do que pelo coração.

Lemina e Carcela-González, por exemplo, sabiam que teriam chances bem maiores de construir uma história nas seleções dos países dos seus antepassados, onde a concorrência por uma vaga no time nacional é bem menor.

Mas há exceções. E Aubameyang é uma delas. O centroavante do Dortmund era apto a jogar pelas seleções de França, onde nasceu, Itália, onde cresceu, e Espanha, país de sua mãe, mas preferiu vestir a camisa do Gabão em homenagem a seu avô.

Hoje, é uma das estrelas da Copa Africana das Nações, ou melhor, da Copa dos migrantes.


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“Balotelli só precisava de carinho”, diz Dante, companheiro e tutor no Nice
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Rafael Reis

Dois anos e meio depois do 7 a 1 e das inúmeras críticas recebidas por sua atuação na histórica derrota do Brasil para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo-2014, Dante não tem mais do que reclamar.

Aos 33 anos, o zagueiro se tornou referência do Nice, o surpreendente líder do Campeonato Francês, que tem deixado para trás Paris Saint-Germain e Monaco. O baiano veste a braçadeira de capitão do time rubro-negro e tem uma tarefa extra: a de ser uma espécie de tutor de um dos maiores ''garotos-problema'' do futebol mundial.

Experiente e escaldado por tudo que já viveu ao longo da carreira, é Dante quem costuma oferecer um ombro amigo para Mario Balotelli, a polêmica estrela italiana que veste a camisa 9 do Nice.

Balotelli

“Balotelli só precisava de carinho. Não dá para ficar julgando todas as atitudes dele. Ele é meio carente, um cara que sente demais todas as críticas que recebe”, afirmou, por telefone, o zagueiro.

Até cinco meses atrás, quando passou a dividir vestiário com o italiano, Dante tinha uma visão completamente diferente sobre seu atual companheiro de clube. Uma visão construída por várias confusões dentro e fora de campo – como o episódio em que o astro foi flagrado jogando dardos contra meninos das categorias de base do Manchester City.

“Eu sabia que ele era um jogador especial. Mas, achava que ele era um cara meio doido, louco da cabeça mesmo. Mas não, essa é só a imagem que foi criada. Na verdade, ele é muito agradável e fácil de conviver.”

No Nice, Balotelli reencontrou o bom futebol que parecia perdido em algum lugar no passado. O italiano já marcou dez gols em 14 partidas pelo clube francês. Desde 2011, quando ainda jogava no City, ele não balançava tanto as redes na primeira metade da temporada.

Mas isso não significa que o italiano tenha se afastado completamente das confusões. Apesar de não ter atuado nem 15 vezes, ele já recebeu dois cartões vermelhos no Nice.

“É difícil. Todo time que enfrentamos fica provocando ele”, defende o zagueiro e tutor brasileiro.

Com a dupla Dante e Balotelli entrosada dentro e fora de campo, o Nice passou a sonhar com algo que parecia impossível: encerrar a hegemonia de quatro temporadas do PSG e conquistar seu primeiro título francês desde 1959.

A equipe encerrou o primeiro turno no topo da classificação da Ligue 1, com 44 pontos. São dois de vantagem para o Monaco e cinco a mais que o PSG.

“Temos de pensar jogo a jogo. É inútil já começar a pensar em ser campeão. Temos de focar apenas no próximo jogo.”

Mas, e em caso de título, qual será a relação de Dante? “Se eu vir a conquistar algo com o Nice, não vou dedicar a quem falou mal de mim. Não quero calar a boca de ninguém.”

Afinal, dois anos e meio depois do momento mais doloroso de sua carreira, o zagueiro brasileiro não tem do que reclamar. Graças a ele, ao Nice e a Balotelli.


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Precisando de gols? Cinco “camisas 9″ brasileiros para seu time repatriar
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Rafael Reis

Seu time ainda precisa de um homem-gol para a próxima temporada? Então, talvez seja melhor dar uma olhada no exterior do que tentar garimpar algum nome perdido no meio no mercado interno.

Apesar de a fartura não ser a mesma de uma década atrás, o Brasil ainda tem espalhados por Europa e Ásia muitos atacantes que fatalmente seriam titulares em praticamente todos os times nacionais.

Alguns são realmente muito caros e necessitariam de uma grande engenharia financeira para retornar para casa. Mas outros, nem tanto assim.

Destacamos abaixo cinco sugestões de camisa 9 brasileiros que estão no exterior e poderiam reforçar o setor ofensivo do seu time em 2017.

TAISON
28 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)
Taison
Sua convocação para a seleção dividiu opiniões. Mas, apesar de ser um nome questionável para a equipe de Tite, o atacante do Shakhtar Donetsk seria um grande reforço para qualquer clube brasileiro. O Internacional tentou resgatar a cria da sua categoria de base para aliviar um pouco a dor do rebaixamento para a Série B. No entanto, o negócio por Taison não avançou. Alguém mais se interessa?

NILMAR
32 anos
Al-Nasr (EAU)
Nilmar
Toda vez que a janela de contratações internacionais se abre no Brasil, algum clube ventila a possibilidade de repatriar o atacante paranaense. Desta vez, São Paulo e Fluminense foram os primeiros clubes a cogitar ver Nilmar vestindo suas camisas 9 em 2017. Ex-Internacional e Corinthians, ele está nos Emirados Árabes desde o segundo semestre de 2015 e tem apenas mais cinco meses de contrato com o Al-Nasr.

DIEGO TARDELLI
31 anos
Shandong Luneng (CHN)
Diego Tardelli
Afastado do elenco principal do Shandong Luneng no segundo semestre do ano passado devido ao limite de estrangeiros do clube, passou os últimos meses em clima de namoro com o Atlético-MG, time do qual é ídolo, mas a negociação não avançou. Com a saída de Montillo para o Botafogo, a equipe chinesa voltou a espaço para inscrever Diego Tardelli. Mas nada que impossibilite um retorno para casa.

DENTINHO
27 anos
Shakhtar Donestk (UCR)
Dentinho
Apesar de não ser titular em todas as partidas do Shakhtar, está com a carreira consolidada na Ucrânia e acabou de renovar contrato. Mas isso não impede, por exemplo, um empréstimo para o futebol brasileiro. Formado no Corinthians, Dentinho sempre aproveita as férias para visitar o antigo clube e matar saudades das pessoas que acompanharam o início de sua carreira.

JONATHAN CAFÚ
25 anos
Ludogorets (BUL)
Cafu
O atacante menos conhecido da lista é também aquele que está mais em alta. Ex-Ponte Preta e São Paulo, Jonathan Cafú marcou duas vezes na fase de grupos da Liga dos Campeões, foi o destaque do modesto Ludogorets (BUL) na competição europeia e viu seu nome ser ligado a Lazio, Leicester e Lyon. Mas, apesar do sucesso, o jogador de 25 anos não é tão caro assim. Pelo menos, não a ponto de impossibilitar uma transferência para o Brasil.


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